(A explicação desta iniciativa.)
Domingos Salvador, Mia
Fernando Figueiredo, PS
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.
(A explicação desta iniciativa.)
Domingos Salvador, Mia
Fernando Figueiredo, PS

Entram já hoje em acção as primeiras labaredas do Dragão para a época 2009/10!
E quem não é Dragão o melhor é começar já a fugir!!!
Apareceu agora em forma de novo o “velho Pro vida” !
Está contra o aborto, contra o preservativo, contra os casamentos entre homossexuais, contra a eutanásia, não será este o tal “Partido do contra” de que ouvi aqui falar?
O que me chateia é que para eles serem “pro vida” eu terei que ser “pro morte” o que é uma coisa longe da verdade, eu não penso como eles porque estou convencido que o que defendo é a bem das pessoas e das suas vidas.
Ser pro vida é ser a favor das pessoas e da vida? Nem por sombras e não vale a pena relembrar os argumentos que já foram esgrimidos e que são maioritários na sociedade.
O nome que utilizam é discriminatório e injusto, porque coloca os seus mentores no lado da vida e, os que não pensam como eles no outro lado, que é um lado onde ninguem quer estar. O lado da morte!
Se um aborto não se faz em condições sanitárias e médicas e morre a mãe, é pro vida ?
A eutanásia que apenas apressa a vinda “da maldita” e evita tanto sofrimento, é pro morte?
Eu não gosto do nome destes senhores e senhoras, acho mesmo que é contra a constituição .Não podem catalogar-me pelas minhas ideias, atirando-me para o inferno.
Estas senhoras têm “papel passado” por Deus para decidirem o que é vida e o que é morte?
Laura Santos, PS, Mafamude, Vila Nova de Gaia
Fernando Vieira, actual Presidente, Candidato Mafamude, Gaia na Frente

Sempre que há eleições em Portugal, a polémica com as listas é sempre uma constante.
Temos visto, nos últimos dias, problemas nas escolhas dos candidatos.
Infelizmente costuma ser um hábito, os políticos mudaram-se do seu distrito de origem para outro mais conveniente e onde a sua eleição seja mais garantida.
Qual a consequência de tudo isto? Vamos ter políticos que deveriam defender o distrito por onde forem eleitos mas que nem sabem quais são os problemas reais.
No Porto, por exemplo, Miguel Frasquilho faz parte da lista do PSD, mas não se conhecem ligações ao distrito.
O mesmo se pode dizer de Ana Paula Vitorino do PS que sai da lista alfacinha para a do Porto.
O que dizer de Manuela de Melo que passou para a lista de Lisboa ou Francisco Assis que se mudou para o distrito de Leiria.
Depois há igualmente os filhos de políticos que também nas listas.
Luís Filipe Menezes (filho) ou Nuno Encarnação, filho do presidente da Câmara de Coimbra, Carlos Encarnação, são apenas alguns dos exemplos.
Bem sei que tudo isto é legítimo… mas não será tudo isto reprovável do ponto de vista moral.
O Presidente OBAMA tenta o que muitos já tentaram e não conseguiram. Criar um SNS no país mais rico . Onde há 50 milhões de pessoas sem seguro de saúde, todos os dias 14 mil perdem o seu seguro de saúde.
Há 97 anos que os sucessivos presidentes tentam uma reforma do sistema nacional de saúde . Harry Truman, em 1945, foi o único que obteve uma proposta concreta.
Os USA gastam 16% do PIB em saúde enquanto Portugal gasta 10% e , no entanto, a Organização Mundial de Saúde diz que Portugal tem o 12º melhor resultado enquanto os USA estão em 37º. Os europeus vivem mais tempo e têm taxas mais baixas de mortalidade infantil.
Os interesses económicos ligados às seguradoras têm impedido esta reforma, e os altos valores dos seguros pagos pelas empresas americanas estão a minar a competitividade da economia.
Os republicanos opõem-se ferozmente a esta reforma porque sabem que se Obama a conseguir implantar assegura um trunfo político poderoso e que irá ter consequências profundas em outras reformas fundamentais.
43% das pessoas com doenças crónicas e com seguros de saúde não conseguiram ter acesso aos cuidados de saúde de que necessitam. Dois terços dos que abriram falência fizeram-no porque não conseguiram pagar os custos de saúde embora pagando seguros de saúde.
Se os Democratas conseguirem a reforma da saúde , irão gozar de uma popularidade que poderá ter repercussão na próxima geração, mantendo afastados do poder os Republicanos por muitos anos, tais são as consequências favoráveis na vida dos cidadãos americanos.
PS: Expresso, de 7/8
(iniciativa explicada aqui)
O Aventar tem mostrado à Blogosfera alguns cartazes relativos às eleições autárquicas, com especial destaque para a área do Grande Porto.
Hoje vinha apresentar uma forma especial de fazer política – o método LFM.
O método LFM é do tipo “Eu sou o maior e por isso nem sequer preciso de fazer campanha”.
A coligação Gaia na Frente (PSD + CDS) não tem qualquer cartaz relativo à Câmara Municipal – segundo a Presidência apenas haverá campanha depois das Legislativas.
Por enquanto, nas ruas podemos ver dois tipos de cartazes:
E estes últimos estão presentes em tudo quanto é lado.
Há obra? Há sim senhor!
Mas…
Ontem tive de vir ao Porto, e ficar todo o dia em casa, naquela que foi uma breve interrupção das minhas férias.
A meio da manhã, estava muito descansado a ler o jornal na esplanada de um café daqui da beira (sim, em Rio Tinto há esplanadas), quando se abeira de mim uma simpática senhora com um magote de folhetos amarelos. Era a candidata à Junta de Freguesia de Fânzeres pelo Partido Socialista, Fernanda Vieira. Abordou-me e apelou ao voto na sua candidatura.
Perante tanta simpatia, senti-me desconfortável por ter de lhe dar duas tristes notícias: em primeiro lugar, que não voto em Gondomar mas sim no Porto; e em segundo lugar, que no sítio onde estávamos a conversar era Rio Tinto e não Fânzeres.
Seguiu-se uma breve conversa sobre os principais problemas da freguesia. Pedi-lhe que, se fosse eleita, tivesse sentidas preocupações com os peões e com a vergonha do estacionamento em cima das passadeiras e em cima dos passeios. Concordou comigo, claro, nem se esperava outra coisa. Pedi-lhe ainda que, se fosse eleita, fizesse melhor trabalho do que o PS nacional que está no Governo. Omito a sua resposta por não lhe ter pedido autorização para publicá-la.
E lá foi embora a candidata do PS à Junta de Fânzeres. E lá continuei eu a ler tranquilamente o meu jornal.
(A explicação desta iniciativa)
Candidata do PS, Fernanda Almeida
Candidato da Coligação “Gaia na frente” e actual Presidente da Junta, Joaquim Leite
Um dos maiores comediantes nacionais, Raul Solnado, morreu hoje às 10h50, aos 79 anos, no Hospital de Santa Maria, em Lisboa.
Nasceu em Lisboa, a 19 de Outubro de 1929. Começou como actor amador, no Grupo Dramático da Sociedade de Instrução Guilherme Cossul, em 1947.
Profissionalizou-se em 1952 e lançou uma carreira como artista de variedades e teatral.
Em 1960 adapta para português "A Guerra de 1908", de Miguel Gila, e, em 1961, interpreta-o na revista "Bate o Pé", no Teatro Maria Vitória. A edição em disco, em conjunto com "A história da minha vida", bateu ecordes de vendas.
A sua passagem pela televisão ficou marcada pelos programas "Zip Zip", "A Visita da Cornélia" ou ainda "O Resto São Cantigas".
Raul Solnado fez-me rir com as suas histórias. Obrigado.
(explicação da iniciativa aqui)
José Romano, PS, Mafra (Autárquicas 2005)
(via devaneios de gozões)

Deixo um conselho, gratuito, destas vez aos caros socratistas empenhados em pegar no processo CTT para tramarem o PSD: não se metam nisso. É um facto que a tendência é para o PSD sair queimado mas o PS é no mínimo chamuscado. Ou não seja o arguido Luís Vilar parte da actual Comissão Técnica Eleitoral Distrital de Coimbra do Partido Socialista.
Como se lê no JN sobre a TCN “em cada operação, tinham o cuidado de estabelecer movimentos concertados junto da oposição (PS), proporcionando a todos, directa ou indirectamente envolvidos, remunerações…!”.
Além disto e como podem observar, a cor do edifício pode ser enganadora mas ao passar nas televisões é capaz de mexer no subconsciente do eleitorado.

O Ricardo Alves localizou duas personagens que voltam a deputadas pelo partido de Sócrates: “duas senhoras que votam sistematicamente à direita, senão mesmo à extrema-direita, continuam por lá. A Rosário Carneiro é a número seis pelo Porto, e a Teresa Venda a terceira por Braga.”
Para os mais distraídos “o currículo destas duas damas, que começaram a ser eleitas pelo PS em 1995 (Guterres, lembram-se?), inclui votarem favoravelmente a homenagem parlamentar a um bombista de extrema direita, votarem contra a despenalização da IVG, tentarem punir quem «incentivasse o aborto através da publicidade», votarem contra a procriação medicamente assistida, moverem-se contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo, contra o divórcio, enfim, contra tudo o que signifique a liberdade das pessoas decidirem sobre a sua própria vida.”
Não deixa de ser curioso que, após o afastamento de quem dentro do Grupo Parlamentar do PS votou por vezes à esquerda contra as ordens do Chefe, estas representantes da democracia-cristã no seu pior prossigam sorrateiramente a sua carreira parlamentar. Sempre podem dar uma ajuda, servindo de ponte se o PS precisar dos votos do PP. Já Miguel Vale de Almeida encontrará certamente nestas suas novas colegas companhia para trocar umas ideias sobre igualdade de género. Até porque o seu voto pode muito bem chegar para impedir uma lei sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

O TEATRO ESTÁ MAIS POBRE.
ESTAMOS TODOS MAIS POBRES.
A minha juventude, e a de muitos como eu, foi marcada pelo teu humor.
Tornaste-nos a todos mais ricos, primeiro com os teus monólogos, depois com toda a tua carreira.
Que saudades vamos todos ter de ti.
O teu legado perdurará para sempre em todos nós.
Descansa em paz, Raúl Solnado.
(Neste blogue pode ver e ouvir muitas das maravilhas que Raúl Solnado nos deixou, na coluna da esquerda, em baixo em, PARA VER E PARA OUVIR)
(rubrica sem carácter regular que se inicia hoje)
«UM ESCLARECIMENTO AO SR. DANIEL OLIVEIRA: O sr. Daniel Oliveira, que eu tenho o desprazer de conhecer, resolveu publicar um post no Blog de Esquerda onde me enfia caridosamente na extrema-direita. Não vou, obviamente, comentar o facto: o sr. Daniel Oliveira é radicalmente analfabeto e julga que todos aqueles que não partilham o seu mau-carácter estão necessariamente à direita dele e do atoleiro ideológico onde ele vive e sobrevive. Um atoleiro que, convém esclarecer, o sr. Daniel não gosta de alardear em público – e recordo, a própósito deste facto, a forma trémula como a criatura, na primeira sessão do afamado «É a Cultura, Estúpido!», me implorou para não fazer qualquer referência à sua embaraçosa militância no Bloco de Esquerda, esse belo grupelho cuja constituição heterogénea o Daniel manifestamente despreza. Respeitei o pedido porque acreditei que lidava com um cavalheiro leal. Puro engano. O cavalheiro não é leal e a sua manifesta personalidade de verme impede qualquer discurso civilizado. A partir de hoje, as minhas conversas com o sr. Daniel Oliveira terminaram. E agradeço que a organização do «É a Cultura, Estúpido!» tenha a caridade de enxotar a criatura da minha presença. Caso contrário, boa noite e até à próxima. JPC.»
João Pereira Coutinho, in «A Coluna Infame», 6 de Junho de 2003
Este «post» de João Pereira Coutinho ditou o fim do «Coluna Infame». Os outros dois autores do blogue, Pedro Mexia e Pedro Lomba, responderam com um outro «post» a defender Daniel Oliveira e João Pereira Coutinho saiu. Foi decidido, pelos outros dois, suspender ali mesmo a sua publicação.

Raúl Solnado deixou, ao final de hoje, o mundo dos vivos.
Em minha opinião era um dos maiores humoristas que Portugal teve em toda a sua história.
Lembrar Raul Solnado é igualmente trazer à memória programas como o “Zip Zip” ou “A Visita da Cornélia” ou a participação em filmes sérios como “A Balada da Praia dos Cães”.
Mas quem é que nunca ouviu o disco em que ele retrata a sua ida à Guerra de 1914/18.
Até sempre Raúl!

Era uma vez um país tão triste que ficávamos a olhar para um gira-discos de onde saía a voz do homem que nos contava a estória da sua vida e da sua mãe que tinha ido a Évora, as suas andanças por uma guerra onde se trocava armamento com o inimigo, era uma vez um país onde Raul Solnado foi um extraordinário actor de tudo, e sobretudo um humorista como só voltámos a ter outro chamado Herman José.
Hoje o nosso país tem razões para voltar a estar triste: morreu o Raul, e com ele a memória do tempo em que o humor se fabricava na rádio e no teatro de revista, furando entre os dedos da censura, um humor de areia para quebrar engrenagens.
Obrigado pelo que nos deste. Quem não conhece a obra que fica, pode ouvir aqui um bocadinho:
http://endrominus.wordpress.com/files/2009/08/endrominus063.mp3
.

«Bem-vinda Christabel Pankhurst», dizem os cartazes que estas senhoras exibem num dia do frio Inverno londrino, no já distante ano de 1909, há cem anos, imaginem. Christabel é uma das senhoras da frente, a que tem um chapéu envolvido por uma écharpe branca. O que queriam estas mulheres, visivelmente das classes mais favorecidas, o que reivindicavam elas? Uma coisa tão simples como direito de voto.
A desigualdade entre homens e mulheres, sobrevivera à democracia grega (onde elas não tinham quaisquer direitos), não melhorara durante a Idade Média. Não se diluíra com o humanismo renascentista e o século das luzes apenas lhes deu algum protagonismo no palco da cultura. Na Revolução Francesa as «cidadãs» lutaram ao lado dos homens (e foram guilhotinadas em perfeita igualdade de circunstâncias), mas logo o Império as remeteu de novo para a cozinha ou, no caso das burguesas e aristocratas, para os salões, bordando, tocando piano, recitando poesia e cantando nos serões. Veio a Revolução Industrial e lá foram elas malhar com os ossos nas fábricas com salários ainda mais miseráveis do que o dos seus companheiros. A Revolução de Outubro, no plano prático, também não aplainou grandemente as desigualdades. Mas, já vou em 1917. Voltemos atrás, a 1905, quando Christabel e sua mãe Emmeline Pankhurst (1858-1928) interromperam um comício do partido Liberal, fazendo perguntas incómodas sobre os direitos das mulheres. Christabel(1880-1958) nasceu em Manchester, filha de Richard Pankhurst, um advogado, e da sufragista Emmeline.
As sufragistas eram frequentemente presas, acusadas de desacatos e de outros crimes – alcoolismo e prostituição, entre eles, calúnias com que as tentavam desacreditar. Em todo o caso, havia quem acreditasse e, não raro, quando desfilavam empunhando orgulhosamente os seus estandartes e dísticos, nos passeios, mulheres do povo, pelas quais elas principalmente lutavam, lhes gritavam o equivalente a: «Vão coser meias!». Não faltava quem fosse mais longe e lhes chamasse «putas» e «bêbedas». Nas prisões onde as condições de higiene eram mais do que precárias, faziam greve da fome. Eram hospitalizadas, alimentadas à força e voltavam para a prisão. Mãe e filha, dedicaram as suas vidas à causa do sufragismo. Emmeline, no ano em que morreu (1928) teve a alegria de ver consagrado na lei britânica o direito de as mulheres votarem em pé de igualdade com os homens.
E em Portugal?
Em Portugal, destaca-se um nome: Ana de Castro Osório (1872-1935) que terá ficado conhecida sobretudo por ser uma pioneira da literatura infanto-juvenil. Casada com um tribuno republicano, Paulino de Oliveira, publicou em 1905 «Ás Mulheres Portuguesas», obra considerada como um manifesto do movimento feminista. Fundou a Liga Republicana das Mulheres Portuguesas, criada oficialmente em 1909, no mesmo ano em que Christabel surge na foto acima. A propósito, um ilustre republicano, um democrata, terá comentado – «Causa patrocinada por senhoras, é causa vencida!». Proclamada a República, Ana prosseguiu a sua luta, pois o novo regime foi tímido no reconhecimento da igualdade de géneros. Foi consultora de Afonso Costa, ministro da Justiça do Governo Provisório, aconselhando-o na elaboração da Lei do Divórcio, promulgada em 3 de Novembro de 1910, menos de um mês depois da Revolução. Esta lei, pela primeira vez no nosso País, concedia à mulher os direitos dados ao homem, no que se referia aos motivos do divórcio e à tutela dos filhos. E novas leis foram sendo aprovadas, baseando o casamento no princípio da igualdade, deixando a mulher de dever obediência ao marido e passando o crime de adultério a ser julgado de igual maneira, fosse cometido pela mulher ou pelo marido. Tudo isto hoje nos faz sorrir, pois parecem-nos questões ultrapassadas. Mas há cem anos estas medidas foram recebidas com sorrisos de outro género, com aqueles com que se acolhem as utopias. O machismo lusitano, mesmo entre os mais ferozes adeptos da República, recusava-se a aceitar esta igualdade legal que lhes parecia contra natura – ora uma mulher pode lá ter os mesmos direitos que um homem! E rematavam com um aforismo do género: «Onde há galos, não cantam galinhas!». Isto entre copadas de champanhe ou de tinto, e fumaças de Romeo y Julieta ou de tabaco de onça.
Indiferentes ao cepticismo, as heroínas prosseguiam a sua luta. Em 1911, as mulheres ganham o direito de trabalhar na Função Pública. Antecipando-se à lei, a médica Carolina Beatriz Ângelo, viúva e com filhos a seu cargo, vota para a Assembleia Constituinte. A Lei dizia que os chefes de família votavam e para o legislador era tão óbvio que o chefe de família teria de ser um homem que Carolina pôde votar, deixando o presidente da mesa de voto a coçar a cabeça, perplexo. Posteriormente, a lei foi «aperfeiçoada» – só podiam votar os chefes de família «do sexo masculino». Mas as coisas não paravam – nesse mesmo ano Carolina Michaëlis de Vasconcelos, mulher do grande filólogo Leite de Vasconcelos, é a primeira mulher a ser nomeada para uma cátedra universitária, neste caso a de Filologia na Universidade de Lisboa. Ainda em 1911 se assinala a criação da Associação de Propaganda Feminista. Para rapazes e raparigas, é estabelecida a escolaridade obrigatória entre os sete e os onze anos. E a caminhada prosseguiu. Em 1918, é autorizado o exercício da advocacia às mulheres, em 1926, são autorizadas a leccionar em liceus masculinos, em 1931 é concedido o direito de voto às mulheres diplomadas com cursos secundários ou superiores (aos homens basta fazer prova de que sabem ler e escrever). Em 1933 a Nova Constituição Política do Estado Novo, no seu artigo 5º, estabelece a igualdade dos cidadãos perante a lei, embora «salvas, quanto à mulher, as diferenças resultantes da sua natureza e do bem da família». Todo o edifício jurídico da igualdade laboriosamente construído, se desmoronava com esta frase singela que deixava as portas escancaradas à continuação da desigualdade. Num País moldado à medida das fantasias de um ditador tacanho, o lugar da mulher era em casa, junto dos filhos. Disse-o por diversas vezes. E sempre houve mulheres que concordaram com esta visão do seu papel na sociedade. Quando, em 1935, Ana de Castro Osório morre, outra grande defensora dos direitos femininos se destaca – Maria Lamas (1893-1983). Em 1948 publica o seu exaltante livro «As Mulheres do Meu País».
Só a Revolução de 25 de Abril começaria paulatinamente a acabar, a nível legal, com as todas as diferenças. Uma luta que em Portugal ainda não acabou. A guerra silenciosa da violência doméstica, por exemplo, não cessa de fazer vítimas. Não que a lei a consinta, mas talvez tenha que se criar uma moldura penal muito mais dura para quem a comete. E aqui deve fazer-se uma ressalva. Não incidir, claro, no erro do legislador de 1911 que partia do princípio que «chefe de família» só podia ser um homem. Parece que nem sempre são as mulheres espancadas. Embora numa percentagem pequena, há homens vítimas de violência doméstica. Serão uma minoria, mas existem. Há que protegê-los. Por outro lado, em algumas cabeças femininas, entontecidas com a recente libertação, ébrias de tanta liberdade, começa a despertar a ideia de que as «mulheres são superiores». Não passemos do oito para o oitenta. Não troquemos uma tirania por outra. Não cheguemos ao ponto de ter de formar uma Liga dos Homens Portugueses – que teria como divisa – Homens oprimidos, uni-vos!
Somos diferente biologicamente, mas iguais perante a lei. Era aqui que pretendíamos chegar. É preciso agora que as leis que consagram essa igualdade sejam escrupulosamente aplicadas. Porque Lei e realidade, têm andado desencontradas. Bem-vindas, companheiras.
Aquela subida para a Guarda nunca mais acaba mesmo de carro, de bicicleta até faz doer. Mas obrigaram os ciclistas a subirem-na duas vezes.
Todos conhecem a Guarda, lá no alto, a sua Sé maravilhosa e as suas casa de granito. Dizem que é farta, formosa (ou feia)e fria. E no inverno é mesmo muito fria.
Tudo começou em Idanha-a-Nova porque há a Idanha-a-Velha uma terra cheia de achados arqueológicos. A visitar, tem restos de monumentos que têm sido descobertos muito interessantes.
No meu tempo para se ir à Idanha era uma aventura, maus caminhos e muito calor tornavam a viagem um tormento. Agora temos belas estradas, faz-se num salto. No outro dia, em viagem para Termas de Monfortinho fui lá multado por mau estacionamento, eu que nunca saí de dentro do carro. O desenvolvimento tambem trás destes figurões.
A corrida foi movimentada, com um grupo de ciclistas fugidos e apanhados já a subir a serra, mesmo em cima da meta. Ganhou o Cândido que recuperou a amarela, já que o Manuel Cardoso, o anterior amarela, caiu a subir.
Ninguem cai a subir, cheira-me que o rapaz, sendo sprinter, não se deu bem com a estrada a empinar!
Pelos vistos, o Jornal Nacional da TVI é aquele que, entre os espaços de informação dos canais generalistas que vão para o ar às 20h, apresenta uma maior incidência de notícias favoráveis para o Governo, sendo também a informação com um maior peso de notícias desfavoráveis sobre o PSD. As conclusões são do relatório de regulação de 2008 da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC). É o que diz o ionline.
Quem diria?
Com certeza que nos números em causa já foi retirado o jornal das sextas de Manuela Moura Guedes, porque nesse até a melhor proposta do Governo Sócrates passa a ser encarada como a pior malfeitoria.
É um momento ímpar. Podermos sonhar, fechar os olhos e levitar com as músicas do Pedro Abrunhosa. E tudo isto no cenário único de Vila Nova de Cerveira. É o «Cerveira ao Piano» em toda a sua pujança.
Estamos em ano de Bienal. Aventa-te e dá um salto à vila das Artes!

Esta foto foi tirada na Avenida Meneres, em Matosinhos.
Gostava de chamar a atenção para quem de direito, nomeadamente a Câmara de Matosinhos, para o facto do lugar de estacionamento para deficiente estar ocupado para um vaso cuja estética é, no minimo, duvidosa.
Já tinha visto, e infelizmente sido vítima, de pessoas que tem por hábito estacionar a viatura em parques de estacionamento para deficiente sem o ser ou, pelo menos, sem ter a respectiva identificação passada pela antiga Direcção Geral de Viação (actualmente designado por IMTT- Instituto de Mobilidade e dos Transportes Terrestres).
O que fazem as autoridades? Nada…. Aliás não é a primeira vez
..olá se rebenta. O estado seja qual for o caminho que escolha vai lá deixar uns milhões de prejuízo. Contra todas as opiniões meteu uns 450 milhões de euros em cash e em garantias aos outros bancos que se chegaram à frente. Vai ficar sem estes milhões e mais os milhões das “operações de retorno absoluto” que os reguladores, ceguinhos, não viram nem mesmo quando foram, repetidamente, publicitados nos jornais.
Entretanto, os salvadores destacados da CGD, já pediram a demissão uma série de vezes e parece que é desta. O governo não ata nem desata, porque como se percebe há muito dinheiro a perder e não convém que seja antes das eleições. Os contribuintes vão ficar chateados com o “nosso” a arder e os depositantes vão fazer um escarcéu de primeira, tudo transmitido em “prime time”.
Ora isto, não é bom para a saúde deste governo que há nove meses interveio no BPP e ao fim de todo este tempo ainda não sabe o que fazer. E não sabe porque há muitos milhões de prejuízo que alguém vai ter que pagar . Como não há dinheiro, os magos da CGD não fizeram nada, acostumados como estão a “nadar” em dinheiro e a não ter chatices.
E, aqui estamos nós, perante uma evidência que o governo, bem à sua maneira, tenta esconder só não sabe como, pois se soubesse em todo estes meses já teria tomado uma decisão.
Vai rebentar com estrondo !
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ASSIM NUNCA MAIS CHEGA A RETOMA
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A GALP, nossa, minha e de cada um de vós, não conseguiu ganhar mais que 101 milhões de euros no primeiro semestre deste ano. No fundo é uma vergonha e uma desgraça.
Em relação ao ano passado, ganhou metade. Metade, vejam bem!
É só prejuízo.
Com que energia pode uma pessoa andar com resultados destes?
E querem estes senhores, da GALP e do governo, convencer-nos que a retoma vem aí?
Quem acredita numa coisa dessas, com os resultados vergonhosos, agora apresentados?
Depois, os responsáveis, atiram as culpas dos resultados apresentados, para o preço do petróleo que tem vindo a cair (embora se tenha valorizado mais de 60% desde Janeiro e mais de 100% desde Dezembro), para as margens da refinação e para a baixa do preço do gás natural.
Desculpas, é o que é! No fim de tudo, mais me parece que estes miseráveis resultados são só fruto de uma gestão de muito má qualidade, quando não, diria, danosa (diria, mas não digo, que ainda me fazem uma coisinha má).
Não se admite! Não podemos admitir. Os bancos, coitados, que até nem vendem gasolina nem gasóleo, tiveram mais de um milhão e duzentos mil euros de lucro por dia, cada um deles. Esses sim, sabem-na toda. Agora estes! Ppft…!
A GALP, que sempre teve uma imagem maravilhosa, a continuar com estes resultados, onde irá parar?
Com que imagem podemos nós ficar da nossa GALP, e lá fora, no estranjeiro, com que imagem ficarão de nós? Assim, pelo que se mostra, não passamos de uns pelintras.
Estou cansado, estou farto disto. Vou mas é mudar de marca de gasolina e comprar artigos de marca branca, mas se possível de uma branca BOA!
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Luís Filipe Menezes referiu, numa entrevista à SIC, que é tempo de acabar com as guerras internas. Que é tempo do PSD se unir.
O estranho é que não são conhecidas grandes divergências dentro do partido acerca do projecto para elaboração do programa eleitoral. Só se conhecem divergência a propósito de lugares.
Das duas, uma: ou todos estão de acordo com o projecto de programa eleitotal ou, mesmo dentro do PSD, ninguém o leu. Se calhar, Ferreira Leite tem razão, ninguém lê os programas eleitorais.
Dente por dente, olho por olho! Esta é a maneira de fazer política do nosso medíocre Primeiro Ministro!
O Presidente ganhou no Constituicional a questão do Estatuto dos Açores ? Quem se mete com o PS leva! O professor e neurocirurgião de reputação mundial João Lobo Antunes é riscado da Comissão de Ética para a Vida pelo medíocre que tira licenciaturas ao domingo.
Razões? Até ver nenhumas. E não se vê quais possam ser para além de que não faz parte das pétalas da rosa. O Prof. não precisa do governo para nada, nem deste nem de nenhum. Mas tem tomado posições que não alinham com o socratismo medíocre e isso é mais que suficiente para ser riscado.
É esta a visão de Estado deste medíocre que circunstâncias infelizes colocaram na governação. Um homem incapaz de conter as emoções, incapaz de olhar para os assuntos de Estado como um Estadista e segundo critérios elevados de interesse do país!
Até aqui tudo o que era posição e lugares políticos eram distribuídos pelos capangas, agora, ferido de morte política, entra na fase do desespero e toma decisões por puro antagonismo político.
Esperemos que para seu bem e para nosso sossego, em Setembro, se remeta para onde nunca deveria ter saído. Para a última fila da bancada do PS!
Estas entidades de regulação são do mais sócrático, do que melhor indicam o pensamento do Primeiro Ministro. Este homem se não vivesse em Democracia teria tentações absurdas.
Regular é obrigar que a lei seja aplicada. A Lei emanada da Assembleia da República ou da Constituição, mas o que nós verificamos é que estas entidades regulam segundo as suas próprias regras, no melhor cenário, ou segundo as regras do governo , no pior cenário.
A ERC é uma aberração. Ainda há bem pouco tempo foram chamados há Assembleia da República alguns responsáveis pela RTP, que ali disseram que a comunicação social tem que se regular pela notícia, pelo interesse público, não é possível fazer notícias na proporção , ou a metro.
Mas a ERC vem agora com uma série de instruções para serem aplicadas no período eleitoral. Levantam tantas dúvidas e são tão pouco apropriadas que se está mesmo a ver que serão aceites por quem estiver em posição de esperar prebendas do governo, e quem estiver protegido e não as aplicar, vai ser chamado à pedra para as calendas, muito depois de as eleições terem lugar. E só ganha quem não aceitar a regulamentação da ERC.
Eu gostaria de ver a ERC obrigar que a comunicação social desse tanta importância aos pequenos e novos partidos como dá aos presentes , mas nunca limitar estes. Intervencionismo não é coisa que se aceite sem resmungos, não dá bons resultados, é preferível serem muito capazes a detectar patranhas e ter capacidade de punir do que vir mandar “postas de pescada”.
Até porque a sua reputação está pelas ruas da amargura no que é muito bem acompanhada pela Entidade Reguladora dos Mercados do amigo Sebastião do ex-Pinho , que não consegue ver mal nenhum na actuação das petrolíferas quando entidades independentes como a Partex, pela voz do seu Presidente, vem dizer que a política de preços é uma batota pegada.
Quem nos regulamenta os reguladores?
Com o piedoso título "Pela sua saúde, tenha o melhor coito vaginal possível", o ionline publica um artigo acerca de um "estudo científico"que garante que a "falta de penetração vaginal pode explicar pior saúde mental nos homossexuais". Ora, eu não sabia que os homossexuais têm pior saúde mental e muito menos podia imaginar que o sexo vaginal, já por si fonte de tantas alegrias, também agiria como um garante de saúde mental, essa de que estamos tão necessitados nos tempos que correm. Parece que o estudo também vê com desconfiança o uso do preservativo e a masturbação, porque limitam a satisfação e impossibilitam a troca de secreções que contêm "agentes antidepressivos". Fica-me a suspeita de que o estudo foi encomendado pela Santa Sé.
… e então? Surpresa ? Aonde é que é diferente? Ou a Manuela F Leite devia meter lá uns gajos que fizeram tudo para que o PSD perdesse as Europeias?
O Menezes chamou as televisões para dar uma facada em directo ao Rangel, o Passos Coelho, esse então ainda foi pior, à espera que o PSD perdesse foi para lá dizer que o partido era obrigado a ganhar. Surpresa ?
Claro, que se percebe mal que pessoas debaixo de suspeita estejam nas listas e em lugar elegível vão ser deputados. Voltaram pessoas do antes ? Em si mesmo não vejo mal nenhum nisso, só mostra que não há gente capaz que é uma coisa que todos andamos aqui a dizer. Surpresa?
A Zèzinha que é como aqueles bonecos “de sempre em pé” está lá para dar a ideia que há uma coligação com o CDS, bem, é parecido com a CDU que junta “os verdes” embora sejam todos comunistas. E há quanto tempo é que a CDU elege deputados desta forma? Surpresa?
Surpresa é uma líder não se colocar de cócoras perante os “baronetes” que todos andamos aqui a abominar e que quando faltam , afinal, fazem uma falta do caraças!
A geração que está agora na governação é do pior que há. Tivemos o Barroso que fugiu, o Santana que atirou o menino à rua com a água do banho, o Guterres que se amedrontou, o Sócrates que colocou o país neste beco, e com eles os respectivos vassalos e damas de companhia. Esta gente é a gente das JOTAS, dos aparelhos, ZERO não vale nada!
São capazes de me dizer que do ponto de vista de quem quer fazer alguma coisa por este país a Manuela F. Leite tem outra saída? É com gente que nunca fez nada na vida que conseguimos melhorar o país?
Não basta o exemplo do Sr. José Sócrates?
(iniciativa explicada aqui)
Mário Gouveia, PS, Maia (enviado pelo nosso leitor Cláudio Carvalho).

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

O governo da República Portuguesa publica uma nota sobre Educação utilizando uma fotografia de um suposto professor em suposto ambiente de suposta sala de aula com um quadro e giz.
Há quantas décadas desapareceram os quadros e giz das salas de aula na república portuguesa…?
Descobri na passada terça-feira que este vídeo deveria ter saído no dia 22 de Setembro de 2024, às 23h30. Pronto, ei-lo.

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
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