Arquivos para Setembro de 2009

O Merconsul e a social democracia

Temos vindo a reflectir sobre o que se passa nas Honduras e, como não podia deixar de ser, já andamos pelo Chile de Allende, de Pinochet, na Venezuela de Chavez , na Argentina…

Muito do que hoje se passa na América do Sul tem que ser visto no quadro mais amplo do Merconsul, algo como a União Europeia, ainda em embrião, mas que abre horizontes de paz e desenvolvimento como nunca naquela parte do globo.

Hoje estão irmanados numa espécie de mercado sem fronteiras para produtos e bens , O Brasil, a Argentina e o Uruguaio. Espera-se que as fazes seguintes tenham condições de avançar à imagem da UE, com a mobilidade das pessoas entre países, a criação da moeda única, o sistema político…

Estes ambiciosos projectos colectivos, ao nível de países que juntos representam continentes, não casam bem com projectos pessoais de poder, mesmo que no curto prazo nos mereçam consideração e melhorem a vida das pessoas. No Brazil, há muita gente que critica o Presidente Lula por não se empenhar quanto devia no Merconsul por pretender reservar para si próprio a Presidência, (quando sair da Presidência do Brazil,) assim como, há muita gente que não vê com bons olhos o Presidente Chavez e outros, que perfilham posições e ambições que se vão tornar num impecilho para uma obra maior.

Nesta parte do globo devastada pela miséria, por ditaduras de esquerda e de direita e pela presença nefasta do “grande irmão do norte” – tão perto dos USA e tão longe de Deus- dizia-me um Mexicano, só o advento da Democracia Parlamentar, o Estado de Direito e a Economia Social de Mercado, trará condições objectivas para que a paz , o desenvolvimento económico e a justiça social vinguem por décadas, a bem das populações.

Tal como é exemplo na UE onde milhões de pessoas estão há mais de cincoenta anos a viver em paz e com um nível de vida como nunca aconteceu na história da Humanidade!

Se acham que é objectivo que não vale e pena, então alimente-se os aventureiros e demagogos desta vida, sejam de esquerda ou de direita…

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Esmiuçar…

site da rtp

Os Gatos Fedorentos não esmiúçam nada! Esmiuçar é com a RTP.

O site da RTP tem tudo sobre os resultados das Legislativas. Mas mesmo tudo. Consegue-se ver o número de votos ao pormenor. Por zona, por hora, por partido, tudo! Dá, por exemplo, para ver que alguém na freguesia de N. Sra. da Graça Póvoa e Meadas, no concelho de Castelo de Vide, no Distrito de Portalegre, votou no Partido Operário de Unidade Socialista (POUS). Apenas e só, uma única pessoa num Concelho inteiro! Este dado deixa-me curioso. Quem será?

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FutAventar – Liga dos Campeões:

Neste tópico do FutAventar não é preciso colocar cardinal ou identificação do clube. Em Portugal, quando se fala da prova rainha do futebol mundial de clubes fala-se de F.C. Porto. E mais nada.

Na véspera de ver Jorge Nuno Pinto da Costa homenageado pela Câmara Municipal da Maia enquanto dirigente desportivo (Auditório do TecMaia, 09h30, Zona Industrial da Maia) nada como ter mais uma alegria ao ver o meu Porto despachar a tropa de Madrid com um esclarecedor dois a zero! Um Falcão do Magrebe, foi o que hoje se viu a pairar no Dragão!madrid.jpeg

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Vendo o meu portefólio das «Novas Oportunidades»

Um portefólio que reune todo o conhecimento adquirido ao longo de várias décadas. Fiz a Licenciatura com o 9.º ano, leccionei no ensino primário e universitário, orientei teses de doutoramento quando ainda tinha o Mestrado. Mas sempre sem avaliação de desempenho. Para adquirir, contactar-me aqui.

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Já se fazem as malas no Ministério da Educação

Perfil da Ministra da Educação no «site do Ministério»:
ministra

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O caso Polanski

roman polanski Reconhecendo que é feio atrair alguém com a cenoura de que lhe será entregue um prémio e dar-lhe para as mãos, ao invés, uma ordem de prisão com 30 anos, não consigo partilhar a indignação em torno do caso Polanski. Não sei porque motivo a Suíça, um país que se especializou na neutralidade mesmo nas circunstâncias em que a dignidade e o sentido de justiça exigiriam uma tomada de posição, decidiu executar a ordem de prisão americana, datada de 1978. Mas creio que o ponto essencial aqui é saber se o crime do qual Polanski é acusado –  sexo com uma menor (à data, ela tinha 13 anos) – deve prescrever ou não. E se entendermos que não deve prescrever, então é justo que ele seja julgado e que um juiz possa decidir se há motivos para condená-lo ou não.

Poder-se-á chegar à conclusão de que, no interesse da vítima, para quem poderá ser preferível evitar relembrar tudo o que aconteceu e ser exposta ao “circo” dos media, é melhor conceder um perdão a Polanski e arquivar o caso. Mas essa decisão deve ter como norte o interesse da vítima e não o do acusado. Polanski rejeitou a acusação de ter drogado a rapariga, mas reconheceu que tinha mantido relações sexuais consensuais com ela. A mim parece-me que o termo “consensual” aplicado a uma relação entre um homem de 45 anos (a idade de Polanski à época) e uma rapariga de 13 é falacioso, mas não vou voltar a escrever sobre esse tema. Ao longo dos últimos 30 anos, Polanski preferiu fugir à justiça a enfrentar o tribunal e limpar o seu nome. O que me parece particularmente irritante e desonesto é  que se alegue, como no texto de algumas petições que vi, que Roman Polanski é um artista de prestígio internacional e autor de obras maiores como um argumento para a sua libertação. Aleguem que a Suíça não tinha o direito de prendê-lo ou que, 30 anos passados, a antiga menina de 13 anos só quer que se esqueçam desse episódio, ou até que ela tinha 13 mas parecia 18, mas não me digam que Polanski deve ser libertado porque realizou O Pianista ou A Semente do Diabo. Um detalhe desconcertante nesta história é que parece que quem tem poder para conceder o perdão a Polanski é o governador da Califórnia (sim, esse). A sorte de um realizador de primeira está nas mãos de um actor medíocre. Bem podia ter sido escrito em Hollywood.

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A saudável moda dos Provedores

«Provedor diz que “não há completo esclarecimento” da questão das escutas
Começa a ser uma saudável moda. O Provedor do Público põe na ordem o Director do jornal. O Provedor de Justiça põe na ordem o Presidente da República. É para isto que servem os provedores. Quem será o Provedor do «Diário de Notícias»?

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manual sobre a verdadeira escuta!

woody_allen_image_sleeper«A escuta telefónica pode ser empregue indiscriminadamente, mas a sua eficácia fica ilustrada por esta transcrição de uma conversa entre dois chefes de gang da área de Nova Iorque cujos telefones estavam sob escuta do FBI.

anthony: Está lá? Rico?

rico: Está lá?

anthony: Rico?

rico: Estou.

anthony: Rico ?

rico: Estou a ouvir mal.

anthony: És tu, Rico? Não estou a ouvir.

rico: O quê?

anthony: Estás a ouvir-me ?

rico: Está lá ?

anthony: Rico?

rico: A ligação está má.

anthony: Estás a ouvir?

rico: Está lá?

anthony: Rico?

rico: Está lá?

anthony: Telefonista, a ligação está má.

telefonista: Desligue e torne a ligar.

rico: Está lá?

Por causa desta evidência, Anthony (o Peixe) Rotunno e Rico Panzini foram condenados e estão a prestar serviço, por quinze anos, em Sing Sing por posse ilegal de erva.»

woody allen, «para acabar de vez com a cultura» 1966. trad. jorge leitão ramos. bertrand editora.

ass. anarquista mulder (especialista em scullys, escapes e tubos de ensaio)

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Uma tradição ao estilo dos 'velhos' dos Marretas

Como as peregrinações de Fátima ou o FC Porto ganhar o campeonato, Portugal começa a ganhar uma outra tradição que acontece mais ou menos por esta altura do ano: um discurso esquisito do Presidente da República (reparem que continuo a escrever o nome da instituição com maiúsculas).

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Há um ano, Cavaco interrompeu as suas férias de Agosto, presume-se que sem jipe, para falar sobre o Estatuto dos Açores, que pode ser matéria importante mas que muito pouco diz à quase totalidade dos portugueses, incluindo os açorianos. Este ano, já depois das férias, com jipe, Cavaco veio falar de questões de segurança electrónica no Palácio de Bélem, vulnerabilidades, mensagens de correio electrónico e sobre quem pode falar por ele. Mais uma vez, a esmagadora maioria dos portugueses não entendeu. Uma parte até deve ter pensado que era um episódio deslocado do esmiuçar dos sufrágios por parte dos Gato Fedorento.

Uns quantos, talvez mais informados nas tricas políticas, terão percebido algumas expressões no meio dos 10 minutos de declaração. A maior parte ficou-se pela descoberta que o presidente está zangado com alguns dos seus funcionários e pregou-lhes um ralhete em público, lembrando que ninguém pode falar por ele, e pela confirmação que Cavaco não vai à bola com Sócrates. Que um e outro têm um ódio de estimação mútuo, era sabido. Ficamos apenas a saber que, afinal, a coisa é pior.

Sócrates não quer “alimentar polémicas”. Faz bem. Seria como deitar gasolina no incêndio.

Era mesmo de um momento à ‘velhos’ dos Marretas que estávamos a precisar. Não estavam preocupados com o rumo do país? Acho que está na hora de começarem.

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Cartazes das Autárquicas (António Costa e Santana Lopes, Lisboa)

Autárquicas CML PS-PSD
António Costa (actual Presidente), PS.
Pedro Santana Lopes, PSD.

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Apresentação

E é este o meu primeiro post no blogue. Fui recentemente (e surpreendentemente) convidada para escrever no Aventar, um blogue que já conhecia e onde escrevem bloggers que respeito e de quem gosto.

Prometo pouco porque, admito, promessas não me agradam. Prometo apenas escrever sobre temas que me interessam e prometo colocar mal as vírgulas algo que nunca soube fazer. Espero vir a revelar-me como uma boa “contratação” assim com o Jorge Jesus foi para o Benfica.

Dito isto, resta-me agradecer aos que me endereçaram o convite e dizer apenas que nas eleições presidenciais já poderei finalmente votar.

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Daniela Major

Nos seis meses de vida do Aventar, temos o prazer de apresentar a nossa mais recente contratação, a Daniela Major. Poderia dizer que representou um considerável esforço financeiro para o Aventar, mas a verdade é que veio a custo zero, já que o blogue onde escrevia está a dar os seus últimos suspiros.

A Daniela Major vem reforçar a ala direita do nosso blogue, actualmente muito minoritária, e o sector feminino, que como se sabe está muito desfalcado e entregue apenas à Carla Romualdo e à De Puta Madre. Significa também um rejuvenescimento do Aventar que, nos últimos tempos, tem vindo a coleccionar alguns autores de provecta idade, como é o caso do meu amigo Luís Moreira. :)

Para além do seu blogue pessoal, Câmara dos Lordes, a Daniela Major destacou-se recentemente no Jamais, blogue que foi criado para apelar ao voto no PSD nas útimas eleições.

No entanto, apesar de tudo o que escreveu sobre o assunto, no dia 27 a Daniela acabou por não votar no PSD. Incoerência? Não. Simplesmente não tem ainda idade para votar.

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Métodos revolucionários (I)

A série de textos «Métodos Revolucionários» está integrada num projecto que se chama “Ras Gustavo e a PUTA” (Política única de transversalidade anarco-artística), e como o nome explica, reúne todas as manifestações possíveis de livre expressão, num infindável limite de suportes… Música, pintura, arquitectura, escrita… Enfim, qualquer operação, símbolo, atitude, manifesto, intervenção, que nos permita rever a enormidade de regras e preconceitos desta sociedade… que ainda tem a lata de se autodenominar “democrática” e de “livre expressão”.
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Nestes tempos que não são perfeitos, mas em que pelo menos temos a certeza de alguém estar sempre pior que nós…
Nestes tempos que não são propriamente inspiradores, mas em que pelo menos temos a garantia de estar a um pequeno passo de quem está um bocadinho melhor… e isso já chega!
Nestes tempos modernos, onde se vive no sossego de uma sociedade democrática, no conforto de políticas centristas e moderadas, que asseguram a nossa liberdade… e zelam pela tolerância.
Nestes tempos que nos embalam na certeza máxima de que “o mundo é assim” como nós… umas vezes bem, outras pior… e que enquanto soubermos estar em sociedade e percebermos que a liberdade de uns começa onde acaba a dos outros… tudo terá ordem e sentido.

E faz muito sentido!

Faz tanto sentido que as pessoas modernas se esqueceram de serem elas próprias a determinarem onde começa e acaba a sua liberdade e deixaram a definição desses limites para alguém mais competente.

Houve tempos nas sociedades ocidentais que quem decidia os limites da liberdade era a Igreja.

Houve tempos que foram os políticos, os parlamentos, as constituições e as ditaduras.

Nestes tempos são as democracias, os media, as multinacionais, as crises, os défices, os trusts, os offshores, as especulações imobiliárias, as taxas de juro, a Euribor, o euro, o FMI, a OPEP, a NATO, a ONU, o G8, as ONGês e toda uma infinidade de siglas, nomenclaturas, desígnios e designações que a todos os minutos nos confundem e nos convencem… que quem decide não somos nós! (mas que todavia continuamos livres!!!)

Quero então propor um simples teste à nossa suposta liberdade… Um teste à nossa competência de decidir onde começa e onde acaba esta liberdade, assumindo nós próprios, pela primeira vez, o risco de importunar a liberdade de alguém!
Um teste que não exige tempo ou dinheiro…
É muito simples: cuspir no chão.

Cuspir no chão é um manifesto claro da nossa expressão individual.

Ninguém cospe da mesma forma, nem tão pouco existem duas bisgas iguais! (Posso admitir que exista quem não ache a bisga, ela própria, assim muito atraente, mas para todos os efeitos nesta sociedade tolerante, gostos não se discutem).

Cuspir no chão é um simbolismo da nossa liberdade de expressão. Se eu estiver descontente com o Governo, cuspo na porta da Assembleia, se me irritar com um polícia cuspo na rua. Sempre com a vantagem de muito dificilmente ser preso ou multado por isso [1], e sempre expressando de forma muito inequívoca os meus sentimentos… de uma forma rápida e directa, bem à imagem da nossa fastsociety.
Cuspir no chão não carece de uma fantástica justificação pseudo-intelectual, que tanto elitiza as famigeradas mentes revolucionárias e as isola no seu discurso… tão inalcançável quanto essas revoluções.
Cuspir no chão é um processo pedagógico, que nos liberta dos processos de auto-censura que construímos em prejuízo da nossa liberdade desde o dia em que nascemos.
Cuspir no chão testa a nossa responsabilidade individual, na medida que nos obriga a saber viver com os olhares e possíveis comentários de desaprovação das pessoas que assistirão a esse acto e muito possivelmente não o compreenderão. Nesta circunstância resta-nos duas hipóteses: a primeira é explicar o porquê deste acto e esperar que o interlocutor encontre espaço na sua mente tolerante para ouvir uma explicação que ele não concebe à partida; a segunda é bem mais simples e resume-se a dirigir um sorriso simpático, acrescentando: “- Não era para si!”. Garanto que a segunda resulta melhor!

Entenda-se que toda a pressão social que esta atitude acarreta obriga o cuspidor a não recorrer à bisga de uma forma gratuita. Mais, eu diria que a banalização da bisga é muito pouco provável, tendo em conta que nas sociedades modernas ninguém gasta saliva assim ao desbarato. [2]
A melhor parte é que, cuspir no chão não tem custos e muito dificilmente existirá alguém que não tenha capacidade para o fazer.
Ainda assim acreditem:
- Há quem passe a vida toda sem nunca mandar uma cuspidela!

Nota 1: Lembrei-me que eventualmente a ASAE poderá levantar questões quanto ao cumprimento dos parâmetros de higiene… Por via das dúvidas o melhor é lavar bem os dentes e nunca sair de casa sem o comprovativo relativo à inspecção oral… Não vá o diabo tecê-las!
Nota 2: O actual Governo já manifestou o seu agrado, por se recorrer a métodos revolucionários não poluentes… dizem que isto dá um empurrãozinho à venda de painéis solares.

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Cavacadas…

CAVACO SILVA -  CIRCUNSPECTO

A anunciada comunicação ao País (e se calhar também ao Mundo) do Presidente da República, Prof. Cavaco Silva, foi ontem.

Por motivos profissionais, não pude acompanhar em directo esta comunicação e portanto poderei correr o risco de ter interpretado mal algo que o Sr. Professor tenha dito.

Parece-me que o nosso PR terá atirado as culpas para os dois principais partidos nacionais, ou seja o PS e o PSD.

Cada um terá feito a leitura à sua maneira.

Agora vamos ver com é que vai ser os primeiros tempos do novo mandato de José Sócrates enquanto Primeiro-Ministro, particularmente na ligação com o Presidente da República.

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Pinga nasceu há 100 anos


Artur de Sousa, celebrizado no mundo de futebol como Pinga, passou para a história como o primeiro grande ídolo das multidões e, em particular, do F. C. do Porto. Mesmo sem exagerar, pode-se dizer que foi um dos melhores jogadores do clube de todos os tempos, senão o melhor, e um dos melhores jogadores portugueses. Há quem diga, inclusivamente, que superou o próprio Eusébio. No entanto, a fraca qualidade do futebol português, nessa altura, a falta de resultados minimamente credíveis a nível internacional e a falta da… televisão impedem-nos de comprovar, agora ou no futuro, essa afirmação.

Pinga nasceu na Madeira em 30 de Setembro de 1909. Jogou no Marítimo e no União Micaelense antes de se transferir para o F. C. do Porto, tinha então 21 anos. Foi uma mudança de clube repleta de peripécias, aquela que protagonizou nessa altura. Primeiro porque a mãe não queria deixá-lo vir para o continente, depois porque eram muitos os convites endereçados ao promissor avançado.
Estreou-se com a camisola do F. C. do Porto uma semana depois de chegar. Foi num jogo com o Salgueiros, que os «azuis-e-brancos» venceram por 10-2. A partir daí e durante mais de 15 anos, não largou a titularidade. Juntamente com Valdemar Mota e Acácio Mesquita, formou um tridente atacante imparável que ficou conhecido como «Os três diabos do meio-dia».

A sua contribuição para os primeiros êxitos do F. C. do Porto foi fundamental. A jogar como interior esquerdo, marcava golos em série e não raras vezes era ele quem decidia os jogos. Do seu palmarés, destaca-se uma vitória no Campeonato da I Liga (1934/35), dois títulos de Campeão Nacional (1938/39 e 1939/40), dois Campeonatos de Portugal (1931/32 e 1936/37), 13 campeonatos regionais do Porto (entre 1931 e 1946) e 3 campeonatos do Funchal.

Ao serviço da selecção nacional, Pinga também se fez notar, numa época em que era raro serem escolhidos para representar a «equipa das quinas» jogadores que não pertencessem aos grandes clubes da capital. Foi «internacional» em 23 ocasiões e marcou 8 golos.

Artur de Sousa fez o seu último jogo oficial pelo F. C. do Porto em 23 de Junho de 1946, contra o Atlético, nas meias-finais da Taça de Portugal. Ao longo de mais de 15 anos, participou em 400 jogos e marcou 396 golos. Uma média extraordinária, de quase um golo por jogo, a fazer lembrar tempos bem mais recentes. Deixava para trás, nessa altura, uma carreira cheia de glórias e um presente que deixava esperanças para o futuro. Mal sabia, ele e todos os portistas, que estava apenas a meio caminho uma travessia do deserto que só culminaria com a conquista do título nacional de 1956, dez anos depois.

Depois de abandonar o futebol, o clube não o esqueceu. A 7 de Julho, prestou-lhe uma grandiosa festa de homenagem, que contou com a presença de cerca de 500 atletas de várias colectividades e um jogo particular entre o F. C. do Porto e a selecção nacional. Para assinalar a efeméride, fez imprimir um célebre cartaz em que aparece a sua fotografia no interior do emblema do clube. Por baixo, a frase com a assinatura de Artur de Sousa: «Fraquejaram os músculos, mas o meu coração continua a lutar pelo Clube, pelo Desporto e pelo Porto».
Além disso, foi treinador das camadas jovens do F. C. do Porto, iniciando assim uma tradição que ainda hoje se mantém: os heróis de ontem formam os craques de amanhã. Ocupava-se dos infantis e preparava-se para assumir o comando técnico dos juniores, com Artur Baeta, quando a morte o surpreendeu. Foi em 1963, tinha então 54 anos. No mesmo ano, a Associação de Futebol do Porto instituíu uma taça com o seu nome.

A memória de Pinga continua hoje viva graças ao seu contributo para as primeiras vitórias a nível nacional. Os mais antigos portistas lembram-se ainda das suas fintas, simulações e remates vitoriosos de qualquer posição do terreno de jogo. A sua presença no mausoléu do clube denota bem o significado da sua passagem pelo F. C. do Porto.

Publicado também na revista «Dragões» (2002)

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"Inventona"!?

A propósito desta coisa das escutas. Eu estive à procura em dicionários e inventona é uma palavra que não encontro. Será que esta palavra existe mesmo? Se não é “inventona“, se calhar também não é “disparate“…

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O buraco em que Cavaco se meteu

O Presidente da República meteu-se num «buraco» com a questão das escutas. Se não tivesse feito declarações e tivesse deixado andar, a esta hora as pessoas já se tinham esquecido. Mas o afastamento do assessor Fernando Lima reavivou tudo e deixou-o sem saber muito bem o que fazer a seguir. Fez ontem a triste figura que se viu. E como disse hoje mesmo Ana Gomes, foi complertamente patético.

Ninguém, nem o próprio Cavaco, acredita naquilo que esteve para ali a dizer. O homem moeu, remoeu e chegou àquele brilhante discurso: será um que alguém pode entrar no e-mail do Presidente da República?

Agora, espera-se que não haja mais tentações por parte do Presidente para voltar ao assunto. O melhor é mesmo deixar que o tempo passe e que as pessoas esqueçam. Ficará, no futuro, como uma pitoresca cena para explorar de todas as formas e feitios na próxima campanha eleitoral.

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Cartazes para as Autárquicas (Albufeira)

albufeira-PSD-2
Desidério Silva (actual Presidente), Albufeira.
(enviado por Maria Monteiro)

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Senhor Presidente está perdoado

Quando, no seguimento do silenciamento da voz do telejornal das sextas feiras da TVI, Sócrates apareceu temeroso e ansioso, quase pedindo que o PS não fosse prejudicado por aquela notícia, apresentando como única e fundamental razão que o PS com aquela notícia e naquele momento seria o único prejudicado, colocou uma séria certeza antes os portugueses.

A notícia do DN, o seu conteúdo e o momento só serviram o PS. Colou o PSD a Cavaco e Cavaco ao PSD como estando, em plena campanha, a espiar e a prejudicar o PS.

Se a primeira questão é verdadeira a segunda, pela mesma razão, tambem o é!

Temos a certeza que a notícia do DN foi “alimentada” por quem ganhou com a sua publicação, com aquele conteúdo e naquele momento! Sócrates dixit !

Meu Presidente está perdoado!

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A aventar desde 30 de Março de 2009

O Aventar faz hoje 6 meses. Começámos a 30 de Março, à meia-noite em ponto, com um poema da De Puta Madre, «Coro».
Desde então, já publicámos 2881 «posts» e já fomos comentados 8567 vezes. Todos os dias, somos lidos por 2 mil pessoas. 4500 páginas das nossas são lidas diariamente pelos nossos leitores. No Blogómetro, estamos em 38.º lugar, à frente de excelentes e históricos blogues, como o Aspirina B, o Cachimbo de Magritte, o Causa Nossa, o Delito de Opinião, o Corta-Fitas ou o Do Portugal Profundo. Já sentimos, inclusivamente, uma certa fragância peculiar ligeiramente à nossa frente. Ali meteremos a penca logo que nos deixarem.
Já conseguimos muito em pouco tempo, mas queremos mais, por isso não dizemos que conseguimos uma «vitória extraordinária». Não, isso é para os outros.
Por vezes, pergunto-me por que raio é que tanta gente quer ler o que tem a dizer um conjunto de gente anónima. Não interessa, querem e pronto. Por nós, ficamos muito contentes.
Ficamos contentes também por sermos diferentes dos outros. Num prémio para o melhor blogue de Esquerda ou de Direita, o Aventar nunca estará presente. Porque o Aventar não é de Esquerda nem de Direita. Tem gente de todas as áreas e, se calhar, está aí a chave do seu sucesso.
Aventadores, continuemos. Como diz o outro, ainda não ganhámos nada. Caríssimos leitores, continuaremos todos por aqui a dar-nos bem. Como se fosse uma família (não gostas da expressão, pois não? azarito!). Muitas vezes, discordaremos uns dos outros. Mas afinal, não são assim todas as famílias?

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