
Lenda: as terras do Luís
Tinha reservado o dia para comentar comentários de Aventar. Mas, uma má notícia, leva-me a protelar essas respostas para mais tarde. O filho de uma amiga deitou-se para descansar e nunca mais acordou. Deve andar pelos campos das Walküre, esse jovem engenheiro de alegre vida, cumprida cavalheira dourada enquanto a teve até aos seus trinta e poucos anos, cabelo que acabou por rapar no dia que começou a perder. Ficou….mais lindo que nunca. A sua mãe, sem ajuda de ninguém, excepto da família, o criou como o menino preferido, o seu único filho, aliás, bom irmão da sua irmã mais velha e excelente sobrinho, primo e tio. A sua vida era diferente. Sabia imensa filosofia, lia tudo o que nas suas mãos aparecia e escrevia imensos comentários das suas longas viagens ao exterior, especialmente pelo Oriente. Essa sua vida diferente, foi aceite e apoiada por toda a família, que o guardou no seu seio, a ele e aos seus amigos e amigas. Há tanto texto escrito pelo Luís Miguel Pimentel Correia, que em duros apertos anda a mãe para editar cumpridos ensaios e publicar um livro dos seus poemas e outras histórias descritivas da família, de Tailândia, da China, do Japão e outros sítios exóticos que visitou. Teve uma vida cheia de felicidade e a sua melhor aventura, era o debate porque sim. Sabia tanto, que os debates eram sempre ganhos por ele: grande lábia, ideias esclarecidas. O seu melhor amigo guarda, na Grã-Bretanha, a papelada para entregar à família, amigo aceite pela família toda como mais um filho. Teve a morte do corpo mas não a das recordações e do conjunto imenso de pessoas que o adoravam. Porque em Portugal há
Lenda: homem feliz que choraminga de forma injusta…
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#1 por Luís Moreira em 26 de Novembro de 2009 - 12:18
Prof. isso é a solidão.Todos temos um pouco.Abraço
#2 por Carlos Loures em 26 de Novembro de 2009 - 12:29
Muitas vezes, quando julgamos estar sozinhos, isolados ou a clamar no deserto, estamos acompanhados por muitos amigos que compartilham a nossa solidão e o nosso isolamento. É um paradoxo, mas como acontece geralmente com os paradoxos, retrata a realidade. Não está sozinho, meu amigo. Lembre-se de que somos muitos. Receba um grande abraço.
#3 por maria monteiro em 26 de Novembro de 2009 - 14:38
Na vida há sempre uma mistura de solidão e saudade que nos deixa ficar com “chuva” no olhar mas o importante é… nunca deixarmos de ver< ?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" />
com amizade
maria
http://www.youtube.com/watch?v=2YixcrWmm wg&feature=related
#4 por Dal-Tónico em 26 de Novembro de 2009 - 15:04
muito bonito , muito profundo, and a bit sad…
uma música para isso:
Undone (desfeito, mas ….por amor..de paixão!)
http://www.youtube.com/watch?v=Mo6iwTRLy94 (http://www.youtube.com/watch?v=Mo6iwTRLy94)
</a>
#5 por feromonas em 26 de Novembro de 2009 - 16:18
sei do que estás a falar, estou há 6 meses vivendo em madrid e quero voltar a terrinha!
#6 por Dal-Tónico em 26 de Novembro de 2009 - 16:24
pero yo amo a madrid..de madrid al cielo…
#7 por Raúl Iturra em 26 de Novembro de 2009 - 17:27
Caro Luís,
agradeço as suas calmas palavras. Talvez seja capaz de apreciar que o texto tem sido mudado e reeditado. O escrevi com sentimento, sem citação nenhuma , não preciso. O saber anda comigo. Lamento o seu engano; não é solidão. São apenas as formas de gerir a intercação social dentro do neo liberalismo. Mal ficamos durante um tempo pouco accesiveis por causa de doença, o noso valos desce 150%! A economia regulamenta as relações humanas. No dia que falecia, a casa estava cheia de gente. Melhorei por teimosia e persistência:relações acabadas. Em Portugal há um espantoso medo aos doentes e aos que vão morrer. E o caso do Luís Miguel, é solidão? Porque o choram os seus pais, amigas, amigos e outros? É a nova forma de coordenar relações humanas….
Abraço, porque o estimo o meu amigo: sempre telefona….e ajuda nas minhas aventuras do Aventar!
Agradece o seu comentário berve mas enganado, quem se estima o seu amigo.RI
#8 por Raúl Iturra em 26 de Novembro de 2009 - 18:05
Meu Caro Carlos, sempre estamos entendidos, faz-me feliz. O meu poste é por causa da tristeza da família que perdeu um filho brilhante, família que me acompanha sempre. Morte inesperada, mas calma: no seu sono. Os pais é que ficaram sós, especialmente a mãe que o criou. Infelizmente, não é paradoxo. Quanto a mi, estou certo deve já ter lido do, para mim Gabo, ou Gabriel Garcia Márquez : Crónica de uma morte anunciada. Como a minha que, acabadas as análises, a crónica começara e este poste é parte dela. Não se engane Carlos. Não foi engano meu escrever Portugal, um país fatimizado : é uma ironia desde o começo até o fim. Um país cristão em procura de conforto pessoal, apesar de muitos irem de joelhos pela saúde dos seus seres amados . Mas, como Etmopsicólogo , entrevistei, ao longo destes anos, muitos dos crentes: ou se o filho morria a mãe ficava sem apoio, ou se o marido decidia ir com outra: utique ! Bem sei que entende latim, caso não e para outros leitores, utique e sim ou repete-se a mesma fórmula. Continuo Há uma excelente comercialização entre a divindade e os seus gestores romanos, como tenho dito a mais de dez vezes em que tenho sido convidado a dar conferências a Fátima a frades e freiras, ou vive-versa, as senhoras primeiro, dizem por ai…Não estou só, estou bem acompanhado pela Senhora que fixa os meus textos-aprendi português aos 38 e escreveo em cinco línguas, nenhuma delas lidas pela minha desd
cendência, ainda menos pela minha primeiraa mulher, que fizera as 7.30 a.m. um comentário que me fez sentar, como é habitual em mim, a escrever, mas desta vez de imediato. Tinha raiva comigo por ter telefonado a quem nem devia…ser trocado çor outro…Não é a solidão. O meu Caro Carlos no liu o texto final, o David de Buonarrotti: as esculturas, desenhos e fotos falam, eis o meu cuidado de colocar tantas! Ora, se a sua simpatia é pela sua própria solidão, pense nas palavras endereçadas a mim e use-as. Se houver mwis intimaidade, tem os meus dados pessoais e falamos. Sair, não posso, falar muito, cansa-me. Sei qye vou falecer em breve, mas não me assusta, não sou homem de fé e entendo que vou descansar de atropelos. Faz dois anos tive que paar por causa de acidente cerebral vascular, que lentamente nos impossibilita. Mas se Bettelheim foi capaz, imbomilizado e todo aos seus 85 escrever a História dos contos de fada, bom, esse é o David de dim de texto, As nossas conversas são tão interesantes! Haverá mais. Quanto ao poste Método Científigo que comentara, tinha uma intenção que atingiu o alvo.
Obrigado meu Caro.
RI
#9 por Raúl Iturra em 26 de Novembro de 2009 - 18:29
Querida Maria, bem sabe que não sou machista, pode ler os meus postes, especialmente o de ontem e reparar que ensino as pessoas a todas por iguais. Se assim não for, eu não seria de Amnistia Internacional ou de Human Rights Watch . O problema é que as Senhoras têm sido criadas na nossa sociedade com un ser humano secundário. Estão os meus livros e no do dominicano , falecido cedo na vida, Emílio García Estebanéz , que escrevera o livro de 1992: Es cristiano ser mujer ?, Siglo XXI, Barcelona e analiza o tratamento que o patriarcado romano vós dá. Quem me dera ser mulher para lutar contra o machismo, poste que pode ler no dia de ontem ou o anterior em Mulher a crescer, machismo a tremer. Os seus sentimentos são tão simpáticos e tantos, que lamento não ter respondido antes, mas esta doença que as vezes paraliza, o não permite estar muitas horas no computador. Aliás, nós, de certza mais velhos que Maria, fomos criados como machistas. A minha sorte é ter sido abandonado na Grã-bretabha e ser mãe e pai das nossas filhas , já crescidas, permitem-se julgar ao pai. Era a mina tristaza de hoje de masnã e a ternura, talvez por ser senhora,e eu criado de forma machista, que o seu comentário acordou em mim. Um desejo violento de não querer sofrer mais. Pode advertir que não sou homem de fé, mas quem me dera: pensaria que ia viver outra vez o podia acordar ao Luís, esse sobrinho da minha amiga especial
Permita-me beijar a sua não
Obbrigado. RI
#10 por Carlos Loures em 26 de Novembro de 2009 - 19:10
Meu caríssimo amigo, é muito aguda a sua observação de que, ao referir-me à sua solidão, era da minha que estava a falar. Um poema do «nosso» Pablo , da suas Odas elementales » ( Oda a la soledad »), termina com estes versos:
Y esta palabra
que aquí dejo en la ram suspendida,
esta canción que busca
ninguna soledad sino tu boca
para que la repitas
Y esta palabra
que aquí dejo en la ram suspendida,
esta canción que busca
ninguna soledad sino tu boca
para que la repitas
<P class=incorrect name="incorrect" <a>la</A> escribe el aire junto a mí, las vidas</P>
que antes que yo vivieron,
y tú que lees mi oda
contra tu soledad la has dirigido
y así tus proprias manos la escribieron,
sin conocerme, con las manos mías.
Fernando Pessoa, o «nosso» Fernando, disse:
Quando estou só reconheço
Se por momentos me esqueço
Que existo entre outros que são
Como eu sós, salvo que estão
Alheados desde o começo.
E se sinto quanto estou
Verdadeiramente só,
Sinto-me livre mas triste.
Vou livre para onde vou,
Mas onde vou nada existe.
Creio contudo que a vida
Devidamente entendida
É toda assim, toda assim.
Por isso passo por mim
Como por coisa esquecida.
Digo-lhe palavras de poetas, porque não quero dizer-lhe palavras vãs e ocas, lugares-comuns. Não sou crente, não acredito que exista outra vida para além da que estamos a viver. Mas sempre lhe vou dizer uma palavra – esperança. A esperança não é um monopólio dos crentes. Não lhe digo para lutar, pois vejo que está a lutar – que outra coisa são os seus magníificos textos que uma forma de luta? Também tenho uma doença grave que, lentamente, me está a invadir. Desde que me foi diagnosticada, há dois anos, já apareceram novos fármacos. Como se diz nos livros policiais, «daqui ninguém sai vivo». Mas temos o direito e o dever de adiar, tanto quanto estiver ao nosso alcance, o momento da partida. Receba um forte e solidário abraço do
Carlos Loures
#11 por Carlos Loures em 26 de Novembro de 2009 - 19:12
Peço-lhe desculpa, o texto parecia estar bem, mas agora aparece desconfigurado. Oxalá o consiga ler.
#12 por uma mulher em 27 de Novembro de 2009 - 1:48
Vai-me desculpar o atrevimento.
Como ficamos em paz? após muito sofrimento , com sorte , descobrimos que todos são tão miseráveis como nós. Ou perfeitos na sua imperfeição ( a minha preferida) . E ficamos livres para sermos exactamente como somos . Pacificamente. Mas lá que dá trabalho , dá. Livrarmo-nos das amarras da cultura do dominante e dominado , ensinada logo com o Deus criador e xpto ? puxa , fortaleza de carácter e pais à maneira são indispensáveis.
E pronto , depois , a gente aceita o que vier aí como qualquer coisa indispensável ao crescimento.
O medo , isso é que me preocupa mais que a paz. ainda não consegui livrar-me dele.
#13 por Raúl Iturra em 27 de Novembro de 2009 - 19:39
Senhora, obrigado por me ler. P seu comentário és triste. Procura a imperfeição , para que? Essa classificação de seres humanos em perfeitos ou imperfeitos, parece-me uma classificação de culpa. Os seres humanos somos e é suficiente com isso. Acabo de falar com uma amiga, viúva quase seis meses e ainda chora. O quê? A morte do marido? Ou as deslealdades do marido que também tinha outra casa com senhora nova, e ela, em procura de vingança, queria um outro homem para ela. Fui directo: não me venhas com prantos pela morte, mas sim pela lisura de ter aceite em casa um homem com outra e tu com outros. É verdade que o Concílio de Trento, Século XV, fechou aos ocidentais dentro de uma mesmo tecto dia após dia, com promessa de fidelidade. E a libido que manda em nós, como a enceramos? E o de Latrão ii, Século XII, deu-nos outras armas para nos sentirmos mal: a confissão privada, essa introspecção que nos envergonha. Não sou homem de fé, nunca fui capaz. Aliás, sou materialista histórico , mas DEVO conhecer as matérias de fé para orientara mente que se culpabiliza desnecessariamente, como é o seu caso. Também pode ser que o seu comportamento seja oculto contra as normas culturais e queira sentir-se mal para limpar o seu pensamento. O pensamento limpa-se apenas não sendo um contraventor, ou si o eu, assumindo essa contradição aos costumes. Minha senhora, a vida é um pestanejar, é apenas um dia. Ria mal acorde de manhã e sentir-se-á melhor. Não são conselhos estas as minhas palavras, são um deambular de ideias em base as suas.
Com carinho
RI