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	<title>Aventar &#187; Ex-autores</title>
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	<description>Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.</description>
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		<title>NATO e Afeganistão causam queda do Governo holandês</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Feb 2010 14:40:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ex-autores</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Afeganistão e a indefinida política da NATO relativamente ao país levaram esta noite à queda da coligação de centro-esquerda que governou a Holanda nos últimos 3 anos. De acordo com a Reuters, o Primeiro Ministro Jan Peter Balkenende revelou que o pedido da NATO para um prolongamento de uma presença militar holandesa no território [...]


Sem posts relacionados.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Afeganistão e a indefinida política da NATO relativamente ao país levaram esta noite à queda da coligação de centro-esquerda que governou a Holanda nos últimos 3 anos. De acordo com a Reuters, o Primeiro Ministro Jan Peter Balkenende revelou que o pedido da NATO para um prolongamento de uma presença militar holandesa no território até 2011 foi recusado liminarmente pelos trabalhistas, provocando a demissão do executivo.</p>
<p>Convirá ter presente que a indefinição dos membros europeus da NATO relativamente ao Afeganistão, com as típicas tibiezas de esquerda face à ameaça terrorista talibã, está na génese da progressiva subalternização da Europa na agenda de política externa norte-americana. Escrevi em Fevereiro de 2009, que o Afeganistão era o litmus test para a posição americana face à Europa, uma vez que não é adequado pedir aos EUA o esforço brutal de combate solitário à ameaça talibã. Para quem não esteja a ver totalmente o problema, convirá recordar que os talibã têm não só desestabilizado o Afeganistão como lançado o caos no Paquistão, e que essa ameaça no Af-Pak é encarada com crescente preocupação pela Índia, e na Ásia Central ex-soviética.</p>
<p>Um domínio talibã na Ásia Central, com a liderança dos mullah, representaria não só uma real ameaça terrorista para a Europa, como um perigo concreto para todos os que  se preocupam com os direitos humanos: falamos de guerrilheiros capazes de incendiar escolas para impedir o ensino das mulheres, optando pelo assassinato bárbaro  enquanto crianças. A repressão talibã é por isso um imperativo, e a fraqueza Europeia só conduz a desenlaces em que a sua marginalização é tão patente como foi em Copenhaga.</p>
<p>P.S. Seria imperdoável não agradecer os termos gentis com que o que o Ricardo me apresentou aqui. Permito-me contudo salientar que o meu alegado “socialismo” se limitou ao apoio ao PS nas últimas legislativas. Já tive ocasião de reiterar várias vezes que o rumo (ou a falta dele) da actual governação me empurram crescentemente à crítica às posições deste executivo. A minha posição, inspirada na doutrina social da igreja (porque me assumo como católico, e só o é quem não tem vergonha de o dizer) , aproxima-me de um modelo que respeite a propriedade privada, a livre iniciativa, e o mercado como principal gerador de riqueza. Assumo contudo, uma posição semelhante à da encíclica Caritas in Veritate, em que os resultados de mercado se compreendem como não necessariamente justos socialmente, e por isso se reconhece um papel à justiça redistributiva e à protecção social (seja privada, ou pública).  Quanto ao que se passou nos últimos dias, ninguém espere ouvir de mim alguma resposta a todos os que me criticaram no antigo grupo do simplex. Tenho desprezo por corporativismos, e prezo a ética acima da lealdade. O ataque ad hominem ensaiado, não me faz duvidar um minuto que mostrar a brincadeira que é a Câmara Corporativa doeu a muita gente. Se calhar porque agora será mais difícil alguém dizer que jantou com o Miguel Abrantes. Pode-se sempre perguntar: qual?</p>
<p><strong>CARLOS SANTOS</strong></p>


<p>Sem posts relacionados.</p>]]></content:encoded>
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		<title>A gente vê-se por aí</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Feb 2010 12:44:16 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Motivos de carácter pessoal obrigam-me a deixar o Aventar hoje mesmo. Quando criei este blogue, a ideia era contribuir de forma positiva para a blogosfera política portuguesa e, valha a verdade, obter alguma visibilidade em termos de audiências. Parece-me que o objectivo foi conseguido.
Estou certo que a minha falta não se irá notar. O essencial continua cá: [...]


Sem posts relacionados.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Motivos de carácter pessoal obrigam-me a deixar o Aventar hoje mesmo. Quando criei este blogue, a ideia era contribuir de forma positiva para a blogosfera política portuguesa e, valha a verdade, obter alguma visibilidade em termos de audiências. Parece-me que o objectivo foi conseguido.<br />
Estou certo que a minha falta não se irá notar. O essencial continua cá: a verdadeira alma deste projecto, que é o Luis Moreira; a racionalidade e frieza, tipo cérebro, do Zé Freitas; e a combatividade &#8211; o coração &#8211; do João Cardoso. E depois todos os outros, com quem tive um enorme prazer em colaborar. Que ninguém leve a mal, mas quero deixar uma palavra muito especial para aqueles que começaram comigo naquele dia 30 de Março: a Carla Romualdo, o Carlos Loures, a De Puta Madre, o Isac Caetano, o João Paulo, o José Freitas e o Luis Moreira. A todos os outros, um muito obrigado.<br />
A gente vê-se por aí.</p>
<p><strong>Ricardo Santos Pinto</strong></p>


<p>Sem posts relacionados.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Carlos Santos no Aventar</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Feb 2010 23:31:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ex-autores</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Carlos Santos é professor de economia na Universidade Católica e analista de política internacional. Na blogosfera, começou com o seu blogue pessoal, «O Valor das Ideias». Durante o Verão de 2009, colaborou no «Simplex», blogue colectivo de apoio ao Partido Socialista. Terminado esse projecto, fundou «A Regra do Jogo», que teve uma duração efémera.
Convidei o [...]


Relacionados... ou não:<ol><li><a href='http://www.aventar.eu/2010/01/13/libertacao-imediata-do-camarada-carlos-santos-o-povo-vencera/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Libertação imediata do camarada Carlos Santos, o povo vencerá!'>Libertação imediata do camarada Carlos Santos, o povo vencerá!</a></li>
<li><a href='http://www.aventar.eu/2010/02/08/blogosfera-lealdade-e-liberdade-de-expressao/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Blogosfera: Lealdade e liberdade de expressão'>Blogosfera: Lealdade e liberdade de expressão</a></li>
<li><a href='http://www.aventar.eu/2009/06/30/carlos-narciso/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Carlos Narciso'>Carlos Narciso</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Carlos Santos é professor de economia na Universidade Católica e analista de política internacional. Na blogosfera, começou com o seu blogue pessoal, <a href="http://ovalordasideias.blogspot.com/" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/ovalordasideias.blogspot.com/?referer=');">«O Valor das Ideias»</a>. Durante o Verão de 2009, colaborou no «<a href="http://simplex.blogs.sapo.pt" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/simplex.blogs.sapo.pt?referer=');">Simplex</a>», blogue colectivo de apoio ao Partido Socialista. Terminado esse projecto, fundou «<a href="http://aregradojogo.blogs.sapo.pt/" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/aregradojogo.blogs.sapo.pt/?referer=');">A Regra do Jogo</a>», que teve uma duração efémera.<br />
Convidei o Carlos Santos para o Aventar logo que terminou o «Simplex», porque fazia-nos falta alguém com queda para a economia e que estivesse mais ou menos na área socialista &#8211; temos gente que está à Direita do CDS e gente que está à Esquerda do PCP, mas nunca conseguimos que alguém da área do PS aceitasse o nosso convite.<br />
Na altura, o Carlos Santos estava empenhado em «A Regra do Jogo», mas deixou a porta aberta para um futuro próximo. Que é hoje. No Aventar, vai analisar sobretudo a evolução dos mercados, os problemas orçamentais do país e a política internacional. Como todos os aventadores, poderá sempre que quiser estender-se por outras áreas.<br />
Todos sabemos o que se passou nos últimos dias, por isso seria estúpido fingir que não aconteceu nada. Aconteceu sim, mas no passado &#8211; e neste momento, sinceramente, a hora é de olhar para o futuro. Sendo assim, que o Carlos Santos seja muito feliz por aqui e que nunca deixe que os seus defeitos &#8211; entre os quais se encontra um benfiquismo cada vez mais dominante no Aventar &#8211; apaguem as suas grandes qualidades.</p>


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<li><a href='http://www.aventar.eu/2010/02/08/blogosfera-lealdade-e-liberdade-de-expressao/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Blogosfera: Lealdade e liberdade de expressão'>Blogosfera: Lealdade e liberdade de expressão</a></li>
<li><a href='http://www.aventar.eu/2009/06/30/carlos-narciso/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Carlos Narciso'>Carlos Narciso</a></li>
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		<title>Os ajustes directos de João Galamba</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Feb 2010 11:53:39 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Não sei se é verdade ou não a notícia que vem hoje a público no «Correio da Manhã» acerca dos ajustes directos que foram entregues a João Galamba, actual deputado do PS.
Mas sei de uma coisa: ao contrário de outros, João Galamba dá uma explicação coerente aqui. Volto a não saber se é verdade ou [...]


Sem posts relacionados.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não sei se é verdade ou não a notícia que vem hoje a público no «Correio da Manhã» acerca dos ajustes directos que foram entregues a <a href="http://www.cmjornal.xl.pt/noticia.aspx?contentid=3D7F61C0-D394-487D-B9AE-44C05EF30E30&#038;channelid=00000181-0000-0000-0000-000000000181" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.cmjornal.xl.pt/noticia.aspx?contentid=3D7F61C0-D394-487D-B9AE-44C05EF30E30_038_channelid=00000181-0000-0000-0000-000000000181&amp;referer=');">João Galamba</a>, actual deputado do PS.<br />
Mas sei de uma coisa: ao contrário de outros, João Galamba dá uma explicação coerente <a href="http://jugular.blogs.sapo.pt/1594511.html" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/jugular.blogs.sapo.pt/1594511.html?referer=');">aqui</a>. Volto a não saber se é verdade ou mentira, mas, pelo menos, responde com dados concretos e não se refugia nas cabalas e nas campanhas negras. Merece, pois, o benefício da dúvida.<br />
E eu sou o mais insuspeito para dizer isto.</p>


<p>Sem posts relacionados.</p>]]></content:encoded>
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		<title>A verdadeira resposta de João Galamba ao DN</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Feb 2010 18:30:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ex-autores</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Luis Rainha cita um «post» de um outro blogue, no qual se diz que João Galamba, à pergunta «Alguma vez escreveu para o blog Câmara Corporativa?», terá respondido:
- «Não, nem consigo perceber a que propósito me dirige essa pergunta.»
Não foi assim, caríssimo Luís. Depois da consulta dos mails internos de um blogue extinto, o [...]


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<li><a href='http://www.aventar.eu/2009/05/29/senhores-deputados-o-que-tem-a-dizer-sobre-a-manifestacao-de-amanha/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Senhores Deputados: o que têm a dizer sobre a manifestação de amanhã?'>Senhores Deputados: o que têm a dizer sobre a manifestação de amanhã?</a></li>
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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O <a href="http://5dias.net/2010/02/18/mas-voce-tem-a-certeza-que-e-mesmo-do-dn/" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/5dias.net/2010/02/18/mas-voce-tem-a-certeza-que-e-mesmo-do-dn/?referer=');">Luis Rainha </a>cita um «post» de um outro blogue, no qual se diz que João Galamba, à pergunta «Alguma vez escreveu para o blog Câmara Corporativa?», terá respondido:<br />
- «Não, nem consigo perceber a que propósito me dirige essa pergunta.»<br />
Não foi assim, caríssimo Luís. Depois da consulta dos mails internos de um blogue extinto, o Aventar está em condições de revelar em primeira mão que a verdadeira resposta do futuro deputado João Galamba ao DN foi igual à que costuma ser quando não gosta de determinada afirmação:<br />
- «Não, nem consigo perceber a que propósito me dirige essa pergunta, seu filho da puta!»</p>


<p>Relacionados... ou não:<ol><li><a href='http://www.aventar.eu/2009/07/28/quem-esta-a-mentir-que-raio-de-pergunta/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Quem está a mentir? Que raio de pergunta!'>Quem está a mentir? Que raio de pergunta!</a></li>
<li><a href='http://www.aventar.eu/2009/05/29/senhores-deputados-o-que-tem-a-dizer-sobre-a-manifestacao-de-amanha/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Senhores Deputados: o que têm a dizer sobre a manifestação de amanhã?'>Senhores Deputados: o que têm a dizer sobre a manifestação de amanhã?</a></li>
<li><a href='http://www.aventar.eu/2009/07/18/quantos-votos-vale-um-laboratrio-de-nanotecnologia/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Quantos votos vale um Laborat&#243;rio de Nanotecnologia?'>Quantos votos vale um Laborat&#243;rio de Nanotecnologia?</a></li>
</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>Miguel Abrantes: E afinal é mesmo um assessor do Governo</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Feb 2010 06:57:04 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[E afinal Miguel Abrantes é mesmo um assessor do Governo, segundo o artigo de hoje do «Correio da Manhã» que me chegou ao conhecimento via A Regra do Jogo.
Como refere Eduardo Dâmaso na sua investigação, «Assessores, chefes de gabinete, membros do Governo usaram o seu tempo, pago pelo erário público, instalações do Estado, meios informáticos [...]


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<li><a href='http://www.aventar.eu/2010/02/26/bardamerda-adiante/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Bardamerda, adiante*'>Bardamerda, adiante*</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E afinal Miguel Abrantes é mesmo um assessor do Governo, segundo o artigo de hoje do <a href="http://www.cmjornal.xl.pt/noticia.aspx?channelid=00000093-0000-0000-0000-000000000093&#038;contentid=C65EDC35-ADBB-4CA1-8C0A-FC0139816A19" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.cmjornal.xl.pt/noticia.aspx?channelid=00000093-0000-0000-0000-000000000093_038_contentid=C65EDC35-ADBB-4CA1-8C0A-FC0139816A19&amp;referer=');">«Correio da Manhã»</a> que me chegou ao conhecimento via <a href="http://aregradojogo.blogs.sapo.pt/477233.html#cutid1" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/aregradojogo.blogs.sapo.pt/477233.html_cutid1?referer=');">A Regra do Jogo</a>.<br />
Como refere Eduardo Dâmaso na sua investigação, «Assessores, chefes de gabinete, membros do Governo usaram o seu tempo, pago pelo erário público, instalações do Estado, meios informáticos públicos e informação privilegiada para fins de combate político. Como o CM demonstra nesta edição, o Governo alimentou blogues de campanha eleitoral daquela forma, mas também outros que antes e depois do tempo de eleições continuaram a ser a barriga de aluguer de argumentários e documentos pré-fabricados.»<br />
E assim se percebe quem é afinal <a href="http://corporacoes.blogspot.com/2010/02/palavra-aos-leitores_16.html" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/corporacoes.blogspot.com/2010/02/palavra-aos-leitores_16.html?referer=');">Miguel Abrantes</a> e de que forma blogues como o <a href="http://corporacoes.blogspot.com/" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/corporacoes.blogspot.com/?referer=');">Câmara Corporativa</a>, o <a href="http://simplex.blogs.sapo.pt" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/simplex.blogs.sapo.pt?referer=');">Simplex</a> ou o <a href="http://jugular.blogs.sapo.pt" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/jugular.blogs.sapo.pt?referer=');">Jugular</a> foram criados ou alimentados numa determinada lógica e com um determinado objectivo. <a href="http://www.tvi24.iol.pt/politica/jose-manuel-fernandes-publico-socrates-ps-tvi24-ultimas-noticias/1139807-4072.html" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.tvi24.iol.pt/politica/jose-manuel-fernandes-publico-socrates-ps-tvi24-ultimas-noticias/1139807-4072.html?referer=');">O polvo em todo o seu esplendor</a>&#8230;</p>


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<li><a href='http://www.aventar.eu/2009/12/31/paulo-abrantes-mensagem-para-o-novo-ano/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Paulo Abrantes: Mensagem para o novo ano'>Paulo Abrantes: Mensagem para o novo ano</a></li>
<li><a href='http://www.aventar.eu/2010/02/26/bardamerda-adiante/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Bardamerda, adiante*'>Bardamerda, adiante*</a></li>
</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>O Carnaval de Torres</title>
		<link>http://www.aventar.eu/2010/02/16/o-carnaval-de-torres-vedras/</link>
		<comments>http://www.aventar.eu/2010/02/16/o-carnaval-de-torres-vedras/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 16 Feb 2010 13:00:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ex-autores</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
O Carnaval de Torres Vedras marca a vivência quotidiana das suas gentes. Não só durante a quadra mas ao longo de todo o ano. Diz-se que a vida são dois dias e o Carnaval são três. Em Torres, são seis. Seis dias de puro prazer e entretenimento, que só se podem comparar à tradicional Feira [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" src="http://www.torresonline.com.br/wp-content/uploads/2010/01/carnaval.jpg" alt="" width="373" height="397" /><br />
O Carnaval de Torres Vedras marca a vivência quotidiana das suas gentes. Não só durante a quadra mas ao longo de todo o ano. Diz-se que a vida são dois dias e o Carnaval são três. Em Torres, são seis. Seis dias de puro prazer e entretenimento, que só se podem comparar à tradicional Feira de S. Pedro.<br />
É ainda na primeira metade do século XIX que, em contraponto aos festejos de rua, desorganizados e desordeiros, começam a aparecer os bailes públicos nos teatros ou no Casino Lisbonense, destinados a uma burguesia endinheirada.<br />
Ao longo do século XIX, o Carnaval de Lisboa foi definhando, na mesma medida em que nas terras em redor as comemorações da quadra eram cada vez maiores. Foi o caso de Torres Vedras.<br />
A primeira referência à sua comemoração data de 1547, através da queixa de um tal de Jerónimo de Miranda, revoltado pelo facto de uns moços, moradores na vila, terem provocado uma briga, «trazendo rodelas, espadas, paus como costumam o tal dia.» O «tal dia», obviamente, era o dia de Entrudo.<br />
Em finais do século XIX, o Carnaval de Torres Vedras era muito desorganizado, limitando-se a bailes e récitas em colectividades e casas particulares, alguns mascarados pelas ruas e pouco mais. «Como nos anos anteriores, o Carnaval passou-se em completa desanimação, o que não é para admirar. Velho caduco, já não está para grandes coisas», era a tónica dominante dos comentários da imprensa, neste caso publicada em «A Voz de Torres Vedras» de 26 de Fevereiro de 1887.<br />
Mesmo assim, nesse ano e nos que se seguiram, já se notava uma característica que ia marcar estes festejos ao longo de toda a sua história: a sátira política. O costume de «lançar pulhas», por seu lado, serviu muitas vezes como pretexto para as autoridades municipais tentarem «calar» os foliões. Por essa época, o Carnaval de 1908, realizado pouco depois do Regicídio de D. Carlos, foi o mais animado de todos. <span id="more-1051079"></span><br />
De resto, o advento da República vai significar também o advento do Carnaval. Em 1912, é formada uma comissão para animar as ruas, acompanhada de filarmónica. Até à década de 20, enfarinhar o cabelo das raparigas, atirar sacos de grainha, tremoços ou farinha e mascaradas ou burricadas constituíram o grosso dos festejos.<br />
O primeiro Carnaval devidamente organizado decorreu em 1923. Previamente anunciadas na imprensa local, as comemorações incluíram a recepção ao Rei Carnaval, que chegou de comboio a Torres antes de percorrer em cortejo as ruas da vila. Uma imitação dos cortejos que então se realizavam em Lisboa e Coimbra e que teve como principais impulsionadores Leonel Trindade, Carlos Torres, Luis Faria e Alfredo Santos. Logo no ano seguinte, surge a primeira Rainha do Carnaval e o cortejo é filmado pelo alemão Otto Liebell.<br />
Em 1926, provavelmente, aparecem as primeiras matrafonas – grupos de homens mascarados de mulheres. Mas não eram mulheres quaisquer…<br />
«Esses grupos de matrafonas não eram mais do que indivíduos que vestiam um fato de mulher – mas que não ficava bem a senhora nenhuma. Procuravam era vestir um fato que lhes ficasse horrivelmente mal e feio. Por exemplo, não se usavam colares encarnados, pois ele procurava era arranjar um colar encarnado; não se usavam toucas na cabeça, pois ele procurava era arranjar uma touca horrivelmente mal feita para ir para a rua.» (Constância Bataglia – Entrevista com a Comissão do Carnaval de Torres, in Venerando de Matos – «Carnaval de Torres: Uma História com Tradição»)<br />
Ao contrário do que acontecerá hoje, as matrafonas surgiram a partir das dificuldades económicas dos homens do campo, gente pobre que não tinha dinheiro para comprar máscaras e, dessa forma, recorria ao vestuário da esposa ou da mãe.<br />
A implantação da Ditadura Militar, em 1926, e da consequente censura, significou o abrandamento da crítica social e mesmo o cancelamento dos festejos em algumas ocasiões – 1927, 1928 e 1929.<br />
Foi como que uma hibernação para um regresso em grande nos anos 30. A edição de 1931 conta com a primeira «batalha de flores»; a de 1932 com uma profusa animação no cortejo e no cine-teatro; a de 1933 com muita publicidade na imprensa, a presença de uma equipa de cinema para filmar e a realização de dois desfiles – na segunda e na terça-feira. O «Ovo», o «Penedo do Guincho», o «Elefante», o «Couraçado» ou o «Moinho Holandês» foram alguns dos carros participantes.<br />
No ano seguinte, 1934, o carro do «Elefante» percorreu o país a publicitar o Carnaval de Torres. De avião, foram lançados folhetos de propaganda em Lisboa e Leiria. De ano para ano, a sua importância ia aumentando no contexto da economia local.<br />
«Torres, hoje, precisa já do seu Carnaval, e não estará longe o dia em que precisará dele tal qual como hoje carece de vender vinho da sua região. E o próprio país que pode vir a ter em Torres o seu Carnaval – o Carnaval de Portugal! – perderia com o seu acabamento, dado que no país nenhuma festa existe, há dez anos, verdadeiramente digna daquele nome.» (Jornal «Linhas de Torres», 1935, in Venerando de Matos – «Carnaval de Torres: Uma História com Tradição»)<br />
Entre 1941 e 1945, não houve Carnaval em Torres por causa da II Guerra Mundial. Voltou a realizar-se em 1946, mas conheceu novas interrupções em 1953 e 1954 e entre 1956 e 1960. Só a partir daqui é que os festejos viriam a renascer com o fulgor do passado. Um renascimento que teve como centelha um conjunto de artigos de António Augusto Sales na imprensa local, intitulado «O Carnaval de Torres não Pode Morrer».<br />
<img class="alignnone" src="http://www.carnavaldetorres.com/templates/2008/grafismo/historia_1.jpg" alt="" width="447" height="285" /><br />
Em 1965, dá-se o arranque definitivo do Carnaval. Aos festejos burgueses e elitistas de outras terras, Torres respondia com um cunho cada vez mais popular e cada vez mais irreverente. Durava três dias e cada carro alegórico já orçava em cerca de cinquenta contos. Com o primeiro passeio do auto-trapalhão, realizado em 1972, o Carnaval de Torres ganhou todas as características modernas.<br />
Um corso em que a grande componente é a espontaneidade, visto que qualquer um pode participar, mesmo que não esteja mascarado. Inevitavelmente, as matrafonas são a grande atracção. Essa participação espontânea «é desejada para a animação do desfile e assim vemos os mais variados foliões nos espaços entre os carros, fazendo a sua festa, exibindo as suas máscaras e facécias, pregando as suas partidas, enquanto simples curiosos, mesmo à paisana, podem ir ao lado dos mascarados.» (José Alberto Sardinha, Tradições Musicais da Estremadura)<br />
Ao contrário de outras terras do país, neste Carnaval não se assiste a um simples desfile de carros alegóricos em que o povo assiste, nos passeios, de uma forma passiva. Pelo contrário, os foliões intrometem-se no desfile de forma espontânea e mesmo pessoas sem qualquer máscara também andam de um lado para o outro no meio do cortejo, só para fruírem de todo aquele espectáculo.<br />
A partir de 1985, a Câmara Municipal assume a organização do evento, que voltara a cair numa fase de estagnação. Encarando o Carnaval, actualmente, como um espectáculo de grande importância para a população de Torres Vedras e que dá uma projecção nacional à cidade.<br />
Actualmente, realiza-se ao longo de seis dias, entre sexta e quarta-feira. O momento alto é o corso de Domingo Gordo, repetido na terça-feira, bem como o corso dos Trapalhões, à segunda-feira à noite. De resto, todo o programa mostrou a diversidade dos festejos e a tentativa de chegar a todos os escalões etários da sociedade. Logo na sexta-feira, realizou-se o corso Escolar, destinado às escolas do concelho. No sábado à tarde, o Corso Tradição, que relembra os Carnavais do passado e os mais antigos foliões, sempre acima dos cinquenta anos. No sábado à noite, chegam a Torres os reis do Carnaval, que recebem as chaves da cidade e ouvem um discurso sobre o «estado da nação». Ainda nesse dia, decorre um concurso de mascarados e o corso nocturno. Na quarta-feira, depois da realização dos já referidos corsos principais e do corso dos Trapalhões, o Entrudo vai a enterrar. Uma encenação na qual participam mais de três mil pessoas e que, no fim de contas, representa o pontapé de saída para os festejos do ano seguinte.<br />
Para além dos carros alegóricos oficiais, organizados e profissionais, muitos outros carros espontâneos fazem a sua aparição durante os desfiles, feitos com os objectos mais inacreditáveis. Em alguns desses casos, o maior mistério é mesmo saber como é que conseguem andar.<br />
Quanto aos carros oficiais, geralmente imponentes, são concebidos por diversos artistas plásticos e executados, na sua totalidade, dentro do concelho. Materiais como esferovite, fibra de vidro e poliuretano expandido são os mais utilizados. As dimensões aproximam-se de catorze metros de comprimento, quatro e meio de largura e mais de seis metros de altura. Cada um deles constitui uma alegoria aos diversos temas, muitas vezes políticos, e uma caricatura das personalidades mais conhecidas da sociedade portuguesa.<br />
Os últimos Carnavais assumirm todas estas características tradicionais, sobretudo uma forte carga satírica aos costumes e uma grande componente de ironia política e social. Em 2009, o evento foi censurado pela primeira vez por ter brincado com o computador «Magalhães».<br />
Este respeito pela fidelidade e pela matriz cultural do Entrudo português está bem presente em várias das suas manifestações: na arruada, na presença de Zés Pereiras e Cabeçudos, nas matrafonas, no “Enterro do Entrudo” e em muitas outras. Daí o justo epíteto de o «Carnaval mais português de Portugal», que Torres Vedras se ufana de ser, um dos poucos que na Estremadura e no resto do país ainda não caiu no erro – e espera-se que não caia – de se abrasileirar. No fim de contas, é uma forma de resistência à globalização e uma maneira de defender o património cultural nacional.</p>


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		<title>Do YouTube ao PornoTube</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Feb 2010 21:30:53 +0000</pubDate>
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O YouTube abriu há 5 anos um novo mundo na pantalha virtual. Como o Google, por exemplo, embora a uma dimensão menor. Hoje em dia, faz parte do nosso dia-a-dia. E como não poderia deixar de ser, começaram a surgir os derivados. Só se copia o que é bom. E assim nasceu o TeacherTube, dedicado [...]


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O YouTube abriu há 5 anos um novo mundo na pantalha virtual. Como o Google, por exemplo, embora a uma dimensão menor. Hoje em dia, faz parte do nosso dia-a-dia. E como não poderia deixar de ser, começaram a surgir os derivados. Só se copia o que é bom. E assim nasceu o <a href="http://www.teachertube.com/" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.teachertube.com/?referer=');">TeacherTube</a>, dedicado aos professores; o <a href="http://www.tangle.com/" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.tangle.com/?referer=');">Tangle</a>, dedicado aos cristãos; o <a href="http://www.totlol.com/" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.totlol.com/?referer=');">Totlol</a>, dirigido às crianças; o <a href="http://www.giftube.com/index" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.giftube.com/index?referer=');">GifTube</a>, especializado em animações; o <a href="http://shoetube.tv/Shoetube-Videos" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/shoetube.tv/Shoetube-Videos?referer=');">ShoeTube</a>, sobre sapatos; o <a href="http://www.pornotube.com" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/www.pornotube.com?referer=');">PornoTube</a>, para amantes do porno, e muitos mais.<br />
Completamente ao calhas, escolhi este último para destacar. É um site que funciona exactamente como o YouTube, com a diferença de que é restrito a menores de 18 anos. Quem quer aceder tem de colocar a sua data de nascimento, o que, como se supõe, evita desde logo a entrada de menores. Iam agora os putos mentir quanto à sua idade!<br />
Depois de entrar, tem várias secções, dirigidas a hetero ou gays e uma caixa de pesquisa que permite ir directo ao tipo de vídeo que se quer ver. Diz que é um site muito educativo. Eu não sei, que nunca lá entrei&#8230;</p>


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		<title>14 de Fevereiro de 1910 e os 5 mil contos do défice</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Feb 2010 19:00:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ex-autores</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img alt="" src="http://www.amigosdesanfins.com/imgs/Teixeira-de-Sousa.jpg" class="alignnone" width="283" height="334" /><br />
O «Diário de Notícias» revela que ontem, Domingo, os ministroa do Reino, Justiça e Fazenda foram a casa de José Luciano de Castro, com quem conversaram durante algum tempo. Ontem, foi também a reunião do Partido Regenerador em Cascais.<br />
Teixeira de Sousa, que fora eleito chefe do Partido no dia 16 de Janeiro, promete que irá tentar fortalecer o Partido e respeitar a memória de Hintze Ribeiro. Critica a situação económica do país, que já tem 5 mil contos de déficit e 80 mil de dívida flutuante. O rendimento das alfândegas está hipotecado, bem como o rendimento dos Tabacos, dos Fósforos e dos Caminhos-de-Ferro. Há risco de bancarrota porque não há mais nada para hipotecar. O estado das colónias é de descalabro. Não há assistência pública,a instrução é rara e má, as corporações administrativas asfixiam sob uma tutela que as esmaga. «A lei eleitoral é uma burla, a soberania do povo não existe»<br />
De Coimbra, Hipólito Raposo escreve o texto «As Engomadeiras». «A minha engomadeira é uma mulher esperta, risonha e bem falante, com o timbre de voz docemente cantado que torna a pronúncia de Coimbra a mais bela de Portugal.»<br />
No futebol, o Gilman Sporting Clube ganhou por 3-0, no Lumiar, ao Sporting Clube de Portugal</p>


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		<title>O Carnaval de Ovar</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Feb 2010 13:00:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ex-autores</dc:creator>
				<category><![CDATA[história]]></category>
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O carnaval de Ovar é hoje a maior manifestação cultural da cidade e um dos mais importantes certames do género do país. Realiza-se todos os anos com a presença de milhares de espectadores, vindos de todo o país para assistir «in loco» a um cortejo marcado pela alegria e vivacidade, pela cor e movimento.
Apesar de [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<p><img alt="" src="http://www.carnaval.ovar.net/images/cartaz2009.jpg" class="alignnone" width="500" height="700" /><br />
O carnaval de Ovar é hoje a maior manifestação cultural da cidade e um dos mais importantes certames do género do país. Realiza-se todos os anos com a presença de milhares de espectadores, vindos de todo o país para assistir «in loco» a um cortejo marcado pela alegria e vivacidade, pela cor e movimento.<br />
Apesar de toda a organização que revela hoje em dia, podendo ser considerado um verdadeiro produto turístico que traz enormes benefícios para o concelho, o carnaval de Ovar começou por ser algo de espontâneo que se realizava todos os anos por vontade da população, que «se lembrava» de sair à rua para se divertir, esquecer as agruras do dia-a-dia e, por uma vez no ano, fingir que era alguém completamente diferente.<br />
«Nesses tempos, diz-que os vareiros &#8211; «eles» e «elas» &#8211; perdiam alguma vergonha no carnaval. De certo modo assim era, porque até onde a memória nos leva, vemos o carnaval em Ovar como a válvula de escape da loucura que os vareiros domavam dentro de si, durante muito mais de trezentos dias e outras tantas noites – o que é, ainda, mais difícil -, com uma paciência que só a planura do chão- e não a dos costumes – pode justificar&#8230; E durante os três dias e as três noites, longas quanto baste, que antecedem a quarta-feira de «cinzas», «eles» e «elas» trocavam entre si as momices que a quadra exigia&#8230; e que a moral só permitia nessa quadra.» (A. Hugo Colares Pinto) <span id="more-1051076"></span><br />
Antes de o carnaval ser organizado, os festejos ocorriam na mesma, mas de forma mais espontânea, como se disse. Na tarde de Domingo Gordo e na terça-feira seguinte, percorriam as ruas do centro os mascarados. Iam fantasiados de Charlot, de arlequins e columbinas, de noivos e noivas, de piratas, de polícias, de reis, de tudo e de nada.<br />
À noite, coabitavam os bailes elegantes do Orfeão e do Progresso – uma espécie de carnaval veneziano, se a comparação não se considerar muito ousada – com os festehos populares que não raro terminavam em assaltos e em violência.<br />
O carnaval porco, que se realizava no âmbito do principal, consistia numa batalha entre a população. O adjectivo porco advinha-lhe do facto de os adversários em confronto usarem de tudo um pouco para a batalha, desde pacotes de serradura, água, tomates, ovos e tudo o que calhasse. Durava uma hora – começava com a sirene dos bombeiros e terminava da mesma forma. Eram sessenta minutos de anarquia, sessenta minutos de loucura total.<br />
<img alt="" src="http://manuelribeiro.files.wordpress.com/2006/02/DSC_1471.jpg" class="alignnone" width="425" height="283" /><br />
Tirado <a href="http://manuelribeiro.wordpress.com/2006/02/27/carnaval-2006/" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/manuelribeiro.wordpress.com/2006/02/27/carnaval-2006/?referer=');">daqui</a></p>
<p>«Dos camiões rolando, derrapando, grunhindo, chiando – uns para cima, outros para baixo, uns de frente, outros de lado ou de marcha atrás, &#8211; chovia preto, jorrava amarelo, chispava branco e tudo se misturava no ar empestado de perfumes a condizer para cair de chofre ou lentamente, em cartuchadas pesadas ou em baforadas suaves, sobre os beligerantes e envolvendo, penetrando e matizando ruas, passeios, canteiros, janelas e sacadas, apanhando pelo caminho fugitivos pouco lestos e neutrais distraídos.» (A. Hugo Colares Pinto)<br />
Os exageros em que por vezes se caía, exageros esses bem patentes na descrição feita, ditaram o seu fim. Mesmo que a lei tenha caminhado nessa direcção, o povo já tinha decretado desde há muito, no seu coração, tamanha «selvajaria», no dizer do historiador local Manuel Bernardo.<br />
Quando se iniciou a década de 50, apesar de a desorganização continuar a marcar o acontecimento, os festejos de carnaval já se haviam estendido ao sábado e à segunda-feira; já se tinham organizado grupos nos diferentes bairros; os preparativos e os ensaios começavam cada vez mais cedo – no Ano Novo, por exemplo, já começavam a aparecer mascarados. Um pré-carnaval, se assim se pode chamar, em que tudo podia acontecer. «E acontecia. Ou aparecia o homem invisível, em carne-e-osso, ao mesmo tempo que o víamos na televisão, ou o Morgado arreava a giga, ou o Olhos-de-Bagaço, pimba, tropeçava nele mesmo, ou a Vênus de Milo aparecia todinha vestida, de lábios pintados e cigarro ao canto da boca, ou, simplesmente, tudo acontecia na mesma noite.» (A. Hugo Colares Pinto)<br />
A partir de 1952, a organização acabou com a espontaneidade e o improviso que até aí tinham caracterizado os festejos. Domesticou-se o carnaval, como alguém disse. José Maria Fernandes da Graça, Aníbal Emanuel da Costa Rebelo e osé Alves Torres Pereira tomaram a seu cargo essa primeira edição. Os seus objectivos eram institucionalizar uma festa que, apesar de uma longa história, continuava a ser marcada pelo improviso e pela espontaneidade; e, obviamente, explorar as suas imensas potencialidades turísticas, como se veio a verificar.<br />
Perdeu-se em alguns aspectos, ganhou-se noutros. Tudo passou a ser mais artificial do que era, mas passou também a ser mais organizado e, quiçá, mais bonito. Evoluções do tempo, sempre com os seus prós e contras.<br />
Mesmo assim, nesses idos anos de 50 ainda não era o Carnaval tal qual o conhecemos hoje. Não havia barreiras nas ruas e a multidão abria alas para a passagem dos carros alegóricos. Nesse ano inicial de 1952, dia 24 de Fevereiro, organizado apenas com um mês de antecedência, as entradas foram gratuitas e, dos dez carros que fizeram o percurso S. Miguel – Largo Família Soares Pinto, venceu o da Arruela, classificado pelo júri como melhor carro da classe Excepcional Bom Gosto. O rei foi António Lírio Ramos.<br />
No ano seguinte, 1953, dada a adesão popular do ano anterior, desfilaram mais três carros do que na edição anterior e o público passou a pagar 2$50, tendo direito a seis serpentinas grátis. Nesse ano, o custo total da festa ultrapassou os vinte escudos, ou seja, dez cêntimos!<br />
De ano para ano, esta «vitamina da alegria» foi aumentando em termos de adesão popular. Um facto contribuiu, em 1954, para a nacionalização do evento: a ida dos carros vareiros ao corso Porto, na terça-feira de entrudo, para participar no corso carnavalesco do Clube Fenianos. Foi aí, pela primeira vez, que o resto do país reparou que numa vila do distrito de Aveiro se realizava uma grande festa de carnaval.<br />
Com o decorrer dos anos, a tradição foi-se adaptando à época e aproximando-se da actualidade. Em 1961 surge pela primeira vez uma mulher como a rainha do Carnaval. Mais tarde, introduzem-se barreiras para os carros poderem circular à vontade. Em 1963, o corso passa a sair em dois dias. Em 1968 surgem os grupos organizados, que não vão tardar a substituir os bairros típicos.<br />
Quanto ao local da concentração do corso, foi mudando com o decorrer dos anos. Entre 1952 e 1963, partia do largo de S. Miguel. A partir daquele ano e até 1972, foram escolhidas as Ribas para o início do cortejo. Desde 1972, a festa parte do mercado municipal.<br />
Tudo passa a ser planificado ao milímetro, começando a organizar-se a edição do ano seguinte com um ou mais anos de antecedência. Desde 1952 até hoje, só não se realizou em duas ocasiões: em 1962, devido à guerra colonial; e em 1975, devido ao Verão quente pós-revolucionário.<br />
Na década de 80, mais concretamente em 1982, aparece a primeira escola de samba, a «Costa de Prata», que representa, simultaneamente, a «brasileirização» do carnaval de Ovar. Foi essa a pedra de toque que deu lugar aos tempos modernos do carnaval de Ovar. À «Costa de Prata», seguiram-se a «Charanguinha» (1985), a «Juventude Vareira» (1986), a «Mangueira» (1989), o «Kan-Kans» (1990), o «Império Ovarense» (1993) e muitas outras.<br />
Em 30 de Novembro de 1998, foi constituída pela câmara municipal a Fundação do Carnaval, cujos objectivos são «a promoção de eventos culturais, recreativos e a valorização e divulgação do património cultural e turístico do concelho e da região.»<br />
Ao nível do ritmo, das roupas das participantes, do desfile em geral, em suma, tudo tem caminhado na direcção do carnaval do Rio. Têm surgido críticas a este novo figurino, muito diferente do estilo imprimido nos primeiros anos da sua realização e do espírito que lhe estava inerente. Mas o certo é que a adesão popular tem sido cada vez maior e, nos dias do cortejo, a cidade simplesmente pára. Pára para não mais parar. De dançar, de cantar, de desfilar.<br />
«Os grupos, esses, são, ainda, a ligação ao espírito inicial. Mas, vindo de fora ou germinando no seu interior, o ritmo e a cor de todos são cada vez mais canarinhos. Dizem os espertos na matéria que se trata de recuperar o que, há cinco séculos, levamos para o lado de lá do Atlântico e que os nossos irmãos brasileiros desenvolveram, enriqueceram e viraram neste mexer envolvente, absorvente e trepidante. (&#8230;) Carnaval, que, cada vez mais, bumba, zabumba, trepida e pandeira&#8230; como rebolam as cadeiras da brasileira.» (A. Hugo Colares Pinto)</p>


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