Arquivo para categoria arte

Dois extra-catálogo

(adão cruz)

(adão cruz)

 Dois quadros feitos um tanto à margem (“adão e eva” e “a mãe dos periquitos”).

, , , ,

2 Comentários

Chá e guarda-infantes

A propósito do post do Prof. Raul Iturra que tão bem vem recordar a memória do “chá de Catarina”, este nosso colega, alerta também para uma outra característica da nossa gente, sempre disposta ao esquecimento das coisas aqui da terra. Quantas pinturas, estátuas, estatuetas e outras obras artísticas de autoria portuguesa, já vimos expostas em galerias e museus, onde a imagem daquilo que deve ser uma Infanta, surge sempre sob a secular e tutelar figura de Margarida Teresa, a central personagem da esplendorosa obra Las Ninãs de Velázquez?

Leia o resto do post »

, ,

Nenhum comentário.

Mais dois 2010

(adão cruz)

Como prometido, cá estão dois pós-férias. Embora eu não goste de títulos, dado que os títulos podem ser redutores e empobrecer a obra, anulando, por vezes, a sua própria hermenêutica, podemos chamar-lhes, “luar de sonho” e “sonho de verão”. Com todo o gosto, dedico-os ao Nuno Castelo-Branco.

(adão cruz)

, , ,

3 Comentários

Mais um 2010

(adão cruz)

Com um abraço a todos

, , ,

6 Comentários

PlayBoy manhoso…

O Ricardo Santos Pinto colocou um poste sobre a capa da revista Playboy que mostra uma figura (Jesus) debruçando-se sobre uma mulher desnuda. À volta uns títulos anunciando a morte e a obra de Saramago. A casa mãe da revista não gostou e Ricardo vê nisso alguma serôdia hipocrisia.

Não leio a questão assim, talvez devido à minha profissão, acho que tudo se resume ao negócio. E qual é o negócio da Playboy? É uma revista com uma bela aparência, com belas fotos de mulheres nuas, lindas de morrer, e com umas entrevistas às próprias que não aquecem nem arrefecem. É assim há 50 anos, e quem compra a revista sabe ao que vai, as mulheres que são fotografadas também e quem a edita, ganha milhões. Tudo transparente!

O Tuga, manhoso, não está com meias medidas, coloca Cristo e Saramago na capa  e, a partir daí, faz de conta que vai analizar a polémica que sempre envolveu Saramago e a Bíblia.  Quer dizer, está a vender gato por lebre, porque quem compra a PlayBoy sabe que o que encontra na revista são fotos de mulheres nuas, é esse o negócio!

Nos EU, bem ao mal (não é o que está em discussão) há negócios que ganham dinheiro a médio/longo prazo, cá no burgo a visão é a do curto prazo, sacar depressa e depois logo se vê, destrói-se um negócio num ápice, assim acabe o negócio e o empresário fique com os bolsos cheios de massa. Clientes, trabalhadores, fornecedores, para não falar de ética nos negócios, é coisa que não existe.

É por haver este respeito pelo negócio, pelos princípios que são aceites por todos, que as empresas onde há mercados competitivos, duram dezenas de anos, mudando sempre que necessário, mas sem truques manhosos que tiram credibilidade e confiança ao negócio.

Se eu fosse o gestor do negócio, o inventor desta capa “já tinha ido de patins”!

, , , , ,

7 Comentários

A Cultura Andalusa

 

 

 

O Al-Andalus foi um espaço de convivência de povos e identidades, onde nasceu, desenvolveu-se e se afirmou uma cultura própria.

Resultado da influência da cultura Oriental, trazida no século VIII pelos Árabes do Médio Oriente, aliada à cultura Berbere, inicialmente do Rif e do Médio e Alto Atlas, e posteriormente Sub-Sahariana, cruzada com a cultura dos Hispano-Romanos, Hispano-Godos e dos Judeus, alimentada por trocas e experiências de séculos de contacto entre o Al-Andalus e o Magrebe, regressa ao Norte de África em três grandes vagas, nos séculos XIII, XV e XVII.

Essa cultura está viva, faz parte da identidade de Países como Marrocos, Argélia e Tunísia e tem um nome _ Cultura Andalusa.

Estima-se que só no Reino de Marrocos vivam cinco milhões de descendentes dos Árabes Andaluses que levaram consigo a Cultura Andalusa e a perpetuaram até aos nossos dias.

Influenciou decisivamente a própria identidade cultural das duas Nações Ibéricas em aspectos tão variados como a língua, a música, a arte, a arquitectura, os usos e costumes, as ciências, o pensamento.

Leia o resto do post »

, , , , , , , ,

7 Comentários

ADÃO CRUZ Um gesto de silêncio

         III VOL.

Caros amigos

 Acaba de ser editado o meu sétimo livro, o quarto de pintura e o terceiro deste conjunto de três, com o mesmo formato mas com subtítulos e cores diferentes.

 O livro teve o apoio da Fundação Ilídio Pinho, da Sociedade Portuguesa de Cardiologia e da Ordem dos Médicos.

 Gostaria muito de o oferecer a todos os amigos, mas, como devem compreender, isso não é viável, pois são edições que ficam muito caras.

 Se, eventualmente, o quiserem adquirir para vós mesmos ou para oferecer, o que muito prazer me dá, podem pedi-lo a edicoes.engenho@gmail.com

 Como o livro não tem fins lucrativos, foi estabelecido o menor preço possível, de 30 euros.

 Um grande abraço do amigo

 Adão Cruz

,

5 Comentários

aniversário de um filho

loiro+natural.jpg

aniversátio do Luís

Nasceu, sem os seus pais darem por isso, a 13 de Junho de 1977. Sem darem por isso, porque no rastro da sexualidade caminha o amor. Amor havia, e muito. O bebé nasceu numa segunda-feira, em tempos em que não se sabia se as crianças seriam rapazes ou raparigas. Rapariga já havia em casa, faltava o rapaz. Todo o progenitor adora ter um casalinho. E foi este o caso. Os irmãos adoravam-se. A irmã era como uma mãe para o irmão, como acontecia comigo e a minha irmã, com uma pequena diferença: eu dava-lhe banho por ser o mais velho vários anos. Até ao dia de hoje, essa minha irmã, toma conta de mim, como a irmã do rapaz. Era Luís Miguel, era Patrícia, sem segundo nome. Os dois gostavam um do outro, assim como os pais adoravam os dois. Eram os Pimentel Correia, desde muito novos inteligentes, sábios, companheiros. Não apenas brincavam juntos, também a irmã lhe ensinava as letras. Como a sua mãe Odete e o pai José Miguel. O tempo não passou em vão. Não eram apenas brincadeiras ou estudos antecipados em casa, eram também uma rainha com o seu rei a viverem juntos em casa dos pais, até cada um encontrar o seu par: a Patrícia, o seu Paulo, o Luís o amor da sua vida. Amor difícil para ele, que tanto adorava a sua irmã. Não havia rapariga que não tivesse ciúmes, não havia rapaz que estivesse contente: eram um casal…Apenas o Paulo foi capaz de seduzir essa rainha e raptá-la, a seguir aos seus estudos, completando todos as sua licenciaturas em Engenharia, como o pai.

O Luís era amigo dos seus amigos e, com a Patrícia já fora de casa, dedicava os seus verões a viajar, ou  a ir à praia ao pé da casa que os pais tinham comprado para eles em São João da Caparica, com os seus amigos ou com os primos que iam nascendo. A especialidade do Luís, de volta das suas viagens de férias, pelo Oriente, na casa da sua irmã, era ser o cavalo das suas primas mais novas. Tão novas, que não podia menos que ser o cavalo que todas elas montavam e ele, forte, musculado e loiro, as levava às cavalitas, especialmente a sua prima Marta, quase da sua idade. Uma irmã para ele, como a mãe de Marta, a sua tia Graça, a sua amiga, a sua confidente, a que sabia dos seus amores, a mulher livre que entendia os amores do Luís, como Patrícia e Paulo o seu marido e davam ideias, como Odete, a sua mãe.

Leia o resto do post »

, ,

Nenhum comentário.

CAL em exposição

O convite diz o seguinte:

Exmos. Senhores,
O LAC – Laboratório de Actividades Criativas e a Marina de Lagos têm o prazer de vos convidar para a Exposição CAL – Colectivo de Artistas do LAC, na Galeria Marina de Lagos, com inauguração no dia 9 de Junho pelas 18h.
Representados:
A. Pedro Correia, Catarina Nunes, Henrique Pereira, Jorge Pereira, Raymond Dumas, Ricardo Milne e Sofia Fortunato.
A exposição estará patente de 10 a 27 de Junho
no horário de 4ª Feira a Domingo,
entre as 15h e as 19h30.

*

A inauguração é já amanhã. Estão todos convidados.

, , , ,

4 Comentários

Dizem que é parecida com o pai

1 Comentário

Texto para um amigo

(jaime casais)

(Este meu amigo, arquitecto e pintor galego que vive na Corunha, pediu-me para escrever um pequeno prefácio ou texto de apresentação para um livro seu a sair em breve. Transcrevo-o aqui para aqueles que, eventualmente, se interessem por estas coisas da pintura).

JAIME CASAIS

 Este livro, há muito tempo esperado, sobretudo a partir do dia em que tivemos o privilégio de ver o volte-face da pintura deste grande artista e amigo, Jaime Casais, está para breve. O amigo Jaime quis dar-me a honra de o prefaciar. No entanto, como na altura em que escrevi este texto ainda o livro estava em projecto, eu preferi dar-lhe não o título de prefácio, propriamente dito, o que implicaria uma abordagem da obra nas suas diversas vertentes, mas o nome do autor. Até porque, para mim, é mais grato falar do autor e da sua obra, mesmo sem livro, do que propriamente fazer a clássica análise de um livro. E quer o autor quer a obra são do meu profundo conhecimento. Para felicidade minha. Leia o resto do post »

, , , ,

3 Comentários

E hoje é dia de…

Nenhum comentário.

Louise Bourgeois: A Senhora das Aranhas Gigantes

Robert Mapplethorpe, Louise Bourgeois, 1982

Só hoje soube da morte de Louise Bourgeois. O primeiro contacto que tive com a sua obra ocorreu por volta de 1990, em Zurique. Tratava-se de uma exposição de desenhos, muito simples, quase infantis. Levei muito tempo a digerir esses desenhos, talvez mais do que ela gostaria, se nos guiarmos por estas suas palavras: “Se a obra de arte não toca o espectador é porque falhei.”

A verdade é que me tocou e, mais tarde, quando conheci algumas das suas esculturas, tocou-me ainda mais profundamente. As aranhas, os falos, as mãos , os pés, os membros amputados ou a nascerem das próprias esculturas, as teias.

Faltou-lhe pouco mais do que um ano para completar um século de vida. A julgar pela obra que deixa, parece ter vivido mais.

Louise Bourgeois, Maman

1 Comentário

pais e cônjuges

no dia das crianças, lembranças do casal Mama Esperanza e Hermínio

Normalmente, poder-se-ia pensar que ser pais e cônjuges é uma sequência normal. Pai ou mãe, marido e mulher, seria, então, uma continuidade dum processo natural. Cuidado pela lei. Considerado pelo grupo social. Escolhidos os cônjuges entre as várias pessoas duma mesma geração. Para fazer aliança. Uma aliança a dois que envolve as famílias de um e de outro. O desprendimento de um rebento duma árvore genealógica que entra como incerto na outra. E desse incerto, nascem mais rebentos, que alargam a organização dos seres humanos na instituição que designamos família. Entre nós, um homem e uma mulher, relação que denominamos monogamia; entre outros grupos sociais de outras culturas do mundo, um homem e várias mulheres, a que damos o nome de poliginia; ou ainda, uma mulher e vários homens, conhecida por poliandria. O nome dado à relação não é importante, o que interessa é dizer que a relação reprodutiva é necessária para fazer ainda mais rebentos. Criá-los, nutri-los, ensiná-los. Um grande trabalho. Trabalho reprodutivo, trabalho de fazer mais história, trabalho para trabalhar e ganhar o sustento. Trabalho reprodutivo legislado pelo Direito Canónico numa extensa região do mundo, pelo Direito Muçulmano noutra grande extensão de grupos sociais, pelo Direito do Karma entre os Budistas, pela lei civil do estado não religioso. Cônjuge, um de dois que morrem de paixão, um de dois que deseja, um de dois que se completam. Um de vários, quando há mais de dois conforme a lei e a crença, que toma a iniciativa de procriar, de fazer crianças. Um de dois que faz circula bens entre as duas árvores familiares. Como mandam os costumes do tempo. Como entre nós, manda a cultura judaica cristã do Oriente que entra assim no Ocidente, como o meu eterno mestre Jack Goody diz: uma obrigação permanente e eterna de cuidados entre esses um de dois. E vice-versa. Como manda a lei, como diz a cultura. Como o costume ancestral fica afincado em nós.

1. Serem cônjuges. Leia o resto do post »

, ,

Nenhum comentário.

In Memoriam Ademar Santos

Fotografia do blog do Ademar. Depois da curva ficava (fica ainda) o apeadeiro de Aveleda.

Muitos comboios chegaram e partiram

no cais da minha vida

nem todos me trouxeram ou levaram
mas viajei em todos eles (…)

Ademar

15.04.2009″

Voltei ontem de uma viagem longa à volta dos comboios e descubro que o Ademar Santos não voltará a escrever no Abnoxio.

Acabei, afinal, por nunca o conhecer em pessoa; encontrara-o por um acaso e fui-me fazendo leitor do seu blog por causa desta fotografia feita aqui no Ramal de Braga. Vim a descobrir amigos comuns, apesar de sermos de gerações diferentes, e acabei por descobrir que o Ademar e eu fomos passageiros nas mesmas estações e apeadeiros, apenas em décadas diferentes. O Ademar, tal como eu, cresceu junto a uma linha de caminho de ferro, sinónimo, como ele próprio, de Liberdade.

Até um dia, Ademar.

,

4 Comentários

Um abraço

(adao cruz)

 Este quadro é um abraço a todos os aventares. Eu não me importo de ser o cãozinho!

, ,

7 Comentários

Proposta

(Sem querer abusar, mais um texto do meu filho Marcos Cruz, na sequência do anterior).
PROPOSTA
Desculpem lá fazer render mais um bocadinho o peixe de ontem, mas o retorno que tive foi tanto e tão bom que não resisto a partilhar convosco uma ideia que se alojou em mim há já algum tempo e desde então vem fervendo no meu espírito com a brandura aconselhada às ideias mais atrevidas. Tenho conhecido, ao longo da vida e, sobretudo, nos últimos tempos, muita gente com valor (claro que isto é sempre um juízo subjectivo), com ideias e propostas novas para uma sociedade que não está bem nem se recomenda, a maioria das quais radicando naquilo que deveria, pensam elas, ser o mais decisivo factor de emprego dos tempos actuais, já para não dizer de todos os tempos: o altruísmo.

, , , ,

6 Comentários

Mais um 2010

(adao cruz)

(Dedico este quadro aos netos do amigo Raul Iturra)

A simplicidade pode estar fora dos nossos padrões habituais de reflexão, o que torna muito mais difícil a compreensão da maravilhosa complexidade dos seres e do mundo. (adao cruz)

, , ,

2 Comentários

O olho da rua

(Texto do meu filho do meio, Marcos Cruz, que me parece com interesse para qualquer um de nós)
O OLHO DA RUA
Tenho uma loja na Baixa do Porto, uma loja de mobiliário intervencionado. Chama-se Meioconto. Abri-a no fim do passado Verão, pouco depois de ter sido despedido de um jornal em que trabalhei quase vinte anos. Durante esse tempo, confesso, não me preocupei significativamente com o comércio: queria era informar as pessoas, contar-lhes coisas que não soubessem, intervir de forma construtiva na sociedade, contribuir à minha maneira e na escala que me estivesse destinada para democratizar os conhecimentos e os instrumentos individuais e colectivos de análise e de participação cívica, ajudar a cimentar os pilares em que quase todos, no discurso, concordamos que uma sociedade desenvolvida se sustenta. Não me foi possível. Admito que me tenha faltado inteligência, sensibilidade, empenho, capacidade, talento e paciência para contornar os obstáculos com que diariamente deparava na procura de tais propósitos, mas sei bem que, mesmo “viagrando” todas essas qualidades e mais algumas, jamais estaria ao meu alcance perturbar o normal funcionamento da máquina, cada vez mais exclusivamente virada para o comércio. Leia o resto do post »

, , , , ,

7 Comentários

Bruna Real, a Republicana (2)

, ,

Nenhum comentário.

Bruna Real, a Republicana (1)

, ,

2 Comentários

Mais um 2010

(adao cruz)

A liberdade é o processo racional de formação do homem ao longo do caminho da sua existência.

3 Comentários

ser escritor

Isabel Allende, escritora chilena, residente nos Estados Unidos, 2007

Escribir, parece ser la actividad más alegre de la vida, no parece ser una profesión, parece ser una diversión. Especialmente, cuando vemos el resultado de esa actividad en un libro que nos entretiene y no deja permitir que el tiempo corra. La lectura es la entretención más agradable de la vida cuotidiana. Especialmente si lo que se escribe es una ficción de la realidad, como el libro de Julio Verne, Veinte mil leguas de viaje submarino, de 1869. Los libros escritos por Stephan Zeiwg, (Escritor austríaco), 28-11-1881, Viena, 23-2-1942, Petrópolis, Rio de Janeiro, que sabia romancear la vida de personajes famosos, como a de Mary Stewart, Reina de Escocia, Zweig obtuvo un reconocimiento internacional como narrador, poeta y ensayista durante los años de 1920 e 1930, siendo uno de los escritores de lengua alemana mas traducidos. Inició su obra poética firmemente influenciado por Hugo en Hofmannsthal,  siendo traducido para el alemán la obra de los simbolistas franceses Stéphane Mallarmé e Charles Baudelaire. A partir de ese período, se destacan las novelas Amok (1922), Angustia (1925) y Confusión de Sentimientos (1927), basados en la teoría del  psicoanálisis. Con la aparición del nazismo, fue perdiendo fe en las posibilidades del compromiso político de los interactuáis, al mismo tiempo que expresaba una crítica decidida al sistema fascista. Sus ensayos biográficos Momentos Estelares da Humanidad (1927) y  retrato del poeta como O Constructor do Mundo (1936) son ejemplos de sus inquietudes psicológicas. En 1934, emigro para la  Gran-Bretaña e, cuatro años más tarde, viajó para los EUA y, después, para Brasil. En ese período, desesperado por la soledad, acabó por suicidarse juntamente con su mujer. Zweig sabía humanizar a los personajes que romanceaba, como si fueran parte de su vida. Y lo fueran, de tal manera que leer a Zweig es aprender historia al reparar que hay toda una realidad material y cronológica por detrás de los personajes que nos presentaba. Su propia vida parece una novela o romance. Lo que escribimos, o sale de nuestra ilusión o es fruto del reflejo de lo que escribimos, en nuestras ideas e sentimientos.

Leia o resto do post »

, ,

3 Comentários

Anti Imperialismo em Bilhetes Postais Ilustrados de 1900s de Leal da Câmara

Em 1889 Leal da Câmara, pintor e desenhador caricaturista, foi obrigado a emigrar para Espanha e depois em 1900 para França por sucessivas publicações suas terem sido proibidas pela censura real portuguesa e por as ameaças de prisão terem tornado a privação de liberdade uma possibilidade também ela bem real.

Aí, dedica-se a publicar caricaturas nas principais revistas de intervenção política. A imagem impressa tinha-se recentemente vulgarizado a baixo custo. A percentagem de analfabetismo era enorme. Terreno fértil para L.C. fazer da sua arte uma arma de intervenção política. A imagem impressa era atractiva e não necessitava de leitura para ser compreendida.

No principal jornal ilustrado francês de caricatura política da altura, L’Assiette au Beurre, fica com o maior número de capas de revista, competindo com nomes como Steinlen, Caran d’Ache, Capiello, Poulbot, Leandre, Benjamin Rabier.

Parente pobre da arte maior da pintura e desenho, o bilhete postal ilustrado funcionava como um meio de divulgação dessas mesmas artes.

No princípio do século, L.C. aproveitou-o também para expor e divulgar o seu pensamento político, nomeadamente o anti imperialismo, que como movimento de consciência tinha acabado de eclodidir na Europa, por oposição aos crescentes impérios coloniais europeus. Os movimentos de libertação dos anos 50 e 60 surgiram desta consciência, mas isso já é outra história.

Aqui reproduzo uma série de 12 postais editados em França entre 1900 e 1904.

Sem mais palavras, que as imagens falam por si.

Alemanha

Leia o resto do post »

, ,

7 Comentários

Velha-a-Branca Lip Dub

Dos arredores da grande e betonada terceira cidade portuguesa, envio um abraço fraterno e amigo aos heróis invictos do Estaleiro Cultural Velha-a-Branca. No vídeo, perdoem-me o reparo, só faltou mesmo Mesquita Machado, o nosso Querido Líder desde 1976, dava um ar edificativo e democrático à construção. É a minha opinião.

, , ,

1 Comentário