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O resumo do Atlético – Sporting
Colocado por Ricardo Santos Pinto em desporto em 11 de Março de 2010
Mesmo com nove, um excelente resultado para o Sporting, que tem o caminho aberto para passar a eliminatória.
Sou portista, não sou anti-nada
Colocado por Ricardo Santos Pinto em desporto em 11 de Março de 2010

Desde criança que comecei a frequentar o velhinho Estádio das Antas, aquele que foi durante muitos anos a minha segunda casa. Ali fui muitas vezes feliz, ali passei um dos dias mais tristes da minha vida, 3 de Abril de 1986, morte da minha avó. Foram lá pôr-me para não assistir ao drama que estava a acontecer em casa. E por lá fiquei o dia todo. Vi o treino da equipa de manhã, no final pedi autógrafos ao Madjer e ao Futre, fui almoçar ao restaurante da Piscina, vagueei pelo Pavilhão durante a tarde à espera que me fossem buscar.
- E a vovó, pai?
- Está a descansar, Ricardo.
Percebi. Não disse mais uma palavra.
É um dos muitos episódios que guardo na memória. Numa adolescência estranha, marcada pela solidão e pelo isolamento, o FC do Porto foi o meu grande amigo. Aquele que sempre me acompanhou, aquele que me permitia continuar a ser um miúdo relativamente normal. Inscrevi-me na claque, não os caceteiros dos «Super», mas os «Dragões Azuis», que ocupavam a Arquibancada ao som do trompete do sr. Lourenço, o velho tipógrafo do «Comércio do Porto».
Lembro-me da minha primeira viagem com a claque. Foi a Braga, penso que em 1987. Deve ter sido a primeira vez que almocei no restaurante com alguém que não os meus pais. Lembro-me do FC do Porto – Dínamo de Kiev, o mais belo jogo de futebol que vi até hoje, quando um gigante que eu não conhecia pegou em mim ao colo no momento do segundo golo.
Na época seguinte, lembro-me de entrar para o Estádio às 6 da tarde para o jogo com o Real Madrid, que começava às 10. Um mês depois, chorei com a despedida do Madjer, num jogo contra o Penafiel em que levei pela primeira vez o meu sobrinho, o nosso ex-aventador Gustavo. O Gustavinho.
Afastei-me, porque os interesses passaram a ser outros, mas continuo a ver no FC do Porto um baú de imensas recordações. E quando penso no Porto, penso na minha vida. E quando penso no Porto, penso num clube que só é grande porque conseguiu vencer e ultrapassar adversários enormes ao longo de muitos anos. Quando penso no Porto, não consigo deixar de pensar em clubes como o Benfica e o Sporting. Sem eles, o Porto não seria nada. São eles que fazem a nossa grandeza, da mesma forma que nós contribuimos para a grandeza deles.
É por isso que nunca poderia ser anti-benfiquista ou anti-sportinguista. Claro que quero que percam. Claro que quero que o Porto ganhe. Mas só isso. Nunca poderia desejar mal a dois clubes que, afinal, também fazem parte da minha vida. E de um baú imenso de recordações.
Longe, ainda assim, dos 7 – 0 de Vigo
Colocado por Ricardo Santos Pinto em desporto em 10 de Março de 2010
O pobre guarda-redes nem sabia onde havia de se meter. Ainda te lembras dessoutro pesadelo?
Os 4 golos do Sporting
Colocado por Ricardo Santos Pinto em desporto em 7 de Março de 2010
0 – 1
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Eu não lhes perdoo
Colocado por Miguel Dias em desporto, futaventar, geral em 6 de Março de 2010
Diz que os aventistas armaram prá aí um trinta e um do escafandro e má não sei o quê e eu a ver a minha vida a andar pra trás que não tinha onde debitar. Bem, a coisa lá se resolveu. Por sinal sem a minha ajuda, que eu tenho mais o que fazer e se não for aqui vou fazer a minha vida para outro lado, pois claro, que eu só cá vim ver a bola e o resto é letra. (mas por acaso, ó Ricardo, tive com a ratinha e ela mandou-te um beijinho repinicado. Diz para apareceres que está com saudades ).
Mas ele há males que vêm por bem. Perdendo-se a ocasião, escusei de agradecer a lagartagem, o que muito me calhou. Não é que o fosse fazer. Muito pelo contrário. Aliás, como sempre, lá estão eles a intrometeram-se em conversa de gente graúda. Mas quem é que lhes disse que podiam espetar três secos aos andrades, assim sem mais nem menos. Pediram autorização, porventura?
A gente a guardar o melhor bocado para véspera e vêm estes caramelos tirar-nos o gostinho da boca. O gostinho de ganhar o campeonato no estádio do pastor alemão ou do ladrão, do c…aramachão, ou lá do que é que é. Enfim, como sempre os cabelinhos à fosga-se a entrarem na festa sem serem convidados.
Os melhores adeptos de futebol da Europa…
Colocado por José Freitas em desporto em 5 de Março de 2010
São os do Chelsea, pelo menos no que diz respeito ao que gastam na bola, e segundo a Economist
6 Milhões de benfiquistas? – Quero a lista
Colocado por Carlos Fonseca em desporto, sociedade em 2 de Março de 2010
A mentira, sucessivamente repetida, acaba por transformar-se em verdade; é a conclusão que extraio da mensagem propagandística do Benfica ser o maior clube do Mundo, sustentada no argumento de contar com 6 milhões de adeptos e propalada incessantemente por Luís Filipe Vieira e fiéis seguidores da religião encarnada.
Reagi sempre com desconfiança a este tipo de propaganda, mas, diga-se também, nunca encarei o exagero com especial preocupação; ainda mais sendo sócio do Belenenses, clube em vias de extinção. Ao contrário do que pode pensar-se, não sofro pelo meu clube um desgosto insanável. São as fatalidades da vida e do mundo actual, futebol incluído, com as quais tenho de conformar-me.
Regressemos, pois, ao tema Benfica. Hoje, notícias que focam a dimensão de clubes de futebol, a nível mundial, avivaram-me na memória a propaganda centrada nos tais 6 milhões de benfiquistas, número bem redondo e que serve de argumento à classificação do Benfica como o maior clube do planeta – e arredores, acrescento eu.
Com efeito, a Delloite através de relatório anual acaba de divulgar a lista dos 20 maiores clubes do mundo em termos de receita, Money Football League , onde, naturalmente, deveria constar o Benfica – as receitas, penso eu, são função do número de adeptos, sucessos desportivos e dos ‘cachets’ televisivos baseados em indicadores de audiência. “Cadê o Benfica?”, interroguei-me ao constatar que o glorioso não constava da lista – o Real Madrid é o líder e o modesto Newcastle ocupa o 20.º e último lugar da lista. Se questionasse o Ricardo Araújo Pereira, ele certamente me explicaria que a omissão se deve ao incêndio propagado a partir da ‘chama imensa’ que eliminou o Benfica da lista; e acrescentaria que o desastre teve como origem a falta de actuação oportuna, interessada e eficaz dos bombeiros – o comandante é do F.C. do Porto e o 2.º comandante um sportinguista ferrenho. Nada fizeram para impedir o sinistro total. Leia o resto do post »
Já não há respeito pelo FC do Porto
Colocado por Ricardo Santos Pinto em desporto em 2 de Março de 2010
Os golos do Sporting – Everton
Colocado por Ricardo Santos Pinto em desporto em 26 de Fevereiro de 2010
É o efeito Costinha a funcionar. Que tenham gasto todos os golos hoje.
Ver mais aqui, aqui e aqui.
Costinha abandona o Sporting*
Colocado por Ricardo Santos Pinto em desporto em 25 de Fevereiro de 2010

Ao fim de um curto período, Costinha, ex-jogador do FC do Porto e da Selecção Nacional, deixou hoje o comando do Departamento de futebol do Sporting.
* Este «post» foi escrito em colaboração com o Professor Karamba.
Honremos a memória de Pepe (Memória descritiva)
Colocado por Carlos Loures em desporto, história, memória descritiva em 25 de Fevereiro de 2010
Quando hoje vemos Cristiano Ronaldo, vindo de uma família da mais modesta condição, nadando em milhões de euros, oferecendo mansões a irmãos e sobrinhos, espatifando carros topo de gama, misturado com figuras do jet set internacional, é inevitável a comparação com ídolos do passado, homens que, nunca saberemos, poderão até ter sido melhores futebolistas do que ele, mas que viveram e morreram sem outra recompensa que não fossem os aplausos de adeptos e, por vezes, até de adversários.
Já aqui falei de Pinga, o ídolo do Futebol Clube do Porto. Hoje falarei de Pepe. Benfiquista assumido, sócio de longa data e com as quotas em dia, não tenho qualquer problema em reconhecer a grandeza que existe e existiu nos clubes adversários. Sem adversários, que sentido faria a existência de qualquer clube?
Mentiria se dissesse que não fico contente quando os clubes que competem com o meu Benfica perdem. Seja qual for a modalidade. Seria uma intolerável hipocrisia. Mas espero que acreditem que não me vanglorio com o péssimo momento que o Sporting está a passar e, muito menos, com a decadência do Belenenses, cuja situação, desde há anos, se vai degradando. É deste último clube que vou hoje falar e do seu imorredoiro ícone – José Manuel Soares, «Pepe». O grande Pepe. Leia o resto do post »
Benfica – Marselha: O golo de Vata, um brincalhão
Colocado por José Freitas em desporto, futaventar em 25 de Fevereiro de 2010
Vinte anos é muito tempo. Se Paulo de Carvalho cantava, há uns anitos, “10 anos é muito tempo”, imagine-se agora 20. É o dobro.
Numa entrevista sobre um dos mais célebres lances do futebol português, ao jornal i, Vata garante: "Havia vento e marquei com o peito. A sério, é como lhe digo". O “marquei” refere-se ao golo que apontou – com a mão ou peito – pelo Benfica ao Marselha, para a Taça dos Campeões, há 20 anos. Um golo que valeu a presença na final, perdida.
As convicções, respeitáveis, de Vata são lá com ele. Os rapazes do Marselha é que não estavam nada convencidos. E a ‘mão de Deus’ tinha sido há apenas quatro anos…
Já alguém viu outro alguém correr atrás do prejuízo?
Colocado por José Freitas em desporto em 18 de Fevereiro de 2010
A coisa nasceu há já uns bons anos. Na rádio. Primeiro surgiu devagar, depois, como os coelhos, foi-se reproduzindo de forma rápida e imparável. Generalizou-se por muitos dos relatadores e comentadores futebolísticos das rádios, das nacionais às locais, passou a ocupar espaço no léxico dos narradores e comentadores de futebol das televisões e até chegou aos jornais, num contágio fulminante.
A frase é simples e até pode soar bem: “correr atrás do prejuízo”. Sim, todos sabemos o que pretende dizer. Mas, já agora, um esclarecimento: alguém no seu perfeito juízo corre atrás do prejuízo?
Já calculava que a resposta fosse não. Então e se deixassem de usar a frasezinha parva, hem?
A problemática do Tempo e do Espaço- contributos para uma análise critíca das filosofias de Galvão Bueno e Gabriel Alves
Colocado por Miguel Dias em desporto, futaventar, geral em 14 de Fevereiro de 2010
Gabriel Alves e Galvão Bueno, são sem dúvida os maiores filósofos de bola ainda em actividade.Ambos platónicos, a realidade comezinha da matéria não lhes interessa. Seria de esperar que como comentadores desportivos olhassem para o jogo que decorre no relvado. Mas não, Bueno e Alves, olham, tal como Platão, para o alto, para o transcendente. No pensamento destes homens, espaço e tempo adquirem contornos que ultrapassam a percepção empírica.
O Leixões – Porto e o tesão do mijo
Colocado por Ex-autores em desporto em 14 de Fevereiro de 2010
ONDE SE FALA DAS RAZÕES DO FALHANÇO DESTE ANO E DO NOVO RUMO PARA A PRÓXIMA ÉPOCA
Mais um empate e o título mais longe. Uma semana depois de o Benfica ter perdido dois pontos, acabámos por fazer o mesmo. Por culpa de quem? Obviamente, por culpa própria. Parece que aqueles jogos contra o Nacional e contra o Sporting não passaram do habitual «tesão do mijo» que costuma marcar a entrada de jogadores novos. Chegou Ruben Micael, pegou na batuta e parecia que tudo ia mudar, mas foi sol de pouca dura.
Como é óbvio, assim perdemos o campeonato e perdemos muito bem. Podem agora vir falar do Bruno Paixão, esse magnífico árbitro que já nos roubou um Campeonato em Campo Maior e que ontem nos roubou mais um «penalty» flagrante, mas isso é «tanga». Uma equipa que luta para o título não pode estar dependente de uma jogada, tem de jogar para ganhar desde o primeiro minuto e é isso que o Porto não sabe fazer.
As coisas são mesmo assim e não há volta a dar-lhes. Claro que, se fosse ao contrário, logo viriam os do costume falar de sistema, de fruta, de vergonha, dessas coisas. Como eu sei perder, ao contrário desses, e sei acusar quem deve ser acusado, falo de um falhanço completo que tem como principal culpado Jorge Nuno Pinto da Costa. O mesmo que foi responsável pelas vitórias do passado é responsável pela derrota do presente. Não se pode desmembrar completamente uma equipa, todos os anos, e esperar que o treinador no banco – ainda por cima um treinador normalíssimo – faça milagres. Quando não há adversário à altura, pode ser que seja suficiente. Como este ano não é isso que está a acontecer, os resultados estão à vista. Leia o resto do post »
Golo Mariano – F.C. Porto #14:
Colocado por Fernando Moreira de Sá em desporto, futaventar em 10 de Fevereiro de 2010
No ano da visita Papal a Portugal, o F.C.P. qualifica-se para a final da Taça da Liga com um golo Mariano. É bem.
Faltam 429 dias para o Fim do Mundo
Colocado por Fernando Moreira de Sá em Media, desporto, geral, justiça, política nacional em 9 de Fevereiro de 2010
…e continua a divulgação da manifestação Pela Liberdade. Enquanto isso, a imprensa não se cala com o processo Face Oculta, com ambos os lados da barricada a esgrimir argumentos. Agora, comparar o nosso primeiro com Berlusconi e Chávez não lembra a ninguém. Excepto ao Sarmento (hei, malta, olhem para mim, eu estou aqui, allô directas) que teve o descaramento de insultar estas grandes figuras internacionais e exemplos de defesa intransigente da Liberdade de Imprensa. Que maldade!
Por falar em maldade: a ERC está a pensar chamar o PM!!!
Por último, hoje é dia de bola na segunda circular e se uns se calam outros falam pelos cotovelos.
O melhor jogador em campo
Colocado por Miguel Dias em cultura, desporto, geral em 7 de Fevereiro de 2010
O futebol não é apenas um desporto. É filosofia disposta num esquema tático de 4 4 2. Metafísica à baliza. Um quarteto defensivo formado por ontologia, ética, religião e moral. No meio campo, lógica e epistemologia. Nas alas estética e linguística . Política e economia a pontas de lança. Tudo isto servido por uma reserva de luxo, onde suplentes frequentemente utilizados como retórica, psicologia, psicánalise, antropologia, sociologia e semiótica, saltam do banco para resolver as partidas.
Mas, apesar do que se possa pensar a, sua pátria não é a Grécia nem a Alemanha é o seu expoente máximo. Filosofia futebolística fala-se em português , e todas as outras línguas são menores. É evidente que tal como no campo, o Brasil ganha com larga vantagem. A atestá-lo estão figuras como Valter Matheus, Galvão Bueno e Nenem Prancha, homens cujo pensamento deveria ser ensinado em todas as faculdades de letras. No entanto, neste Olimpo ombreia um português cuja importância não poderá nunca ser menosprezada. Referimo-nos, como o leitor mais cultivado já deduziu, a Gabriel Alves, injustamente ignorado pelos nossos irmãos brasileiros sem algum chauvinismo. Talvez porque a escola Alvesista constitui um contraponto platónico de raiz lusitana, ao Sambismo aristotélico da tradição brasileira.
Sá Pinto faz escola!
Colocado por Ex-autores em desporto, geral em 6 de Fevereiro de 2010

Carlos Queirós e jornalista Jorge Baptista à batatada no avião.
E agora, o que é que se faz? Não se faz nada. Jorge Baptista não é muito recomendável em termos de objectividade e isenção, mas o seleccionador não pode responder ao sopapo. Quem ele pensa que é? O Scolari?
Mais um post sobre futebol e cabelos
Colocado por Miguel Dias em arquitectura e urbanismo, desporto, sociedade, urbanismo em 6 de Fevereiro de 2010
Manuel Solá-Morales, o arquitecto conhecido entre nós pelo edifício Transparente ? do Parque da Cidade no Porto – o que não se trata propriamente de um bom cartão de visita – escreveu há alguns anos um excelente texto – como quase todos – sobre a área metropolitana de Barcelona em que dizia, citando Cruifj – sim o treinador –, que um arquitecto/urbanista deve pautar a sua intervenção na cidade, tal como o jogador de futebol dentro do campo, em dois modos. O modo curto e o longo. No modo curto tem de perspectivar o campo de todo, o gesto deve ser entendido como uma manobra estratégica de longo alcance e no longo deve ser perspectivado por forma a permitir que o gesto curto se faça de maneira mais eficaz. Bem, eu não sou o Luís de Freitas Lobo, nem nunca poderia ser. Para mim, tácticas são como os indicativos dos telefones e o que eu quero é que o Benfica ganhe (como dizia o grande Artur Semedo) após o que cumprida essa premissa, o futebol é um jogo, não haja dúvida, fantástico.



















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