O aeroporto de Lisboa está às portas da cidade e isso é uma mais valia.

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Quem chega à Portela é confrontado recorrentemente com tempos inaceitáveis para recolher a bagagem. Foi o que hoje me aconteceu, onde passou uma hora desde que o avião aterrou até que a mala tenha chegado.

É um problema velho, umas vezes mau, outras muito mau. A introdução de duas empresas de handling não melhorou a situação. É endémico. Por oposição, e só para se perceber que é possível fazer diferente, no voo de ida, quando cheguei à recolha de bagagens em Gatwick já a minha mala lá estava.

Outro velho imbróglio é apanhar um táxi. Uma fila enorme, onde se antecipava perto de meia hora de espera. Mas ainda bem que o aeroporto está às portas da cidade, porque isso basta para ser competitivo. Aliás, uma rede de transportes públicos devidamente organizada, à semelhança da existente na generalidade das grandes cidades europeias, seria, como se constata, perfeitamente supérflua.

Ainda bem que este tempo perdido não conta para a produtividade do país. Porque, como se sabe, o problema da produtividade reside em os portugueses trabalharem pouco. Organizar e planear, responsabilidade partilhada pelos políticos que aumentam a carga de trabalho, nada tem a ver. Livrem-nos de termos um horário de 36 horas semanais como têm os moinantes dos ingleses. Ou de gozarmos 30 dias úteis de férias como os preguiçosos dos alemães. Basta ter um aeroporto à mão de semear.

Cuidado com os bolsos… II

BV António Costa numa atitude arrogante de quero, posso e mando, afirmou que a vontade do governo irá prevalecer, indiferente aos interesses dos particulares que legitimamente adquiriram a TAP. Assim de repente, eliminadas que foram as golden-share, quer-me parecer que só pode estar a ameaçar com a nacionalização da empresa, esquecendo que as regras comunitárias impedem a capitalização estatal da empresa, os actuais accionistas já investiram no pressuposto que detêm o controlo accionista, pelo que reverter o processo implicará forçosamente pesadas indemnizações. Pela via negocial o facto do governo PS estar refém da frente de esquerda, fragiliza-o nas negociações. De uma ou outra forma o elefante branco irá continuar a sair bem caro aos contribuintes…

Cuidado com os bolsos…

BV Em 2000 um governo socialista presidido por António Guterres, do qual fazia parte o actual Primeiro-Ministro aprovou em Conselho de Ministros a venda da TAP. O processo havia sido iniciado no governo anterior, o primeiro de António Guterres, processo conduzido pelo então ministro do equipamento João Cravinho. Sucessivos governos liderados por Durão Barroso, Santana Lopes, José Sócrates mantiveram a intenção que por diversas razões não conseguiram finalizar até que o anterior de Passos Coelho já em fim de mandato, na que foi talvez uma das suas melhores decisões políticas, consumou a venda. Foi ainda pela mão do governo PS que a companhia aérea contratou Fernando Pinto, um gestor contratado no Brasil auferindo salários muito acima da média nacional, com a intenção de restruturar e valorizar a empresa. [Read more…]

A politiquice do costume…

O jogo político não me interessa rigorosamente nada, não simpatizava com o anterior governo que demagogicamente falava em reformas estruturais mas cuja criatividade apenas serviu para aumentar as receitas do Estado à custa dos escravos do costume, através do aumento de impostos. Por isso não votei nas últimas Legislativas. Ainda é cedo para perceber o que nos reserva o actual governo, o momento mais importante será o O.E. 2016, mas alguns sinais não podem deixar o contribuinte tranquilo.

Refém dos partidos à sua esquerda, a reversão da concessão dos transportes públicos de Lisboa e Porto significa manter a coutada do PCP através da CGTP, sua guarda pretoriana, como ficou demonstrado no recente episódio de convocação e desconvocação de greve no Metro de Lisboa. Sem prejuízo de concordar que o processo conduzido pelo anterior governo feito à pressa, deixa muito a desejar, para não adjectivar mais quem já saiu de funções. Na TAP o caso parece ser mais bicudo, mas porque até agora apenas vi retórica da parte do governo, afirmar que pretende manter controlo público sem dizer como o vai fazer, ou anunciar que irá negociar com os accionistas podem ser apenas para inglês (leia-se BE e PCP) ver… Ou um colossal disparate, o futuro o dirá e nessa altura discutiremos. [Read more…]

Admirável mundo novo

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Na Coreia do Sul, de acordo com uma reportagem da BBC, algumas empresas propõem aos seus funcionários a simulação do seu próprio funeral. A ideia pretende ser, digamos assim, generosa: ajudar os empregados a gerir o stress provocado por uma sociedade altamente competitiva e com uma das maiores taxas de suicídio do mundo, de modo a reconciliá-los com a vida, torná-los mais equilibrados e… produtivos.

O enredo desta iniciativa assenta num ritual que tem tanto de macabro como de pueril: depois de confrontarem os voluntários com vídeos que realçam a forma positiva como certas pessoas reagem a problemas muito mais graves – pessoas com cancro terminal gozando a última réstia de vida, pessoas sem membros aprendendo a nadar… -, é-lhes pedido que redijam, perante um caixão aberto, uma carta de despedida para os seus entes queridos. Terminada a tarefa, entre soluços, prantos e outras pieguices, são convidados a entrar no féretro, que será encerrado durante 10 minutos, o suficiente para se confrontarem com o sentido da vida.

Afirma um dos adeptos do método, presidente de uma firma de – é isso mesmo – recursos humanos, que “a experiência de entrar num caixão é tão chocante que lhes pode provocar um reset às suas mentes, permitindo-lhes reconfigurar totalmente as suas atitudes”.

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Valores mais altos, ou no dia de São Nunca à tarde

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Não é preciso ser-se nenhum Robin dos Bosques para se considerar que é da mais elementar justiça que, se os cidadãos – por mais desabonados que sejam – pagam um imposto de “valor acrescentado” em qualquer comprazinha que façam, por maioria de razões deveriam as transacções financeiras nas bolsas de valores estar sujeitas a uma tributação. O benefício da criação de um imposto sobre transacções financeiras seria bombasticamente salutar para o bem comum: enquanto as transacções normais seriam pouco afectadas, os negócios de alta rotatividade deixariam de ser (tão) proveitosos, travando assim a especulação. As receitas permitiriam ajudar a equilibrar os orçamentos, reduzindo os défices públicos. O ITF seria ainda uma compensação pelos milhares de milhões que os estados – os contribuintes – injectaram durante a crise financeira nos resgates bancários e contribuiria para a regulação do sector. [Read more…]

Mais tarde ou mais cedo, o resultado é sempre o mesmo…

VN O início do século XXI trouxe muita esperança aos crentes nos amanhãs que cantam, desta feita é que era, sucessivos líderes mais ou menos populistas iam alcançando o poder na América Latina, Castro deixou de estar só, ainda que os cubanos continuem impedidos de votar em eleições livres à semelhança da esmagadora maioria das populações no Continente, hoje felizmente livre das ditaduras militares erguidas sob o pretexto de travar o expansionismo comunista.

Há poucos dias os Kirchner passaram à história na Argentina, mais difícil será enterrar ali de vez o populismo Peronista, no Brasil o PT e Dilma atravessam momentos difíceis, mas nada comparáveis à estrondosa e humilhante derrota sofrida por Nicolás Maduro, herdeiro espiritual do populista Chavez, existindo até a hipótese da oposição conseguir alcançar dois terços dos mandatos, o que permitiria rever a Constituição e mandar o Bolivarianismo para os livros de História. [Read more…]

Contribuinte, o Novo Banco precisa do seu dinheiro. Outra vez.

As medidas de reforço de solidez que o Novo Banco propõe ao BCE pretendem gerar mais capital do que os 1.400 milhões detectados nos testes de stress. A folga serve para fazer face a outras exigências e a perdas futuras.
O plano de capital do Novo Banco prevê medidas destinadas a reforçar a solidez da instituição num valor acima dos 1.400 milhões de insuficiências detectadas nos testes de stress do Banco Central Europeu (BCE).

 

E as boas notícias não terminam aqui. O mesmo Jornal de Negócios revelou ontem que o Novo Banco registou prejuízos de 552 milhões de euros na operação bancária em Portugal. Resta-nos saber até quando durará esta mentira e quando chega a factura. E você, também acredita que o prejuízo da venda do Novo Banco não sairá do seu bolso?

Sobre a Desigualdade num Mundo Globalizado

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Foto: Jen Osborne

Joseph E. Stiglitz, prémio Nobel da Economia em 2001 e ex- economista-chefe do Banco Mundial é um dos mais reconhecidos autores em matéria de desigualdade e uma das vozes mais críticas em relação à globalização comercial e financeira.
Excerto de uma entrevista a Joseph E. Stiglitz publicada na edição de 22.09.15 no jornal alemão der Freitag:
(…)
Stiglitz: Em todo o caso, é mais do que claro que o programa de reformas acordado com a Troika vai agudizar ainda mais a recessão no país (Grécia).
Jornalista: O ministro das Finanças Wolfgang Schäuble responder-lhe-ia: Veja a Espanha, Portugal ou a Irlanda: nestes países voltou a haver crescimento e o mercado de trabalho está a recuperar.

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Venda da TAP: lucro máximo, risco nulo

Imagine o seguinte negócio. Você tenciona comprar uma bela mansão com um problema nas caleiras mas com luxuosos e numerosos quartos. Precisará de investir algum dinheiro e de resolver um problema num anexo que o anterior dono comprara à toa, mas, no geral, o potencial de turismo de habitação dá-lhe boas perspectivas de lucro. Aliás, não fora o raio do anexo e nem o anterior dono precisaria de vender. Acontece que as suas posses financeiras não são propriamente as de Abramovich e precisará de recorrer à banca para fazer o negócio. Para complicar, o anterior dono já tinha feito uma hipoteca à mansão e a banca só aceitará a mudança de dono caso você lhe indique um fiador. Apesar destas condicionantes, você conseguiu convencer um parente com vastos recursos a ser fiador e levou o negócio a bom termo. E o arranjo global até é animador. Se o negócio der lucro, você paga à banca e amealha o que sobrar. Por outro lado, se algo correr mal, você deixa de pagar a mensalidade da mansão e o fiador entra em despesas por sua causa. Lucro máximo para si, com risco nulo.

Que tal lhe parece este negócio? Interessante, não acha? Excepto para o fiador, claro.

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Agora troque, no anterior negócio, a mansão pela TAP, o Consórcio Azul toma o seu lugar, o anexo é a Varig Engenharia e Manutenção e o fiador é o Estado. As caleiras representam os problemas estruturais e a banca é mesmo a banca. Já está? Pronto, fica explicada a venda da TAP, feita pelo governo PSD/CDS. Com uma nuance: no negócio da venda da mansão era claro que seria você quem nela iria mandar, enquanto que na venda da TAP continuamos sem saber quem terá o controlo da empresa.

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Mário Centeno: aqui está o link para a Grande Entrevista

realizada ontem por Vítor Gonçalves e emitida pela RTP3. Aqui onde? Aqui. 🙂
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«O ‘Jornal de Negócios’, relativamente à maioria parlamentar de esquerda que rejeitou o governo da coligação PàF,

tem tido um comportamento impróprio de um jornalismo da democracia, i.e., responsável, imparcial e consonante com os interesses do País.»
[Carlos Fonseca disse-o e agora repetiu-o]

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Bolsas em queda e desta vez a culpa é mesmo do papão comunista

Cavaco Comuna

As bolsas europeias abriram hoje no vermelho, com excepção da robusta praça de Atenas. A bolsa portuguesa começou mal mas terá entretanto recuperado, situação que se poderá inverter a qualquer momento porque, como é sabido, os mercados são aquilo que os especuladores quiserem e os especuladores podem querer sodomizar-nos à bruta. Outra vez. [Read more…]

O capitalismo é o pior dos sistemas, à excepção de todos os outros…

Nem vou aprofundar a discussão sobre apoios governamentais ao sistema financeiro, desde 2008 que publicamente discordo de tal medida, por mim qualquer Banco ou Seguradora se economicamente inviável deve falir como a mercearia da esquina. Aos que defendem a nacionalização do sistema financeiro, respondo que antes guardar o dinheiro no colchão a ser atendido por meia dúzia de antipáticos e mal encarados que acham que me prestam um favor, quando sou eu e todos os clientes que lhes pagam o salário. Vade retro, ainda me lembro do tempo em que os Bancos encerravam à hora do almoço e chegavam a fazer greve causando prejuízos incalculáveis aos clientes, impossibilitados de dispor do seu próprio dinheiro. A morte de um familiar próximo obrigou alguém ainda mais próximo a pedir dinheiro emprestado ao vizinho para conseguir assistir ao funeral a 200 kms de distância, tudo em nome dos direitos e conquistas de Abril. Óbvio que esse inenarrável episódio aconteceu antes do advento do Multibanco e privatização da Banca. [Read more…]

D. Banca

A banca portuguesa não aprende. Depois de todos os desvarios e crimes cuja conta fica a ser paga pelos contribuintes, os bancos restantes mostram as mesmas arrogância e pesporrência com que sempre nos fustigaram o juízo, a paciência e os parcos recursos. E eis que Faria de Oliveira ousa anunciar, num alarde de humor chunga, que um governo de esquerda pode transformar Portugal em Cuba, enquanto o presidente daquele bando de parasitas do erário público que se chama BCP ousa ameaçar-nos com as mais funestas consequências se ousarmos tal solução política. Quer dizer: esta corte de carraças dos recursos públicos – sem os quais já há muito teriam falido – em vez de se recolher em discreto e silencioso recato, como seria razoável, levantam a crista e cacarejam ameaças. Estão a pedi-las. Oxalá um dia lhas dêem.

Renzi desafia Schäuble

e anunciou que caso a UE rejeite o orçamento italiano, ele será novamente submetido sem alterações. Dirigida na prática pela Alemanha, a economia italiana está em deterioração acelerada. França não fica atrás em descontentamento. Uma nova fase da crise europeia está lançada. A mais perigosa de sempre, segundo Varoufakis.

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Pensar o conceito de crescimento

«A esquerda pode e deve ser pioneira na defesa da prosperidade em lugar do crescimento económico. Este conceito prova ser tão mais necessário quanto as desigualdades não param de aumentar, em Portugal e no planeta.»
[«Esquerda e Ecologia», Jorge Pinto, n’O Irrevogável]

«Se não tivermos uma política comum de taxação das grandes empresas, vamos ter outros Luxleaks.

Jean-Claude Juncker bem pode pedir desculpas, mas a realidade é que quando ele foi primeiro-ministro do Luxemburgo permitiu que as grandes multinacionais pagassem 1% ou 2% em impostos no seu país, enquanto as pequenas e médias empresas em França ou na Alemanha pagam 20% ou 30%. Quando se governa assim o próprio país, como se pode pretender dar lições à Grécia sobre a modernização do seu sistema fiscal?»
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[Thomas Piketty a Isabelle Kumar/The Global Conversation | Euronews]

Europa austeritária: uma década de crescimento perdida

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«No final de 2017, com sorte alcançaremos o nível de PIB de 2007.»
[Thomas Piketty]

BES? Está tudo bem!

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Enquanto nos vamos entretendo com movimentações partidárias e claques histéricas, a vida segue o seu curso e o caso BES também. Na Quarta-feira, o DN noticiava que o arresto de bens dos arguidos no caso – Ricardo Salgado, Morais Pires e José Espírito Santo – tinha sido considerado nulo pelo Tribunal da Relação de Lisboa. Portanto não só ninguém vai efectivamente preso – prisão domiciliária em mansão rodeada de luxo absoluto? Yeah right… – como nem um hectarzinho na Comporta é confiscado aos terroristas financeiros. Os otários do costume que paguem o buraco.  [Read more…]

«Talvez a Fundação Francisco Manuel dos Santos devesse fazer um livro

sobre o excesso de horas de trabalho.» [Filinto Melo] O título podia por exemplo ser este: Desregulação laboral e valor acrescentado.

«Estes são os meus princípios, e se vocês não gostarem deles … bem, tenho outros.»

A frase é atribuída a Groucho Marx mas podia ser aos mercados. Estarão «animados com a perspectiva de um governo de esquerda»? [Carlos Fino via Facebook de António Costa Santos]

BMW também na mira dos norte-americanos

«A Comissão Europeia é responsável por definir os limites de poluição nos automóveis e os procedimentos de teste, mas não tem controlo sobre a execução, que está a cargo das autoridades nacionais.» [Económico]

«A Volkswagen

incarnava as virtudes alemãs: precisão, probidade, sucesso económico, paz social e inovação. Agora, a esse estupendo palmarés, deve acrescentar-se uma nova qualidade: a capacidade de dar a volta às regras.» [Euro|topics]

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“Eu não gosto de pagar salários.

Pago o mínimo que puder”.
Patrick Drahi, presidente da Altice, proprietária da PT Portugal.
[Económico]

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Grexit foi só a fingir, até porque teria sido ilegal

Vítor Constâncio, vice-presidente do BCE, a um jornalista da Reuters.
[Romaric Godin | La Tribune]

Inferno: 9 meses num call-center de reclamações da Uber

revelam que as queixas são iguais às que são dirigidas aos táxistas tradicionais.
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[Les Inrockuptibles]

Novo Banco: contradições e contos para crianças

Conto

No final de Agosto, a possibilidade de adiar a venda do Novo Banco chegou a ser equacionada mas o governo bateu o pé, defendendo a venda o mais rapidamente possível. Duas semanas depois, perante os sucessivos falhanços nas negociações, primeiro com o Anbang, depois com o Fosun, algo mudou e o primeiro-ministro afirmou “Não temos pressa nenhuma“. Haja coerência!

Entretanto, os técnicos da UTAO, a tal unidade técnica à qual a coligação exigia que a análise do programa do PS fosse sujeito, vieram alertar o governo para as consequências do adiamento da venda do Novo Banco, que poderá obrigar à emissão de dívida pública ou a recorrer aos depósitos da administração central, a tal que tem os cofres cheios. Já Marques Mendes, porta-voz não oficial do governo na SIC Notícias, informou no Sábado os portugueses que o processo será adiado até ao final do ano, após os testes de stress do BCE, confirmando os receios levantados pela UTAO. E Marques Mendes costuma estar bem informado. Mas não se preocupem que o governo já garantiu, ao melhor estilo de Cavaco Silva, que o processo não terá custos para os contribuintes. Durmam descansados.

Boa noite!

Sem tirar e talvez pondo

«Mais de 50% dos portugueses recebem uma forma de salário inferior a oito mil euros [por ano]”. Note-se a formulação (justa) relativa à natureza vaga dos rendimentos dessa tanta gente pobre. Ruptura, sem dúvida.
[Expresso]

Tal como o BPN, também o BES foi nacionalizado

fundo de resolucao

Como já referiu o João Mendes, o fundo de resolução do NOVO BANCO contou com 4900 milhões de euros, dos quais 1000 milhões vieram da banca, CGD incluída, e 3900 milhões vieram directamente do Estado.

Isto é importante por dois motivos. Em primeiro lugar, ao contrário do que o governo PSD/CDS afirma, o BES foi nacionalizado. O processo apenas teve um nome diferente. E em segundo lugar, significa que os prejuízos não serão consequência de termos um banco público, tal como afirmou a ministra das finanças, mas sim do Estado ter entrado com a fatia de leão.

Vamos por partes. [Read more…]