Etiquetas de Posts 5 de outubro
Os dias do fim
Colocado por Ricardo Santos Pinto em centenário da república em 8 de Fevereiro de 2010

Não, para já não me refiro a José Sócrates.
Acontece que, a partir de hoje, o Aventar vai acompanhar dia a dia o último ano da Monarquia. São os dias do fim de um regime que caiu em 5 de Outubro de 1910. Através da imprensa, iremos saber quais foram as notícias de há 100 anos e qual o estado de espírito do reino nas vésperas de uma revolução.
Aqui. No Aventar.
Centenário da República: a génese do movimento republicano
Colocado por XXX Carlos Loures XXX em história, política nacional em 9 de Janeiro de 2010
Adiante explicarei porque comecei com o hino da «Maria da Fonte», interpretado pelo Vitorino, esta crónica, a primeira de uma série que, ao longo do ano, irei dedicando ao Centenário da proclamação da República em Portugal que, como sabemos, se celebra em 5 de Outubro. Sem a preocupação de ordenação cronológica, irei dedicando textos a momentos significativos no caminho para a queda do regime monárquico que vigorava desde a fundação do País. Hoje, falarei dos alvores do movimento republicano. Leia o resto do post »
Senhores Autarcas!
Colocado por Raul Iturra em Sem categoria em 5 de Outubro de 2009
As comemorações do 5 de Outubro, estão quase a acabar. Os dias têm passado sem darmos por isso. Há os que escrevem, os que prepararam textos para sua vida de estudo, os que fazem férias, os que ficam em casa a ver televisão. Os programas entretêm as pessoas que não passam estes dias cinzentos a ler, porque não sabem. Não sabem por nunca terem ido à escola, ou porque não entendem os Dickens, os Zweig, os Lobo Antunes, autores interessantes que romancean a história ou a psicanalisam.
O bom povo português não entende essa fantasia de Saramago e a sua Jangada de Pedra, história que materializa em palavras esse antigo desejo de Portugal: o pequeno canto ibérico se descole de Espanha e navegue para longe do Estado proprietário da nossa telefonia, das casas da Avenida da Liberdade em Lisboa, em breve do TAG, uma fugida em jangada de pedra sem se afundar. As jangadas, esses paus juntos uns aos outros, em forma de estrado, para flutuar na água. Se são de pedra, não podem navegar. Saramago deve estar a mentir, o livro não presta…. Mais interessante para o povo português é a obra Os Maias de Eça de Queirós, fala de amores…e de amores pecaminosos…. que interessante! Ou as dos amores impossíveis, bem descritos pelo também, pecaminoso, Camilo Castelo Branco nas suas interminaveis histórias de amor, como essa da Morgadinha dos Canavais e o seu impossivel amor pelo primo, quase um jornaleiro, um ser impossível para namorar… sem dinheiro, sem terra dele: será amor ou interesse de cifrões? Os Maias, ainda se entendem: é um amor entre pessoas iguais… com um grande segredo que faz correr sangue… livro criminoso, melhor ainda! A culpa é dela por nunca revelar o segredo dos seus amores proibidos pela lei e pelos cristãos vizinhos….
Mas, é 5 de Outubro. O dia está chuvoso. O melhor é passar a tarde com a tia Júlia e as queixas das senhoras por ela entrevistadas: essas bruxarias que me tiram o apetite, de certa maldição de um vizinho que me quer mal, ou a filha da Maria que gosta de bater no meu mais novo, porque é gorda e tem força e o meu menino não se sabe defender. Dia de férias que vai passando enquanto espero pelo jogo do Benfica, que anda sempre a perder. Pelos menos o Sporting ontem jogou bem e deu-nos o melhor jogador do mundo, O Cristiano que de fé, apenas o nome… tanta rapariga que anda trás dele e comigo…. apenas a tia Júlia e as suas bruxas. Espero que comece o jogo enquanto vou lendo a fragillidade do nosso Presidente e o silêncio que ele guarda das escutas telefónicas.
Férias com chuva, o mais detestavel no país do sol….andar a tremer na semana seguir de ainda andar na praia.
Senhores autarcas, não queiram sítios com carro e motorista nas melhores casas do Concelho enquanto o povo não sabe como se entreter. A herança de Portugal é pesada. Nem escolas havia até 1974. As que existiam, sempre foram mal geridas por governantes que pouco sabiam do que é a educação. Entrou para a autarquia como vereador para servir o povo, para ganhar apoio de cidadãos que nos pagam os favores que fazemos, para usar o saco azul e investir dinheiro do Concelho ou pelo ordenado? Será que os socialistas democratas são assim, ou apenas os descendentes do Estado Novo? Senhor Autarca, já falou com o Provedor da Televisão, José Manuel Paquete de Oliveira, para que as tias Júlias nunca mais apareçam na televisão, mas sim os programas como A Praça da Alegria, que nos conta Portugal, ou os de História de José Hermano Saraiva, ou os de Paula Moura Pinheiro e as suas Câmaras Claras.
Vereadores, e os programas da infância para esclarecer à hora do lanche ideias de biologia, animais e outras ervas? Porquê, Senhor Vereador as crianças regressam a casa pelas 18 horas, depois de um dia de aulas que começou às 9, e com trabalhos para realizar no lar? Não era mais conveniente das 9 às 15, com almoço na escola, que dinamiza a solidariedade, pagos pela Câmara e a seguir em casa juntas com a família, com os animais de estimação, com Avôs e Avós para tomarem conta delas ou licença, por turno, para os pais lerem com os mais novos os irmãos Grimm, livros de história romanceada e abandonar, na companhia dos seus adultos, os livros escritos pelos doutores, esses resultados das sua pesquisas que aborrecem a criança e o adolescente, mas que devem ser estudados conforme manda a Direcção Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular do Ministério da Educação. Quem toma conta das escolas e do sistema educativo na Sede do seu Concelho? Há tanta história nas pedras da rua que as aulas, como tenho experimentado, podem-se realizar ao ar livre.
Autarcas, Portugal é o País das férias dos Europeus. As suas crianças aparecem com eles porque o ano está dividido em quatro trimesres, com três tempos de férias para filhos e pais. Portugal não pode ser as férias das nossas crianças: é o país que as prepara para entenderem, lembrarem e saberem optar. Como em toda a União Europeia, Autarcas, as Câmaras dos Concelhos são as que se ocupam da educação. Não desiludam a nossa soberania!
Raúl Iturra
99 ANOS DEPOIS
Colocado por José Magalhães em Sem categoria em 5 de Outubro de 2009
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MUDARAM A BANDEIRA, MUDARAM TUDO. FOI PARA MELHOR OU PARA PIOR?
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Nesse dia, muitos dos nossos antepassados, alguns, muito poucos, ainda vivos, julgaram que os tempos maus tinham acabado. Julgaram que dias de prosperidade, de saúde, de beleza, de muitas coisas boas, aí viriam. Para trás tinha ficado a miséria, a corrupção e o atraso.
Meu avô, Republicano que andou metido nas lutas e atentados anteriores à implantação da República, disse, antes de morrer (1966), que dos ideais que tinha, poucos ou nenhuns tinham sido satisfeitos. Felizmente para ele, faleceu antes do 25 de Abril, ou, se lhe tivesse sobrevivido, alguns anos depois, teria tido mais uma grande desilusão.
A 5 de Outubro de 1910, a nossa bandeira deixou de ser azul e branca para passar a ser vermelha e verde. Na altura, felizmente, não tiveram coragem de mudar o centro da bandeira. No entanto, nessa altura, a maioria dos Portugueses quis, sem sombra de dúvida, o fim da Monarquia e a implantação da República. Há vinte anos que o ideal Republicano vinha crescendo, e a nova bandeira, feita artesanalmente andava, às escondidas ,a circular de mão em mão.
Todos os ano
s, por esta altura, o Presidente em exercício faz a sua alocução ao País. Hoje, não foi diferente e o sr dr Cavaco Silva, lá esteve, no jardim da cascata, a cerca de sete quilómetros do local onde foi implantada a República (para não interferir nas eleições autárquicas) exortando o povo para se unir em torno dos grandes ideais republicanos. Não sei bem para quê, já que parece que ninguém em Portugal acredita ainda nesses ideais. O discurso do Presidente, foi curto, directo e sem escutas (ou seria com pouca gente a escutá-lo?). O sr dr Cavaco Silva não esteve presente nas comemorações do 5 de Outubro.Por seu lado, o nosso Primeiro, discursou na Câmara Municipal de Lisboa, porque gosta das coisas feitas no seu sítio tradicional.
No próximo ano será comemorado o centenário desta implantação. Será que nessa altura, já a nossa Constituição vai permitir que exista, se o povo o quiser, a Monarquia em Portugal, ou vai continuar a ser proibido?
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JM
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