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Faltam 429 dias para o Fim do Mundo
Colocado por Fernando Moreira de Sá em Media, desporto, geral, justiça, política nacional em 9 de Fevereiro de 2010
…e continua a divulgação da manifestação Pela Liberdade. Enquanto isso, a imprensa não se cala com o processo Face Oculta, com ambos os lados da barricada a esgrimir argumentos. Agora, comparar o nosso primeiro com Berlusconi e Chávez não lembra a ninguém. Excepto ao Sarmento (hei, malta, olhem para mim, eu estou aqui, allô directas) que teve o descaramento de insultar estas grandes figuras internacionais e exemplos de defesa intransigente da Liberdade de Imprensa. Que maldade!
Por falar em maldade: a ERC está a pensar chamar o PM!!!
Por último, hoje é dia de bola na segunda circular e se uns se calam outros falam pelos cotovelos.
Direita securitária quer aprovar “lei mata-processos”
Colocado por A. Pedro Correia em política internacional em 14 de Janeiro de 2010
Parece um contra-senso, mas acontece em Itália, onde Berlusconi perdeu definitivamente algum resto de vergonha que alguma vez possa ter tido. Leis fortes contra os fracos, fracas contra corruptos poderosos. Com canções de amor à mistura.

No 5 Dias: o descaramento da indecência
Colocado por Nuno Castelo-Branco em política nacional em 15 de Dezembro de 2009

Independentemente do juízo que possamos formar acerca do tipicamente italiano Berlusconi, existem limites que na política não podem nem devem ser ultrapassados. O bestial apelo à violência e desrespeito pela integridade física dos agentes políticos – sejam eles quem forem -, surge cada vez mais como apanágio de uma certa ideia de “liberdade” que pode num futuro não muito distante, virar-se contra os próprios promotores da agressão. Ainda há uns anos, aqueles que com gaudio sempre gostaram de exibir as chocantes imagens de Mussolini na Piazza del Loreto, indignaram-se com a execução dos Ceausescus ou de Saddam Hussein. Há um perceptível movimento pendular que a ninguém passa em claro, Berlusconis à parte.
No 5 Dias, há quem tenha perdido a vergonha e despudoradamente alinhe de forma aberta com os esquemas organizativos de Al Capone, Himmler ou da dupla Iezhov/Béria. Espancamentos à falta do morticínio puro e simples, eis a forma de ver a política sob o prisma dos caderninhos revolucionários que um Lenine tão bem aplicaria a muitos milhares que depressa chegariam a milhões. Não esqueceram nem aprenderam coisa alguma. Incrível.
Ninguém “os tem” grandes como Berlusconi
Colocado por A. Pedro Correia em geral, política internacional em 13 de Dezembro de 2009
Não defendo a violência – nem sequer contra este indivíduo – mas imagino que há quem se tenha sentido hoje um pouco justiçado, nomeadamente os ciganos italianos, a centena de milhar de ciganos romenos expulsos de itália, os imigrantes africanos detidos nos Centros de Identificação e Expulsão, os jovens dos centros sociais atacados pela Força Nova, as vítimas indiscriminadas do ressurgido neo-fascismo italiano.
Sílvio, que afirmou há alguns dias, sobre si mesmo, ninguém os ter grandes como Berlusconi, nunca foi um anjinho doce e pacífico.
350 000 bloggers esperados
Colocado por A. Pedro Correia em geral em 5 de Dezembro de 2009
Começa daqui a pouco a manifestação organizada por bloggers italianos contra Sílvio Berlusconi. A organização espera 350 000 manifestantes apenas em Roma. Muitos mais devem acorrer noutras cidades italianas. Uma prova de força da sociedade civil que contraria o adormecimento dos partidos de esquerda em Itália.
Berlusconi – 0, Sócrates – 1
Colocado por XXX Carla Romualdo XXX em política internacional, política nacional em 10 de Setembro de 2009
"Sou o melhor primeiro-ministro de Itália nos seus 150 anos de História", disse hoje Berlusconi na cimeira bilateral com Espanha, sob o olhar estupefacto (e um nadinha invejoso) de Zapatero. Desta vez fiquei muito desiludida com o Silvio. Tão passadista, tão voltado sobre os tempos que já lá vão, ainda a olhar para o Risorgimento, e para os estadistas de antanho. O nosso primeiro, ao contrário, tem os olhos postos no futuro. Ele sabe que nem as criancinhas que ainda estão agarradas à mama da mãe o poderão superar. "Ainda está para nascer um primeiro-ministro que faça melhor do que eu", dizia ele aqui há tempos no Porto. Caro Silvio, podes ser o rei das noites loucas da Sardenha mas nisto da vaidade política ainda és um principiante.
O declínio do império romano
Colocado por XXX Carla Romualdo XXX em política internacional, sociedade em 14 de Junho de 2009
As tardes de veraneio de Berlusconi em Villa Certosa, na Sardenha, vieram dar o picante burlesco de que as notícias da actualidade, sempre tão carregadas de negrume, necessitavam. Mulheres bonitas saindo da mansão do Cavaliere, beldades semi-nuas à beira da piscina, e até um hóspede masculino, apanhado como veio ao mundo sob o sol da Sardenha – o suficiente para sugerir dias de luxúria na mansão de um primeiro-ministro europeu, a pouco menos de dois meses das eleições para o Parlamento Europeu.
Confesso que tenho um particular interesse por Silvio Berlusconi. Não por razões afectivas, ou políticas, mas porque creio ver em Berlusconi, com as suas já entediantes historietas de relações extra-conjugais, com os seus ademanes de clown, besuntado de “fond de teint”, o cabelo pintado de negro, a pele retocada por liftings e botox, um símbolo da decadência do poder político na Europa.
O poder infinitamente corrompido, a escolha da mentira e do discurso hipócrita como registo quotidiano, o compadrio, a desonestidade intelectual, o desprezo pela ideia da política como uma busca do bem comum, de serviço à comunidade. Há uma classe política europeia que partilha estes mesmos males com Berlusconi, mas a máscara de burocrata cinzento continua a ser, no ocidente, um sinónimo de seriedade e competência, e é sob essa máscara que dissimulam o seu clandestino, mas nem por isso menos arraigado, berlusconismo.
Garrido, espalhafatoso, desbocado, com tiques de imperador romano em inexorável declínio, Silvio Berlusconi personifica a decadência final de uma classe política que há muito pôs as ideologias ao serviço da conquista e perpetuação do poder. Com os meios de comunicação social convenientemente domesticados, e uma classe política que, independentemente da ideologia, persegue o mesmo fim, debitam sound-bytes testados pelos mais reputados fazedores de opinião, e alimentam os vícios privados que renegarão, com enfática repulsa, na praça pública.
Nobel da Paz para Berlusconi
Colocado por XXX Carla Romualdo XXX em Sem categoria em 16 de Maio de 2009
Foi constituído o comité que irá preparar a candidatura de Sílvio Berlusconi ao prémio Nobel da Paz, pelo “seu empenho humanitário no campo nacional e internacional.” Não sei exactamente que medidas tomadas no plano interno têm em mente os patrocinadores desta candidatura, uma vez que a notícia que está a ser avançada apenas refere a actuação do Cavaliere na cena internacional, mas creio que bastaria citar a nova lei da imigração, aprovada há dias, e as suas humanitárias propostas, para justificar a atribuição do Nobel a Berlusconi: – Criminalização da imigração ilegal, com aplicação de uma multa de até dez mil euros a quem entrar ou permanecer no país sem visto; – Aumento do tempo máximo de permanência de imigrantes em situação irregular nos Centros de Identificação e Expulsão (o nome diz tudo); – Proibição às mulheres estrangeiras sem visto de permanência de registarem os filhos que tiverem em território italiano, o que, a ser cumprido, abrirá caminho a que percam a guarda das suas crianças quando forem expulsas do país; – Legalização das milícias populares formadas por cidadãos que pretendem garantir a segurança pública (as “guardias padanas”) e que até aqui se têm dedicado a vigiar os imigrantes em situação irregular; – Proibição do arrendamento de imóveis (casas ou quartos) a imigrantes em situação irregular, com aplicação de multa e detenção até três anos para os senhorios infractores. Bem vistas as coisas, porquê parar por aqui? Por que não reclamar o Nobel que a Cosa Nostra há tanto merece? Ou exigir a Oslo que, ainda que a título póstumo (bem diz o povo que mais vale tarde do que nunca), distinga o pacifista Benito, e assim redima Il Duce daquela morte patética, de pernas para o ar, exposto à multidão desrespeitosa naquela praça de Milão?
Se Portugal tivesse um primeiro-ministro assim…
Colocado por XXX Carla Romualdo XXX em Sem categoria em 30 de Abril de 2009

Suinicultores de Portugal: não basta pedir que se altere o nome da doença para “gripe mexicana”. Deitem os olhos a Silvio Berlusconi e exijam ao primeiro-ministro português o mesmo acto de valentia.











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