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Deus contraria Jesus
Colocado por J. Mário Teixeira em Media em 14 de Janeiro de 2010
O empate do Benfica frente ao Vitória de Guimarães poderá ser muito mais grave do que se pensava.
Isto porque o treinador do Benfica, Jesus, afirmou quanto á táctica do jogo: ”Jogamos no seja o que Deus quiser”.
Certamente que a ideia de Jesus era ganhar, mas Deus não terá querido tal coisa, entendendo por bem o empate.
Este é um caso que poderá ser bem mais grave do que pode parecer. Poderá não ser apenas um desacordo entre Jesus e Deus. Poderá haver algo mais profundo: Jesus e Deus poderão ter preferências diferentes em matéria de clubes. E nada garante que o Patriarca não tenha achado que era tempo de mostrar ao filho quem manda.
Grandes mudanças poderão estar em perspectiva, acrescentando-se mais uma dúvida: alguém já avisou o Vaticano?
Quatro netos
Colocado por Adão Cruz em literatura em 4 de Janeiro de 2010
Aos quatro netos
Assim nascidos de uma virada
Do alto da minha escada os contemplo.
No fundo de mim mesmo
Lá no fundo da cratera
Onde ergui a minha escada
Ouço apenas a voz do medo
Entre o sonho e a quimera.
No cimo da cratera
Onde ainda chega o sol
E a noite amanhece
Nascem flores pequeninas
No seio da erva rasteira
e os degraus de nova escada
Para continuar a primeira.
Bento XVI quer diálogo com os ateus!!!
Bento XVI quer diálogo com os ateus!!!
Li o post do amigo João José Cardoso, intitulado a “arrogância dos ateus”, frase proferida por D. José Policarpo na mensagem natalícia. Apesar de o post de João José Cardoso ser curto, diz tudo, e, de facto, acaba como deve: “Não vou perder tempo com isso”. Seria a melhor solução.
E eu seguiria de bom grado o conselho do amigo João, marimbar-me-ia para estes disparates, se gostasse que me comessem as papas na cabeça, e se não tivesse recebido, logo a seguir, um texto enviado por um amigo do Canadá intitulado:”Papa deseja criar espaços de diálogo com agnósticos e ateus”.
Bento XVI assegurou que a Igreja precisa criar espaços de diálogo e de encontro com agnósticos e ateus, que em algumas sociedades representam um grande número de pessoas. Acrescento eu que está mais ou menos calculado que mais de metade da humanidade é ateia. Mas porque quer BentoXVI criar estes espaços de diálogo, com os filhos do diabo?
“Quando falamos de uma nova evangelização”, diz ele, “talvez essas pessoas se assustem. Não querem enxergar-se convertidas em um objecto de missão, nem renunciar à sua liberdade de pensamento e de vontade. Mas a questão sobre Deus segue desafiando-os” (a mim não, e creio que nenhum ateu sente esse desafio), “ainda que não possam crer no carácter concreto de sua atenção por nós. Penso que a Igreja também deveria abrir hoje uma espécie de ‘pátio dos gentios’, onde os homens possam, de alguma forma, manter contacto com Deus, sem conhecê-lo, antes de encontrarem o acesso a seu mistério, a cujo serviço se encontra a vida interior da Igreja” (a vida interior de muitos, que os há,…acredito, a vida exterior da igreja não, essa seria a vergonha de deus).
“Ao diálogo com as religiões deve-se acrescentar hoje todo o diálogo com aqueles que enxergam a religião como algo estranho, aqueles que desconhecem Deus” (os burros, os cegos de espírito) “e que, todavia, não gostariam de permanecer simplesmente sem Deus”, (quem o diz?) “mas aproximar-se dele, ao menos como Desconhecido” (quem disse tal coisa tão disparatada?). Leia o resto do post »
O funeral dos ciganos
Colocado por Luís Moreira em geral em 30 de Novembro de 2009
Intuí, no momento, que se passava alguma coisa com aquelas pessoas que conhecia há muito. Por razões que não interessam aqui, estava no funeral da mãe de um banqueiro. Havia incómodo, tristeza, mas tudo era como que de uma mera chatice se tratasse, uma coisa que havia que fazer quanto mais depressa melhor.
Noutro tempo, acompanhando alguem da família a um hospital, assisti às manifestações de dor de uma família cigana. O seu patriarca tinha morrido naquele hospital, e a família, acampada nos jardins, dava largas à sua dor, com cânticos, com choros, num cerimonial que tinha muito de místico.
A noite ía alta, o silêncio tinha caído sobre a grande cidade, e aqueles cantares ecoavam e arrastavam-se mil vezes, com uma nobreza que me emocionava. Foi nessa altura que me lembrei do sentimento que me havia aflorado, feito de intuição, no funeral de há anos atrás e que só agora compreendia.
A dor emocional é a expressão de quem experimenta o amor, não há uma sem outra, e foi essa falta que eu intuí. Se reduzirmos a vida ao prazer, se passarmos por cima dos sentimentos profundos que nos dão identidade, não somos mais que agentes de uma sociedade insaciável, onde não cabe o amor, a bondade, a solidariedade, a amizade.
Mas aqueles cantares, tinham uma dimensão mística, religiosa, como sempre tiveram as manifestações de expressão sentimentais que erguem o homem ao nível do artista, do cientísta, do político, do escritor, da mãe, gente que se dedica ao bem do seu semelhante e tenta compreende-lo.
Esta componente mística e religiosa do ser humano faz parte da sua essência, torna-o mais humano, menos dependente da ideia que tudo se compra, que tudo está ao alcance da voragem do prazer.
Muito do que se quer compreender quanto à religião passa por aqui, por esta linha, entre o homem que se quer omnisciente e omnipotente e o homem que procura, que sofre, que ama…
E o divertido da questão, é que o homem se revolta contra Deus por não o aceitar como omnisciente, omnipotente e omnipresente…
O Mundo é melhor com Deus do que sem Deus. Para mim, basta!
A mão de Henry é a mão do diabo
Colocado por Luís Moreira em Sem categoria em 21 de Novembro de 2009
Não é a mão de Deus. A mão de Maradona foi um prodígio de classe, "apenas" deu o que faltava ao "génio" de Maradona. Altura!
Dois jogadores a disputarem uma bola, a sós, em plena área onde o inglês podia ir com as mãos acima do seu 1,90 m de altura. A mão de Deus foi necessária para dar sentido à disputa.
Ainda hoje é dificil ver se anda, ou não, ali a mão de Deus. É tudo bonito, como de um bailado se tratasse.
A mão de Henry é a mão do "diabo", não é mão subtil, é mão, braço e ombro "sucateiros", arrebanha ganancioso uma e outra vez, face oculta de um querer vencer de qualquer jeito.
A mão de Maradona faz-nos sonhar,como tambem o teatro é fingimento, que nós perdoamos por ser tão belo e sonhamos. É o segredo do poeta esse "fingidor" criador de beleza a partir do nada.
E entre os dois há a mão de Vata a dar sentido humano a Deus e ao diabo, uma mão humana, receosa, envergonhada.
Foi o vento…
Escândalo: Manuel António Pina compara Deus à Ivone do «Caminho das Indias»!
Colocado por Ricardo Santos Pinto em Sem categoria em 23 de Outubro de 2009

Li e pasmei. Manuel António Pina, homem das Letras, bem considerado, compara na sua habitual crónica no JN o Deus da Bíblia à personagem Ivone do «Caminho das Indias», interpretado pela actriz Leticia Sabatella.
É um herege, Manuel António Pina. E ainda por cima, não percebe nada de Deus nem do «Caminho das Indias». Devia ter vergonha!
O caixeiro – viajante
Colocado por Luís Moreira em Sem categoria em 20 de Outubro de 2009
Sempre que passa por aqui é para vender alguma coisa. Aproveita as homenagens que de bom grado o país lhe vai concedendo numa tentativa de o acolher, mas o ódio do senhor não se contemporiza com lamechices.
Vive fora do país para mostrar quanto está ofendido, o país não o merece, a não ser para lhe entregar a Casa dos Bicos para lá meter os papéis, que em Espanha, não querem. Está ofendido porque os seus conterrâneos, democraticamente, rejeitaram as suas ideias políticas.Nunca mais esqueceu que um homenzinho de estatura igual lhe fez um agravo escusado, muito semelhante, aliás, ao que ele fez aos seus colegas no Diário de Notícias.
Este homem quando se viu com um grama de poder mostrou o carácter de que é feito, tentando impor uma ideologia num grande diário de comunicação social que, naquela altura, era bem mais influente do que é hoje, saneando pessoas porque não confessavam a mesma ideologia. É este homem a quem agora devemos vergar a cerviz, porque o que ele diz passou a ser a bíblia, que ele renega.
Odeia tudo e todos com especial carinho os que lhe vão prestando homenagens e que têm orgulho por verem nele um compatriota que ganhou um Nobel. Tem vergonha de ser português. Já me cruzei mais do que uma vez com ele no estrangeiro, ouve falar portugues mas faz de conta que não percebe, não vá os batráqios dirigirem-lhe a palavra.
É este homem que agora vem substituir a Bíblia, é um livro que ele percebe que põe os dele no lugar a que têm direito, e não pode com isso.
Vou passar a benzer-me sempre que o vir !
A Bíblia segundo Saramago
Colocado por João José Cardoso em literatura em 18 de Outubro de 2009
Por estes dias apareceu notícia de um inquérito encomendado pela Sociedade Bíblica Portuguesa segundo o qual:
Em breve deve aparecer outro garantindo que a maior parte dos portistas só lêem o Record quando se querem rir, pensei. Para que raio se faz um estudo destes? Para conhecer o mercado? Vai aparecer uma campanha dirigida ao nicho dos ateus tentando vender Bíblias?
Como tudo se explica, descubro agora que Saramago está a lançar um novo livro, na modalidade de lançamento de peso às igrejas.
"A Bíblia é um manual de maus costumes, um catálogo de crueldade e do pior da natureza humana" – afirma. É verdade, embora crueldade, natureza humana e sobretudo bons costumes sejam conceitos a enquadrar na História, e ao tempo em que foi escrito o Antigo Testamento esses maus costumes eram apenas os do costume.
Devo confessar que como romance histórico até gosto da Bíblia embora não recomende a sua leitura de enfiada. Prestações suaves, até porque a edição original está perdida e a ordem das parcelas ficou um pouco arbitrária.
Já o Caim de Saramago até pode ser que o leia mas só depois de conseguir passar das primeiras páginas de uma ou duas obras anteriores que repousam na prateleira chamada Um dia destes ainda vos leio mas duvide que seja hoje, prateleira que depende um bocado da minha longevidade, donde como bom ateu sempre afirmo que Deus queira que os leia, e a medicina ajude, é claro.
















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