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Gostei da Vitória, gostei!

Só fica espantado com a dimensão da vitória de Passos Coelho quem não conhece a vida para lá das suas verdades feitas, absolutas e preconcebidas. Há uma semana entreguei-lhe um estudo que lhe garantia a vitória com uma vitória que vivia no intervalo entre os 58 e os 62%. Ficou nos 61. E nunca duvidei que o resultado não poderia ser outro. Percebia-se essa necessidade de mudança depois da última frustrada e frustrante edição do menu ‘mais do mesmo’. E quem vivesse com maior distanciação estes conflitos politico-partidários era com surpresa que testemunhava a falta de reacção do PSD às rupturas que, melhor ou pior resolvidas, estavam a acontecer nos outros partidos. Com excepção do PCP, mas que explica a crescente, ou pelo menos a grande popularidade do Bloco de Esquerda. O primeiro partido a viver esta ruptura geracional foi o CDS e bem se sabe como foi aguda, dolorosa mesmo, chegando a colocar-se a hipótese do partido desaparecer quando chegou aos quatro deputados e os históricos abandonaram a dianteira da linha política. Goste-se ou não do estilo, Paulo Portas conseguiu a ressurreição do novo CDS/PP, graças à sua intuição e graças aos disparates dos PSD. Aproveitou. Fez bem.

No PS a ruptura e a adaptação aos novos tempos teve o seu primeiro momento com Guterres, projectando Sampaio para a presidência da República e não parou. A maioria absoluta de Sócrates tem esta origem, mais do que por disparates de Santana Lopes. O PS conseguiu apreender mais rapidamente a mutação geracional, as dinâmicas sociais, as expectativas dos milhões de novos eleitores que já não se reviam nos discursos, nas posturas, nos formalismos racionalistas da política tradicional. E a animosidade interna contra Passos Coelho, que se manifestava com diversas motivações, no fundo não passava disto: a resistência da velha política à compreensão do novo mundo que desabrocha todos os dias. Que não suporta discussões técnicas sobre a natureza dos vínculos ao poder, que se está nas tintas para a retórica mais ou menos bem construída, que não quer saber da televisão, que é indiferente ao currículo de ‘estadista’, à pose, á racionalidade perfeita da teoria política.

Sei do que falo. Não só pela experiência como professor como por ser pai de dois rapazes com 35 e 36 anos. Os dois engenheiros e que trabalham fora de Portugal. Porque admiram Passos Coelho? Nem sabem, pois mal o conhecem e mal conhecem o seu pensamento. Como não conhecem de outros políticos. Apenas por isto: é o rosto. O sorriso. O afecto. Passos Coelho toca-nos pela humanidade. É o regresso ao mundo dos sentimentos que a ‘nouvelle politique’ ou a ’realpolitik’ desprezaram. É o regresso à emoção, à articulação da racionalidade com a afectividade. Nunca como hoje se cultuou o prazer de um bom vinho, de um bom petisco, de uma boa conversa, como se as velhas tertúlias queirosianas regressassem com outra dimensão espiritual. Não é apenas o país que precisa desta articulação entre a política racional e a entrega afectiva. Mas também o país. E é este instinto primordial contra a ameaça, pela sobrevivência cultural e, até, civilizacional que inflecte vontades e gera novas expectativas existenciais. Passos Coelho está neste grupo. O PSD pode tornar a ter esperança e a ser garante da esperança do país.

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PSD – Directas #8: Estamos esclarecidos

Se as fontes da jornalista Paula Sá do DN são boas:

Paulo Rangel conta com outro nome de peso no grupo parlamentar, o de Pacheco Pereira, que se empenhou no sucesso da sua candidatura. O deputado social- -democrata foi um dos que apelou à desistência de Aguiar-Branco a favor do eurodeputado. E tem a experiência necessária no lugar, pois foi líder parlamentar no fim do cavaquismo.

Entretanto, fazendo fé nas mesmas:

Manuela Ferreira Leite, essa, já anunciou que se manterá de pedra e cal no Parlamento seja qual for o líder do partido. Mas como foi a primeira a tentar convencer Paulo Rangel a correr para a liderança,é normal que seja mais cooperante nas tarefas parlamentares caso seja o rosto deste candidato o próximo a fazer parte da galeria de líderes na São Caetano à Lapa

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Humm, será que AJJ gostou?

Adenda: E esta também é espantosa, em cinco semanas tudo muda. Pois…

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PSD – Directas # 7: É só fumaça…

O Nuno Gouveia está a tentar fazer uma coisa que na minha terra se chama: virar o bico ao prego. Grande malandro!

O que a sondagem do DE nos informa é coisa diversa: Os portugueses, de forma bem clara, entendem que Pedro Passos Coelho é o melhor candidato do PSD para ser Primeiro-ministro. Mais, até o eleitorado socialista reconhece isso de forma clara, um pouco mais clara que o eleitorado do PSD, o que se percebe. Ninguém melhor que os votantes PS nas últimas para perceberem que é tempo de mudar. Eles sabem bem o quanto já estão arrependidos e nem colocam dúvidas: próximooo! Já o eleitorado PSD, mesmo preferindo claramente Passos Coelho, ainda lhe custa a acreditar que o eleitorado socialista tenha aprendido a lição. Mas aprendeu.

Ora, o Nuno Gouveia percebeu perfeitamente. Está apenas a tentar transformar a realidade num derradeiro esforço em prol do seu candidato. Só lhe fica bem. O pior é quando a malta lê, com olhos de ler, a notícia/sondagem. Pois é. Afinal…

Adenda: Segundo a sondagem, a maioria dos portugueses preferem Passos Coelho como candidato do PSD a Primeiro-ministro

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A Vingança Serve-se Fria

Talvez por não viver tão internamente, e por isso tão intensamente, a campanha do PSD à liderança, ao contrário da voz corrente, sempre tive a impressão de que conforme os dias passavam estava a acontecer um desvio do psicodrama. Se numa fase inicial a ideia que dominava era a de que, nem que Jesus voltasse outra vez à Terra, as hostes mais fermentadas e anquilosadas, diria mesmo esclerosadas, do PSD clamavam por um candidato contra Pedro Passos Coelho. Qualquer um! Viesse de onde viesse, de vagas de fundos ou de vagas de superfície, era preciso impedir uma aragem fresca, uma brisa que fosse, que perturbasse o sono rancoroso das lapas laranjas mais cheias de musgo.

À falta de melhor, movidos pela impaciência, inventou-se Paulo Rangel. E o pobre do rapaz que já tinha jurado mil meses que jamais sairia de eurodeputado, que jamais seria candidato, ou até, numa expressão engraçada ‘candidato a candidato’, de repente, era o principal candidato!

Confesso que me surpreendeu. Aguiar Branco estava a emergir, a revelar-se um líder de bancada de grande tacto, assertivo, com uma postura que não resvalava para a gritaria, nem para o insulto, nem para a picardia, a ser o rosto humano da actual direcção do Partido. Percebe-se que é um homem bem formado, tranquilo, que retira prazer do serviço público.

Se os velhos caudilhos queriam uma renovação na continuidade, Passos Coelho teria sofrido muito mais para se colocar no lugar onde agora se encontra, claramente distanciado dos restantes concorrentes. Aguiar Branco tem essa virtude. Sabe estabelecer pontes, compromissos, é confiável.

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Directas PSD #6: MUDAR

As coisas são o que são. Este debate na RTP entre os candidatos à liderança do PSD serviu para esclarecer muita coisa.

Foi público e notório que Aguiar Branco e Paulo Rangel estão em ruptura, uma palavra grada a Rangel. Uma ruptura que deriva de uma traição e quando as coisas chegam a este ponto, nada mais há para dizer e nada se consegue esconder. Hoje ficou claro que Rangel traiu Aguiar Branco e que este, por sua vez, só não retira todas as conclusões, ou seja, desmascara toda uma direcção nacional cúmplice por óbvios motivos de educação e polimento. Goste-se ou não, Aguiar Branco é feito de outra massa.

O debate serviu, igualmente, para se perceber que Rangel, pela mão de Morais Sarmento e pessimamente aconselhado (mais valia ter mantido os assessores iniciais pois os posteriores mataram-lhe a eleição) nesta historieta das assinaturas deu um tremendo e definitivo tiro no pé. Conseguiu colocar Aguiar Branco no papel de vítima e fez-nos recordar todos os Antónios Preto que se colaram à sua candidatura num cimento exageradamente arenoso. Posso estar enganado mas hoje Paulo Rangel ofereceu uma parte substancial do seu eleitorado a Aguiar Branco.

Esta discussão na RTP deixou claro, se dúvidas houvesse, que Pedro Passos Coelho é o candidato da mudança. Uma transformação profunda e não apenas geracional no PSD e a afirmação de uma verdadeira alternativa ao actual Partido Socialista. Neste momento cinzento (não quero escrever negro para não ser acusado de exagero) da nossa sociedade, com Portugal mergulhado numa crise sem precedentes na minha geração, era fundamental ter no PSD uma verdadeira alternativa e é isso mesmo que Pedro Passos Coelho nos transmite: esperança.

A esperança numa mudança.

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Faltam 415 dias para o Fim do Mundo

E o nosso Primeiro continua em campanha eleitoral (será que ele é candidato nas directas de sexta do PSD?). Por falar em directas, depois de Alberto João, nada como contar com o apoio de Ribau Esteves para ajudar à festa. Entretanto, Aguiar Branco manda um recado forte: não desiste!

O Twitter festejou ontem quatro anos a atormentar-nos com 140 caracteres e mais nada. Já Messi está cada vez melhor…que Ronaldo e quase tão bom como Maradona! As grandes dores são mudas…

Alguém me consegue explicar este surto de quedas de avionetas? E pé ante pé, lá vai Obama levando a água ao moinho.

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Borboleta Esvoaçante

Espero que Passos Coelho ganhe as eleições. Não sou militante do PSD. Mas amo o meu país. E gosto da palavra Pátria. Sabe-me bem até ao tutano dos ossos. E da palavra escrita em Português. Somos o povo do desenrasca. Desorganizado. Capaz da genialidade do improviso. Incapaz de se organizar. Séculos de barafunda. Inventámos o mundo e esbanjámos sempre aquilo que o mundo nos entregou. Mas somos a Pátria do afecto, do abraço, da festa. E resmungões. Mais refilões do que revolucionários. Incapazes de consolidar elites criadoras. Fogem daqui a sete pés. Somos exportadores de inteligência. Se a inteligência pagasse IVA, o ministro das finanças não precisava de PEC.E adoramos o decadentismo.

Não sou militante do PSD, dizia. Mas nas sua listas, liderei o projecto Santarém. Na primeira eleição passámos dos oito mil votos, de média histórica, para doze mil votos. Coisa que só uma vez o Prof. Cavaco Silva conseguira numa das suas maiorias absolutas. Ganhámos. O mais impávido e sobranceiro bastião socialista ribatejano caiu feito em cacos.Agora, nas últimas autárquicas, chegámos aos 22 mil votos. Não volto a recandidatar-me a Santarém. O trabalho que estamos a fazer e o crédito a favor do PSD é de tal forma que só a palermice pode fazer com que não dure muitos anos.

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O PSD, as Sondagens e as Directas

Hoje no Facebook, nalguns blogs e no twitter imperou o nervoso miudinho por causa da sondagem do Sol (51% para Passos Coelho entre os militantes).

Não havia necessidade. As sondagens valem o que valem, o importante e o que conta é a vontade expressa através do voto, no próximo dia 26, pelos militantes. É preciso ter calma e ter cuidado com os ataques: a empresa em causa é a mesma que fez o tracking diário da campanha de Manuela Ferreira Leite, ou seja, colar à candidatura de Pedro Passos Coelho é precipitado, meus caros…

É preciso ter calma, o Povo (laranja) é sereno…e soberano. Quer dizer, boa parte dele: o Grande Educador da Classe Laranja anda nervoso!

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PSD – Sondagem Directas do Sol

Amanhã, no Sol, a primeira sondagem entre os militantes do PSD e com os seguintes resultados:

Pedro Passos Coelho com cerca de 51% das intenções de voto, contra 31% de Paulo Rangel e 8% de José Pedro Aguiar-Branco.

A nossa que está a decorrer na barra lateral: PPC com 44%, Rangel com 23% e JPAB com 7%.

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Duas seguidas…

…sem tirar, da concorrência (mas da boa):

Realmente, não se percebe, caro Paulo.

Crise? Deixem lá, a malta dos €550/mês paga, caro Pedro.

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Faltam 419 dias para o Fim do Mundo

O Congresso do PSD terminou à Lei da….Rolha. Um magnífico presente ao PS e a Sócrates. Nem encomendado

Entretanto desapareceu mais um processo ligado ao PM, nada que nos espante. O crescimento do suicídio em Portugal é um sinal, um grave sinal do estado de espírito dos portugueses. Mas as vitórias do benfas podem sempre ser motivo de alegria para os 6 milhões (quantos???)…

Agora a sério: é chocante ler esta notícia da morte de uma jovem de 20 anos que, na brincadeira, atirou a sua moto 4 contra um pinheiro. Eu sou um adepto e praticante de todo terreno, gosto igualmente de andar de moto 4 e tenho pena de não ter uma. Estou farto de avisar amigos e conhecidos dos perigos deste tipo de veículo, um perigo que deriva do facto de se pensar que as quatro rodas a tornam menos perigosa que uma mota normal. Não é verdade, bem pelo contrário, até pelo excesso de confiança. Mais uma vida que se perde, uma jovem de 20 anos…

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Faltam 420 dias para o Fim do Mundo:

O Comunismo Social-democrata arrancou hoje com toda a força: agora, durante 60 dias impera a lei da rolha. Ou muito me engano ou os bloggers vão ter de repetir a manif pela Liberdade. E que excelente motivo. Uma medida que vai obrigar Cavaco a incomodar o TC, penso eu de que…

O congresso acabou e as opiniões são como as cerejas. E Sócrates parece ter sido visto a sorrir enquanto tomava café com Portas. E já nem se pode dar uma queca no carro, será que foi o Mickey? Deve ter sido motivado pelas alterações estatutárias no congresso. Isto é coisa da Manuela e do Pacheco…

Viva o PCP-SD!

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Coerências #3:

Não posso deixar de citar Vasco Campilho:

02.09.2009 :

Passos Coelho foi também hoje criticado por Paulo Rangel, depois de ter afirmado que o PSD deveria pedir, nas próximas eleições legislativas, maioria absoluta. “Acho que isso não tem sentido nenhum, sinceramente não tem sentido nenhum. Este é um número que se repete. O doutor Pedro Passos Coelho já tinha feito uma coisa do género nas europeias. Penso que não teve grande sucesso e penso que não vai ter agora também com este tipo de afirmações”

13.03.2010 :

Paulo Rangel diz não haver nenhuma razão para “nas próximas eleições não pedir mais uma vez para o PSD uma maioria absoluta como uma grande meta para o partido”. “Isto, para mim não é um sonho, é uma realidade que está ao nosso alcance”, afirmou.
publicado por Vasco Campilho no 31 da Armada

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Uma Opção Para Portugal

O Congresso do PSD em Mafra foi esclarecedor. O candidato José Pedro Aguiar Branco demonstrou, uma vez mais, que partiu tarde. Por uma questão de palavra, JPAB acabou por prejudicar a sua candidatura e ver os falsos amigos fugirem para o outro lado da barricada. Caso contrário, como se viu nos debates e no Congresso, seria um forte candidato.

Por sua vez, Paulo Rangel, manteve o seu estilo populista, fazendo lembrar Paulo Portas, com um discurso cheio de sound bites (pedir maioria absoluta, falar em sonho, classe média, as entranhas dos portugueses, refundar Portugal, etc.). Nisso assemelha-se a Portas e ainda não descolou do passado. O seu pecado maior é a colagem a esta direcção e nisso Fernando Costa disse tudo. Daí a sua segunda intervenção ter sido uns bons furos abaixo da primeira.

Já Pedro Passos Coelho mostrou que é o que está melhor preparado para ser Primeiro-ministro e percebe-se a razão de ser o preferido dos portugueses. O seu primeiro discurso foi arriscado. Foi corajoso. Desmontou os mitos. O mito do seu passado e da constante crítica subliminar de ser jovem. Tenho a impressão que aos sessenta ainda o vão criticar por ser muito jovem. Enfim. A forma como abordou Jardim foi de uma bravura exemplar. Mesmo arriscando-se a perder imensos votos, mesmo pondo em causa a sua eleição como Presidente. Eu gosto de homens com audácia e PPC teve-a onde muitos, quase todos, se acobardam. O seu segundo discurso foi bastante incisivo, colocando a verdadeira questão: que PSD pode vencer as legislativas, qual o que está melhor preparado?  O importante é ter um projecto para governar Portugal e essa é a verdadeira questão. E esse projecto terá de ser profundamente diferente do de Sócrates mas, igualmente, distinto do da actual direcção do PSD.

A verdade, como se viu no seu último discurso, é que Passos Coelho fala para o país mesmo que o partido pretenda que lhe massagem o ego. Uma opção corajosa e realista. Uma opção por Portugal.

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Fernando Costa…

…acaba de fazer um discurso arrasador. O verdadeiro PPD-PSD surgiu agora às 00:40!

É preciso ganhar Portugal e esse é o problema de Rangel.

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Colocar o dedo na ferida:

Nem sempre se pode ter razão. Os erros são uma fatalidade. Mas em política deve sempre saber-se o que se quer e só querer o que se sabe ou pode fazer. As hesitações ou inflexões não são sinal de ponderação mas quase sempre da sua falta. Paulo Teixeira Pinto

Podemos não concordar, quiça não gostar, mas devemos sublinhar a coragem. A coragem para enfrentar as dificuldades, coragem para enfrentar os mitos. Coragem para enfrentar Jardim.

A obra de Alberto João Jardim na Madeira é indiscutível e merecedora do nosso aplauso mas isso não nos pode cegar, não nos pode impedir de criticar um estilo político. Mal de nós se olhamos e nos comportamos  de forma diferente por um qualquer receio de uma qualquer putativa vaca sagrada. A obra de Alberto João Jardim, do PSD-Madeira e dos madeirenses não esconde uma forma de estar, uma vertigem de constante ajuste de contas com quem não concorda com AJJ, seja o Sr. Silva, o Sr. Pinto de Sousa ou agora o Sr. Passos. Já chega de fazer de conta que não vemos a boçalidade, a falta de educação e o modo rasca como trata todos os que ousam criticá-lo.

Ora, Pedro Passos Coelho, bem ou mal, ousou. Ousou colocar o dedo na ferida, criticar a forma inadmissível como AJJ procurou utilizar a desgraça dos outros, a tragédia dos madeirenses, como arma de arremesso político interno mentindo, afirmando que PPC foi o único político que não se solidarizou com os madeirenses sabendo, como hoje se percebeu, que estava a mentir.

No final, AJJ foi-se sentar ao lado de Rangel. O olhar de menino traquina de Rangel disse tudo. Nada mais a acrescentar além disto: diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és.

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Em Mafra, blog não entra:

Via 31 da Sarrafada

Nem no fim se portam com dignidade…O que vale é que já estão a dar as últimas!

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As Directas PSD #3:

A eleição de um Presidente para o Partido Social-democrata reveste-se de superior importância por, entre outras, duas razões fundamentais: ser um dos maiores partidos portugueses e o escolhido arriscar-se a ser Primeiro-ministro.

Nas directas vamos conhecer a vontade dos militantes. Falta saber se essa escolha corresponde aquilo que os portugueses desejam para a presidência do PSD. A única forma que temos de procurar perceber qual o preferido dos portugueses é através de estudos de opinião que, bem sei, valem o que valem.

Segundo o estudo encomendado pela SIC/Expresso/Rádio Renascença que vai ser difundido amanhã, os portugueses preferem, de forma clara, Pedro Passos Coelho para Primeiro-ministro e, de igual forma, para Presidente do PSD. O Aventar, antecipando-se, já publicou parte dos resultados da sondagem – ver AQUI.

Ora, este estudo, pela sua independência face aos interesses dos candidatos e garantias dos seus promotores é mais uma importante ferramenta de análise para todos os militantes do partido e mais um bom motivo de reflexão. Mais do que um Presidente para o PSD, os militantes vão escolher um eventual futuro Primeiro-ministro.

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Faltam 420 dias para o Fim do Mundo

Nos últimos dias sucedem-se as notícias sobre bullying, agora foi um professor que se suicidou. Sobre o tema aconselho a leitura do artigo de Martim A. Figueiredo no i.

Este fim-de-semana temos congresso do PSD e alguns continuam a suspirar por D. Sebastião. Ou que Cristo desça à terra ou que em Mafra se cante “somos um Rio”. O Aventar estará atento. Pelo caminho, Passos avisa que colou cartazes, Aguiar Branco não acredita em Mosqueteiros (e não estamos a falar de supermercados) e Marques Guedes procura segurar Sócrates. Hoje é dia de sondagem sobre as intenções de voto nos partidos e amanhã é publicada a sondagem sobre as directas que o Aventar antecipou: os portugueses preferem Passos Coelho e os militantes?

Quem encontrar o caixote do lixo com as escutas terá direito ao Euromilhões

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