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O Coelho e as Lebres

Hoje os diferentes jornais falam na possibilidade de Paulo Rangel e Aguiar Branco se candidatarem à presidência do PSD.

O primeiro a desmentir foi Paulo Rangel. Não senhor, não será candidato e não, não foi pressionado por Durão Barroso. Já Aguiar Branco nem necessita de grandes desmentidos, percebeu-se ontem, na Quadratura do Círculo que não vai ser candidato.

Ou seja, ninguém quer fazer o papel de lebre e como se percebeu nas duas sessões de apresentação do livro de Pedro Passos Coelho, sente-se um forte cheiro a poder e um alinhamento quase unânime em torno da sua candidatura.

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Mudar

O Pedro Passos Coelho apresentou o seu livro: Mudar.

No almoço com os blogues em Lisboa, no qual o Aventar esteve presente (ver AQUI, AQUI e AQUI), o candidato a Presidente do PSD já tinha avançado com algumas das ideias plasmadas na obra.

Uma das coisas mais acertadas que disse nessa apresentação foi: “Com ou sem congresso, o PSD não pode demorar muito tempo a resolver as suas questões internas”. É a mais pura verdade.  Quanto ao resto, vou ler o livro e depois farei comentários.

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As Directas no PSD #1

Como a “coisa” promete, vou passar a publicar, de vez em quando, as notícias sobre o processo eleitoral em curso (PREC-PSD).

Para lançamento, a entrevista do Presidente da Distrital do Porto, Marco António Costa afirmando que não apoia Pedro Passos Coelho: AQUI.

Por sua vez, chegou-me hoje às mãos o chamado “Manifesto de Conciliação” organizado por um grupo de militantes que estão a recolher assinaturas com o objectivo de acelerar a realização de directas e antes de qualquer congresso.

O PREC-PSD promete.

Adenda às 16h46: Até já existe um site: PSD-Directas Já

Adenda às 17hoo: Está lançada a confusão!

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O Extraordinário Congresso Extraordinário

Eu gostava muito dos congressos do PSD, eram todo um espectáculo “extraordinário”, a modos de um F.C. Porto/SLBenfica ou, subindo a parada, um F.C.Porto/F.C. Barcelona. Foi num deles que participei em algo histórico para a blogosfera nacional: a presença e acreditação de blogues como se de órgãos de comunicação social se tratassem: o Blasfémias, o Intervenção e o 31 da Armada.

Enfim, todo um programa.

Num célebre dia, os militantes do Partido Social Democrata, entenderam que era chegada a hora de eleger o Presidente do partido através de eleição directa (um militante, um voto). Pelo caminho, as quotas passaram a ser pagas por cheque ou multibanco, numa vã tentativa de evitar a fraude e os clássicos sindicatos de voto. É não conhecer a capacidade de desenrascanço e de tornear as regras tão típica dos portugueses (e dos latinos).

Entretanto, depois do desastre eleitoral das últimas legislativas, foi anunciada a realização de novas directas para eleger um(a) novo(a) líder para o partido. Nada surpreendente: perante um PS com uma herança governativa inenarrável, o PSD conseguiu o milagre de obter um dos seus piores resultados de sempre.

Porém, quando já todos esperavam pelas directas, eis que surge um movimento liderado por Pedro Santana Lopes a exigir um Congresso Extraordinário. A ele se juntou um grupo de autarcas e as necessárias assinaturas que viabilizam a organização do dito. Confusos? Não, é a política.

Como seria de esperar e a exemplo das condições climatéricas dos últimos dias, chovem as mais diversas opiniões sobre o tema: ver AQUI, AQUI, AQUI, AQUI, AQUI e ainda AQUI.

Nas duas mil e tal assinaturas, aposto, estão os nomes de alguns dos anteriormente acérrimos defensores das directas. O que será que os fez mudar de opinião? Serve o congresso para discutir os verdadeiros problemas do país e as alternativas a apresentar pelo PSD? Só quem não conhece ou não se lembra destas antigas manifestações do Portugal laranja profundo, é que pode acreditar em tal. Se o objectivo é preparar uma alternativa de governo, seria mais acertado realizar algo do género dos “Estados Gerais” ou, por hipótese, reunir os barões, baronesas, baronetes e quejandos numa qualquer sala de reuniões de hotel. Sempre se podia tomar um chá acompanhado de scones, enquanto se discutia o futuro da pátria. Para disfarçar e dar aquele ar, sempre muito democrático, de seres atentos ao pensar do Povo faziam uns especiais na província convidando os regedores locais, a modos de uma tournée tipo a que realiza o grande Quim Barreiros.

E que tal deixarem-se todos de tretas e truques e começarem, realmente, a trabalhar para o lançamento de uma verdadeira alternativa ao actual PS? Comecem por marcar uma data para as directas – mas uma data que dê tempo aos candidatos apresentarem as suas ideias, as suas propostas e os seus projectos. Por exemplo, final de Abril e com o limite para entrega das candidaturas em final de Fevereiro. Sempre se tinha, pelo menos, mês e meio para os candidatos percorrerem as diferentes secções.

Agora, um congresso extraordinário? Para quê?… Olha, encontrei uma razão válida: as audiências das televisões, dos jornais e dos blogues. Afinal, o extraordinário congresso extraordinário serve para alguma coisa: para combater a crise na comunicação social! Ena pá, genial! Vamos a isso que a malta agradece.

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O Regresso A Um Certo Passado

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MARCELO DEIXA ANTEVER UM REGRESSO

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A ala caquética do PSD anda contente. O Professor Marcelo deixa, nas entrelinhas e em privado, perceber, que em Janeiro, quando a actual líder marcar as directas, avança para lutar pela liderança.

Passos Coelho, não vai ter vida fácil nessa luta.

Não estou convencido de que Rebelo de Sousa seja o melhor para o partido, e muito menos para o País, do mesmo modo que me parece que Passos Coelho, também o não é. Mas pelo que se vai vendo, não aparece ninguém, com perfil e capacidades para se candidatar, e mudar radicalmente o PSD. Este partido tem de deixar de seguir, para ser seguido, ou corre o perigo de, aos poucos, passar a ser um partido marginal. E nem um nem outro dos candidatos, parecem ter o necessário para o conseguir.

Com o sr Professor Marcelo, regressamos a um certo passado que não tem muita glória. Com o sr dr Pedro, avançamos sem a força e o carisma necessários para fazer a diferença.

Os deuses nos ajudem, antes que o céu nos caia em cima da cabeça.

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