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A Incomodidade dos Blogues
Colocado por Carlos Fonseca em blogosfera em 20 de Fevereiro de 2010
A blogosfera para os ‘velhos do Restelo’ é um espaço de crime, de ignomínias e de toda espécie de ódios e maledicência. Ontem, na edição ‘on-line’ do Jornal de Negócios o artigo ‘Blogue Portugal’, de Leonel Moura, converteu-se em mais um texto esquizofrénico de ataque a blogues e blogueres.
A esquizofrenia do citado escrito, na parte final, também pretende flagelar parte dos jornalistas actuais, aquela que ousa transpor para a comunicação social todo o veneno de que a blogosfera está impregnada. Na palavra de Moura, os blogues são “ uma rede por onde circula alguma informação dispersa e nem sempre verídica e sobretudo opiniões, amores, compadrios, frustrações, manias, rancores e ódios. Enfim, a tragicomédia no seu esplendor” (sic).
Este tipo de argumentos não é inédito. Já ouvira coisas parecidas de algumas figuras ligadas ao jornalismo e à literatura. Trata-se, pois, de posição muito comum de determinadas pessoas que vivem dos jornais e dos livros. Têm o perfil de cinquentenários recentes ou de há certo tempo – curiosamente, diga-se, parte deles são mais jovens do que eu.
Leonel Moura é mais um a fingir não compreender a transformação revolucionária da vida no nosso planeta, com a criação da plataforma Internet, e todas as demais que, com o decorrer do tempos, a utilizam como suporte e/ou lhes estão associadas; e digo fingir, atendendo a que o artigo acaba por revelar o espírito interesseiro do autor.
Com efeito, depois de também desancar nos tais jornalistas maus, os que usam e frequentam o mundo nauseabundo dos blogues, o Sr. Moura sai-se com esta: “…como se explica que apesar desta intensa campanha de insultos e intrigas contra Sócrates e o PS, estes continuem a ganhar eleições e ter boas sondagens?” (sic). Com esta tirada, o homem deixou cair a máscara: o incómodo dos blogues, para ele, corresponde a um sentimento de sofrimento por Sócrates, com Sócrates e só Sócrates.
Da opinião de Leonel Moura, transparece claramente que o ideal dos ideais seria aplicar à comunicação social portuguesa o modelo do amigo Chavez, incluindo a medida de jugular os Blogues. Apenas não se jugulariam os ‘Jugulares’, por mera precaução contra redundâncias.
Leituras
Colocado por Fernando Moreira de Sá em blogosfera em 23 de Janeiro de 2010
Picaretas falantes
Colocado por José Freitas em política nacional em 19 de Janeiro de 2010
(vídeo no final)
Hoje, final da reunião entre o ministro das Finanças e a delegação do CDS-PP para debater o orçamento de Estado.
Como manda o protocolo, os elementos do partido da oposição saem primeiro e falam à comunicação social. Depois é a vez do ministro das Finanças. Teixeira dos Santos é “atacado” por microfones dos jornalistas. Espetados, os receptores de áudio esperam grandes notícias. Neste momento, a alguns elementos da tropa da comunicação social só interessa uma coisa: que haja uma resolução. Querem uma grande notícia à viva força. Sobretudo os das televisões. Querem, querem não, exigem algo de concreto que sirva para alimentar os noticiários e debates dos três canais de notícias.
E agora uma coisa completamente igual – um editorial do DN
Colocado por XXX Fernando Nabais XXX em educação, geral em 27 de Novembro de 2009
A propósito disto, tenho a dizer o seguinte:
No primeiro parágrafo, o editorialista recorre à habitual pobreza argumentativa que consiste em afirmar que todas as classes profissionais devem ser tratadas da mesma maneira, porque são classes profissionais. Não haverá classes profissionais em que todos possam ter a possibilidade de aceder ao topo da carreira? Não será que um professor em fim de carreira desempenha as mesmas funções que um outro no início? O que é um lugar de topo na carreira docente?
O autor considera que a decisão ministerial de acabar com a divisão em categorias é um “gesto carregado de valor simbólico”, como que reduzindo esse acto a um favor feito a uma classe refilona. O calculismo que parece presidir à actuação de Isabel Alçada terá visto nesse gesto a oportunidade de ganhar terreno negocial. A verdade, porém, é que a criação dessas duas categorias, tal como foi posta em prática, constituiu uma dos momentos mais absurdos – e foram muitos – do legado de Maria de Lurdes Rodrigues. Acabar com isso é muito mais do que um acto simbólico, é um imperativo ético.
Seguidamente, o autor ajusta contas com o passado, afirmando que “raríssimas foram as vozes entre eles que tiveram a inteireza de denunciar em público a farsa na qual se transformara a pretensa avaliação em vigor.”
Deduzo que o jornalista que escreve esta peça – porque deve ser um jornalista – tenha investigado o suficiente para saber, sem margem para dúvida, que as vozes foram raríssimas e a avaliação uma farsa. Do mesmo modo, só através de uma aturada investigação se pode concluir que os créditos para progressão na carreira foram “amealhados tantas vezes sem critério” (sublinhado meu) ou que os relatórios eram feitos em “copy-paste”. É essa mesma investigação rigorosa e nada facilista que confere ao jornalista toda a legitimidade para lançar sobre uma classe inteira o anátema de “laxismo moral”.
Sou professor há mais de vinte anos e já vi de tudo na profissão, incluindo laxismo. Sou leitor de jornais há mais de vinte anos e já li de tudo, incluindo falta de rigor. Só tenho um problema: por uma questão de exactamente de rigor, sou avesso a generalizações e procuro, por isso, sopesar afirmações e só por brincadeira me dá para andar a dizer mal por atacado dos portistas, das mulheres, dos jornalistas ou dos professores. Se eu fosse jornalista, faria o mesmo. Se fosse jornalista e me fosse concedido o direito de escrever editoriais, teria ainda mais cuidado com as minhas opiniões, porque acredito, sinceramente, que escrever um editorial, tal como dar uma aula, não é o mesmo que estar a conversar descontraidamente com amigos, exercendo o saudável direito de dizer disparates, que é o que faz qualquer treinador de bancada, tratando-se de futebol, ou qualquer pedagogo de sofá, quando o tema é educação.
Um jornalista deve produzir afirmações responsáveis e comprováveis, sob risco de cair num “laxismo moral” que acaba por constituir um verdadeiro insulto à classe a que pertence. Face a isto a isto, fico tentado a generalizar.
A parvoíce não poupa ninguém
Colocado por José Freitas em geral em 27 de Novembro de 2009
Albert Einstein, um dos poucos homens que deveria ter sido autorizado a flutuar acima de todos os outros, deverá ter morrido sem esta certeza. Para aqueles mais dados às prosaicas parvoíces do dia a dia, resta-nos o lamento, o desabafo livre e uma certa dose de indignação.
Algumas pessoas não devem mesmo saber onde têm a cabeça. Duvidam? Vejam então a notícia do ionline, segundo a qual “durante 13 minutos, as conversas dos jornalistas estiveram a ser gravadas por um funcionário do Ministério da Educação”. “Enquanto os jornalistas esperavam por uma declaração do secretário de Estado-adjunto da Educação (…) o funcionário entrou na sala de imprensa e pôs um gravador junto dos microfones e dos tripés que estavam em cima da mesa. Ninguém deu conta de que o aparelho estava a gravar. Durante vários minutos, as conversas dos jornalistas giraram à volta das notícias do dia, nomeadamente sobre o caso Face Oculta. Comentários informais foram trocados entre colegas que não se aperceberam de que estariam a ser escutados”.
Lindo, não é?
Como se inventam notícias
Colocado por Luís Moreira em Sem categoria em 21 de Novembro de 2009
Hoje os jornais e televisões arranjaram uma notícia que diz tudo dos métodos a que estes senhores da Comunicação Social, recorrem, para vender .
O José Godinho, o preso, esse, ganhou seis concursos públicos lançados pelo exército.
É óbvio que estes concursos públicos para terem resultados agora, foram lançados há vários meses atrás, quando não havia "Face Oculta" nem o Godinho estava arguido, nem acusado e muito menos preso. Depois, quem concorre, são as empresas e não o sr. José Godinho, entidades distintas. Como lembra, aí em baixo o José Magalhães, as empresas sucateiras continuam a precisar de fazer negócios, pois têm vencimentos para pagar.
Mas, os senhores jornalistas, usam mais crimes para fazer notícias do que os crimes que supostamente noticiam. É que agora já aí temos os gentios a dizerem que até o exército…
No entanto, esta falsa notícia não tem castigo e percebe-se bem porquê. Alguns agentes da Justiça precisam dos jornalistas e estes precisam de vender papel para ganhar a vidinha, e portanto, tudo isto é um círculo mafioso em que notícia encobre o que importa e lança suspeitas. O sr Godinho ganhou? ah! aí está mais uma "Face Oculta"!
Difamações que deviam envergonhar estes senhores que se dizem jornalistas, que se humilham, diariamente, a fazer fretes.
Bastava falar, previamente, com um representante do exército, não era?











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