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Aguiar-Branco: o preço da lealdade
Colocado por J. Mário Teixeira em política nacional em 22 de Março de 2010
É voz corrente, dentro e fora do PSD, que a escolha do próximo líder social-democrata, será também, a escolha do próximo Chefe de Governo.
Futurologia à parte, aquilo que, para mim, está em causa, além da escolha do líder do PSD, são os valores dominantes dos seus militantes. E nesse aspecto, devo dizer que as previsões disponíveis não são muito agradáveis.
Pelo terceiro lugar ocupado por Aguiar-Branco, conclui-se facilmente que o valor da lealdade não suscita admiração por banda dos militantes do PSD. Porque foi e é esse o sinal distintivo de Aguiar-Branco ao longo dos últimos tempos: o da lealdade para com a liderança do partido mesmo quando não estaria de acordo, o da lealdade no exercício das funções de líder da bancada parlamentar não trocando o sentido de responsabilidade na discussão do Orçamento do Estado a troco de protagonismo, e o de lealdade para com o compromisso assumido de só avançar como candidato para a liderança do PSD após findo o debate do Orçamento.
Nas sucessivas previsões, vejo à sua frente Paulo Rangel, que repetindo o ambíguo chavão da ruptura, deu o dito por não dito e mandou à fava o compromisso de ficar no Parlamento Europeu, e passou uma rasteira a Aguiar-Branco para se candidatar primeiro do que este a todo o vapor.
Resta a liderança, por enquanto, de Pedro Passos Coelho, que não sendo para mim o melhor dos quatro candidatos, a sua eleição sempre poderá revelar-se uma manifestação dos militantes em se desembaraçarem de barões e de traições.
Se a lealdade não for premiada, que seja a do arrojo em tentar algo diferente. Se Rangel ganhar, o PSD voltará a prestar ao país mais um péssimo serviço: o de premiar a ganância sem escrúpulos, enterrando de vez a lealdade no cemitério dos princípios.
O Regresso A Um Certo Passado
Colocado por José Magalhães em Sem categoria em 21 de Novembro de 2009
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MARCELO DEIXA ANTEVER UM REGRESSO
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A ala caquética do P
SD anda contente. O Professor Marcelo deixa, nas entrelinhas e em privado, perceber, que em Janeiro, quando a actual líder marcar as directas, avança para lutar pela liderança.
Passos Coelho, não vai ter vida fácil nessa luta.
Não estou convencido de que Rebelo de Sousa seja o melhor para o partido, e muito menos para o País, do mesmo modo que me parece que Passos Coelho, também o não é. Mas pelo que se vai vendo, não aparece ninguém, com perfil e capacidades para se candidatar, e mudar radicalmente o PSD. Este partido tem de deixar de seguir, para ser seguido, ou corre o perigo de, aos poucos, passar a ser um partido marginal. E nem um nem outro dos candidatos, parecem ter o necessário para o conseguir.
Com o sr Professor Marcelo, regressamos a um certo passado que não tem muita glória. Com o sr dr Pedro, avançamos sem a força e o carisma necessários para fazer a diferença.
Os deuses nos ajudem, antes que o céu nos caia em cima da cabeça.
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