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O que se diz por aí

No Haiti, a ajuda humanitária passou a ser a grande preocupação, com com corpos empilhados nas ruas, urge assegurar a saúde pública. De Portugal vai seguir a AMI, e um pouco por todo o mundo seguem auxílios. Mas é já mais do que tempo de começar a ouvir os especialistas para evitar mais catástrofes no futuro. A ciência humana deve ser de todos e para todos.
Por cá o mau tempo continua a fazer das suas e são já dez distritos em alerta, tudo a norte e centro do país. Pelo menos em em Gaia já fez das suas. A malta aguenta…
Também é notícia que em Palmela um café foi assaltado à mão armada e levaram tabaco e a máquina registadora. Vamos lá ver: à mão armada tinha de ser, pois não iam conseguir os seus intentos doutra maneira pois as pessoas ainda não se habituaram a serem assaltadas. Se nós colaborássemos, tudo seria mais pacífico.
Entretanto o Governo vai começar a negociar com a Oposição a viabilização do Orçamento do Estado. Sabemos que estas coisas resolvem-se por telefone, em “encontros informais” e conversas de corredor, mas protocolo é protocolo.

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Professores e Ministério: não há fretes para ninguém

Parece que hoje é o dia P. P de proposta! Correcção pós-publicação: no site do SPN já podemos ler a última proposta do ME.
A luta dos professores é pela dignidade das suas carreiras, mas é também algo muito mais amplo do que isso. Por um lado trata-se de mostrar a toda a população que nem um governo maioritário consegue vergar a maioria do povo e, prova, também por isso, a todos os poderes e respectivos pretendentes que não é possível fazer tudo, ainda que às vezes pareça.
Depois das eleições, o PSD avança com as duas mãos para uma espécie de acordo com o PS, o que até nem foi mau para resolver um problema que estava criado – o da avaliação dos dois últimos anos. E desde então as reuniões entre os sindicatos e os novos donos da 5 de Outubro foram-se sucedendo.
O Bloco central de interesses, PS e PSD colocaram as suas máquinas no terreno – o PS pelo lado do governo e em alguns movimentos de opinião unipessoais. O PSD através da FNE.
Acontece que as propostas do ME não são melhores que as de Maria da Lurdes – e se os problemas, antes, eram as opções políticas, não é por mudar de personagem que o enredo muda. Isto é, a “Santa” pode passar de Lurdes a Isabel, mas o pecado continua lá. E por isso só posso aplaudir, como se de um golo do Saviola se tratasse, as declarações de Mário Nogueira ao Rádio Clube.

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Literatura e negociações, uma ministra a brincar com coisas sérias

O Ministério da Educação apresentou a sua proposta negocial. Na minha primeira leitura do papelucho o esssencial, as quotas para progressão na carreira continuam, agora em 3 escalões, os titulares mudam de nome, uma reinação completa.

Se o assunto não fosse sério diria que a nova ministra confunde literatura para adolescentes com estatuto da carreira docente.

Como é sério digo que quem brinca com o fogo também se queima.

Nada de surpresas, é um ministério do governo de Sócrates, o homem que não aprende, insiste, insiste, insiste. Até que a bilha se parta.

 

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Ministra, Professores, Partidos, Sindicatos, movimentos

Tenho aventado com alguma insistência a ENORME vitória que os Professores conseguiram! Uma vitória com TODAS as letras: V-I-T-Ó-R-I-A.

Tal certeza resulta da permanente presença das temáticas em torno da classe no espaço mediático, no espaço púlbico e no palco político e partidário.

De uma maneira ou de outra há muita gente a tentar apanhar a onda – o Paulo Portas tem sido o mais descarado e dele espero pouco, ou mesmo nada, tão convencido que estou de que será ele a moleta do Governo.

O movimento gerado pela classe só aconteceu porque houve Professores.

Só aconteceu porque houve sindicatos.

Só aconteceu porque houve movimentos.

Só aconteceu porque aconteceram todos, uns e outros e importa muito pouco perceber quem aconteceu mais.

Agora, não aconteceu porque havia partidos. Não aconteceu porque há partidos. Entendo onde eles querem chegar e aplaudo todas as iniciativas parlamentares, mas a centralidade deve ser colocada entre o Ministério e os sindicatos, representantes democraticamente eleitos dos professores.

É às estruturas sindicais, representantes, de facto, de mais de 50% da classe (obviamente, há professores que não estão sintonizados com as direcções sindicais, mas estando de fora, limitam-se a dizer que não) que compete representar os professores.

O que exigimos, enquanto professores é que o Mário Nogueira, meu camarada da FENPROF e o João Silva, meu homónimo da FNE tenham a capacidade de perceber o que quer a ESCOLA PÚBLICA. Se o conseguirem, vamos sair todos a ganhar.

Todos não, porque talvez o Paulo Portas fique a perder.

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