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“Portugueses, Temos o Papa Connosco”

Imagem maior aqui. Subscrevo integralmente as palavras de Luis Manuel Cunha.

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Três efes? Não, B de Bruna!

Nas últimas semanas os chamados três efes regressaram em força, como se um movimento desconhecido decidisse em concertação o seu regresso simultâneo. Vejamos: novo disco dos Deolinda, disco da nova revelação do fado castiço Ricardo Ribeiro, novo disco de António Zambujo, o Benfica sagrou-se campeão nacional de futebol, Mourinho apurou o Inter de Milão para a final da Liga dos Campeões contra o Barcelona, o Papa veio a Fátima. Foram notícia? Sim, uns mais, outros menos, foram andando nas bocas do mundo.

Entretanto, em Mirandela, uma professora tira a roupa quase toda e deixa-se fotografar para uma revista. Resultado: Adeus fado, passa bem Benfica, arrivederci signor Papa, Benvinda  Bruna, welcome, du bist willkommen, papava-te toda darling, para uns, vade retro, és uma vadia, bye bye deixa em paz as criancinhas, ganda vaca, para outros. Só aqui, no Aventar, em dia e meio, mais de vinte mil pessoas procuraram sempre o mesmo nome. Sócrates? Obama? Ratzinger? Angela Merkel? Lula? Cameron? Isso queriam eles! Bruna, muito mais Bruna do que os efes e os políticos todos juntos.

Nestes dias Portugal escreve-se com B maiúsculo, pois claro, B de Bruna, B de “Boa-comó-milho”, B de “Bai-tembora”, B de Bortugal. O resto é só conversa. A Bruna não, a Bruna, dizem os vinte e tal mil visitantes que cá vieram ver a professora, a Bruna é que é Real.

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A roupagem do poder – o Papamóvel!

O Papamóvel é um exemplo da “roupagem” de que o poder necessita para “demarcar” o território de que é soberano. Colocar o Papa acima dos outros homens é como o “elevar” à condição de alguem que está logo abaixo de Deus. Que tem com Ele uma aproximação que não é permitida a mais ninguem, que fala com Ele todos os dias, que tem a chave da “terra prometida”!

Foi o que me ocorreu qundo hoje, por mero acaso, me encontrei com a comitiva papal. Um aparato de motas e carros tudo em silêncio, o helio que nos sobrevôa, a ambulância, os dignatários civis e religosos, até o adeus dos seres humanos e os gritos, aqui e ali, tentados, compõem uma “liturgia” que tem em vista “demarcar” essa distância que  eleva o Papa à condição de “acima do humano”.

Não é só a religião que traduz o poder nessa composição visual, o Estado tambem o faz embora com menos aparato, aí funciona mais “a força bruta” , o exibir os edificios magestosos( Madrid foi construída monumental para ser a capital da peninsula e no centro do hexágono), a capacidade de se mostrar nos espaços mediáticos, tudo bem mais terreno, a exibição das forças armadas, a polícia…

Lembro-me de um excelente filme (cujo nome, em Japonês, não me ocorre)  que face à morte do rei, que representava o país unido, num território devassado por guerras entre guerreiros poderosos e territoriais,  a nomenklatura o substituiu por um sósia e o manteve à distância, com as mesmas “roupagens”, fazendo crer aos povos, finalmente em paz, que se tratava do seu senhor!

Somos nós, o povo, o homem e a mulher  que faz todos os dias pela vida que precisa de uma componente “éterea”, alguem que garanta a paz? O poder a que em última instância se recorre? Quem olhe por nós? Queremos acreditar que na solidariedade, na justiça, na segurança, há quem “trate dessas coisas?

Cientistas sociais, os primeiros a apontar o dedo a estas manifestações de poder e a ajudar os povos a uma maior autonomia, satisfeitas as necessidades básicas dos povos, confrontam-se agora com gente desiludida, sem esperança e voltam a indicar essa componente “éterea” como essencial a uma humanidade mais realizada!

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Papa lá a República

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Em 2010 a peregrinação do Papa Ratzinger à sucursal de Fátima serviu também para provocar a República em seu centenário.

A operação foi bem sucedida através de Cavaco Silva que se comportou como um reizinho devoto, com netinhos e tudo.

A causa monárquica ficou feliz e contente.

Engano seu.

Ficou demonstrada a nobreza da República: até um imitador dos herdeiros do poder por jurisprudência divina pode ser eleito seu Presidente.

Suprema virtude da República, que bem ou mal os escolhe, comparando com a monarquia, que os herda sem ninguém os escolher.

pintura digital roubada a Carlos Paes

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O Papa Equilibrista

Ainda não me manifestei sobre a presença do Papa em Portugal. Começo pela declaração de interesses habitual: balanço entre o ateísmo e o agnosticismo.

Posto isto, nada tenho contra a presença do Papa em Portugal. Contra a promiscuidade entre estado laico e igreja católica, sim, tenho, mas não é isso que motiva este texto.

Naturalmente que eu não esperava que o Papa viesse a Portugal defender o casamento dos padres, a união civil dos homossexuais, o aborto, a ordenação de mulheres. Penso que os católicos devem resolver os seus problemas internamente e posicionarem-se da forma que melhor entenderem face ao mundo actual e à sua fé ancestral que muitos acreditam eterna.

Também não esperava que prescindisse de uma teatralidade em que a igreja católica se especializou, de um mega-espectáculo cénico de afirmação de poder, de pompa e de soberba quase obsceno, nem de uma marcação absolutamente ensaiada no espaço físico e mediático.

Acontece que notei, pelas suas palavras, que este Papa tem um discurso radicalmente – aqui a palavra usa-se atendendo às inúmeras  condicionantes existentes – diferente do do seu antecessor.

Este Papa diz coisas, “vê-se” que pensa coisas. Leia o resto do post »

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a 13 de maio na cova da iria

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Os papas não visitam Portugal, vêm ao 13 de maio.
Não houve no século XX maior valorização de terra que a ocorrida em Ourém, duns  metros quadrados de azinheiras ao orçamento da diocese.

Os papas, já são 3, vêm visitar a sucursal da Fátima, dizem uns disparates, e regressam à empresa mãe.

O resto é marketing e subserviência.

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Música para o Papa # 2

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Desonestidade Intelectual

COMO SE FORA UM CONTO

A desonestidade grassa por aí. Faz parte da vida dos nossos dias. Olhando bem, a intelectual é talvez a que mais se nota.

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Nestes dias da visita do Papa a Portugal, muitos, demasiados, previram que os Portugueses iriam demonstrar uma indiferença e um afastamento enormes.

Previsões erradas e desprovidas de bases seguras, no entanto afirmadas e reafirmadas como verdades absolutas.

Às mesas dos cafés, nos locais de trabalho, nos blogues, nos jornais, nas televisões, em tudo quanto é sítio e lado, têm sido inúmeros os ditos jocosos, a chacota e os disparates, de muitos que se dizem agnósticos, ateus, laicos e sérios. A tentativa frustrada de desmotivação das pessoas, e a sobranceria e intolerância das suas opiniões só pode ser considerada patética. O ódio tem estado patente em muitas das palavras proferidas.

Esquecem, porque não sabem Leia o resto do post »

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Música para o Papa # 1

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Diário da visita

Querido diário,

hoje tive uma visão do inferno. Vi o  Joe Ratz, com aquela cara de fuinha que ele tem, deve ser o único tipo no mundo que nem todo vestido de branco fica com cara de bom, a receber uma camisola do benfica-salvo-seja (tento evitar esse nome, prefiro dizer “clube ruim”) com a inscrição “Bento 16″. O demónio estava distraído, caso contrário tinha posto ali um câmarapereira a cantar “eu cá p’ra mim não há maior prazer do que o selim e a mulher” e levava, de uma assentada, todas as alminhas lusitanas.

Antes disso, vi o Joe Ratz em Belém, a beijar os cavaquinhos. A senhora do prós-e-contras estava babada como se fosse a avozinha deles, e dizia que os cavaquinhos nunca mais se vão esquecer deste dia. A dama nº 1 estava preocupada porque já eram as 3 em Roma e ainda não tinham servido a comida ao Joe Ratz. Nem o papa morre nem a gente almoça, dizia, à socapa, morto de riso, o mais reguila dos cavaquinhos.

E nestes entreténs, passou-se bem o dia.

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Visita do Papa – Vamos a Contas…

Pobres e pouco alegres, quando é necessário e mais a mais estamos perante a visita de um alto dignitário do Vaticano, lá desenrascamos uns milhões para a festança e a pitança, mostrando ao mundo sermos gente generosa e acolhedora. Cuidámos sempre de nos apresentar como afável e simpático povo. É um complexo ‘luso-colectivo’ de exportação, porque, internamente, não somos bem a mesma coisa, como diz o anúncio.

Segundo o  PUBLICO, em notícia que se propagou por jornais estrangeiros, LE MONDE por exemplo, o custo directo diário da visita do Papa está estimado em 37 milhões de euros, atingindo um total de 800 milhões para o período total da visita – números revelados por um estudo do Prof. Luís Bento da Universidade Autónoma de Lisboa.

Trata-se de um belíssimo investimento na fé, asseveram uns. Outros, como eu, não acreditam em milagres e esperam o anúncio das medidas draconianas a depauperar, ainda mais, os bolsos já vazios ou quase de muitos milhões de portugueses. Sexta-feira próxima, ou no limite segunda-feira, cá estaremos para ouvir Sócrates ou um seu ministro dizer: “vamos a contas’. Até lá, oremos.

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O Vaticano e o período da pornocracia. 1 – De Sérgio III a Estevão VIII


A Origem do Mundo, de Gustave Coubert

O Xico da Amora e outros leitores do Aventar ficaram muito incomodados pelo facto de, em post anterior, eu me ter baseado na Wikipedia para fazer uma resenha histórica da ligação entre o Papado e o Putedo. Esquecem os nossos prezados leitores que o Aventar é apenas um blogue e que enciclopédias, obras especializadas e quejandos devem ser servidas em locais próprios que não este. Utilizo-os muito, sim, mas na minha actividade profissional paralela ao ensino (ui, se o Miguel Abrantes sabe!)
Mas como os clientes têm sempre razão, prometo não me basear apenas na Wikipedia no post que agora escrevo sobre o período da Pornocracia no Vaticano. Um período que ocupou uma parte substancial do séc. X e os pontificados de Sérgio III, Anastácio III, Lando, João X, Leão VI, Estevão VIII, João XI, Leão VII, Estevão IX, Marino II, Agapito II e João XII.

Comecemos pela origem da palavra. Segundo a «Encicopédia Lello», Pornocracia é a influência das cortesãs, ou seja, das putas, na governação de um país ou instituição. Uma palavra de origem grega – kratos significa poder e porne cortesã. O Cardeal italiano César Baronius, no séc. XVI, foi o primeiro a referir-se a este período, baseando-se nos escritos de Liudprando de Cremona, diácono de Pavia que viveu entre 922 e 972.

A fase da pornocracia no Vaticano iniciou-se com o Papa Sérgio III. Conhecido como o Boca de Porco, foi eleito no ano de 904. Foi amante de Teodósia e da sua filha, Marósia,que estava casada com um nobre italiano desde 905 e que voltaremos a encontrar na história de outros pontificados. Com Marosia, teve Sérgio III vários filhos ilegítimos, um dos quais viria a ser eleito com o título de João XI. Durante a sua governação, mandou degolar o seu antecessor, Leão V. Leia o resto do post »

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Leiam e reflictam

(Leiam a notícia em baixo e reflictam. Reflictam sobretudo em algumas das enganosas mensagens que ela contém:

“Europa decadente de valores” Que autoridade tem Carlos Azevedo e Bento XVI para falarem em decadência de valores? Que olhem bem para dentro da Igreja e do Vaticano antes de falarem em decadência de valores nos outros.

Falar de “crise espiritual” da economia e da política, pela boca de uma instituição acusada de pedofilia no mundo inteiro e de crimes economico-financeiros de alto calibre, é, no mínimo, desconcertante!

Mensagem de “missão” para “despertar os cristãos adormecidos”. Adormecidos pela anestesia de Fátima, ou acordados pela realidade de uma mentira monumental?.

“Se tivesse havido consciência ética não teríamos chegado ao descalabro económico”. Carlos Azevedo ou é ingénuo ou pretende atirar um punhado de areia aos olhos das pessoas. Onde está a ética do Vaticano? No encobrimento da pedofilia? Na ligação à mafia, à loja maçónica, ao holocausto da Croácia, à ajuda na fuga dos criminosos nazis? Na sinistra actividade de Paul Marcinkus, pedra basilar do Vaticano? No mais que suspeito assassínio de João Paulo I? No banho de sangue dentro da Guarda Suiça, escandalosamente abafado? Além disso, não sabe Carlos Azevedo, porventura, que o Vaticano foi sempre, e é uma das personagens principais do palco económico-financeiro onde decorre a dramática peça do capitalismo selvagem?

“O contexto de crise traz exigências de simplicidade de vida e austeridade”. É preciso o Sr. Carlos Azevedo ter um camião Tir de descaramento para dizer uma coisa destas, quando toda a gente conhece o luxo da igreja e a sua total falta de simplicidade. É preciso muito pouco senso para dizer isto aquando de uma VISITA PAPAL IMPERIAL  repleta de luxo, vaidade, ostentação e desprezo pelos famintos e desempregados de Portugal e do mundo).

“Temos de encontrar uma nova forma de viver”. Talvez aquela que Leonardo Boff mostrou ao mundo na sua Teologia da Libertação, que Ratzinger arrumou de vez, não fosse o diabo tecê-las, e que, ao fim e ao cabo, foi a que Cristo ensinou.  Essa mesma forma de viver, simples e austera que a igreja católica atraiçoou e desde há séculos renegou, virando-a completamente do avesso).

******************* Leia o resto do post »

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Vade retro!


E eu, via Aventar, não quero deixar de dar as boas-vindas a Sua Santidade.

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O medo voltou!

Carmona Rodrigues foi afastado ou afastou-se no prosseguimento de uma acusação grave.Teria favorecido a empresa Bragarques em 10 milhões de euros na permuta de uns terrenos. O Ministério Público acusou, o Tribunal ao fim de três/quatro minutos de julgamento (na 1ª sessão), considerou inocentes todos os réus. O resultado só poderia ser a absolvição e, por isso, o julgamento seria um “procedimento inútil e como tal proíbido pela lei.” E agora?

Os autarcas do Norte do país face à imposição das SCUT (pagamento de portagens) não conseguiram contratar uma empresa da especialidade para fazer um estudo. Todas têm medo de perder o seu principal cliente. O Estado socialista! É a isto que chegou Portugal! Voltou o medo!

E, claro, daqui a pouco temos o futebol, terça- feira o Papa e, mais logo, uma sessão de fados numa qualquer viela. Recorda-vos algum tempo?

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“O holocausto do Vaticano”

“O holocausto do Vaticano”

No meu penúltimo post referi o livro de Avro Manhattan, “O holocausto do Vaticano”.
Fala-se muito do holocausto nazi e de Estaline, fala-se alguma coisa da tenebrosa Inquisição, não se fala nada do holocausto praticado pela igreja católica na Croácia e não só, aquando da segunda Guerra Mundial. E a barbaridade e crueldade deste holocausto não fica a dever nada, pelo menos em qualidade, ao holocausto nazi. Em certas circunstâncias parece superá-lo.

Nestes dias de profunda mentira e hipocrisia, nestes dias de repugnante propaganda por parte do Vaticano e de todos os sectores mentalmente anquilosados da igreja, todos os alertas são poucos. A todos os não católicos e a todos os católicos que têm dignidade e sentimento de vergonha, e acredito que serão muitos, eu apelo para que leiam “O holocausto do Vaticano”. Livro banido e temido pelo Vaticano, um dos livros mais lidos no mundo, não é, por todas as razões e mais alguma, fácil de encontrar e muito menos de obter. Apesar de já o ter lido em tempos, sempre procurei encontrá-lo. Encontrei-o na Net, na versão inglesa, também traduzida, embora muito deficientemente, pelo “translate” do Google, situado no canto superior direito da página. Podem aceder a ele em www.reformation.org/holocaus.html .

NÃO DEIXEM DE LER, SE TÊM RESPEITO PELA SERIEDADE DA VOSSA ESTRUTURAÇÃO MENTAL. Leia o resto do post »

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Um segredo da vinda do Papa

O Aventar, em mais um exclusivo, vai revelar um dos pormenores mais íntimos da vinda do Papa Bento XVI a Portugal: um segredo que revela o lado mais natural e humano de Sua Santidade.

Hoje às 18 horas, a não perder.

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PETIÇAO -sobre a visita do Papa

PETIÇÃO sobre visita do papa. Para quem quiser assinar e divulgar!

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Terça-feira às 19:08
http://www.peticaopublica.com/?pi=CPL2010

Senhor Presidente da República Portuguesa,

Nós, cidadãs e cidadãos da República Portuguesa, motivados pelos valores da liberdade, da igualdade, da justiça e da laicidade, manifestamos, através da presente carta, o nosso veemente protesto contra as condições – oficialmente anunciadas – de que se revestirá a viagem a Portugal de Joseph Ratzinger, Papa da Igreja Católica.

Embora reconhecendo que o Estado português mantém relações diplomáticas com o Vaticano e que a religião católica é a mais expressiva entre a população nacional, não podemos deixar de sublinhar que ao receber Joseph Ratzinger com honras de chefe de Estado ao mesmo tempo que como dirigente religioso, o Presidente da República Portuguesa fomenta a confusão entre a legítima existência de uma comunidade religiosa organizada, e o discutível reconhecimento oficial a essa confissão religiosa de prerrogativas estatais, confusão que é por princípio contrária à laicidade.

Importa ter presente que o Vaticano é um regime teocrático arcaico que visa a defesa, propaganda e extensão dos privilégios temporais de uma religião, e que não reúne, de resto, os requisitos habituais de população própria e território para ser reconhecido como um Estado, e que a Santa Sé, governo da Igreja Católica e do «Estado» do Vaticano, não ratificou a Declaração Universal dos Direitos do Homem – não podendo portanto ser um membro de pleno direito da ONU – e não aceita nem a jurisdição do Tribunal Penal Internacional nem do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, antes utilizando o seu estatuto de Observador Permanente na ONU para alinhar, frequentemente, ao lado de ditaduras e regimes fundamentalistas. Leia o resto do post »

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A vinda do Papa não vai ter protestos

Como seria de esperar o bom senso voltou à terra e Bento XVl vai ter uma tranquila peregrinação a Portugal. As manifestações que se anunciavam de protesto renunciaram todas,  por uma simples razão. Trata-se de um Chefe de Estado soberano com quem Portugal tem relações diplomáticas ao nível de embaixadas e, não menos importante, é um símbolo religioso reconhecido por milhões de Portugueses.

E os ex-manifestantes vêm dizer que não querem ofender os milhões de católicos e que se vão ficar pelos debates.

Quem segue para a frente com a iniciativa são a gente jovem do Facebook que vão distribuir 25 000 preservativos, mas fora das vistas do Papa e da comitiva, em Lisboa e no Porto, nos acessos aos locais das cerimónias religiosas.

Mas isto é muito curioso, enquanto a vinda do Papa, representante da religião no seio da qual todos crescemos levanta uma celeuma de todo o tamanho, os véus e as burkas e os minaretes na Suiça, símbolos de uma religião que pouco nos diz, até por ignorância, são acolhidos de braços abertos.

Um dia vou perceber!

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Jesus, o Papa Portista e os Pecados Capitais

O problema era de cariz religioso e resumia-se numa pergunta: Pode haver dois papas ao mesmo tempo na mesma cidade?

- Pode – diziam no Porto – nós temos o nosso papa, o Papa Portista.

- É um papa de pacotilha. – diziam outros.

Para resolver o diferendo, e porque os apoiantes de cada lado eram muitos, escolheu-se o estádio do Dragão, que se encheu de mirones.

De Lisboa vieram Jesus e seus pupilos, entre os quais o Anjo de Maria. No Porto encontravam-se já o dito Papa Portista, o seu braço direito Jesu(aldo) e respectivas tropas.

O Papa Portista instalou-se no camarote VIP começando por incorrer no seu primeiro pecado capital: a soberba.

Jesus preferiu misturar-se com os homens e sentou-se mais abaixo, num banco junto ao relvado.

Para manter o simbolismo do acto, o juiz foi escolhido em função de uma virtude espiritual: a Benquerença.

Os apoiantes das duas facções manifestavam-se ruidosamente, nem sempre fazendo jus ao nome do juiz.

Benquerença, chegando a hora marcada, autorizou que se começassem a exibir argumentos canónicos.

Perante a argumentação opositora, e não sendo o momento adequado para negar revelações, o Papa Portista resvalava disfarçadamente para outro pecado capital: a ira. Leia o resto do post »

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