Etiquetas de Posts passos coelho
Também tu, Sócrates?
Colocado por Fernando Moreira de Sá em política nacional em 21 de Julho de 2010
Sim, tal como Sócrates: “Sócrates destacou a importância da flexibilidade laboral na Auto Europa, destacando que é com flexibilidade que se defende as empresas e o trabalho“, subscrevo a tese e sim, sou favorável a que na Saúde tal como na Educação os serviços sejam pagos por quem pode para que possam ser totalmente gratuitos para os que não podem. Isso é justiça social, o resto é oportunismo eleitoral e cegueira sindical.
Meu caro José Freitas, não se pode avançar com a mudança necessária na sociedade portuguesa sem escorraçar da CRP as teias de aranha e todos os articulados que são um óbice ao desenvolvimento justo do país. Como o dinheiro não nasce nas árvores e com as finanças falidas só lá vamos com medidas drásticas onde aqueles que podem pagam para que os restantes possam usufruir sem custos.
Seria bem mais simples o silêncio de Passos Coelho nesta matéria; seria bem mais oportuno e oportunista ficar quieto e calado à espera que o poder lhe caia no colo. É essa a tradição na política pátria. Eu prefiro desta forma, falando verdade, com risco e com rasgo. Assim todos sabemos ao que vamos e para onde vamos. É só escolher: quem preferir as coisas como estão, vota Sócrates. Quem acredita que o Estado tudo deve suportar sem contributo de quem pode e a economia nacionalizada sempre pode escolher entre Louçã e Jerónimo.
Para os que acreditam que não há almoços grátis, a escolha é óbvia.
Há crise? Não sabemos o que fazer? Façamos uma revisão constitucional
Colocado por José Freitas em política nacional em 20 de Julho de 2010
Desculpem a expressão mas é sempre a mesma merda. Quando há crise económica e financeira, e porque não sabem fazer nada sem dinheiro (muito dinheiro), os partidos políticos da oposição, dentro da esfera da ‘vocação de poder’, inventam.
Fracos de ideias e a terem de alinhar com o governo ‘dos outros’ na maior parte das soluções de carácter económico, que é aquilo que verdadeiramente interessa, procuram encontrar um caminho alternativo. E da cartola já gasta sai-lhes a brilhante ideia de fazer uma revisão constitucional.
Senhores do PSD, se lerem estas linhas fiquem a saber que não quero saber de revisão constitucional nenhuma; que penso (tenho quase a certeza) que não é preciso mexer na Constituição para fazerem a vossa política caso cheguem ao poder; quero é saber das vossas ideias e planos concretos para o país e não meia dúzia de ideias vagas e dispersas
Enfim, o país até está habituado, já teve várias revisões do documento, e a última já tem uns anitos, assim sendo, porque não propor outra… Sempre se procura marcar a agenda política, coloca-se a comunicação social a falar do tema, e como é Verão e o Mundial já acabou até há mais espaço para o assunto, e entretém-se o povo.
Em rigor, as propostas mais relevantes da proposta são obsoletas. É para dar mais poderes ao Presidente da República? O PSD diz que não. É para retirar a expressão “tendencialmente gratuita” no que diz respeito à saúde e à educação? Tirem lá isso, porque num e noutro sector já há muita gente a pagar e, aliás, todos pagamos, quanto mais não seja através dos impostos.
Dizem que é para tirar a conotação de esquerda à Constituição? Tiram lá isso, afinal não aquece nem arrefece. Houve vários governos à direita e não vi que não pudessem governar por impedimentos da Lei Fundamental.
Razões para ocupar o poder!
Colocado por Luís Moreira em política nacional em 17 de Julho de 2010
Cavaco Silva não toma medida nenhuma, deixa andar para não desagradar a ninguem. Tem uma razão para ocupar o poder. A reeleição!
José Sócrates, vê a novela do processo “Freeport” chegar ao fim, já não tem razões para ocupar o poder, pode ir embora, mas não há quem queira substituí-lo. Uma chatice de todo o tamanho!
Paulo Portas, vê os processos dos Submarinos e do Portucale aproximarem-se a grande velocidade, está na altura de ocupar o poder, já mostrou a ansiedade, a proposta está aí. CDS para o poder com o PS , mas sem Sócrates! Vai ter que esperar ou convencer Passos que, como ainda não passou pelo poder, não tem razões para ter pressa, e a crise não acabou, para quê a pressa?
E o país? Haverá alguem com razões para ir para o governo para tratar do país?
E se lá tivesse ido falar portunhol?
Colocado por Jorge Fliscorno em humor, política nacional em 11 de Julho de 2010
«Sócrates: críticas de Passos Coelho em Madrid não honram “boas tradições da política portuguesa”», no Público
Scut: Ou tudo, ou nada?
Colocado por A. Pedro Correia em geral em 23 de Junho de 2010
A discussão em volta das Scut trás, como seria previsível, ao de cima as limitações patológicas dos nossos putativos políticos.
Uns, como Rui Rio, porque querem emergir como líderes regionais e quaisquer outros horizontes lhes toldam a vista e dão vertigens. Outros, como Passos Coelho, porque abdicam da consciência da realidade em favor de princípios incipientes que, aparentando justiça e igualdade, são injustos e desiguais e que, no final, evidenciam apenas as suas limitações políticas, bem como a sua falta de coragem, de capacidade decisória e de discernimento. Quando um político, num caso de complexidades várias como este, se limita a dizer “ou tudo ou nada“, está a demitir-se da própria política e a assumir que apenas lhe interessa o mero taticismo de circunstância e que não sabe do que fala, nem mede as consequências do que diz.
Sendo o conceito de Scut um erro do antigo ministro Cravinho, que fez o que hoje todos fazem (construir sem ter dinheiro para pagar e chutar a bola para os que vierem depois), a verdade é que resolvê-lo com justiça e sentido de realidade se afigura mais difícil do que engendrá-lo. Porquê? Porque as realidades mudaram, porque as pessoas adquiriram hábitos, porque em alguns casos as alternativas se desmantelaram, porque segmentos das antigas estradas nacionais se munipalizaram, porque com a existência das Scut cessaram os investimentos em transportes e vias alternativas, porque se alteraram prioridades, etc., etc.
Que a generalidade das Scut deveria ter sido taxada desde o início (donde nem Scut se chamariam) é um facto. Mas, como se diz, cada caso é um caso e deveria ser resolvido em função das realidades envolventes e não com declarações bacocas de princípios, ou com o manto dos egoísmos regionais a pretenderem confundir as questões. Há actuais Scut que devem passar a ser pagas e outras que, pura e simplesmente, não devem, nem podem. Sem estradas nacionais alternativas, sem autocarros regulares, sem comboios eficientes não se pode abdicar delas. Leia o resto do post »
Juízo…
Colocado por Fernando Moreira de Sá em política nacional, regiões em 22 de Junho de 2010
Hoje ao final da manhã, Marco António dissipou todas as dúvidas levantadas pela imprensa, o PSD reafirmou a sua posição em matéria de portagens nas SCUTs: sim para todos. Não me espanta que o tenha feito pela voz do seu Vice-presidente, bem pelo contrário. Mais tarde, foi a vez de Miguel Relvas e assim se cortou o mal pela raiz.
Ontem Rui Rio foi, finalmente, o porta-voz do sentimento de revolta existente na GAMP, um pressentimento de quem soube escutar aqueles que, desde 2008, clamam contra a injustiça desenhada por Mário Lino e cegamente seguida pelos seus substitutos. Só quem não conhece esta realidade ou anda fechado em gabinetes é que não calculou nem viu o que se estava a preparar.
Por outro lado, Leia o resto do post »
Café Central – O Tango ‘Mano a Mano’
Colocado por Carlos Fonseca em política nacional, sociedade em 10 de Junho de 2010
José Sócrates é um político cercado por desventuras, uma das quais confessada, mas falsa: a solidão, por falta de parceiro da oposição com quem dançar o tango. Passos de Coelho, lembre-se, reagiu e afirmou publicamente estar indisponível para tal dança.
Desde a reabertura do ‘Café Central’, quem quis percebeu que o discurso de ambos é melífluo e simulado. Até porque, eles e respectivas tribos são impotentes para contrariar as ordens de Bruxelas, sob a poderosa batuta do par Merkel – Karkozy; com notória ascendência da alemã.
Ontem, conforme testemunho do Diário de Notícias, e da imprensa em geral, rosas e laranjas aprovaram na Assembleia da República o chamado PEC II; não, sem que antes essa pesada figura do ‘Cavaquistão’, Fernando Ruas, tivesse forçado o Ministério das Finanças a prescindir de controlar a admissão de trabalhadores por parte das autarquias.
Todavia, outras perversidades resultaram do acordo parlamentar entre PS e PSD: (i) efeitos da retroactividade do IRS aplicado aos rendimentos dos cidadãos; (ii) a isenção da redução das retribuições de assessores e todo um punhado de contratados políticos.
Os contributos para a crise assentam, em grande parte, no esforço do cidadão comum – assalariados do Estado e de entidades privadas, pensionistas vulgares (há os invulgares!) e desempregados. Os políticos, certamente a contragosto e por vergonha, lá contribuirão com 5% das respectivas retribuições, ao contrário dos tais assessores e contratados.
Com reclamações das minorias de direita e de esquerda, as tribos do ‘Café Central’ brindaram a aprovação do PEC II com ‘espumante da Bairrada’ – os tempos vão maus para ‘Moët et Chandon’ ou outros champanhes de renome. E, assim, no átrio do ‘Central’ os cabeças de cartaz, José e Pedro, dançaram mesmo o ‘Mano a Mano’, cujo último verso reproduzo:
“p’ayudarte en lo que pueda cuando llegue la ocasión’.
E ao José e ao Pedro não faltarão ocasiões para nos tanguear. O resto é conversa fiada.
PSD à beira da maioria absoluta!
Colocado por Luís Moreira em geral, política nacional em 29 de Maio de 2010
Na sondagem recentemente efectuada e já depois do apoio ao governo nas medidas do PEC, o PSD de Passos Coelho está à beira da maioria absoluta.
O PSD atinge 43,6% do eleitorado e o PS fica-se pelos 27%!
Do virtual para o real:
Colocado por Fernando Moreira de Sá em política nacional em 21 de Maio de 2010
Pois eu, Pedro Correia, tenho que discordar de ti.
Discordando por entender que existe uma grande confusão na tua argumentação. A primeira no tocante a um pretenso neo-liberalismo de Passos Coelho. Será que defender tratar diferente o que é diferente é ser-se neo-liberal? Será que compreender a necessidade de uma presença diminuta do Estado na nossa vida é ser-se neo-liberal? Será que acreditar na iniciativa privada é ser-se neo-liberal? Quem pensa assim só pode ter uma resposta da minha parte: então eu sou neo-liberal mesmo sabendo que não o sou. Sou apenas Liberal, ponto.
O que PPC defende é algo simples de sintetizar: tratar diferente o que é diferente. Entende que a Saúde como a Educação, etc, devem ser assegurados pelo Estado mas não necessariamente de forma gratuita. Ou seja, sendo simplista que isto é um blogue e não uma tese, garantir o acesso de todos mas sabendo que aqueles que podem pagar, o fazem de molde a que aqueles que não podem não tenham de o fazer. Por outro lado, permitindo que os privados o possam fazer por vez do Estado desde que o façam melhor e com menos custos. Isto é ser neo-liberal?
Depois vamos a algo mais grave: carácter.
Um diz “mata!”, outro diz “esfola!”
Colocado por XXX Carla Romualdo XXX em economia, política nacional, sociedade em 20 de Maio de 2010
Pedro Passos Coelho, ajudante número 1 de José Sócrates, disse hoje:
Pois é, a Constituição Portuguesa, esse manual de práticas despesistas, consagra que compete ao Estado assegurar o acesso a cuidados de saúde e a uma escolarização tendencialmente gratuitas.
Mas esta geração de pragmaticíssimos gestores transformados em políticos, e que não são mais do que marionetas trôpegas, com os cordelinhos demasiado à vista, de um poder económico cada vez mais exigente com os seus títeres, acha que a Constituição já não se serve os supremos interesses do país. Leia o resto do post »
Foi você que votou neste primeiro-ministro?
Colocado por João José Cardoso em política nacional em 15 de Maio de 2010
Eu também não
A hipocrisia em forma de pedido de desculpas
Colocado por Ricardo Santos Pinto em política nacional em 13 de Maio de 2010
Pedro Passos Coelho quer lá saber da crise, do povo ou do que quer que seja. Se quisesse, não deixava passar um conjunto de medidas que vão afectar sobretudo os mais pobres.
Mas como o pobre vai sem esmola, mas não vai sem resposta, aqui está: não, não desculpo, sr. Coelho. E no momento do voto, cá estarei para recordá-lo do que fez hoje.
Aliás, se quer pedir desculpa, peça sobretudo aos que confiaram em si para liderar o PSD. O senhor deve ser caso único no mundo: consegue ser um líder da Oposição que ajuda a aumentar os impostos, ficando com o ónus dessa medida como se estivesse no Governo.
Nem Sócrates faria melhor.
Governo – A táctica da jibóia
Colocado por Luís Moreira em política nacional em 12 de Maio de 2010
Desperto para o problema após açoites continuados dos principais parceiros europeus, Sócrates, bem ao seu estilo, ensaia a táctica da jibóia. Vai apertar tanto Passos Coelho que o esmaga e o deglute em três tempos.
A primeira manifestação teve-a logo na primeira reunião com o líder do PSD quando no mesmo dia os seus ministros enviavam para a sociedade sinais contraditórios. Os megainvestimentos seriam reanalisados mas no dia seguinte assinava uma qualquer autoestrada no centro do país com o seu amigo Jorge Coelho e dois dias depois o TGV de Poceirão.
Se Passos Coelho deixa passar a imagem de que os custos da situação não são contrabalançados por medidas estruturais, acaba num “abraço de morte” de que não sairá incólume. Se Sócrates pode fazer a mesma política de braço dado com o PSD que razões há para mudar? Se pode partilhar com Passos Coelho os custos de uma política desastrada, autista, que levou o país esta lamentável situação, não hesitará um segundo.
O líder do PSD deve contribuir para uma solução, mas afastando-se, ao mesmo tempo, desta política que o PS desenvolve há dez anos e que teve como resultado um país mais pobre e mais injusto.
O 1º erro do novo PSD ou o último erro do velho PSD ?
Colocado por Luís Moreira em economia, geral, política nacional em 30 de Abril de 2010
Um erro tremendo de Passos Coelho que Sócrates aproveitou com a esperteza saloia habitual. O PSD, perante a pressão externa fez o que tinha a fazer. Estender a mão ao governo e juntar-se ao Presidente na contenção dos prejuízos. Dar uma imagem de coesão é fundamental nestas circunstâncias.
Mas José Sócrates não deu nada em troca, apanhou a boleia e “cuspiu” no carro que o tirou do meio da estrada. Aproveitou , imediatamente, a situação para vir reforçar a ideia da inevitabilidade dos mega projectos. Por um lado fez crer que Passos Coelho está a favor, nestas circunstâncias, de promover obras públicas mastodônticas. Por outro lado, quer fazer crer que pode conter a deterioração das contas públicas, apenas com o congelamento de salários e pensões e que promove o emprego com as obras. São duas mentiras em vez de uma!
Com o PEC , o “aprovado” como já escrevi, não vai a lado nenhum, tantas são as reticências e os recados para que mais e mais duras medidas sejam tomadas. Para o desemprego, como toda a gente já disse, este tipo de obras só dão emprego daqui a dois ou três anos, emprego desqualificado, e exigem muitas importações de tecnologia que não possuímos.
O Presidente, ciente que já se estatelou (Passos Coelho não daria este passo sem falar com Cavaco Silva) já veio hoje dizer que “os bens transaccionáveis” é que são fundamentais e não o aeroporto e o TGV…
Sócrates a morder a mão a quem lha estendeu!
Pedro Passos Coelho político
Colocado por A. Pedro Correia em política nacional em 11 de Abril de 2010
Pedro Passos Coelho fez hoje, no encerramento do Congresso do PSD, um discurso marcadamente político, com afirmações políticas e propostas políticas. Algumas afirmações soam a falso na sua boca, como a reinvindicação da matriz social-democrata do PSD, mas a verdade é que Passoas Coelho falou de política para dentro do partido e para o país, definiu urgências -as suas urgências- como a necessidade de revisão constitucional, apontou caminhos, reafirmou a sua oposição à presença do estado nos negócios, advogou a necessidade de definição das áreas estratégicas nas quais a sua presença é necessária (uma evolução ?).
Quanto a Sócrates, a casos avulsos, a política de mercearia, nada, nem uma palavra. Pedro Passos Coelho marcou algumas diferenças e ganhou pontos. O PS e o PP devem preocupar-se, a política pode estar de regresso. Passagens houve, no discurso, em que PPC parecia estar à esquerda do PS, nomeadamente quando pediu maior coesão social e se declarou chocado com os prémios de alguns gestores. Palavras leva-as o vento, sei-o eu, mas há circunstâncias em que o PS nem palavras tem.
Eu, que não me revejo em nenhum dos partidos da alternância, observando com os olhos do crítico, penso que PPC pode, se gerir bem os dossiês, se não meter os pés pelas mãos como no caso da Caixa GD, se não andar aos avanços e recuos como com o governo sombra, se não quiser derreter tudo e todos com o seu putativo charme, como com Alberto João Jardim, se não oscilar de liberal a social-democrata e de social-democrata a liberal, dia sim dia não, chegar longe no quadro político actual. Pedro Passos já se mostrou incoerente, manipulador e populista, mas pede ao partido paciência, pois sabe que Sócrates há-de cair de podre. Se, entretanto, a política regressar ao centro do debate o país ganha em participação e esclarecimento. No estado em que as coisas estão, ganhar participação e, sobretudo, esclarecimento, seria quase um milagre.
Sugestões a Passos Coelho -2
Colocado por Luís Moreira em economia, geral, política nacional em 29 de Março de 2010
É fácil congelar salários mas é muito injusto, porque são os que ganham menos e os que vivem pior que pagam a factura, só têm o pecado original de serem muitos e tirando um bocado a cada um junta-se muito. Mas chega, é sempre assim e no essencial, os erros, as duplicações, os desperdícios ficam lá todos.
Seria melhor ser um homem de Estado a sério e avançar com medidas corajosas que, essas sim, além de justas, ficam para sempre. Exemplos? Leia o resto do post »
Sugestões a Passos Coelho – 1
Colocado por Luís Moreira em geral, justiça, política nacional, saúde em 28 de Março de 2010
Deixe o animal feroz colher o que semeou, até porque essas medidas. ao contrário do que ele dizia há bem pouco, são incontornáveis. Congelar salários e aumentar impostos todos fazem, é fácil, e é injusto. Como é injusto querer avançar com megaprojectos que vão atirar o país para anos de pobreza. Onde está o mérito de pedir dinheiro emprestado e dar à manivela à máquina do betão?
Mas o diagnóstico está há muito feito, é só preciso ter coragem de não cair nas mãos dos Grupos económicos que controlam a política e das corporações que co-governam o país, sem voto popular para o fazer.
Na Saúde, é preciso uma Política do medicamento que tenha como objectivo duas medidas que representam a poupança de muitos milhões de euros. Aprofundar a receita de Genéricos e a imposição de “unidoses”. Manter e aprofundar “os centros hospitalares”, compondo um conjunto de hospitais e serviços de saúde segundo uma lógica de complementaridade. Criação de centrais de Compras, com vantagens financeiras determinantes ao nível das compras, do comercio e da indústria farmacêutica. Estas políticas podem descer a factura de medicamentos até 30%. Leia o resto do post »
O Flagelo do mundo moderno
Colocado por Daniela Major em cultura, política nacional em 27 de Março de 2010
Ontem houve duas más notícias. Primeira e mais grave: o Times vai passar a ser pago. E agora? Como é que eu vou ler as notícias? Como é que vou ver o ranking das Universidades? Como é que vou ler os comentários? Como é vou ter acesso a debates do género: “IB or A-levels which is the best”? Ou “Oxford student explores the myths”? Senhores, como é que vou ler o Jeremy Clarkson? E pior! Como é que eu vou ler o Times Literary Supplement, onde uma vez um historiador arruinou outro quando disse que a sua análise das cartas de Charles I estavam erradas?! Isto é o flagelo do mundo moderno e já me estou a ver a poupar para pagar oa 1.5 euros por acesso de um dia.
Segundo, o Passos Coelho ganhou. Desde aquele debate desastroso que eu já suspeitava disto. Não há nada que eu mais deteste do que aquele papel do velho do Restelo mas não tenho dúvidas que muitos se vão arrepender. Passos Coelho como primeiro-ministro não é o que Portugal precisa. A sério, se a situação do país não fosse tão grave eu até achava piada a estas experiências. Por outro lado, posso agora dizer que de todos os políticos activos na cena política portuguesa identifico-me como menos de três. Qualquer dia deixo de defender coisas e torno-me hippie. Uma hippie que ainda por cima não lê o Times, ora bolas.
Marcelo a votos nunca ganhou nada!
Colocado por Luís Moreira em geral, política nacional, sociedade em 26 de Março de 2010
Uma forma de desvalorizar a vitória de hoje, seja de quem for, é apresentar uma pretensa sondagem que dá Marcelo Rebelo de Sousa como provável vencedor se estivesse na corrida. Como não está, ganha ele nas intenções de voto. A verdade, verdadinha, é que Marcelo sempre que foi a votos perdeu !
Mesmo com mergulhos temerários no Tejo, a precisar de prévia vacina contra o tétano, perdeu Lisboa. Como Presidente do PSD deixou-se enrolar na conversa mole e de encher de Paulo Portas e acabou com a coligação, demitindo-se. Analisar é uma coisa, apresentar propostas concretas, acreditar nelas, lutar por elas, convencer, é outra muito diferente.
Marcelo tentou ser entronizado, não ía a votos, desistiam todos a seu favor . Isto tinha uma vantagem e várias desvantagens. A vantagem é que todos ficavam “debaixo da lei da rolha” não por 60 dias mas para sempre e o PSD deixava de ser uma arena de “facadas”, por trás, pelos lados e pela frente. Mas as desvantagens tambem não seriam pequenas. Desde logo porque não tinha a legitimidade de quem vai a votos, depois porque o PSD não seria renovado, a geração de Marcelo, Cavaco e Manuela F. Leite e com eles todos os barões e baronetes ficariam no remanso dos lugarzinhos.
Como Marcelo não quiz fazer esse papel houve que ir buscar a Bruxelas, Rangel ! Não ganha? Mas ganhava Marcelo!
É a vingança do chinês…
PSD – Directas # 7: É só fumaça…
Colocado por Fernando Moreira de Sá em blogosfera, política nacional em 24 de Março de 2010
O Nuno Gouveia está a tentar fazer uma coisa que na minha terra se chama: virar o bico ao prego. Grande malandro!
O que a sondagem do DE nos informa é coisa diversa: Os portugueses, de forma bem clara, entendem que Pedro Passos Coelho é o melhor candidato do PSD para ser Primeiro-ministro. Mais, até o eleitorado socialista reconhece isso de forma clara, um pouco mais clara que o eleitorado do PSD, o que se percebe. Ninguém melhor que os votantes PS nas últimas para perceberem que é tempo de mudar. Eles sabem bem o quanto já estão arrependidos e nem colocam dúvidas: próximooo! Já o eleitorado PSD, mesmo preferindo claramente Passos Coelho, ainda lhe custa a acreditar que o eleitorado socialista tenha aprendido a lição. Mas aprendeu.
Ora, o Nuno Gouveia percebeu perfeitamente. Está apenas a tentar transformar a realidade num derradeiro esforço em prol do seu candidato. Só lhe fica bem. O pior é quando a malta lê, com olhos de ler, a notícia/sondagem. Pois é. Afinal…
Adenda: Segundo a sondagem, a maioria dos portugueses preferem Passos Coelho como candidato do PSD a Primeiro-ministro
Fraquinho
Colocado por Daniela Major em política nacional em 14 de Março de 2010
O discurso de Passos Coelho foi lamentável por uma simples razão. O problema nem sequer foi os “dois anos” do Rangel ou o pedido ao Alberto João Jardim. O mais lamentável foi aquela justificação mal amanhada do seu percurso de vida. Passos Coelho queria justificar o injustificável. Que sempre foi um menino das jotinhas, que não tem uma carreira conceituada ou formada como os outros candidatos e que praticamente sempre viveu do Partido e para o Partido. A necessidade de dar uma justificação prova apenas que isto o incomoda a ele, que sabe e bem que os seus críticos têm razão. A mim não me choca absolutamente nada que Passos Coelho não tenha um nível cultural que outros antes dele tiveram. Não me choca que não tenha lido Ovídio ou que não saiba de cor os sonetos de Camões. Quero lá saber. O que me interessa ou interessaria caso estivesse interessada no partido que é o PSD, é que ele tenha competência para governar um país porque é isso que ali se está a discutir. E ele não tem.
Uma Opção Para Portugal
Colocado por Fernando Moreira de Sá em política nacional em 14 de Março de 2010
O Congresso do PSD em Mafra foi esclarecedor. O candidato José Pedro Aguiar Branco demonstrou, uma vez mais, que partiu tarde. Por uma questão de palavra, JPAB acabou por prejudicar a sua candidatura e ver os falsos amigos fugirem para o outro lado da barricada. Caso contrário, como se viu nos debates e no Congresso, seria um forte candidato.
Por sua vez, Paulo Rangel, manteve o seu estilo populista, fazendo lembrar Paulo Portas, com um discurso cheio de sound bites (pedir maioria absoluta, falar em sonho, classe média, as entranhas dos portugueses, refundar Portugal, etc.). Nisso assemelha-se a Portas e ainda não descolou do passado. O seu pecado maior é a colagem a esta direcção e nisso Fernando Costa disse tudo. Daí a sua segunda intervenção ter sido uns bons furos abaixo da primeira.
Já Pedro Passos Coelho mostrou que é o que está melhor preparado para ser Primeiro-ministro e percebe-se a razão de ser o preferido dos portugueses. O seu primeiro discurso foi arriscado. Foi corajoso. Desmontou os mitos. O mito do seu passado e da constante crítica subliminar de ser jovem. Tenho a impressão que aos sessenta ainda o vão criticar por ser muito jovem. Enfim. A forma como abordou Jardim foi de uma bravura exemplar. Mesmo arriscando-se a perder imensos votos, mesmo pondo em causa a sua eleição como Presidente. Eu gosto de homens com audácia e PPC teve-a onde muitos, quase todos, se acobardam. O seu segundo discurso foi bastante incisivo, colocando a verdadeira questão: que PSD pode vencer as legislativas, qual o que está melhor preparado? O importante é ter um projecto para governar Portugal e essa é a verdadeira questão. E esse projecto terá de ser profundamente diferente do de Sócrates mas, igualmente, distinto do da actual direcção do PSD.
A verdade, como se viu no seu último discurso, é que Passos Coelho fala para o país mesmo que o partido pretenda que lhe massagem o ego. Uma opção corajosa e realista. Uma opção por Portugal.
Faltam 420 dias para o Fim do Mundo
Colocado por Fernando Moreira de Sá em sociedade em 12 de Março de 2010
Nos últimos dias sucedem-se as notícias sobre bullying, agora foi um professor que se suicidou. Sobre o tema aconselho a leitura do artigo de Martim A. Figueiredo no i.
Este fim-de-semana temos congresso do PSD e alguns continuam a suspirar por D. Sebastião. Ou que Cristo desça à terra ou que em Mafra se cante “somos um Rio”. O Aventar estará atento. Pelo caminho, Passos avisa que colou cartazes, Aguiar Branco não acredita em Mosqueteiros (e não estamos a falar de supermercados) e Marques Guedes procura segurar Sócrates. Hoje é dia de sondagem sobre as intenções de voto nos partidos e amanhã é publicada a sondagem sobre as directas que o Aventar antecipou: os portugueses preferem Passos Coelho e os militantes?
Quem encontrar o caixote do lixo com as escutas terá direito ao Euromilhões…
PSD – O debate das Directas no Porto:
Colocado por Fernando Moreira de Sá em política nacional em 9 de Março de 2010
Numa excelente iniciativa da Distrital do Porto do PSD, os quatro candidatos à liderança do PSD debateram, ontem, na Fundação Cupertino de Miranda, o que querem para o PSD e para Portugal. O LR no Blasfémias já fez um bom resumo da matéria e, por isso mesmo, vou ser parco em palavras.
Realmente, a questão das claques pró Rangel levantada por LR, algumas vindas de fora da GAMP, foi notória e despropositada, mas enfim, populismos estilo RGA. Julgo que a presença da comunicação social no evento condicionou o discurso dos candidatos pois tiveram de medir as palavras entre o discurso para dentro sem os prejudicar fora e o discurso para fora mas sabendo que quem voto são os de dentro.
Rangel prefere, para já, seguir o estilo populista à Portas. Aguiar Branco demonstra que, infelizmente, partiu tarde pois vale bem mais do que a “relação de forças” apresentada. Já Passos Coelho pareceu muito condicionado pela procura de um discurso para dentro que não prejudique fora, o que se entende por ser, francamente, aquele com mais hipóteses de vir a ser PM.
Marcelo foi o ausente mais presente. O Fantasma…















Comentários recentes