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Faltam 429 dias para o Fim do Mundo
Colocado por Fernando Moreira de Sá em Media, desporto, geral, justiça, política nacional em 9 de Fevereiro de 2010
…e continua a divulgação da manifestação Pela Liberdade. Enquanto isso, a imprensa não se cala com o processo Face Oculta, com ambos os lados da barricada a esgrimir argumentos. Agora, comparar o nosso primeiro com Berlusconi e Chávez não lembra a ninguém. Excepto ao Sarmento (hei, malta, olhem para mim, eu estou aqui, allô directas) que teve o descaramento de insultar estas grandes figuras internacionais e exemplos de defesa intransigente da Liberdade de Imprensa. Que maldade!
Por falar em maldade: a ERC está a pensar chamar o PM!!!
Por último, hoje é dia de bola na segunda circular e se uns se calam outros falam pelos cotovelos.
Vergonha, precisa-se
Colocado por J. Mário Teixeira em política nacional em 9 de Fevereiro de 2010
As revelações feitas acerca das escutas no processo “Face oculta”, na esteira do que vem acontecendo há anos acerca de condutas impróprias do Primeiro-Ministro, demonstram o pântano de que falava Guterres.
Para mim não está em causa a ilegalidade de certas escutas, nem a obrigação de as destruir. O que está em causa é que, uma vez publicadas, as mesmas não foram postas em causa por nenhum dos envolvidos, não houve nenhuma acusação de adulteração, de falsificação ou do que fosse. Nada. Apenas a crítica e a indignação em se revelar o que deveria, em parte, estar destruído.
Juridicamente não concordo com a divulgação de escutas declaradas nulas (e atente-se que parte das escutas transcritas não se reportam ao Primeiro-Ministro).
Como cidadão e republicano, entristece-me constatar que esta realidade governativa que as transcrições das escutas revelam, é apenas a deprimente radiografia da minha pátria.
Pelo silêncio nesta sede – ninguém ousar pôr em questão a veracidade das transcrições -, só se pode concluir que aquilo que lá está é verdade, e isso é do mais vergonhoso. E que num qualquer país, verdadeiramente civilizado, levaria à demissão do Chefe de Governo, por iniciativa própria ou por iniciativa presidencial.
Não teremos nenhuma das duas, como é evidente, porque não existe mais uma réstia de vergonha que seja.
Até mesmo porque à Oposição, em geral, não interessa perder um alvo fácil de corrosão política, e o PSD, em particular, não tem qualquer solidez para se confrontar seriamente com o PS.
Já Cavaco Silva, tem uma grande oportunidade para assegurar o segundo mandato: forçar o PS a apresentar um candidato (que não é difícil de sustentar, dadas as diversas reacções alérgicas que a disponibilidade de Manuel Alegre cedo provocou) para, com Manuel Alegre – que teve mais uma inábil estratégia de arranque de candidatura, agora ao aparecer colado ao Bloco de Esquerda –, dividir a Esquerda e ganhar à primeira volta. Depois é só deixar o PSD arrumar a casa e encontrar um líder com um mínimo de substância, e fazer cair o Governo no momento certo – ou seja, a mesma estratégia de Jorge Sampaio que abriu as portas do poder ao PS -, e José Sócrates poderá ainda sair de um pesadelo governativo como pobre vítima.
Tudo será mais um jogo, onde a vergonha é retórica, não é regra.
Face ao teor das transcrições – influências e perversões institucionais e partidárias, carreiras meteóricas, salários principescos, tráficos, manipulações, etc. -, pergunto-me onde está, efectivamente, a moral da sociedade em perseguir e condenar um carteirista?
A República precisa, urgentemente, de vergonha. E só a vamos conseguir quando se conseguir afastar dela quem a não tem.
Faltam 431 dias para o Fim do Mundo:
Colocado por Fernando Moreira de Sá em Media, geral, política nacional em 7 de Fevereiro de 2010
Organizar uma revista de imprensa ao Domingo não é pêra doce. Boa parte das notícias é como o arroz do dia anterior, requentadas.
O futebol domina e a tragédia de Cardozo poderia servir para um remake do filme: A Angústia do Guarda-redes na Hora do penalti só alterando para a angústia do atacante. E como o futebol é o ópio do Povo, o Euro 2012 marca a agenda com outro tipo de ânsias lusas: será a Dinamarca mais forte? Fica uma pergunta: será que vão gastar o mesmo em estádios que se esbanjou em 2004? O Octávio, esse, não se cala.
Porém, o Mário Crespo e o processo Face Oculta dominam a agenda mediática da política nacional. As escutas, nas suas diferentes nuances, continuam a ser escutadas por todos com a máxima atenção. Um avisa que permite. Outro nem confirma nem desmente. Todos vão rumar à AR.
Enquanto tudo isto se passa mesmo em frente dos nossos olhos, Marco António Costa (e bem) sublinha o óbvio: o actual PSD não está à altura do momento. Na minha terra define-se o actual PSD desta forma lapidar: “Nem f… nem deixa f…er”. Ou em linguagem adaptada ao convento: nem procria nem deixa procriar.
O governo e a oposição passam a pasta ao presidente
Colocado por Luís Moreira em economia, geral, política nacional em 5 de Fevereiro de 2010
O Governo e a oposição estão de acordo em 99,06% do orçamento e fazem uma guerra por 0,04% ?
Estão principios em discussão e com principios não se transige? Mas alguem acredita nisso com estes políticos? O esticar da corda, tanto da parte do governo como da oposição foi até ao ponto de não lhes rebentar nas mãos. Dramatizaram tudo o que havia a dramatizar, tipo “agarrem-me que eu demito-me…”
Mas a verdade é que nunca pisaram a linha de não retorno. Não só a situação não admite recuos como ninguem perdoaria que o governo ou a oposição, deixassem o país com os graves problemas que enfrenta.
A vontade de Sócrates é largar tudo e depressa, tudo desabou, agora já não são jornalistas em campanha negra, são altas figuras e instituições internacionais a dizerem o que ele sempre negou. O país está numa crise tremenda, a dívida é mesmo um caso muito sério, o crescimento nem vê-lo.
Mas o PSD não pode deixar cair o Alberto João, ele que é um jardim, e aí está a fazer que faz mas não faz . Porque ninguem compreenderia que numa altura em que todos dizem que é preciso gastar menos o PSD queira gastar mais.
Há uma saída, para este círculo vicioso, a contento de todos, o Presidente, que veste o seu melhor fato , veta a lei das Finanças Públicas! O PS já tem o que quer, não deixar que a bola de neve cresça na cabeça dos autarcas, o PSD passou a mão pelo lombo do Jardim e o Presidente passa a tambor para os partidos e a salvador para os cidadãos.
Et voilá, continuamos é num beco sem saída no que à economia diz respeito, mas se não há dinheiro para as Finanças Locais menos há para os megaprojectos e recuam todos perante as autoridades da UE, sem perder a face.
O Cavaco Silva é que não deve gostar nada disto, embora ganhe novo mandato!
O jargão político
Colocado por J. Mário Teixeira em política nacional em 5 de Fevereiro de 2010
Existe um instrumento linguístico, de comunicação, usado pela classe política, que se sustenta numa lógica já conhecida: quanto mais se falar de um assunto, mais se afasta o interesse por via da exaustão ou, pura e simplesmente, banaliza-se o que deveria ser importante. As pessoas ficam cansadas e desistem. Tanto mais que têm as suas difíceis vidas para viver.
Faz parte dos velhos manuais de táctica de guerra política, as duas principais manobras a fazer quando se quer pôr fim a um certo assunto incómodo: a par de uma outra: cria-se uma comissão de inquérito o mais complexa possível.
Nada de novo, portanto.
A isto, soma-se a manipulação de conceitos, de acordo com as conveniências.
E, assim, temos um jargão, usado e abusado.
Nos últimos 10 anos, nunca a classe política usou tantas vezes o termo “responsabilidade”, ora no singular ora no plural. Usou e usa sistematicamente o termo que define aquilo que nunca é devidamente apurado neste país: obrigação de se responder pelas acções próprias ou de terceiros, ou por aquilo que nos é confiado.
No entanto, não deve haver dia que não haja um político a falar de “responsabilidade”.
Como se pode ver num claro exemplo, partindo daquele mesmo termo, “responsabilidade”, sempre cheio de actualidade:
Aquando das eleições legislativas de 2005, o apelo do PS à maioria absoluta, para fazer face a “tempos difíceis”, foi insistente, e a fórmula era simples:
Maioria relativa = responsabilidade relativa.
Maioria absoluta = responsabilidade absoluta.
Coisas…
Colocado por Fernando Moreira de Sá em geral em 3 de Fevereiro de 2010
E uma vez mais, manda quem pode, obedece quem deve. Isso e o imparável caso Crespo.
Eleições PSD:
Colocado por Fernando Moreira de Sá em geral, política nacional em 3 de Fevereiro de 2010
Diz quem sabe que José Pedro Aguiar Branco vai formalizar, dentro de dias, a sua candidatura à presidência do PSD. Até já contratou uma das melhores, senão mesmo a melhor, empresa de comunicação para apoio à sua candidatura, a LPM.
Assim, junta-se a Pedro Passos Coelho na corrida e permite ao partido ter mais hipóteses de escolha para o futuro. É muito positivo ver como os candidatos levam a sério a questão da comunicação. E como consideram importante o desafio em causa. É bom sinal.
Só espero que nenhum precise de ir tão longe para obter os votos necessários para a sua eleição, como o fez a colombiana Maria Fernanda, segundo o i.
MUDAR – investimentos não estratégicos #4
Colocado por Luís Moreira em economia, política nacional, tecnologia em 31 de Janeiro de 2010
(Continuando a análise ao livro “Mudar” de Pedro Passos Coelho)
Após termos tratado os investimentos estratégicos com primeira prioridade, temos:
Não são estratégicos os projectos de multiplicação de linhas ferroviárias de alta velocidade (Lisboa-Porto, Porto-Vigo, Évora-Faro,Huelva) nem a maioria das novas sub-concessões de autoestradas incluídas no Plano Rodoviário Nacional.
Atendendo às pequenas distâncias, às inúmeras paragens, a alternativa de velocidade elevada tem inúmeras vantagens em relação ao TGV, já que a velocidade elevada permite médias de 250 Kms/hora.
A diferença de custos é de um para três; a solução TGV impõe uma dependência tecnológica superior aos produtores europeus, enquanto a velocidade elevada já é nossa conhecida e permite o desenvolvimento de um cluster ferroviário; ao nível de projecto o TGV funciona no modelo chave- na -mão e funciona com elevados custos de exploração. Nestes termos o TGV deve ser convertido em velocidade elevada e serem reescalonados no tempo. Leia o resto do post »
Orçamento, salários e carrosséis
Colocado por J. Mário Teixeira em Media em 29 de Janeiro de 2010
Depois do acordo, as perguntas. Ferreira Leite quer saber “Porque é que o défice se agravou 1,3% em 15 dias?”. Já Sócrates rejeita acusações de ter escondido valor do défice, o que não me espanta: provavelmente nunca o soube verdadeiramente.
Eu, já agora, gostava de saber o porquê da abstenção do PSD? Quais foram as matérias concretas em que incidiu o acordo entre o PS e o PSD? E o mesmo se diga acerca do CDS-PP. É que as responsabilidades não devem ser apenas exigidas, também devem ser assumidas.
As empresas alinham com o Governo para um 2010 sem aumentos salariais, e Teixeira dos Santos já fala em cortes nos salários do Governo. Ou comem todos, ou há moralidade (?!).
Entretanto José Sócrates quer sossegar os ânimos dizendo que a “viligância das agências de rating a Portugal não é única”, ou seja todos os países estão a ser vigiados. Fico muito mais descansado: pelos vistos não é nada pessoal contra nós, são apenas negócios tal como a velha máxima da Máfia “nada pessoal, estritamente negócios”.
Quem não teve meias-medidas foram os empresários de carrosséis que saltaram as barreiras de protecção colocadas pela PSP para conter a manifestação junto à residência oficial do Primeiro Ministro. Acho até que a PSP está a ter muita sorte por os manifestantes não terem trazido as girafas, os cavalos e as chávenas gigantes.
O Coelho e as Lebres
Colocado por Fernando Moreira de Sá em geral, política nacional em 29 de Janeiro de 2010
Hoje os diferentes jornais falam na possibilidade de Paulo Rangel e Aguiar Branco se candidatarem à presidência do PSD.
O primeiro a desmentir foi Paulo Rangel. Não senhor, não será candidato e não, não foi pressionado por Durão Barroso. Já Aguiar Branco nem necessita de grandes desmentidos, percebeu-se ontem, na Quadratura do Círculo que não vai ser candidato.
Ou seja, ninguém quer fazer o papel de lebre e como se percebeu nas duas sessões de apresentação do livro de Pedro Passos Coelho, sente-se um forte cheiro a poder e um alinhamento quase unânime em torno da sua candidatura.
Aguiar Branco vs Passos Coelho: que comece o jogo
Colocado por José Freitas em política nacional em 29 de Janeiro de 2010
Com a questão do orçamento resolvida, o PSD começa a olhar de forma mais atenta para o umbigo. Ao que tudo indica, Aguiar Branco deve mesmo entrar na corrida pela sucessão de Manuela Ferreira Leite, responsável por um período de retrocesso político e social do maior partido da oposição.
O líder parlamentar deu, há tempos, sinais de que poderia ser candidato, depois pareceu recuar mas agora estará determinado a avançar. Se, claro, recolher os inevitáveis apoios de notáveis. Se, claro, não houver outros empecilhos, como outras candidaturas na mesma área de influência do partido laranja.
Este é um dos problemas dos políticos em Portugal. Precisam sempre de garantias, sustentadas em apoios de uns quantos nobres feudais, para tentar ganhar uns votos junto dos militantes que seguem os seus senhores ou como certeza de, pelo menos, não fazerem má figura. Dizem-me que é assim, que tem mesmo de ser. Que ter ideias, propostas, um rumo, não chega nestas campanhas internas. É preciso mais. É preciso influência. Na realidade só tem mesmo de ser se assim o quiserem. Esta é a face ‘escura’ da política. As influências, os lobbys. Se todos forem mais honestos, ficaremos a ganhar. Os partidos e os eleitores.
Orçamento de Estado 2010 #3:
Colocado por Fernando Moreira de Sá em economia, geral, política nacional em 28 de Janeiro de 2010
Hoje o i faz uma bela pergunta: “Alguém gosta deste orçamento?”. Já sabemos que a Função Pública não gosta, tal como não vão gostar os doentes e os pobres. Desconfio que Belmiro de Azevedo, além de não gostar de cavaco, também não. Pelo menos a Moody’s dá o benefício da dúvida, o que já não é mau. Quem também não gosta é Pedro Passos Coelho (afirmou-o ontem na apresentação do seu livro, no Porto). Já Manuela e Portas certamente gostam, caso contrário não teriam alinhado.
Numa análise fria: Estamos tramados!
Orçamento, frio, greves e companhia
Colocado por J. Mário Teixeira em Media em 27 de Janeiro de 2010
O Governo, a ser esmiuçado em todas as suas contas de défice, despesa, investimento e impostos, cuja redução do défice Bagão Felix considera “frouxo” (considera isso e outras coisas mais…), assume uma faceta cada vez mais ecológica, usando até o Orçamento do Estado em prol do ambiente. Uma das medidas para combater o aquecimento global passará por congelar os salários na função pública. Duvido é que tal não vá aquecer os ânimos… Valerá a vaga de frio com ventos e temperaturas negativas, mas por quanto tempo?…É que as negociações com os sindicatos arrancam a 9 de Fevereiro. E o que irão fazer os gestores de órgãos executivos, que vão passar a ver os seus parcos bónus afectados?
Por falar em ambiente, em Portalegre o vento derrubou árvores. Esta natureza tem muito mau feitio.
A Aple está decidida a fazer concorrência ao nosso Magalhães, lançando hoje um novo computador táctil. Mais uma razão para Sócrates puxar as orelhas a Teixeira dos Santos que não usar um Magalhães na apresentação do Orçamento.
Entretanto Sócrates já percebeu que não é só o PS quer quer estar no Governo. O PSD também quer que o PS governe, como terá sido o caso da Lei das Finanças Regionais por causa da Madeira. A isto chama-se fritar em lume brando.
Na greve dos enfermeiros que durará até Sexta começou o festival dos números de adesão. Como em todas as greves sectoriais, lá vamos assistir a mais um marralhar de números entre sindicatos e Ministério.
Orçamento de Estado 2010: 2ª parte
Colocado por Fernando Moreira de Sá em economia, geral, política nacional, sociedade em 27 de Janeiro de 2010
Eu só não percebo uma coisa, se o governo já decidiu congelar os ordenados na função pública, vai reunir com os respectivos sindicatos para negociar o quê?
Outra coisa que eu não percebo: então o Primeiro-ministro já ameaça demitir-se? Ora, Manuela Ferreira Leite já deveria saber que quem se demite não ameaça…
O que se diz por aí
Colocado por J. Mário Teixeira em Media em 25 de Janeiro de 2010
Como seria de esperar o Orçamento do Estado para 2010 não agrada nem ao BE nem ao PCP. Já se sabe que os socialistas sempre preferiram entendimentos à Direita. Habituem-se… que já é tempo.
Quanto às grandes medidas do Orçamento teremos hoje “novidades”.
Já José Sócrates pode-se considerar, realmente, como um um político com muita sorte, tal como diz Paula Teixeira da Cruz. Por várias vezes afirmei, e reafirmo: o PS governa graças ao PSD.
O caso “Casa Pia” conhece novos desenvolvimentos, e agora há já mais dois arguidos por força de denuncias feitas no âmbito daquele processo.
E em matéria de Justiça, continuamos a ter mais do mesmo, agora com a conclusão que mais de 80% dos advogados considera a Justiça lenta. A novidade estará nos cerca de 20% restantes.
Em Itália, Berlusconi arrisca a enfrentar um terceiro julgamento devido aos seus negócios. Coitado do homem: mas afinal quantas vezes terá ele de mudar a lei para que o deixem em paz de vez?
Na Taça de Portugal F.C. Porto defronta o Sporting. Vamos ver qual dois dois consegue ser menos mau.
Por fim, uma curiosidade: George Clooney quer criar roupa interior anti-scanner. Penso que Bin Laden será o primeiro a querer financiar o projecto, para que mais terroristas possam usar cuecas explosivas.
O Orçamento passa…
Colocado por Luís Moreira em economia, política nacional em 24 de Janeiro de 2010
O CDS negoceia medidas concretas avulso, tira dali põe acolá, não aumenta despesa nem retira receita. Maiores apoios à agricultura, deixar cair o Pagamento Especial por Conta, maior exigência ao nível dos apoios sociais.
O PSD negoceia grandes linhas gerais. Controlar a Dívida e o Déficite. E uma e outra impõem congelar grandes obras públicas que não são prioritárias mas que Sócrates, teimosamente, quer levar por diante. A verdade é que chovem de todo o lado alertas sobre a nossa situação. As contas públicas estão em roda livre, as instituições internacionais já começaram a baixar o “raking” do país, o que quer dizer que a factura é mais pesada.
Com a Dívida Pública aos níveis actuais não há crescimento da riqueza, como vários estudos mostram e de que Portugal é exemplo. Aumentar a dívida ainda mais é transferir para fora do país uma fatia muito significativa da riqueza nacional.
O BE e o PCP nem sequer vão a jogo, tal é diferença que os separa do governo.
Os sinais que Sócrates já cedeu no que é mais importante, já fazem parte do discurso de Portas e de Manuela F. Leite. Pode esconder-se a verdade durante algum tempo mas o momento da verdade chega sempre.
Trazer banhistas para a Caparica a partir de Madrid parece não constituir uma prioridade, até porque só funcionaria nos três meses de verão, nos outros nove meses teríamos os empresários virem a Lisboa de manhã e voltar à noite.
O que levará um político tão mal preparado como Sócrates a querer ser primeiro- ministro?
A resposta não está no Orçamento…
Como hoje é Sábado…
Colocado por Fernando Moreira de Sá em sociedade em 23 de Janeiro de 2010
Ficamos a saber que Menezes não é candidato a líder, seguindo o exemplo de Marques Mendes e de Marcelo. Já só falta Aguiar Branco e Paulo Rangel. Já MFL prepara-se para juntar os trapinhos com José Sócrates.
Entretanto, Pinto da Costa bate recordes no Youtube e o Liedson ficou a saber que pode andar à batatada que nada lhe acontece, direitos de mercenário, segundo Duque.
Por fim, os Homens da Luta perderam a guerra e cortaram-lhes o pio. Mais um problema para a Justiça. Até o Twitter anda atarefada por estes dias e já nada é seguro. O que vale é que Cavaco quer um final feliz.
Continuação de bom fim-de-semana…
O Orçamento de todas as desilusões
Colocado por Luís Moreira em economia, política nacional em 23 de Janeiro de 2010
Como há muito aqui defendíamos, o Orçamento seria a o momento da verdade, para Sócrates e o seu ministro das Finanças. O PSD e o CDS não podem de forma nenhuma embarcar num documento tão importante, sem que as contas reais sejam a base da discussão.
O PSD baseia os seus argumentos em duas questões absolutamente essenciais. O controlo da dívida e do déficite das contas públicas. Quanto à dívida, se continuar a crescer, será a hipoteca da nossa vida colectiva, como se está a ver com o exemplo da Grécia. É o factor determinante para a economia poder crescer, ao actual nível e, bem pior, com as grandes obras públicas que o governo teima em levar por diante, uma parte muito significativa do rendimento nacional sairá do país, à conta do serviço da dívida. E, sem controlo do déficite, é bem de ver que será coberto ou com o empobrecimento dos cidadãos ou com mais dívida.
O CDS luta pelo racionamento na atribuição do salário mínimo e pela descompressão dos impostos sobre as PMEs, condição essencial para prover a sua existência e viabilidade, mas isso custa dinheiro, e os socialistas precisam de mais dinheiro e não de menos.
O verdadeiro retrato da situação financeira está aí, que Sócrates andou a esconder com as parcerias público/privada ( contratos leoninos contra o Estado), com os déficites acumulados em empresas públicas, especialmente na área dos transportes, onde os déficites acumulados montam a muitos milhares de milhões de euros e que fará saltar a dívida dos actuais irreais 90% para 120%.
É uma situação dramática que exige verdade!
Alegre confusão
Colocado por Luís Moreira em Eleições Presidenciais em 22 de Janeiro de 2010
O PS apoia Alegre formalmente, tendo à sua frente um ano político tão difícil, assim afrontando Cavaco Silva com quem necessita de ter uma “convergência” de objectivos, ou faz de conta que Alegre não existe e o BE fica com candidato?
Se o PS avançar com outro candidato e, assim repetir, a “dança” de há quatro anos, dá de bandeja a vitória a Cavaco que está em funções e em vantagem.
O PS sabe isto tudo, mas a tentação de “uma maioria, um governo, um Presidente” doença de que também sofre o PSD, faz hesitar muita gente dentro do partido.
As medidas económicas e sociais que o governo vai ser obrigado a tomar, para manter as contas públicas dentro de certos limites, vão levar o “poeta” com a sua voz de barítono, a criticar duramente as medidas. Se não as criticar perde o apoio do BE e de muita gente descontente por atingida pelas políticas de racionamento económico. Se as crítica, o que é sempre fácil para quem está “de fora”, perde o apoio da parte do PS que apoia o governo de Sócrates.
A confusão é tanta que António Costa tentou hoje fazer “a quadratura do círculo” com evidente atrapalhação, metendo as mãos pelos pés, ele que só ganhou Lisboa porque se juntou às tropas de Alegre.
Por outro lado, se o PS avançar já com o apoio, vai ter que intervir nas picardias que Alegre vai lançar, na tentativa vã de fazer Cavaco Silva vir a jogo.
Um ano de distância é tempo demasiado para um governo que está em funções e com uma vida difícil. Alegre sabe isso melhor do que ninguém. Então porque avançou já? Não é certamente para tornar ainda mais difícil a vida ao governo.
Só há uma explicação. Alegre não tem nenhum compromisso por parte de Sócrates que o PS o irá apoiar!
Mudar
Colocado por Fernando Moreira de Sá em literatura, política nacional em 21 de Janeiro de 2010
O Pedro Passos Coelho apresentou o seu livro: Mudar.
No almoço com os blogues em Lisboa, no qual o Aventar esteve presente (ver AQUI, AQUI e AQUI), o candidato a Presidente do PSD já tinha avançado com algumas das ideias plasmadas na obra.
Uma das coisas mais acertadas que disse nessa apresentação foi: “Com ou sem congresso, o PSD não pode demorar muito tempo a resolver as suas questões internas”. É a mais pura verdade. Quanto ao resto, vou ler o livro e depois farei comentários.















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