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Mais um golpe, mais um roubo
Colocado por João Paulo em educação, futaventar, geral, política nacional em 15 de Fevereiro de 2010
No Aventar os xutos na bola, com a rúbrica FUTaventar entrou tarde e ainda há quem resista à discussão, talvez com algum sentimento elitista considerando que a bola é coisa de pobre! É sim senhor! E ainda bem que existe porque tudo o resto é muito mais vergonhoso.
Atente-se:
Gaia: a Escola António Sérgio fica no centro da cidade, bem juntinho ao hospital, ao novo hotel; A Secundária de Canidelo, junto ao nó do fojo a meio caminho entre a VCI e a praia…
Gondomar: a Secundária é absolutamente central na sua localização…
No Porto… Em Lisboa…
Temos estas localizações todas nas mãos de uma coisa a que chamam Parque Escolar. Esta coisa, se calhar uma sucateira ou uma PT ou… vai ficar com todas estas escolas secundárias na mão. Não tarda nada, temos as escolas com poucos alunos, os terrenos fora das mãos do estado e algum boy a lucrar milhões.
Por estas e por outros é que prefiro falar e escrever sobre o Simão.
Será que o João Miguel Tavares vai ser processado de novo?
Colocado por Luís Moreira em geral em 16 de Novembro de 2009
Excelentíssimo senhor primeiro-ministro: Sensibilizado com o que tudo indica ser mais uma triste confusão envolvendo o senhor e o seu grande amigo Armando Vara, venho desde já solidarizar-me com a sua pessoa, vítima de uma nova e terrível injustiça. Quererem agora pô-lo numa telenovela – perdoe-me o neologismo – digna do horário nobre da TVI é mais um sintoma do atraso a que chegámos e da falta de atenção das pessoas para as palavras que tão sabiamente proferiu aquando do último congresso do PS: "Em democracia, quem governa é quem o povo escolhe, e não um qualquer director de jornal ou uma qualquer estação de televisão." O senhor acabou de ser reeleito, o tal director de jornal já se foi embora, a referida estação de televisão mudou de gerência, e mesmo assim continuam a importuná-lo. Que vergonha.
Mas eu não tenho a menor dúvida, senhor engenheiro, de que vossa excelência é uma pessoa tão impoluta como as águas do Tejo, tirando aquela parte onde desagua o Trancão. E não duvido por um momento que aquilo que mais deseja é o bem do País. É isso que Portugal teima em não perceber: quando uma pessoa quer o melhor para o País e está simultaneamente convencida de que ela própria é a melhor coisa que o País tem, é natural que haja um certo entusiasmo na resolução de problemas, incluindo um ou outro que possa sair fora da sua alçada. Desde quando o excesso de voluntarismo é pecado? Mas eu estou consigo, caro senhor engenheiro. E, com alguma sorte, o procurador-geral da República também.
João Miguel Tavares, in «Diário de Notícias», 12/11/09
Mário Crespo – Os Intocáveis (a propósito da Face Oculta)
O processo Face Oculta deu-me, finalmente, resposta à pergunta que fiz ao ministro da Presidência Pedro Silva Pereira – se no sector do Estado que lhe estava confiado havia ambiente para trocas de favores por dinheiro. Pedro Silva Pereira respondeu-me na altura que a minha pergunta era insultuosa.
Agora, o despacho judicial que descreve a rede de corrupção que abrange o mundo da sucata, executivos da alta finança e agentes do Estado, responde-me ao que Silva Pereira fugiu: Que sim. Havia esse ambiente. E diz mais. Diz que continua a haver. A brilhante investigação do Ministério Público e da Polícia Judiciária de Aveiro revela um universo de roubalheira demasiado gritante para ser encoberto por segredos de justiça.
O país tem de saber de tudo porque por cada sucateiro que dá um Mercedes topo de gama a um agente do Estado há 50 famílias desempregadas. É dinheiro público que paga concursos viciados, subornos e sinecuras. Com a lentidão da Justiça e a panóplia de artifícios dilatórios à disposição dos advogados, os silêncios dão aos criminosos tempo. Tempo para que os delitos caiam no esquecimento e a prática de crimes na habituação. Foi para isso que o primeiro-ministro contribuiu quando, questionado sobre a Face Oculta, respondeu: "O Senhor jornalista devia saber que eu não comento processos judiciais em curso (…)". O "Senhor jornalista" provavelmente já sabia, mas se calhar julgava que Sócrates tinha mudado neste mandato. Armando Vara é seu camarada de partido, seu amigo, foi seu colega de governo e seu companheiro de carteira nessa escola de saber que era a Universidade Independente. Licenciaram-se os dois nas ciências lá disponíveis quase na mesma altura. Mas sobretudo, Vara geria (de facto ainda gere) milhões em dinheiros públicos. Por esses, Sócrates tem de responder. Tal como tem de responder pelos valores do património nacional que lhe foram e ainda estão confiados e que à força de milhões de libras esterlinas podem ter sido lesados no Freeport.
Face ao que (felizmente) já se sabe sobre as redes de corrupção em Portugal, um chefe de Governo não se pode refugiar no "no comment" a que a Justiça supostamente o obriga, porque a Justiça não o obriga a nada disso. Pelo contrário. Exige-lhe que fale. Que diga que estas práticas não podem ser toleradas e que dê conta do que está a fazer para lhes pôr um fim. Declarações idênticas de não-comentário têm sido produzidas pelo presidente Cavaco Silva sobre o Freeport, sobre Lopes da Mota, sobre o BPN, sobre a SLN, sobre Dias Loureiro, sobre Oliveira Costa e tudo o mais que tem lançado dúvidas sobre a lisura da nossa vida pública. Estes silêncios que variam entre o ameaçador, o irónico e o cínico, estão a dar ao país uma mensagem clara: os agentes do Estado protegem-se uns aos outros com silêncios cúmplices sempre que um deles é apanhado com as calças na mão (ou sem elas) violando crianças da Casa Pia, roubando carris para vender na sucata, viabilizando centros comerciais em cima de reservas naturais, comprando habilitações para preencher os vazios humanísticos que a aculturação deixou em aberto ou aceitando acções não cotadas de uma qualquer obscuridade empresarial que rendem 147,5% ao ano. Lida cá fora a mensagem traduz-se na simplicidade brutal do mais interiorizado conceito em Portugal: nos grandes ninguém toca.
Não queria estar na pele do juiz
Colocado por Ricardo Santos Pinto em Sem categoria em 30 de Outubro de 2009
Há por aí um juiz português que, se tem ambições de carreira, já deve estar a tremer. Esse juiz é aquele que, a partir da próxima semana, vai dirigir os interrogatórios a Armando Vara, Paulo Penedos e, muito provavelmente, José Penedos.
Como se viu no caso Paulo Pedroso, quem se mete com o PS leva e, até hoje, nunca mais o juiz Rui Teixeira foi promovido. O mesmo acontecerá, muito provavelmente, ao juiz que decidir enviar para julgamento aqueles figurões do PS. E ao juiz que decidir condenar os arguidos.
É por isso que, já se sabe, nada vai acontecer de especialmente relevante neste caso. Por mais provas que haja ou que dizem que há.












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