Isto de ser social-democrata de Esquerda é uma chatice.
Ontem participei na tertúlia organizada pelo Instituto Francisco Sá Carneiro, sob o tema “Sá Carneiro visto pelos outros”. Os “outros” – eu, Tiago Barbosa Ribeiro, Tomás Vasques e Bruno Góis , os convidados, porque de Esquerda e Sá Carneiro, de Direita.
Ora, a social-democracia nasceu na Esquerda, oriunda dos marxistas que não aceitavam que as transformações sociais tivessem de ser feitas à custa de um processo revolucionário, mas antes no apuramento democrático rumo a uma sociedade socialista. E é este o meu espaço político, o daqueles que acreditam que é possível construir uma sociedade socialista por via da social-democracia. O que significa que não se tem partido político à escolha: o PS mantém o socialismo na gaveta e a social-democracia no armário; o PSD mantém a social-democracia da nomenclatura, pratica cada vez mais o liberalismo e foge ao socialismo quanto pode.
O modelo de social-democracia concebido por Sá Carneiro, não visa atingir o socialismo. Antes se baseia num modelo liberal de concepção da sociedade e do papel do Estado. Ou seja deslocou a social-democracia da Esquerda para a Direita.
Na interacção da tertúlia entre “os outros” e “os da casa”, defendeu-se que o pendor liberal da social-democracia tinha a ver com a génese portuense de Sá Carneiro, porque o Porto é uma cidade liberal.
Discordei e discordo, até porque muito do que o Porto conseguiu ao [Read more…]






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