Arquivo para categoria economia
Rui Pedro Soares – o elevador social
Colocado por Luís Moreira em economia, política nacional, sociedade em 12 de Março de 2010
Este rapaz por ser um boy do PS e sobrinho de quem é chegou a administrador da maior empresa do país aos 32 anos, sem curriculum, pois a PT é a única empresa que conhece e entrou de imediato para Director aos 28 anos, tudo num país onde, jovens de grande qualidade com curriculum académico e profissional relevantes, têm que abandonar o país para não cair no desemprego.
Um dos aspectos mais importantes para se avaliar a capacidade de um país no que ao mérito e à justiça social diz respeito é a igual de oportunidades. A capacidade que a sociedade e a economia de um país oferece aos seus cidadãos para, montados no mérito e mas capacidades individuais desenvolvidas, possam ascender socialmente. Portugal tem vindo progressivamente a perder esta capacidade! À emigração dos anos 60 formada por mão de obra não qualificada junta-se agora a emigração de gente qualificada.
Um país assim não tem futuro, andamos a treinar e a formar gente que custa muito dinheiro a todos nós para depois irem produzir para outros países que oferecem essas oportunidades de “ascenção social”. Quem nasce rico e em família rica e poderosa arranja emprego obscenamente remunerado, quem nasce pobre, mesmo que seja muito bom, a sociedade não lhe dá oportunidade para “apanhar o elevador social”!
Os amigos do rapaz e os boys e os que têm pretensões a boys e mesmo os que não sendo boys não vêm mais do que a cor do grupo, olham para estas críticas como se nada mais revelassem do que “inveja” ou confrontos partidários, fazendo crer que tudo isto é natural e quando as coisas mudarem tambem mudam os boys e as girls e adiante com a marinha. Mas não é assim, isto revela a incapacidade do país se desenvolver, de segurar os seus melhores, a injustiça social acentuada, a tendência para o empobrecimento.
Quem não percebe isto não percebe nada!
O PEC – futuro sombrio!
Colocado por Blogger Convidado em economia, política nacional em 10 de Março de 2010
Portugal terá que mudar !
O nosso grande passado não voltará —mas podemos criar um futuro ainda maior
Queremos virar Portugal novamente de dentro para fora
Exemplo de um possível mote e base de reflexão para um núcleo de pessoas de pensar e agir estratégico
que apreenderam a ver o mundo com outros olhos que os materiais-mecanicistas das últimas décadas.
Um PEC que apenas aponta para crescentes sacrifícios e um futuro sombrio sem perspectivas positivas a médio ou longo prazo como saír do atoleiro, tem sobre os cidadãos o efeito motivador de uma pilha de loiça suja por lavar. É uma construção mecanicista que contém tudo menos o essencial: o factor imaterial determinante e capaz de apontar para novos designios e novo crescimento orgânico, despoletando assim nova auto-confiança, motivação, entusiasmo, etc. Enfim, uma mensagem seguida de actos concretos que permita aos cidadãos vislumbrar uma volta por cima da situação desoladora, um break-even, isto é, o momento a partir do qual os sacrifícios viram benefícios e o sol brilha de novo. Sem o devido equilíbrio entre os soft e os hard facts neste tipo de medidas vale:
“A estratégia sem táctica é o caminho mais lento para a vitória.
Táctica sem estratégia é o ruído antes da derrota.”
Sun Tzu Leia o resto do post »
A mulher na gestão escolar
Colocado por Blogger Convidado em economia em 8 de Março de 2010

Fui convidada a escrever no Aventar por ocasião do chamado “dia da mulher”! Decidi falar sobre o “produto” da minha interessante actividade profissional!
Dedico-me à direcção da Escola Superior de Desporto de Rio Maior, instituição de ensino superior público que integra o Instituto Politécnico de Santarém desde 1997. Até meados dos anos 90, a formação em desporto centrava-se na educação física escolar, sendo que em algumas escolas era incluída eventualmente uma especialização em determinada área.
Foi então aventada a criação de uma escola com formação especializada nas áreas do desporto mais emergente. A Escola Superior de Desporto de Rio Maior abriu portas em Setembro de 1998 e tem tido um crescimento exponencial desde então, quer em n.º de alunos quer de professores. Leia o resto do post »
Para o PEC, este conselho
Colocado por Nuno Castelo-Branco em economia, história, política nacional, serviço público em 7 de Março de 2010
No momento do PEC, aqui deixamos um conselho velho de dois milénios. Ao governo e toda a oposição.
A Madeira já não é um jardim
Colocado por Luís Moreira em arquitectura e urbanismo, economia, geral, política nacional em 1 de Março de 2010

Quem conheceu a Madeira em 1974/5 fica assombrado com o que vê agora. A ilha foi literalmente destruída com betão! Há quem chame a isto “obra feita” mas a verdade é que “obra” seria melhorar ou fazer desaparecer as bolsas de pobreza que persistem, manter aquele paraíso de verde e cor. Uma realidade que ninguem pode negar, nesta primeira fase o nível das condições de vida melhorou muitíssimo, o turismo cresceu muito e com ele a hotelaria, construi-se um magnifico aeroporto que já não tira o sono a tripulantes e passageiros. A partir desta primeira fase o que se constrói na Madeira é para alimentar a máquina de construção civil que existe e que precisa de obras. Há sempre mais um túnel, mais uma autoestrada, mais uma ponte em construção ou em projecto, assusta perceber que há autoestradas que correm lada a lado. Leia o resto do post »
Ernâni Lopes – oportunidade na Madeira
Colocado por Luís Moreira em arquitectura e urbanismo, economia, geral, urbanismo em 27 de Fevereiro de 2010
Ernâni Lopes, ex-ministro das Finanças, diz que a tragédia da Madeira é uma oportunidade para salvar a ilha e para mudar o modelo de desenvolvimento.
É agora possível, já que tem que se investir milhões para recuperar a Madeira, proceder à correcção dos erros cometidos, e relançar a principal actividade económica da região, o Turismo, em outros moldes, abandonando a política de betão e tirar maior partido da beleza natural da ilha.
Manda o bom senso que os túneis, pontes, autoestradas, edifícios, hotéis deixem de ocupar todo o bocadinho de terra que resta e se passe a exigir um turismo de qualidade, incompatível com a concentração do betão e da demografia predadora.
Já agora vale a pena falar na ilha de Porto Santo, santuário recentemente descoberto pelos “artistas” do betão, as construções já andam muito perto da areia da praia e da água, tudo gigante, a invasão já deu os primeiros passos.
Adeus ilha de Porto Santo
Como tu não há igual
és a praia mais bonita
do reino de Portugal
cantava o MAX com o lenço na cabeça, ainda o vi já velhinho, nas festas das empresas a desafinar que era uma aflição. Pobre MAX se soubesses o que fizeram à terra que tanto amaste e que tanto cantaste!
Cego é quem não quer ver e Sócrates não quer!
Colocado por Luís Moreira em economia, geral, política nacional em 24 de Fevereiro de 2010
Boys abandonam o navio! Justiça se faça vamos todos para o fundo mas Sócrates tambem vai!
O desemprego está a crescer como não pode deixar de ser. As empresas fecham todos os dias, não há investimento, há a maior retracção ao crédito dos últimos anos e a duplicação do crédito mal-parado!
A procura interna e externa retraiu-se é pois normal que a tesouraria das empresas não tenha capacidade de expansão. Todos sabemos isso menos o primeiro ministro que continua no convés do navio a tocar clarinete enquanto o navio se afunda, como se viu e ouviu em recente entrevista.
O Boletim Estatístico do Banco de Portugal (tambem tu, Constâncio?) vem confirmar os maus presságios, pior, vem-nos dizer que a tendência é a de piorar mas a dimensão e o ritmo dessa tendência é muito preocupante. Em apenas um ano o crédito mal parado cresceu de 2.5 mil milhões para 4.5 mil milhões o que quer dizer que as empresas estão moribundas.
As falências e o desemprego vão continuar a um ritmo crescente durante todo este ano e, na altura de contar os despojos , a situação vai estar próxima de uma falência mas esta nacional. O que sobrar não vai aguentar o esforço necessário para pagar pensões, fundos de desemprego, serviço da dívida.
Entretanto, o nosso primeiro ministro, sozinho e com a água pelo pescoço, desafina no convés!
Estamos em ano de Sem-tenário…
Colocado por Nuno Castelo-Branco em centenário da república, economia, humor, política nacional em 24 de Fevereiro de 2010

Anda Portugal inteiro raladíssimo com o défice e por isso mesmo, urge auxiliar o governo no corte da despesa. Pode bem começar num edifício contíguo, onde as verbas para 2010 serão as seguintes:
1 – Vencimento de Deputados ……………………………………………12 milhões e 349 mil Euros
2- Ajudas de Custo de Deputados………………………………………..2 milhões e 724 mil Euros
3 – Transportes de Deputados …………………………………………….3 milhões 869 mil Euros
4 – Deslocações e Estadas …………………………………………………..2 milhões e 363 mil Euros
5 – Assistência Técnica (qual?) …………………………………………… 2 milhões e 948 mil Euros
6 – Outros Trabalhos Especializados (quais?) …………………………3 milhões e 593 mil Euros
7 – Serviço restaurante, refeitório, cafetaria…………………………………………… 961 mil Euros
8 – Subvenções aos Grupos Parlamentares………………………………………………970 mil Euros
9 – Equipamento de Informática ………………………………………….2 milhões e 110 mil Euros
10 – Outros Investimentos (quais?) …………………………………….. 2 milhões e 420 mil Euros
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Conflito não resolvido entre economia e meio ambiente
Colocado por Blogger Convidado em economia, geral em 24 de Fevereiro de 2010
“Mas eu não quero conforto. Quero Deus, quero
a poesia, quero o perigo autêntico, quero a liberdade,
quero a bondade. Quero o pecado.”
Aldous Huxley, Admirável Mundo Novo
Chamou-me a atenção um ensaio do Dr. Daniel Sieben*, um jovem economista alemão doutorado, que recebi através de um amigo alemão. Por demonstrar que o pensar e agir sistémico-holístico se encontra instalado em todas as faixas etárias e por apontar exactamente na mesma direcção por mim postulada em relação à saída da crise, resolvi traduzi-lo. Espero que dê para pensar e que vos seja útil.
Rolf Domher Leia o resto do post »
A economia com base no Euro
Colocado por Blogger Convidado em economia em 23 de Fevereiro de 2010

Para lá do livro do José Reis (Economia Impura) que é interessante, coincidiu terem-me enviado um artigo do Paul Krugman (“The Making of a EuroMess”, traduzível por “A Construção duma EuroTrapalhada”) muito actual sobre a economia com base no Euro, com notícias em vários jornais (p.ex. o Público de hoje) sobre como “abalado pela crise, o FMI mudou de discurso”, expresso em afirmações de responsáveis de que : “um pouco mais de inflação até pode ser positivo”, “reduzir os défices públicos pode não ser, num cenário de crise, a melhor opção” ou que “os fluxos de capitais nos países em desenvolvimento têm de ser controlados”…
Porque estes temas merecem óbvia reflexão, achei por bem enviar-vos em Anexos. O segundo, acessível através deste link abaixo
http://online.wsj.com/article/SB10001424052748704337004575059542325748142.html
relata essa “nova” postura do FMI e inclui referência a um relatório de Janeiro que é um trabalho “surpreendente” (para o próprio Paul Krugman) de Olivier Blanchard (com 2 colegas do Fundo), economista-chefe do FMI, um ex-PS esquerdista que já foi conselheiro desde o Mitterand até ao Sarkozy, mas sobretudo da Comissão Europeia..
Estórias do Sem-tenário de 2010
Colocado por Nuno Castelo-Branco em centenário da república, economia, face oculta, humor, política nacional em 23 de Fevereiro de 2010

Salário de Barack Hussein Obama, presidente dos EUA….. 294.000 EURO/ano (400.000 USD)
Salário de Armando Vara no BCP (2009)……………………………. 480.000 EURO/ano (653.000 USD)
Dotação de Cavaco Silva, presidente de Portugal…………………………………………17.000.000 EURO/ano
Dotação de João Carlos I, rei de Espanha…………………………………………………… 8.500.000 EURO/ano
e agora, uns pequenos detalhes acerca de gente mais comum:
Aumentos na Função Pública, PS e Sindicatos
Colocado por João Paulo em economia, geral, política nacional em 21 de Fevereiro de 2010
O movimento sindical português é dos menos poderosos da europa e ao contrário do que se diz na opinião publicada, Portugal tem dos mais baixos índices de conflito social, expressos, nomeadamente nos dias de greve, coisa quase impossível de acontecer nas empresas privadas.
A ditadura do dinheiro, o excesso de patrões e a falta de empresários, uma ditadura durante anos e um movimento sindical algo conservador justificam tal situação.
A negociação que tem havido entre o governo e os sindicatos da função pública tem sido pouco mais que anedótica. De um lado, os sindicatos dizem, com razão, que não podem ser sempre os mesmos a pagar a factura. Do outro, um infeliz secretário de estado, diz que é melhor estarem caladinhos porque no privado há gente sem emprego e por isso devem ficar bem satisfeitos com o que têm.
No meio disto uma coisa inovadora, até do ponto de vista matemático, que é o “aumento zero”. Será que alguém me consegue explicar o que é um aumento zero?
A realidade dos números mostra que a Função Pública foi aumentada desde 2000 18,16%. Mas, a inflação foi nesse mesmo período de 28,8%. Isso mesmo: os funcionários públicos nos últimos dez anos perderam 10% dos seus vencimentos.
Mas, com tal realidade, como é que a FRENTE COMUM, agora liderada pela Ana Avoila (candidata do PCP à C. M. do Barreiro) não consegue fazer valer a sua razão?

Se com Paulo Trindade (ex-deputado do PCP) nunca foi possível fazer valer a razão de quem trabalha, com Ana Avoila, só a sua presença é motivo de derrota. Não se trata de apresentar uma dimensão pessoal, porque no plano pessoal as pessoas merecem o máximo de respeito, mas antes de ver algo que não está bem: os líderes do movimento sindical na administração pública são maus!
Enquanto trabalhador da Administração Pública estou a perder há pelo menos 10 anos. Pergunto: as organizações que me representam vão ou não conseguir afirmar a nossa razão?
É que fazer greves de calendário, só porque sim… Creio que é um mau caminho!
Patriotismo e PS, uma relação estranha
Colocado por João Paulo em economia, política nacional em 21 de Fevereiro de 2010
As minhas noções de economia são escassas e não vão muito para lá do que qualquer trabalhador deste país sabe – no fim do mês sobra quase sempre mês no fim do dinheiro.
Em torno do orçamento de estado tem havido, fundamentalmente 3 correntes de opinião:
a) governo, PS, boys, empreiteiros, os do costume, etc- é preciso reduzir a despesa do estado e isso é feito à custa dos funcionários do estado, isto é, a fatia salários é a culpada das desgraças do país.
b) Oposição PSD: o corte tem que ser feito nas obras públicas de grande dimensão que não geram emprego.
c) Medina Carreira e Silva Lopes: isto não vai lá com paninhos quentes. Temos que reduzir e já a despesa.
Os boys do PS dizem que estes últimos são anti-patriotas porque só falam do que está mal, esquecendo o que de bom há no país. Eu costumo dizer que patriotismo é pagar impostos…

Os argumentos de Medina Carreira e Silva Lopes são os que mais me convencem – a cortar que seja já, sem pena de afectar A ou B. Sugerem um corte IMEDIATO de 5% em todos os salários e pensões, por exemplo, acima de mil euros / mês (informação ao leitor: eu faço parte deste grupo).
Dizem que assim conseguimos reduzir 5% da factura imediata e que isso será um grande contributo.
Sugiro, eu, Leia o resto do post »
Rapidinha – a crise
Colocado por Luís Moreira em economia, política nacional, regiões em 19 de Fevereiro de 2010
“Mais vale uma crise política que viver todos os dias em crise !”
” O governo tem estado a correr à frente da crise. Dá a impressão de que está à espera que alguem lhe dê um golpe de misericórdia”.
“Não é possível num momento em que se está a exigir ao Governo que seja austero na despesa pública, que se venha depois pressionar um aumento de despesa para as regiões autónomas”
” A Madeira é uma das regiões mais desenvolvidas do país e isso não pode deixar nenhum social-democrata indiferente”.
Pedro Passos Coelho em directo! despesa pública, madeira,PSD,
PJ na PT procura financiamentos partidários
Colocado por Luís Moreira em economia, política nacional em 18 de Fevereiro de 2010
http://www.telecom.pt/NR/rdonlyres/26A5D70E-A596-4301-88C7-C8E9545D4E80/1434820/edificioPT250.jpg
Enquanto o CEO Zeinal Bava explicava na RTP os méritos da operação, o chairman Henrique Granadeiro, num jantar em casa de Manuel Pinho, informava o Primeiro Ministro que a operadora tinha negociado a entrada na Media Capital mas que o negócio não se iria concretizar.
O próprio Presidente Cavaco Silva havia pedido explicações sobre o negócio com a Prisa, dizendo tratar-se de uma questão de transparência, isto à hora do almoço. Foi neste contexto que o CEO, com mandato da administração, foi à RTP defender com unhas e dentes o mérito da operação que, o chairman, Henrique Granadeiro, à mesma hora sabia já ter abortado.
Tudo na noite de 25 de Junho de 2009.
A ideia era mostrar ao mercado que a operação não se tinha concretizado mas que fazia todo o sentido para a PT e para os seus accionistas. Para isso, a empresa no dia 23 de Junho tinha enviado um comunicado à CMVM, onde assumia os contactos com a Prisa e informava que não tinha sido concretizado qualquer acordo.
O tal negócio que Sócrates não conhecia como disse na AR!
Entretanto, a presença dos boys e girls nas empresas públicas é cada vez mais evidente, só quem não quer ver, um jovem de 33 anos (entrou em 2007, tem agora 36 anos) sem qualificações académicas e/ou profissionais chegar a administrador de uma grande empresa como a PT deve ter uma explicação para além de não dizer “não” a Sócrates, há muito quem não tenha essa coragem.
A PJ esteve hoje nas instalações da empresa à procura de evidências de financiamento partidário, contratos, apoios publicitários a determinados grupos, milionários vencimentos, tudo formas de “mamar” nas empresas o que levou ao pedido de demissão do Rui Pedro Soares, que no entanto, não saiu dos quadros da empresa.
Tudo feito a tempo e horas, o desemprego, que não cessa de crescer, não é para boys e girls…
Ir para a PT é como sair o Euromilhões
Colocado por Luís Moreira em economia, sociedade em 17 de Fevereiro de 2010
A coisa funciona assim, a golden share do governo (que Bruxelas anda, há anos a dizer que é ilegal) controla uma empresa onde não tem a maioria do capital, é uma espécie de “primus inter-pares” o que só consegue porque quem lá tem a massa tira grandes proveitos com a cobertura do governo como se viu com a OPA da Sonae. Os grandes accionistas não têm, cada um, mais que 5/7% e juntos andarão pelos 27% mas controlam tudo e todos. Vejam, a título de exemplo, o BES. Além de accionista e dos respectivos dividendos é o primeiro banco da PT, sem risco, está lá dentro controla segundo o seu interesse, ganha os juros correspondentes aos empréstimos, tem as seguradoras do grupo (negócios de milhões), tem as suas empresas de assessoria e consultores (mais milhões). É Deus com os anjos!
Os dois “boys” que Sócrates lá meteu nada sabem de telecomunicações ou de gestão de empresas, este menino Rui Pedro Soares nunca foi quadro em empresa nenhuma, estava lá a ganhar milhões, e agora, como sai por causa de um serviço que não soube prestar ao chefe, e alguém tem que sair para armar que a culpa é dele (ninguém o mandou telefonar), sai com uma absurda indemnização, pois o que ele fez em termos empresariais não é crime nenhum. E, saindo por razões políticas, recebe um monte de massa!
Fala-se numa indemnização de um milhão de euros!
A Universidade abre-se às empresas
Colocado por Luís Moreira em ambiente, ciência, economia, sociedade, tecnologia em 17 de Fevereiro de 2010
As Universidades de Évora e Aveiro criaram as chamadas ” cátedras patrocinadas” em que uma empresa apoia financeiramente, com “know How” e o saber da experiência de quem está no mercado, a investigação de universitários e de investigadores com provas dadas em assuntos com grande potencial económico.
É o caso das energias renováveis e da biodiversidade já com parcerias a funcionar. Agora vão avançar outras Universidades como a da Madeira, do Porto e da Católica com matérias segundo o interesse das empresas, centradas num investigador com trabalho importante e reconhecido que poderá ser estrangeiro e que com os meios assim obtidos, poderá rodear-se de equipamentos e pessoas altamente prestigiadas.
As empresas ganham notoriedade por estarem envolvidas em investigação credível que poderá levar ao desenvolvimento de novos saberes e tecnologias e fazer o trabalho de transformar a investigação pura em produtos e serviços de mercado e, quanto à Universidade, adquire um músculo financeiro que só por si não conseguirá alcançar.
Em Aveiro trabalha-se activamente nas tecnologias das telecomunicações de onde já saíram ideias e produtos comercializados em todo o mundo.
No Alentejo, pela mão de Rui Nabeiro já foi criada uma cátedra com o seu nome e já conseguiu chamar um dos nomes mais importantes em Ecologia e Ambiente (Miguel Bastos Júnior) para desenvolver investigação sobre três pilares: promoção da investigação em biodiversidade e alterações globais, formação avançada em ecologia e divulgação.
Felizmente que a Universidade fechada sobre si própria, como um “bunker” onde só entravam os considerados “pares” e de onde nada saía de novo, está a travar o passo e a dar lugar a uma Universidade aberta à sociedade civil, às necessidade emergentes e aos mercados em parceria com o mundo económico.
Só retirando do palco o peso desmesurado do estado e da administração pública é que o país poderá avançar na senda do desenvolvimento. Enquanto tal não acontecer, continuaremos a ter o lamaçal dos negócios ílicitos, dos administradores “criados” do poder político, da cumplicidade entre poder económico e poder político , e o país a empobrecer!
Constantemente Constâncio
Colocado por Nuno Castelo-Branco em economia, política nacional em 16 de Fevereiro de 2010

Já repararam que finalmente nos vemos livres do balão cativo constantemente Constâncio? Ora vamos lá todos ao Biergarten tomar uma em honra da senhora Merkel! Jawohl!
Rui Pedro Soares – a PT devia ser poupada à vergonha
Colocado por Luís Moreira em economia, política nacional, sociedade em 12 de Fevereiro de 2010
Não há mês que não venham à estampa escândalos ligados a Sócrates. Mentiroso, é o menos que as pessoas lhe chamam nas ruas, nos cafés, em família, mesmo os que consideram ( e eu sou um deles) que não há razão para que se vá novamente para eleições. Nas eleições não se escolhe um primeiro ministro, escolhe-se o partido mais votado e é esse que tem o dever de indicar o primeiro ministro. Nada impede que o PS escolha outro nome para primeiro ministro.
O aparelho de Estado, as empresas públicas. os reguladores, a banca tudo está minado de assessores e adjuntos indicados pelo primeiro ministro, para poder controlar, abafar, fazer o trabalho sujo a troco de muito dinheiro. Este rapazito que está na PT como Administrador, é um exemplo de como Sócrates usa as empresas do Estado para colocar pessoas sem qualificação, sem curriculum e sem capacidade de recuo (profissionalmente, este individuo, não ganha em lado nenhum 1/10 do que ganha na PT). Estão, assim, obrigados a fazer o que seja necessário para manter as mordomias que auferem.
Quem não quer ver não vê, mas é para isto que servem as empresas estatais, para pagar favores, colocar os homens de mão (vejam a família Penedos, o pai é admnistrador na REN, um dos filhos assessor na PT e o outro filho é assessor de Sócrates) e é por isso que pagamos os serviços mais caros da Europa – telecomunicações, água, luz, combustíveis, bancários – são empresas “absorsoras” de mais-valias, a que se junta um Estado gastador e irresponsável.
Em Portugal, não vale a pena ser agricultor, industrial ou empresário de empresas de bens e serviços transaccionáveis, exportáveis ou substituidoras de importações. Meta o seu dinheiro na banca que mais e melhores dividendos oferece aos seus accionistas e vá até ao Dubai. Para quê ter dores de cabeça ?
A esquerda e a Direita dos Aventadores
Colocado por Luís Moreira em economia, política nacional, sociedade em 11 de Fevereiro de 2010
O Fernando aventador acredita numa direita moderna, justa e progressista e o Carlos e o Adão aventadores acreditam numa esquerda moderna, justa e progressista. Com grande surpresa, o Carlos e o Adão, perante a caracterização da direita do Fernando , diz que aquilo é a esquerda!
Mas a direita não pode ser moderna no sentido que aceita os grandes ganhos sociais dos últimos cinquenta anos? Não pode ser justa quando sabe há muito que um país justo é muito mais conforme às suas necessidades de gente motivada e produtiva? E não pode ser progressista no sentido que defende uma sociedade assente na democracia, numa economia social de mercado e no estado de Direito?
Ou para se ser moderno, justo e progressista é necessário ter um Estado onde se albergam os sorvedores, as corporações e os interesses instalados? Ou onde a economia é regulada por um Estado com “mão “invisível” sempre à procura dos amigos, dos negócios finos das obras públicas e das grandes empresas do Estado ? E defender a família faz a direita menos progressista que a esquerda dos casamentos gays? Leia o resto do post »
















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