Arquivo para categoria economia
A Jaula
Colocado por Luís Moreira em economia, geral, política nacional em 20 de Março de 2010
A nossa economia é uma jaula de onde não se sai por meios próprios.Ou somos ajudados pelo exterior ou então vamos empobrecer ainda mais. Como se percebe não há nenhuma política coerente, voltamos ao mesmo de sempre, aumentar impostos, que Sócrates jurou não aumentar, congelar salários…
Com Sócrates, crescemos sempre abaixo das outras economias europeias e ao fim de uma maioria absoluta a nossa posição é muito pior do que quando ele começou. E não se diga que é da crise porque não é, a crise começou em em 2009 e ele está lá desde 2005. Enquanto a Espanha e a Alemanha não arrebitarem nós nada ou muito pouco podemos fazer. O tecido empresarial é o mesmo, nem sequer se aproveitou para inovar, modernizar…
A receita que se vai obter com o aumento dos impostos é igual ao dinheiro que se meteu nos bancos, ninguem sabe para quê, não há posição nenhuma conhecida e ninguem os quer. As privatizações são os anéis a saírem dos dedos, depois disto pouca coisa o Estado tem para vender, talvez as Berlengas…
É uma situação de desespero que leva a estas privatizações mas a pior notícia é que o dinheiro arrecadado vai desaparecer nas mãos dos boys e das girls, não vai ser utilizado para relançar a economia, modernizar o tecido empresarial. A pobreza é o futuro dos portugueses, pela mão “deste animal feroz”.
O PS é isto, um Estado nas mãos das corporações que mamam sem cessar, gastar o que há e o que não há, não sabe criar riqueza! Em vez de um prepotente e arrogante político (qualidades dos incapazes) deveria haver, uma vez por todas, um consenso alargado entre Empresários, Sindicatos, Partidos, associações sectoriais, sobre as actividades e os “clusters” em que o país tem vantagens competitivas e estabelecer um plano estratégico a dez anos e cumpri-lo. É a isto que se chama governar!
Uma coisa é certa, entre muitas outras, as empresas de tecnologia que estão a ser criadas e desenvolvidas em Portugal, face à pobreza da nossa economia vão ser compradas por empresários de economias mais fortes e que sabem para onde vão!
Um desastre, o que temos pela frente!
Perdemos a Nissan
Colocado por Nuno Castelo-Branco em ambiente, automóveis, economia, política nacional, tecnologia em 19 de Março de 2010
Há uns anos, colocou-se a possibilidade de Portugal poder acolher a Disneyland Europa. As delongas na decisão, o desleixo, a falta de iniciativa do governo do então 1º-ministro Cavaco Silva e a ausência de incentivos, levaram as empresas Disney à escolha de Paris. Perdeu Portugal, perdeu a Disney – os custos – e perderam os utentes, dadas as evidentes vantagens climáticas que o nosso país apresenta, preços de estadia, proximidade de zonas balneares, segurança, etc.
Hoje recebemos a notícia da escolha feita pela Nissan. O seu automóvel eléctrico Leaf será produzido em Sunderland, no Reino Unido, onde já existe uma fábrica da marca. A televisão explicou a razão da escolha, com os incentivos e facilidades apresentadas pelas autoridades britânicas. Em conclusão, o Estado português parece não ter dado a devida importância ao assunto, contentando-se com a grandiosa cerimónia de inauguração da fábrica de baterias eléctricas – que equiparão o Leaf -, ocorrida há escassos meses. Uma vez mais, caem por terra os habituais argumentos do “preço da mão de obra e da produtividade” e nem sequer valerá o esforço, tentar convencer alguém acerca da privilegiada situação geográfica de Portugal.
Não existe qualquer plano coordenado para o desenvolvimento. Dão-se facilidades a entidades que não produzem, beneficia-se fiscalmente um sector pessimamente reputado – a banca – e deixam-se escapar oportunidades únicas para a aquisição de conhecimentos tecnológicos capazes de estimular a formação. Esta notícia consiste num desastre para Portugal, cujas autoridades diariamente exibem à moda de troféu, o plano da rede de fornecimento de electricidade para os automóveis do futuro. Estes veículos não serão produzidos no nosso território, nem pela nossa mão de obra. Incompetência, lentidão, desinteresse. Tudo como dantes.
Aproveitemos a dona Merkel
Colocado por Nuno Castelo-Branco em economia, humor, política internacional, política nacional em 17 de Março de 2010

Em tom de brincadeira e após esta tirada da Sra. A. Merkel, eis uma excelente oportunidade para o governo “adiar” sine die toda e qualquer linha TGV, assim como as auto-estradas para nenhures, o aeroporto de Lisboa e a 3ª travessia do Tejo.
A própria TAP poderia iniciar o cumprimento do seu primeiro plano de reabilitação e expansão – quando previa uma frota mista de Airbus e Boeing – começando a obedecer à lei do mercado e renegando o escandaloso proteccionismo à Airbus Industries.
O governo deve aproveitar e taxar de forma esmagadora, lapidar, os automóveis de grande cilindrada e importados: no topo da lista, os BMW, Audi e Mercedes. Pelo contrário, os automóveis produzidos ou montados em Portugal, deverão sofrer um abate na taxação (VW incluídos, mas apenas os integralmente construídos no nosso país). É claro que os ersatz Seat e Skoda deverão incluir-se na lista a onerar.
Não temamos, pois não podem dar-se ao luxo político da nossa expulsão.
Conhecemos bem o tipo de sistema que vigora em Portugal, assim como as suas perversões. No entanto, também é conhecida a lista de países que têm lucrado com as vendas de bens de consumo e com os créditos enviados em direcção aos países do sul da Europa. Os supermercados portugueses são inundados por produtos Made in Germany, Spain ou France. Os circuitos de distribuição – controlados pelos estrangeiros – não compram as nossas frutas e hortícolas, enquanto há quem queira arrasar com a nossa indústria de mobiliário, promovendo o rasquíssimo lixo IKEA.
Todas as obras públicas de grande custo, recorrem à importação de equipamentos e materiais originários dos mencionados países. A existirem cortes, Portugal pode desde já começar por rejeitar – taxando-as proibitivamente – as mercadorias luxuosas e supérfluas que já não pode pagar. Prejudicando a Alemanha e a França e evitando o endividamento português. Merkel e os seus ministros ficarão assim sem mais argumentos para declarações à imprensa.
Medina Carreira está cheio de razão.
O euro baseou-se numa mentira?
Colocado por Blogger Convidado em economia, geral em 17 de Março de 2010
É esta a tradução inglesa da história do título do DER SPIEGEL de 08.03.2010. Afinal, afirma o SPIEGEL, que a moeda comum se baseou numa mentira.
Eu na altura falei e também escrevi sobre o tema. No entanto, em vez de mentira eu diria paralogismo (erro de pensamento) ou wishful thinking. De facto, os pais do euro devem ter calculado que se incluiam economias menos desenvolvidas (especializadas) no sistema da moeda única, isto despoletaria nessas economias uma reacção social e económica em cadeia de tal ordem que a médio prazo estes países saissem da sua crónica dependência dos subsídios.
E este efeito teve lugar e de que maneira. Infelizmente de sinais errados, pois aos subsídios – p.ex. o estúpido Fundo de Coesão* já estava destruindo a coesão – juntaram-se os efeitos benéficos do euro e a “euro-farra” ficou atiçada. E como entretanto as causas do subdesenvovimento económico – diferencialização da economia – não tinham sido atacadas, agora chegámos ao fim da linha.
Rolf Damher
* A coesão social é um bem imatarial que quando existe um objectivo comum se materializa em euros, em bens materiais. Quando se tenta comprá-la com bens materiais existentes, a coesão social fica destruida. As provas encontram-se à vista.
SPIEGEL ONLINE, 03/09/2010
The euro is under attack like never before, as the promises on which it was based turn out to be lies. Hedge funds are speculating against Greek debt, while euro-zone politicians work behind the scenes to cobble together rescue packages. But fundamental flaws in the monetary union need to be fixed if Europe’s common currency is to survive. By SPIEGEL staff.
You can download the complete article over the Internet at the following URL:
http://www.spiegel.de/international/europe/0,1518,682432,00.html
“Geração Zero” ou “Geração Caótica de Woodstock”
Colocado por Carlos Fonseca em economia, geral, política internacional em 16 de Março de 2010
A máquina ultraconservadora americana está oleada para o exercício de temeridades comunicacionais poderosas. Tão poderosas que, além dos obstáculos criados ao crente Obama, na reforma do sistema de saúde por exemplo, é capaz de lançar diabólicas acusações de propaganda, mesmo sobre destinatários geracionais não identificados. O pior é que encontra um acolhimento, muito generalizado, de cidadãos norte-americanos, do Arkansas a Utah, que é como quem diz do primeiro ao último Estado da Nação.
Agora, segundo notícia do jornal i, A culpa da Crise é dos Hippies. Com efeito, afirma a notícia que “os hippies de Woodstock terão criado a base do colapso financeiro de Setembro de 2008”. Trata-se, efectivamente, de um libelo acusatório redutor e pensadamente malévolo, o qual impende sobre todos os hippies, em particular aqueles que à época experimentaram a exuberância de vida em Woodstock. Muitos já partiram, mas permanecem com todas as culpas gravadas na tumba.
A tese é defendida no documentário “Geração Zero”, da Citizens United, afecta ao Partido Republicano dos EUA. O produtor é um tal David Bossie que, certamente, encaixou uns quantos milhares ou milhões de dólares – o mais importante para ele – e manifestou com desmesurado desvelo a dedicação à causa republicana. Uma causa gratificante e que difere daquela que, por exemplo, atinge mais de 45 milhões de seus concidadãos sem cobertura de um sistema de saúde e expostos ao risco de sofrimento e/ou morte em caso de acidente ou de patologia de qualquer género. A culpa é – dizem eles – da ‘Geração de Woodstock’.
Até à revelação de tão esclarecedor libelo, confesso a minha ignorância. Julgava eu que o Alan Greenspan, nascido em 1926, o Milton Friedman (1912-2006), o Bernard Madoff (1938) e outros seus contemporâneos não se integravam na juventude de Woodstock. Afinal, das duas uma: ou festival de Woodstock é mais antigo do que eu pensava ou a plateia etária era mais alargada ao tempo.
Resta em mim uma desilusão, porque ao participar no “Woodstock à portuguesa”, em Vila Nova de Cerveira, também estou, de certeza, na “geração dos irresponsáveis”, ou seja, a “Geração Caótica de Woodstock” a tal que criou os ‘hedge funds’, a falta de supervisão da banca de investimentos, os bancos ‘off-shore’, a excelência do monetarismo e até, calcule-se, o casino de Wall Street. Este, todavia, continua em funcionamento com filiais dispersas por todo o globo.
Quando é que acabam os efeitos de Woodstock para que humanidade viva melhor? Da Citizens United nada me dizem. Nem sequer respondem.
A decadência
Colocado por Nuno Castelo-Branco em Eleições Presidenciais, economia, educação, face oculta, política nacional em 15 de Março de 2010

A tragicomédia de dois actos em que se transformou o mais que previsível Congresso do PSD, apenas vem confirmar a triste situação política na qual o regime esbraçeja. A total inconsistência do discurso dos contendores, o firmar de vaidades inconsequentes e uma absurda proposta que surge ao arrepio daquilo que deve ser um partido democrático, resume o conclave.
O surgimento do então PPD, proveio de uma rápida adequação dos quadros locais da ANP do final da 2ª república. De facto, os emissários de Lisboa percorreram o país e em nome do grupo da ala dita Ala Liberal do deposto regime, agremiaram gente bastante dispare e conseguiram formar um Partido que desde cedo se notabilizou pela existência de profundas clivagens pessoais. Não existindo uma sólida base ideológica que o colocasse na área do socialismo europeu ocidental e embarcando apressadamente na jangada revolucionária que proibia explicitamente uma democracia-cristã que normalizara a Europa pós-1945, o PPD permaneceu no limbo onde ainda se encontra.
e agora..que fazemos? o pib no chile
Colocado por Raul Iturra em economia, justiça, sismos em 12 de Março de 2010
Com a morte de Émile Durkheim, coube ao seu discípulo e sobrinho, Marcel Mauss, orientar a Revista Anual L’Année Sociologique, por si fundada em 1896, editada em Paris por Feliz Alkan. Por respeito ao seu desaparecido parente, quase um pai parra ele, quer por consanguinidade, quer por desenvolverem juntos o que Durkheim tinha aprendido na École Normal Superieur de Paris, Mauss deu continuidade à publicação, acrescentando-lhe um novo título: II série. A primeira série era a do seu tio, a segunda, dele. É nesta Revista, que escreve o seu famoso texto sobre reciprocidade, intitulado: Essai sur le don. Forme et raison de l’echange dans les sociétés archaïques, passando, mais tarde, a ser denominado apenas por Ensaio sobre a dádiva. E de dádiva, passa a ser designada reciprocidade, que eu analiso exaustivamente no livro editado em 2008, pela Afrontamento, para o qual remeto o leitor para maiores detalhes técnicos, científicos e históricos.
O que, de momento, me interessa é a reciprocidade. Defini-a como uma troca de bens com mais-valia, isto é, faz parte de um comércio feito sem moeda, caracterizando-se pelo intercâmbio de bens que não se têm por bens que se possuem. Nunca a pensei como uma dádiva que não espera recompensa, quase uma forma de caridade que tudo dá sem nada esperar em retorno.
Até que um dia deste ano de 2010, a 27 de Fevereiro, uma hecatombe abala o Chile e milhares de pessoas ficam sem casa e muitas outras morrem. Ainda não sabemos quantas, como relato no meu ensaio de Terramotos. Memórias Apagadas. Durante menos de um minuto, a terra tremeu na República do Chile, cidades completas ruíram, deixando as pessoas na rua, sem casas nem bens. Em sítios onde nunca antes tinha tremido, como a capital e todo o centro, desde Santiago até Temuco, 800 quilómetros de desolação, de terras abertas que engoliam seres humanos, que sumiam casas, que derrubavam paredes. Cidades inteiras ficaram sem habitações, sem ruas, sem abastecimento de água e de energia eléctrica, com os iminentes tsunamis sempre a ameaçar o que tinha ficado em pé. Histórias que todos sabemos
O problema não é voltar a mesma história. O problema é: o que fazemos agora?
Rui Pedro Soares – o elevador social
Colocado por Luís Moreira em economia, política nacional, sociedade em 12 de Março de 2010
Este rapaz por ser um boy do PS e sobrinho de quem é chegou a administrador da maior empresa do país aos 32 anos, sem curriculum, pois a PT é a única empresa que conhece e entrou de imediato para Director aos 28 anos, tudo num país onde, jovens de grande qualidade com curriculum académico e profissional relevantes, têm que abandonar o país para não cair no desemprego.
Um dos aspectos mais importantes para se avaliar a capacidade de um país no que ao mérito e à justiça social diz respeito é a igual de oportunidades. A capacidade que a sociedade e a economia de um país oferece aos seus cidadãos para, montados no mérito e mas capacidades individuais desenvolvidas, possam ascender socialmente. Portugal tem vindo progressivamente a perder esta capacidade! À emigração dos anos 60 formada por mão de obra não qualificada junta-se agora a emigração de gente qualificada.
Um país assim não tem futuro, andamos a treinar e a formar gente que custa muito dinheiro a todos nós para depois irem produzir para outros países que oferecem essas oportunidades de “ascenção social”. Quem nasce rico e em família rica e poderosa arranja emprego obscenamente remunerado, quem nasce pobre, mesmo que seja muito bom, a sociedade não lhe dá oportunidade para “apanhar o elevador social”!
Os amigos do rapaz e os boys e os que têm pretensões a boys e mesmo os que não sendo boys não vêm mais do que a cor do grupo, olham para estas críticas como se nada mais revelassem do que “inveja” ou confrontos partidários, fazendo crer que tudo isto é natural e quando as coisas mudarem tambem mudam os boys e as girls e adiante com a marinha. Mas não é assim, isto revela a incapacidade do país se desenvolver, de segurar os seus melhores, a injustiça social acentuada, a tendência para o empobrecimento.
Quem não percebe isto não percebe nada!
O PEC – futuro sombrio!
Colocado por Blogger Convidado em economia, política nacional em 10 de Março de 2010
Portugal terá que mudar !
O nosso grande passado não voltará —mas podemos criar um futuro ainda maior
Queremos virar Portugal novamente de dentro para fora
Exemplo de um possível mote e base de reflexão para um núcleo de pessoas de pensar e agir estratégico
que apreenderam a ver o mundo com outros olhos que os materiais-mecanicistas das últimas décadas.
Um PEC que apenas aponta para crescentes sacrifícios e um futuro sombrio sem perspectivas positivas a médio ou longo prazo como saír do atoleiro, tem sobre os cidadãos o efeito motivador de uma pilha de loiça suja por lavar. É uma construção mecanicista que contém tudo menos o essencial: o factor imaterial determinante e capaz de apontar para novos designios e novo crescimento orgânico, despoletando assim nova auto-confiança, motivação, entusiasmo, etc. Enfim, uma mensagem seguida de actos concretos que permita aos cidadãos vislumbrar uma volta por cima da situação desoladora, um break-even, isto é, o momento a partir do qual os sacrifícios viram benefícios e o sol brilha de novo. Sem o devido equilíbrio entre os soft e os hard facts neste tipo de medidas vale:
“A estratégia sem táctica é o caminho mais lento para a vitória.
Táctica sem estratégia é o ruído antes da derrota.”
Sun Tzu Leia o resto do post »
A mulher na gestão escolar
Colocado por Blogger Convidado em economia em 8 de Março de 2010

Fui convidada a escrever no Aventar por ocasião do chamado “dia da mulher”! Decidi falar sobre o “produto” da minha interessante actividade profissional!
Dedico-me à direcção da Escola Superior de Desporto de Rio Maior, instituição de ensino superior público que integra o Instituto Politécnico de Santarém desde 1997. Até meados dos anos 90, a formação em desporto centrava-se na educação física escolar, sendo que em algumas escolas era incluída eventualmente uma especialização em determinada área.
Foi então aventada a criação de uma escola com formação especializada nas áreas do desporto mais emergente. A Escola Superior de Desporto de Rio Maior abriu portas em Setembro de 1998 e tem tido um crescimento exponencial desde então, quer em n.º de alunos quer de professores. Leia o resto do post »
Para o PEC, este conselho
Colocado por Nuno Castelo-Branco em economia, história, política nacional, serviço público em 7 de Março de 2010
No momento do PEC, aqui deixamos um conselho velho de dois milénios. Ao governo e toda a oposição.
A Madeira já não é um jardim
Colocado por Luís Moreira em arquitectura e urbanismo, economia, geral, política nacional em 1 de Março de 2010

Quem conheceu a Madeira em 1974/5 fica assombrado com o que vê agora. A ilha foi literalmente destruída com betão! Há quem chame a isto “obra feita” mas a verdade é que “obra” seria melhorar ou fazer desaparecer as bolsas de pobreza que persistem, manter aquele paraíso de verde e cor. Uma realidade que ninguem pode negar, nesta primeira fase o nível das condições de vida melhorou muitíssimo, o turismo cresceu muito e com ele a hotelaria, construi-se um magnifico aeroporto que já não tira o sono a tripulantes e passageiros. A partir desta primeira fase o que se constrói na Madeira é para alimentar a máquina de construção civil que existe e que precisa de obras. Há sempre mais um túnel, mais uma autoestrada, mais uma ponte em construção ou em projecto, assusta perceber que há autoestradas que correm lada a lado. Leia o resto do post »
Ernâni Lopes – oportunidade na Madeira
Colocado por Luís Moreira em arquitectura e urbanismo, economia, geral, urbanismo em 27 de Fevereiro de 2010
Ernâni Lopes, ex-ministro das Finanças, diz que a tragédia da Madeira é uma oportunidade para salvar a ilha e para mudar o modelo de desenvolvimento.
É agora possível, já que tem que se investir milhões para recuperar a Madeira, proceder à correcção dos erros cometidos, e relançar a principal actividade económica da região, o Turismo, em outros moldes, abandonando a política de betão e tirar maior partido da beleza natural da ilha.
Manda o bom senso que os túneis, pontes, autoestradas, edifícios, hotéis deixem de ocupar todo o bocadinho de terra que resta e se passe a exigir um turismo de qualidade, incompatível com a concentração do betão e da demografia predadora.
Já agora vale a pena falar na ilha de Porto Santo, santuário recentemente descoberto pelos “artistas” do betão, as construções já andam muito perto da areia da praia e da água, tudo gigante, a invasão já deu os primeiros passos.
Adeus ilha de Porto Santo
Como tu não há igual
és a praia mais bonita
do reino de Portugal
cantava o MAX com o lenço na cabeça, ainda o vi já velhinho, nas festas das empresas a desafinar que era uma aflição. Pobre MAX se soubesses o que fizeram à terra que tanto amaste e que tanto cantaste!
Cego é quem não quer ver e Sócrates não quer!
Colocado por Luís Moreira em economia, geral, política nacional em 24 de Fevereiro de 2010
Boys abandonam o navio! Justiça se faça vamos todos para o fundo mas Sócrates tambem vai!
O desemprego está a crescer como não pode deixar de ser. As empresas fecham todos os dias, não há investimento, há a maior retracção ao crédito dos últimos anos e a duplicação do crédito mal-parado!
A procura interna e externa retraiu-se é pois normal que a tesouraria das empresas não tenha capacidade de expansão. Todos sabemos isso menos o primeiro ministro que continua no convés do navio a tocar clarinete enquanto o navio se afunda, como se viu e ouviu em recente entrevista.
O Boletim Estatístico do Banco de Portugal (tambem tu, Constâncio?) vem confirmar os maus presságios, pior, vem-nos dizer que a tendência é a de piorar mas a dimensão e o ritmo dessa tendência é muito preocupante. Em apenas um ano o crédito mal parado cresceu de 2.5 mil milhões para 4.5 mil milhões o que quer dizer que as empresas estão moribundas.
As falências e o desemprego vão continuar a um ritmo crescente durante todo este ano e, na altura de contar os despojos , a situação vai estar próxima de uma falência mas esta nacional. O que sobrar não vai aguentar o esforço necessário para pagar pensões, fundos de desemprego, serviço da dívida.
Entretanto, o nosso primeiro ministro, sozinho e com a água pelo pescoço, desafina no convés!
Estamos em ano de Sem-tenário…
Colocado por Nuno Castelo-Branco em centenário da república, economia, humor, política nacional em 24 de Fevereiro de 2010

Anda Portugal inteiro raladíssimo com o défice e por isso mesmo, urge auxiliar o governo no corte da despesa. Pode bem começar num edifício contíguo, onde as verbas para 2010 serão as seguintes:
1 – Vencimento de Deputados ……………………………………………12 milhões e 349 mil Euros
2- Ajudas de Custo de Deputados………………………………………..2 milhões e 724 mil Euros
3 – Transportes de Deputados …………………………………………….3 milhões 869 mil Euros
4 – Deslocações e Estadas …………………………………………………..2 milhões e 363 mil Euros
5 – Assistência Técnica (qual?) …………………………………………… 2 milhões e 948 mil Euros
6 – Outros Trabalhos Especializados (quais?) …………………………3 milhões e 593 mil Euros
7 – Serviço restaurante, refeitório, cafetaria…………………………………………… 961 mil Euros
8 – Subvenções aos Grupos Parlamentares………………………………………………970 mil Euros
9 – Equipamento de Informática ………………………………………….2 milhões e 110 mil Euros
10 – Outros Investimentos (quais?) …………………………………….. 2 milhões e 420 mil Euros
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Conflito não resolvido entre economia e meio ambiente
Colocado por Blogger Convidado em economia, geral em 24 de Fevereiro de 2010
“Mas eu não quero conforto. Quero Deus, quero
a poesia, quero o perigo autêntico, quero a liberdade,
quero a bondade. Quero o pecado.”
Aldous Huxley, Admirável Mundo Novo
Chamou-me a atenção um ensaio do Dr. Daniel Sieben*, um jovem economista alemão doutorado, que recebi através de um amigo alemão. Por demonstrar que o pensar e agir sistémico-holístico se encontra instalado em todas as faixas etárias e por apontar exactamente na mesma direcção por mim postulada em relação à saída da crise, resolvi traduzi-lo. Espero que dê para pensar e que vos seja útil.
Rolf Domher Leia o resto do post »
A economia com base no Euro
Colocado por Blogger Convidado em economia em 23 de Fevereiro de 2010

Para lá do livro do José Reis (Economia Impura) que é interessante, coincidiu terem-me enviado um artigo do Paul Krugman (“The Making of a EuroMess”, traduzível por “A Construção duma EuroTrapalhada”) muito actual sobre a economia com base no Euro, com notícias em vários jornais (p.ex. o Público de hoje) sobre como “abalado pela crise, o FMI mudou de discurso”, expresso em afirmações de responsáveis de que : “um pouco mais de inflação até pode ser positivo”, “reduzir os défices públicos pode não ser, num cenário de crise, a melhor opção” ou que “os fluxos de capitais nos países em desenvolvimento têm de ser controlados”…
Porque estes temas merecem óbvia reflexão, achei por bem enviar-vos em Anexos. O segundo, acessível através deste link abaixo
http://online.wsj.com/article/SB10001424052748704337004575059542325748142.html
relata essa “nova” postura do FMI e inclui referência a um relatório de Janeiro que é um trabalho “surpreendente” (para o próprio Paul Krugman) de Olivier Blanchard (com 2 colegas do Fundo), economista-chefe do FMI, um ex-PS esquerdista que já foi conselheiro desde o Mitterand até ao Sarkozy, mas sobretudo da Comissão Europeia..
Estórias do Sem-tenário de 2010
Colocado por Nuno Castelo-Branco em centenário da república, economia, face oculta, humor, política nacional em 23 de Fevereiro de 2010

Salário de Barack Hussein Obama, presidente dos EUA….. 294.000 EURO/ano (400.000 USD)
Salário de Armando Vara no BCP (2009)……………………………. 480.000 EURO/ano (653.000 USD)
Dotação de Cavaco Silva, presidente de Portugal…………………………………………17.000.000 EURO/ano
Dotação de João Carlos I, rei de Espanha…………………………………………………… 8.500.000 EURO/ano
e agora, uns pequenos detalhes acerca de gente mais comum:
Aumentos na Função Pública, PS e Sindicatos
Colocado por João Paulo em economia, geral, política nacional em 21 de Fevereiro de 2010
O movimento sindical português é dos menos poderosos da europa e ao contrário do que se diz na opinião publicada, Portugal tem dos mais baixos índices de conflito social, expressos, nomeadamente nos dias de greve, coisa quase impossível de acontecer nas empresas privadas.
A ditadura do dinheiro, o excesso de patrões e a falta de empresários, uma ditadura durante anos e um movimento sindical algo conservador justificam tal situação.
A negociação que tem havido entre o governo e os sindicatos da função pública tem sido pouco mais que anedótica. De um lado, os sindicatos dizem, com razão, que não podem ser sempre os mesmos a pagar a factura. Do outro, um infeliz secretário de estado, diz que é melhor estarem caladinhos porque no privado há gente sem emprego e por isso devem ficar bem satisfeitos com o que têm.
No meio disto uma coisa inovadora, até do ponto de vista matemático, que é o “aumento zero”. Será que alguém me consegue explicar o que é um aumento zero?
A realidade dos números mostra que a Função Pública foi aumentada desde 2000 18,16%. Mas, a inflação foi nesse mesmo período de 28,8%. Isso mesmo: os funcionários públicos nos últimos dez anos perderam 10% dos seus vencimentos.
Mas, com tal realidade, como é que a FRENTE COMUM, agora liderada pela Ana Avoila (candidata do PCP à C. M. do Barreiro) não consegue fazer valer a sua razão?

Se com Paulo Trindade (ex-deputado do PCP) nunca foi possível fazer valer a razão de quem trabalha, com Ana Avoila, só a sua presença é motivo de derrota. Não se trata de apresentar uma dimensão pessoal, porque no plano pessoal as pessoas merecem o máximo de respeito, mas antes de ver algo que não está bem: os líderes do movimento sindical na administração pública são maus!
Enquanto trabalhador da Administração Pública estou a perder há pelo menos 10 anos. Pergunto: as organizações que me representam vão ou não conseguir afirmar a nossa razão?
É que fazer greves de calendário, só porque sim… Creio que é um mau caminho!
Patriotismo e PS, uma relação estranha
Colocado por João Paulo em economia, política nacional em 21 de Fevereiro de 2010
As minhas noções de economia são escassas e não vão muito para lá do que qualquer trabalhador deste país sabe – no fim do mês sobra quase sempre mês no fim do dinheiro.
Em torno do orçamento de estado tem havido, fundamentalmente 3 correntes de opinião:
a) governo, PS, boys, empreiteiros, os do costume, etc- é preciso reduzir a despesa do estado e isso é feito à custa dos funcionários do estado, isto é, a fatia salários é a culpada das desgraças do país.
b) Oposição PSD: o corte tem que ser feito nas obras públicas de grande dimensão que não geram emprego.
c) Medina Carreira e Silva Lopes: isto não vai lá com paninhos quentes. Temos que reduzir e já a despesa.
Os boys do PS dizem que estes últimos são anti-patriotas porque só falam do que está mal, esquecendo o que de bom há no país. Eu costumo dizer que patriotismo é pagar impostos…

Os argumentos de Medina Carreira e Silva Lopes são os que mais me convencem – a cortar que seja já, sem pena de afectar A ou B. Sugerem um corte IMEDIATO de 5% em todos os salários e pensões, por exemplo, acima de mil euros / mês (informação ao leitor: eu faço parte deste grupo).
Dizem que assim conseguimos reduzir 5% da factura imediata e que isso será um grande contributo.
Sugiro, eu, Leia o resto do post »
















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