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Viver e morrer em Portugal
Colocado por Raul Iturra em geral, história, literatura em 26 de Novembro de 2009

Lenda: as terras do Luís
Tinha reservado o dia para comentar comentários de Aventar. Mas, uma má notícia, leva-me a protelar essas respostas para mais tarde. O filho de uma amiga deitou-se para descansar e nunca mais acordou. Deve andar pelos campos das Walküre, esse jovem engenheiro de alegre vida, cumprida cavalheira dourada enquanto a teve até aos seus trinta e poucos anos, cabelo que acabou por rapar no dia que começou a perder. Ficou….mais lindo que nunca. A sua mãe, sem ajuda de ninguém, excepto da família, o criou como o menino preferido, o seu único filho, aliás, bom irmão da sua irmã mais velha e excelente sobrinho, primo e tio. A sua vida era diferente. Sabia imensa filosofia, lia tudo o que nas suas mãos aparecia e escrevia imensos comentários das suas longas viagens ao exterior, especialmente pelo Oriente. Essa sua vida diferente, foi aceite e apoiada por toda a família, que o guardou no seu seio, a ele e aos seus amigos e amigas. Há tanto texto escrito pelo Luís Miguel Pimentel Correia, que em duros apertos anda a mãe para editar cumpridos ensaios e publicar um livro dos seus poemas e outras histórias descritivas da família, de Tailândia, da China, do Japão e outros sítios exóticos que visitou. Teve uma vida cheia de felicidade e a sua melhor aventura, era o debate porque sim. Sabia tanto, que os debates eram sempre ganhos por ele: grande lábia, ideias esclarecidas. O seu melhor amigo guarda, na Grã-Bretanha, a papelada para entregar à família, amigo aceite pela família toda como mais um filho. Teve a morte do corpo mas não a das recordações e do conjunto imenso de pessoas que o adoravam. Porque em Portugal há
Lenda: homem feliz que choraminga de forma injusta…
Clube dos Poetas Imortais: Daniel Filipe (1925-1964)
Colocado por XXX Carlos Loures XXX em Sem categoria em 8 de Novembro de 2009
Ouvimos o belo poema de Daniel Filipe, «A Invenção do Amor», muito bem dito por João Manuel Alves e seguido por uma canção de Pedro Abrunhosa inspirada no poema. Daniel Filipe é um poeta, nascido em Cabo Verde, mas que faz parte da história da Literatura Portuguesa do século XX – no entanto, não vamos com isso criar um problema com os nossos irmãos cabo-verdianos – digamos que ele pertence aos dois países – a Cabo Verde porque lá nasceu, a Portugal porque aqui viveu, sofreu, amou e escreveu a sua poesia maravilhosa.
Além dos livros que nos deixou, foi um activista cultural e político. No final da década de 50, trabalhou na delegação do Porto do jornal lisboeta Diário Ilustrado. Cordial, amistoso, grande contador de histórias, depressa se relacionou com um grupo de escritores antifascistas como ele – Egito Gonçalves, Papiniano Carlos, Luís Veiga Leitão e outros. Com este grupo ajudou a criar as «Notícias do Bloqueio», título de um poema de Egito Gonçalves e de uma série de nove «fascículos de poesia», publicados no Porto entre 1957 e 1961. A PIDE prendeu-o porque animação cultural para aquela gente significava «agitação social» (talvez não o tenham prendido só pela sua actividade cultural; mas também). Foi, segundo consta, barbaramente torturado. Morreu em Lisboa com 39 anos.











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