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Mudar de casa, de casa, de casa
Colocado por A. Pedro Correia em geral em 5 de Maio de 2010
Ruy Belo
Há pessoas que nunca mudaram de casa. Outras, como eu, quase perderam a conta às casas que habitaram. Mudo agora para uma casa a pouco mais de quinhentos metros da anterior, onde vivi doze anos, um recorde absoluto para mim.
São doze anos de objectos acumulados, de coisas com maior ou menor valor, de lixo, de inutilidades guardadas, de pequenas preciosidades, de memórias, de artefactos que pensamos duas ou três vezes se levamos, ou não, para a casa nova. São dezenas de hesitações, bugigangas que deitamos para o caixote do lixo e, passados minutos, regressamos para recuperar e que, pouco depois, rejeitamos de novo.
Doze anos sem mudar de casa são, no meu caso particular, doze anos de papeis acumulados, fragmentos de poemas, frases com sentidos desconexos, pensamentos incompletos, rabiscos, desenhos em guardanapos, apontamentos, números de telefone sem a indicação do nome a quem pertencem, cartões de visita com apelidos e ruas que não recordo, os primeiros (e os segundos e terceiros) bonecos desenhados pelos filhos, as primeiras palavras caligrafadas, trabalhos do dia do pai, postais do dia da mãe, infantilidades do dia da flor. Novas hesitações porque aquelas representações não nos pertencem, somos apenas depositários delas em nome deles, algumas têm de ficar para trás, não podemos levar tudo, há que fechar os olhos e deitá-las fora, ou rasgá-las imediatamente para que o arrependimento não nos vença.
Mudar de casa é fazer contas à vida, sopesar o tempo, despertar memórias, confrontar-se com o apego e o desapego, triar o útil e o inútil, maldizer o consumo excessivo, sujar as mãos no passado, respirar o pó do que já fomos. Leia o resto do post »
Como Se Fora Um Conto – Na Páscoa, o Compasso Já Não Vem a Minha Casa
Colocado por José Magalhães em literatura, sociedade em 4 de Abril de 2010
Ao contrário de muitos que fazem questão de dizer que são tudo menos católicos, e que, em todas as manifestações religiosas, cá nos vêm informar da sua não religiosidade, como se isso fosse de algum interesse, não tenho por hábito falar das minhas convicções.
Desta vez, no entanto, resolvi vir falar da minha tristeza por já não ter o Compasso em minha casa, e da minha saudade dos tempos em que, em casa de meu avô paterno, toda a família se reunia para o receber.
O dia amanhecia muito cedo para toda a gente, excepto para nós, crianças. Éramos nove primos, e seis de nós dormíamos naquela casa. Era como se fosse Natal, mas não havia prendas. Quando nos levantávamos, ao som de fundo dos foguetes, já nossas mães e tias se atarefavam nas lides de tudo deixar a postos para «receber o Senhor», e a senhora Margarida e uma ajudante labutavam na cozinha para que o almoço fosse como sempre, sublime.
E lá em casa, fazem a mesma coisa?
Colocado por A. Pedro Correia em geral em 20 de Março de 2010
Afinal podemos ficar descansados. Os computadores são pessoais, podem parti-los à vontade.
Faltam 428 dias para o Fim do Mundo
Colocado por Fernando Moreira de Sá em sociedade em 27 de Fevereiro de 2010
Sobre a horrenda tragédia do Chile deixo para o aventador Prof. Raul Iturra, ninguém melhor do que ele para falar no tema. Tudo no dia em que a nossa Protecção Civil alternou entre o amarelo, laranja e vermelho. Como sou um cidadão cumpridor, estou enfiado em casa. Não sei se aproveite para exercitar os músculos (banhas) na Wii ou se espere novas da bola.
No fundo, ficar em casa sempre significa colocar a leitura em dia e ver como andam as modas laranja (e não estou a falar do temporal de hoje mas de outro que se avizinha).
Petição para salvar a casa de Salgueiro Maia
Colocado por Aventar em Sem categoria em 24 de Outubro de 2009
O Aventar lançou uma petição para salvar a casa onde nasceu o capitão Salgueiro Maia em Castelo de Vide. Uma casa que se encontra em estado de degradação evidente e em perigo de ruína. Para assinar a petição, que será enviada à Assembleia da República, basta colocar nesta caixa de comentário o nome e respectivo Bilhete de Identidade. Já temos centenas de assinaturas e, enquanto a respectiva página na barra lateral não está disponível, terá de ser este o método utilizado (coisas da mudança do wordpress para os blogs do Sapo. Salvar a memória de Salgueiro Maia é salvar a nossa memória comum. Façamos alguma coisa por todos nós. Um agradecimento final à Maria Monteiro, a autora da foto e a primeira a alertar para o estado de destruição da casa.











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