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Rapidinha – a crise

“Mais vale uma crise política que viver todos os dias em crise !”

” O governo tem estado a correr à frente da crise. Dá a impressão de que está à espera que alguem lhe dê um golpe de misericórdia”.

“Não é possível num momento em que se está a exigir ao Governo que seja austero na despesa pública, que se venha depois pressionar um aumento de despesa para as regiões autónomas”

” A Madeira é uma das regiões mais desenvolvidas do país e isso não pode deixar nenhum social-democrata indiferente”.

Pedro Passos Coelho em directo! despesa pública, madeira,PSD,

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À socapa os impostos vão subindo…

Como quem não quer a coisa o Estado vai sacando tudo o que pode. Agora os chamados "brings benefits" tambem já pagam descontos para a Segurança Social e as empresas contribuem com a sua parte.

 

Se até sou capaz de estar de acordo ( são os carros, os almoços, os cartões de crédito…) quanto às empresas é que não é ajuda nenhuma, quando o que se discute na UE é baixar o peso das contribuições para o Estado. Mas aqui no nosso país não há margem para nada, a despesa pública cresce ( já é superior a 50% do PIB) e os impostos têm que subir.

 

Quem não sofre com os impostos é a banca que ganhou, nos últimos três meses, cinco milhões de euros por dia ,e que no ano passado não pagou mais de 15% de IRC, enquanto as empresas falidas pagam mais do dobro. E se lhe juntarmos o que se esconde nas off shores, o IRC não atinge os dois dígitos. Enfim, justiça e equidade fiscal à Partido Socialista.

 

Contra os 5.9% de déficite de Teixeira dos Santos aí estão os 9% da UE e a tenaz começa a apertar com a redução do déficite a começar já em 2010. E a Dívida Pública, e o desemprego, está tudo a subir e não controlado.

 

O mais depressa que lhes seja possível, vão começar a retirar as ajudas específicas da crise. Nos BPP, BPN e BCP é que não vão retirar nada, nos apoios ao desemprego vão começar a apertar porque a situação não é sustentável, embora isso seja um terramoto social, porque a retirar é a quem não tem outros rendimentos.

 

E a criação de emprego com as grandes obras só tem efeito lá para mais adiante, 2011?

 

A crise internacional está a melhorar, mas a crise nossa, muito nossa, está a agravar-se.

 

Desta vez quem será o culpado?

 

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A herança socialista

No Expresso:

 

Um buraco negro de cinco anos em que Portugal andou a marcar passo e a engordar o estado, que vai sair da crise mais pesado que nunca. Desde a década de noventa, Estado empresas e famílias andam a gastar acima das possibilidades e o fim da linha está cada vez mais próximo. A economia nacional, que já teve quase dez anos de fraco crescimento, pode continuar a marcar passo mais uns anos.

 

Como é que se resolve esta complicada equação que mistura ingredientes esplosivos como fraco crescimento económico, desemprego elevado e contas públicas desequilibradas?

 

Não há espaço para aumento de impostos e o caminho tem que ser emagrecer o Estado. Temos que ir à raiz do problema, temos despesa pública a mais. Devíamos congelar a dívida pública ao nível de 2008 durante dois ou três anos.

 

Mas onde há flexibilidade para congelar despesa? Nas pensões e nas despesas de saúde mas aí quem aguenta a factura são os mais pobres! A irresponsabilidade pode levar a isso.

 

A dívida externa está nos 100%, se não fosse estarmos no Euro a festa já tinha acabado.

A crise internacional está quase a acabar fica a nacional que dura há vários anos, e esta só se resolve com a criação de riqueza, com a produção de bens transaccionáveis de exportação e que substituem importações.

 

Mas para isso é preciso muito trabalho, determinação e competir em mercados muito exigentes. É dificil e meritório, é mais fácil fazer obras públicas !

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