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A Turquia e a Grécia – problema político que dá dinheiro!

Este é um assunto político que deveria ter uma solução política. E que se saiba uma solução política não precisa de sustentar 100 000 soldados de um lado e outro, nem precisa de seis submarinos de um lado e outro.

Seria por aqui que a União Europeia deveria pegar no assunto para resolver o déficite das contas públicas da Grécia e, ao mesmo tempo, trazer a Turquia para dentro da União. É fácil, é barato e dá milhões! Mas assim, a vender armamento, temos a Alemanha a emprestar o dinheiro dos contribuintes alemães à Grécia, tão mal vista pelos alemães, os mesmos que vão lá cobrar uma taxa altíssima para remunerar as poupanças dos cidadãos alemães que estão tão zangados com a Grécia! Confusos?

Não estejam que eu explico outra vez. A Alemanha afunda as finanças públicas da Grécia , vendendo-lhe armamento e depois empresta-lhe o dinheiro dos seus cidadãos, para que a Grécia pague os submarinos, assim, fica a Grécia com os submarinos que não servem para nada e com a dívida e os Alemães com o dinheiro cobrado dos submarinos e o crédito. Por sua vez a Grécia pede dinheiro aos outros países europeus para pagar os juros e a dívida que, por sua vez, pedem dinheiro à Alemanha para poderem emprestar à Grécia! Confusos?

Então agora façam o mesmo racíocinio para Portugal, Irlanda, Islândia, Espanha …

PS: troquem só os submarinos pelo TGV…

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O exemplo da Irlanda

A Irlanda anda por aí a dar exemplos que nos deviam fazer pensar. Primeiro foi o “milagre” do desenvolvimento que afinal não a defendeu de uma crise profunda, será que muita da riqueza tambem era de casino? Isto reforça a ideia que todos temos que a informação que nos é dada, no que importa, é formatada.

Mas a Irlanda tambem é exemplo porque perante os problemas, os enfrenta com coragem e verdade – corta os vencimentos dos funcionários públicos em 10%, enquanto aqui, alegremente, andamos a aumentá-los; corta tambem em 15% os vencimentos dos ministros e 20% no vencimento do primeiro-ministro.

Está aberto o caminho para que por aí abaixo, a sociedade irlandesa se acomode a ganhar menos, o exemplo vem de cima e sendo assim, gestores, professores, juízes dificilmente se colocarão na posição reinvindicativa que pulula cá pelo sítio.

Não posso deixar de lembrar que o nosso digno Governador do Banco de Portugal ganha mais que o seu congénere americano, o que não o inibe de uma e outra vez clamar para os vencimentos dos funcionários públicos serem congelados. E não teve visão bem competência para antever o que andava por aí…

Se ninguem respeita ninguem, se não há ética, se o exemplo não vem de cima, espera-se que os que ganham menos e vivem pior acreditem em quem os governa?

Pagamos impostos mas não somos tontos…

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Não tenham medo!

Não tenham medo! Ouvi esta frase da boca de João Paulo ll e fiquei impressionado, havia qualquer coisa que só ele sabia, e esta emoção que me transmitiu, não a coloquei em dúvida. Soube-me bem, apaziguou-me.

Mas que pensar desta coisa extraordinária que é sabermos que quer a Irlanda, quer a Grécia, souberam que estavam na bancarrota pelo Financial Times? E isto em dois países em que a democracia está instalada, onde a comunicação social deveria ser livre, onde os governos deveriam falar verdade .

Na comunicação do Presidente da República os perigos apontados, a situação caracterizada, é de tal forma diferente da apresentada pelo governo, que um deles está a mentir. O que temos certo é que há instituições internacionais que nos andam a avisar, sabemos que há a velha máxima : “se há alguma coisa que possa correr mal, corre mesmo ” , há mesmo quem desconfie que ainda há grandes “buracos negros” não descobertos, que 2010 será um manancial de más notícias…

E agora ? Tenho medo ou não?

E se tiver medo faço o quê? O governo anda a anunciar o fim da crise desde o dia em que ela começou, os partidos da oposição estão à espera que tudo corra mal para então, conversarem com o PS, sem Sócrates. E nós, lemos o Financial Times?

Não sai aí mais um “escândalo socrático” para que possamos ter direito à verdade? O homem ía à vida e nós podíamos dormir descansados!

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