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era uma vez um rapaz…
Colocado por Raul Iturra em cultura, humor, música, sociedade em 29 de Maio de 2010

Papageno e Pagena, personagens de Mozart que alegraram a minha infância
Era uma vez um rapaz que não conseguia dormir. Ainda bebé e depois da mamada, dormir não conseguia. A fada madrinha do rapaz, de nome Carolina [1], porque todos os pequenos têm fada madrinha para viverem calmos e sem medo, sussurrou no ouvido da mãe do rapaz: “toca Mozart [2] na viola ou no piano e vais ver o que acontece”. O encantamento da fada madrinha foi forte: mal o rapaz ouvia essa música, adormecia. Foi… o toque mágico. A seguir à mamada, tocar Mozart era parte do alimento: comida para o corpo e música para a alma. A canção tocada, sempre a mesma, repetitiva, essa música das Campainhas Mágicas para xilofone, que adormecia o bebé, ou a canção da Mãe Lua ou Rainha da Noite, convertida para piano. O rapaz cresceu, a música não era suficiente, queria saber porque Papageno, se era caçador de pássaros, tocava uma música, e a Fada Madrinha respondia: “para os atrair e caçá-los, menino! E a primeira caçada foi uma senhora pássaro, disfarçada de velha, mas que passara a ser uma linda catatua que encantou o caçador, e tiveram muitos filhos, todos eles passarinhos…e o conto para embalar ia ficando por esses trilhos, porque o rapaz adormecia. As crianças ficavam admiradas e gostavam de ouvir essa música para adormecer. Os contos de embalar têm essa magia, são… peganhentos… imitados. O melhor remédio dos pais é saber qual a varinha mágica que coloca os pequenos a dormir a noite toda. O rapaz do meu conto, até ao dia de hoje, precisa da sua música para adormecer, tal como estes mais novos, os seus descendentes que ouviam a história narrada todas as noites, queriam ouvi-la mais uma vez. Particularmente pela habilidade do pai em a mudar sempre, para as entreter melhor. Rapaz que, ainda em pequeno, aprendeu a ler sem dar por isso, no colo do pai, enquanto este lia um livro, ele espreitava as letras, letras que aprendeu com a mãe e professora em casa, porque, minhas crianças, o rapaz tinha uma manha: adorava ficar com a família, ler e ouvir a sua música. Escola? Nem por isso, havia muita miudagem em casa, mais não Os doutores das letras permitiam, apenas, estudar em casa até os 11 anos. Depois disso, o rapaz da história ao dar-se com outros, adorou. Não sabia o bom que era estar com amigos. Esse rapaz cresceu, as asas do saber apareceram nos seus ombros, ganhou prémios, o que as crianças do rapaz adoravam ouvir, era tão fácil e não esse pandemónio que os descendentes do rapaz tinham que atravessar todos os dias. Essas crianças adoravam a fada madrinha do rapaz e queriam ter uma, e o rapaz pai dessas crianças, de imediato lhes emprestou a fada madrinha
Na noite da música
Colocado por Adão Cruz em literatura, poesia em 11 de Maio de 2010
No sofrimento da noite da música enrosquei meus ramos de árvore seca no sono do teu regaço, nascido de um tempo sem tempo, tão perto e tão distante do peito amante na hora do desejo.
Por dentro da noite fechada e muda, aberta a sonhos que desmoronam tectos e paredes, de que servem rostos sem palavras, e o fruto maduro dos teus lábios caído na noite deserta?
Que amor de liberdade, que liberdade de amor, se todos os caminhos não passam de caminho sem regresso?
Metamorfoses de paz e desejo apenas multiplicam falsificações eróticas em urdidura de novela.
A força do piano de Pletnev acordou-me. Não há “interrupted dreams” dentro de mim, pois já não crescem “dreams” no meu jardim.
Teu sorriso de vento forte que ainda me ergue das águas fundas num impulso de mil ventos, já não abre a todo o pano as velas do meu barco, perdido no mar, muito longe de voltar.
Sonic Youth no Porto
Colocado por Vitor Silva em cultura em 24 de Abril de 2010
Acabou há pouco mais de uma hora o concerto dos Sonic Youth no Porto.
Foi um concerto cheio de energia, ou pelo menos com energia suficiente para deixar de rastos um trintão como eu.
O bilhete dizia que o concerto começava às 21.00 mas a essa hora estava eu a vê-los sair do Abadia por isso fui com calma para o Coliseu.
Foram quase duas horas de profissionalismo com muitas musicas do ultimo álbum e algumas passagens por outros mais antigos como daydream nation, e experimental jet set and no star.

Muita energia mesmo. A única palavra que encontro para descrever é mesmo Raw Power… com um final apoteótico com Thurston Moore a entrar quase pela plateia, por esta altura deve estar muita gente a dizer que também nunca mais vai lavar o braço outra vez.
O concerto acabou a “horinhas” decentes ainda a tempo para um copo na baixa do Porto.
Galandum Galundaina
Colocado por João Paulo em música, regiões, sociedade em 13 de Abril de 2010
Já por cá se falou deles, mas sou obrigado a voltar ao palco, também por eles.
São gente de qualidade que faz música fantástica procurando mostrar que ser (n)do interior não é uma fatalidade.
Car@s leitor@s,
os Galandum Galundaina:
iPod – Um pedido de ajuda pascal:
Colocado por Fernando Moreira de Sá em música em 4 de Abril de 2010
Confesso, sou um dos últimos parvos que compra música. Sim, é verdade, eu ainda compro música. Depois de anos com a Tubitek elevada a minha herdeira, surgiu a FNAC que se amantizou violentamente com a minha carteira.
Até ao dia. Ao dia em que uma boa alma decidiu por fim ao meu calvário na FNAC e as suas constantes mudanças do escaparate de música alternativa e sucessivos atrasos na disponibilização das últimas boas novidades, oferecendo-me um iPod nano de 16GB. Ok, passei a ser extorquido pelo iTunes. Para cúmulo, o rádio do meu carro não tinha uma entrada auxiliar. Dass. Até que arranjei uma maquineta meia doida que punha a minha música a tocar no rádio, via frequência, mas que se perdia constantemente nas viagens mais longas, ou seja, sempre que me desviava mais de 10km de casa.
Entretanto, uma troca de carro resolveu o assunto. Tinha entrada auxiliar. Maravilha…ups, tinha que mudar as músicas à mão. Quem considera perigoso conduzir e falar ao telemóvel nunca experimentou iPod e conduzir. Entretanto fui informado que o rádio tinha disco duro ou coisa do género. Uns vinte gigas, pelos vistos. Esfreguei as mãos de contente. Vi a luz!
Novo balde de água fria: o caraças do iPod não passa as músicas para o rádio! Inferno. Ando eu a cumprir a lei, a comprar música e o iPod não deixa passar as músicas para o tal disco do rádio. O cabrão! E saber que todos me chamavam/chamam totó por comprar música…
Por isso, escrevo este post a pedir ajuda aos leitores: alguém conhece um meio de eu enganar a Apple e conseguir passar as minhas várias centenas de músicas para o rádio do carro???
Declaração: eu não gosto dos Tokyo Hotel
Colocado por Daniela Major em humor em 29 de Março de 2010
Eu sou uma pessoa que respeita a opinião dos outros. Tenho amigos que fazem parte de juventudes partidárias, tanto da JSD como da JS, tenho amigos comunistas, embora estes não tenham coragem para se filiarem, tenho alguns que não sabem quem é o Primeiro-Ministro e em Inglaterra até conheço pessoas que inclusivamente vão votar no BPN na próxima general election.
É também verdade que falo com pessoas que acham que os Delfins cantam bem e que um homem pintar o cabelo é aceitável e bonito. Amigas minhas adoram o Nicholas Spark e aquelas histórias em que alguém tem um cão e depois morrem com uma doença desconhecida e complexa. É assim, não tenho nada contra. Eu até conheço pessoas que acham que o Thomas Crowmell era boa pessoa e que Henrique VIII era um bom Rei (se bem que aqui a culpa é do J. Rhys Myers).
Mas há uma coisa que eu não tenho e dou graças a Deus por isso (não sei bem se agora se pode dar graças a Deus, isto agora com a pedofilia não se sabe. Tenho que rever o meu manual das coisas que são ou não socialmente aceitáveis). Eu não tenho amigos que gostam dos Tokyo Hotel. Porque eu posso tolerar a malta das jotinhas, a malta que acha que o Nick Griffin até tem boas ideias, a malta que acha que o Nicholas Spark é literatura, mas agora os Tokyo Hotel é algo completamente diferente. Temos que enfrentar isto: eles são maus. Não, a sério. Cantam mal, escrevem mal, não há nada de certo com aquele grupo de adolescentes. Pior que os Tokyo Hotel só mesmo as fãs dos Tokyo Hotel e talvez seja esta o cerne do problema. Eu conheço pessoas que dormiram no chão por causa do concerto dos U2. Ok, mas são os U2. O Bono canta bem e faz coisas boas.
Os Tokyo Hotel têm aquele efeito que os Beatles tinham só que os Beatles eram bons. Há dois anos, acho eu, choravam e berravam na televisão porque o Bill tinha um problema na garganta e não podia cantar. Este ano esperemos que o Bill não tenha nada porque de novo aquelas cenas em directo é…mau. Sim porque os Tokyo Hotel vão voltar. E aproveitando as férias já há tendas no pavilhão atlântico. Eu devo ser a única que vai ter que trabalhar nas férias. A culpa é de História. E do bom gosto certamente.
Dia mundial da poesia?
Colocado por Adão Cruz em arte, literatura, poesia em 21 de Março de 2010
Dia mundial da poesia?
Comemora-se hoje o dia mundial da poesia. Não é coisa que eu engula facilmente.
Por todo o país e, provavelmente, por todo o mundo há tertúlias e coisas mais ou menos engraçadas. Algumas coisas boas, e outras de pouco ou nenhum valor. A pergunta mais corrente será: O que é a poesia? O que é ser poeta?
Daniel Barenboim, um dos maiores pianistas e maestros da actualidade, diz que é impossível falar de música, e que são muitas as definições de música, mas que, na prática, se limitam a descrever uma reacção subjectiva. Todas elas parecem dizer muito e não dizem nada.
Sem querer pôr-me à ilharga de Barenboim, eu também digo que não sei o que é a poesia, e duvido muito de quem diz que sabe. Desde a respiração de Deus à depuração absoluta da palavra, já ouvi de tudo. Parecem dizer muito e não dizem nada.
Isto, porque a poesia é um sentimento, o sentimento poético, como o sentimento do amor, o sentimento da alegria, o sentimento da tristeza, o sentimento do medo. O mesmo acontece na arte, ou sentimento artístico, seja qual for a expressão artística, plástica, musical etc. E o sentimento é um fenómeno muito complexo. Leia o resto do post »
Os alunos mataram o professor de Música. Coitadinhos dos alunos
Colocado por Ricardo Santos Pinto em educação em 12 de Março de 2010
As declarações do Director-Regional da Educação de Lisboa à saída da Escola de Fitares são o retrato ideal das razões do estado actual da educação em Portugal: o professor era frágil emocionalmente, tinha problemas, mas os alunos, que até são bons alunos, têm de ser protegidos, coitadinhos, que é para não se sentirem culpados. De resto, já estão psicólogos a tratar do assunto. Quanto ao professor, parece que no seu estado actual não precisará muito de psicólogos.
Deu nisto a política educativa de Maria de Lurdes Rodrigues, que neste momento tem as mãos sujas de sangue. Não devia conseguir dormir de noite até ao fim dos seus dias. Um conjunto de medidas e de discursos, ao longo dos anos, que só tiveram como objectivo denegrir a classe dos professores junto da opinião pública e retirar-lhe prestígio e credibilidade.
As alterações ao Estatuto do Aluno, conjugadas com o novo regime de Gestão Escolar, fizeram o resto. Hoje em dia, a escola não tem poder para castigar de imediato um aluno indisciplinado, quando antes, de acordo com o Estatuto promulgado pelo ministro David Justino, o Presidente do Conselho Executivo podia suspender imediatamente um aluno até 5 dias. Hoje em dia, o Conselho de Turma pode nem sequer ser ouvido.
Para além disso, o Director da escola está hoje nas mãos dos Encarregados de Educação, que estão sempre em maioria no Conselho Geral, mesmo que não o estejam em teoria. A qualquer momento, os Encarregados de Educação podem dar cabo da vida de um Director e é por isso que mandam nas escolas. E como a maior parte dos nossos Directores não tem a fibra suficiente para pôr os pais no seu devido lugar, recebe 1, 2, 3, 7 queixas de um professor e acaba sempre por dar razão aos alunos. Ou não faz nada, o que vai dar ao mesmo.
Sei do que estou a falar.
«É da idade», dizia um dos alunos do 9.º B com mais participações disciplinares. Aos meus meninos de 9.º ano, eu explico-lhes gentilmente, logo na primeira aula, o que acontece a quem tem problemas de comportamento provocados pela idade. O professor de Música não foi capaz disso? Não é justificação para que pareça ser o culpado por ter morrido.
Não, não foi ele o culpado, mas sim um bando de 25 energúmenos que, por não terem recebido em casa a educação suficiente, cresceram com um sentimento de impunidade e de irresponsibilidade. E aí, a culpa já não é deles.
Títulos de Programas de TV – Ídolos ou Epifenómenos?
Colocado por Carlos Fonseca em Media, música em 6 de Março de 2010
Na luta pelas audiências, as estações de TV recorrem ao uso de títulos altissonantes para baptizar programas cuja finalidade é captar a adesão de milhões de telespectadores. ‘Ídolos’ foi um dos casos recentes.
Em minha opinião, considere-se embora os esforços das máquinas de mediatização, na música ligeira, como em outras áreas de expressão artística, os verdadeiros ‘Ídolos’ não se fabricam através de métodos artificiais e fórmulas de resultados instantâneos, tipo mousse ‘Alsa’. O estatuto inicia-se sobre qualidades inatas e adquire dimensão universal ao longo de prolongadas carreiras, carregadas de esforço. O talento, reafirmado de forma constante, consolida, portanto, esse estatuto. Assim sucedeu com Amália Rodrigues, Louis Amstrong, Edit Piaf, Frank Sinatra, Ella Fitzgerald, Bruce Sprinsteen, Beatles e tantos outros que, em diferentes épocas, granjearam níveis de popularidade à escala mundial.
Pobres e Cultos
Colocado por José Magalhães em sociedade em 5 de Março de 2010
Estavam os três sentados numa das mesas, a mais afastada da entrada, e o único que tinha barba, pêra e bigode, razoavelmente cuidada, falava mais que os outros, como que dando uma aula. A espaços era interrompido com perguntas ou comentários. Falavam da dificuldade em arranjar emprego remunerado, que trabalho todos iam tendo de uma maneira ou de outra.
Distraí-me, a conversa dos outros não me diz respeito, e quando por acaso voltei a prestar atenção, já a conversa versava sobre política internacional. E o que ouvia era bem dito e com conhecimento de causa. Achei estranho já que os três indivíduos me tinham parecido, à primeira vista, “uns pobres coitados”, e comecei a prestar um pouco de atenção. Mais tarde ainda falaram de fotografia, melhor dito, um falou, e bem, e os outros ouviram, como seria de se esperar já que estavam num local que promovia exposições e mostras de fotografia, e acabaram a falar de música clássica e da sua mistura com a música ligeira. Algo parecido com o que aqui vos mostro.
Todos mostravam uma cultura acima da média e uma forma de falar cuidada, com o homem da barba a comandar e reger a conversa
Tudo aquilo era um pouco estranho para mim. A letra não condizia com a careta.
Aos poucos, com o evoluir do que fui ouvindo, fiquei a saber que eram três “sem abrigo”, todos na casa dos cinquenta anos, sendo um de Coimbra, e dois da área do Porto.
Quando reparei que tinha esmorecido a conversa, fui falar com eles.
Com alguma dificuldade lá me confidenciaram que um tinha uma licenciatura em gestão, outro tinha ficado pelo terceiro ano de medicina e o terceiro tinha o antigo sétimo ano do liceu e tinha estudado alguns anos de piano no conservatório. Todos a viver na rua, sem emprego, sem família, sem amigos. E no entanto, cultos e interessados pelas coisas da vida e do mundo.
E eu que julgava que “esta gente” mais não era que um bando de desgraçados, bebedolas, que se tinham entregado às dificuldades da vida, desistindo de viver.
Como a gente se engana!
Aventar com Vivaldi
Colocado por Carlos Fonseca em música em 5 de Março de 2010
Os homens notáveis são aqueles cujas existências e obras perduram na memória e admiração da humanidade, geração após geração, século após século. Ontem, com o “Aventar em obras”, não tive a oportunidade de homenagear António Vivaldi, nascido em Veneza em 4 de Março de 1678 (4 de Março é também a data de aniversário da minha filha mais nova).
Este género de homenagem a compositores musicais proporciona-me igualmente um sabor especial: o prazer de diminuir todos aqueles que de forma sistemática, na blogosfera ou fora dela, se entregam ao prazer mórbido da cabotinagem.
Apesar da dita homenagem não ter podido realizar-se ontem, aqui, não me dispensei de o fazer hoje com recurso a um video das famosas “4 Estações”.
Vencidos, à primeira hora do primeiro dia da primeira estação, os cabotinos iniciam o regresso à toca, mudos e de orelhas caídas. Coitados! … mas voltam sempre a cabotinar.
Afinal, são mesmo os músicos os que mais perdem com a pirataria
Colocado por José Freitas em cultura, música em 2 de Março de 2010
Hoje tenho de me penitenciar. Errei. Admito que terá sido por desconhecimento, mas não fui mal intencionado. No passado disse e escrevi que não eram os músicos os mais prejudicados pela pirataria de música. Errei. Os músicos são, de facto, os mais prejudicados.
A imagem do disquinho que acompanha este texto permite verificar que são os músicos, artistas individuais ou bandas, aqueles que menos recebem. Todos os outros agentes em redor da indústria da música ganham mais com a capacidade técnica e criatividade dos artistas. Sim, daqueles que ganham menos. Logo, quanto mais pirataria menos recebem os artistas.
Poemas do ser e não ser
Colocado por Adão Cruz em literatura em 22 de Fevereiro de 2010
Passei o dia a ouvir música
sempre a mesma
alternando Madredeus e Erik Satie.
Como foi possível
parecerem-me tão semelhantes?
Que percebe de sons
este monocórdico espírito?
Mas foi o mesmo
o que produziram em mim:
a sensação amarga
de ter atirado fora uma paveia de sentimentos.
Como vou misturar
é quase certo que nada existe
nada está perto nem eu estou triste
com Embryons desséchés
e Peccadilles importunes? Leia o resto do post »
a paixão que mata o amor
Colocado por Raul Iturra em antropologia, arte, literatura, poesia em 15 de Fevereiro de 2010

A morte de Beatriz
Para a mulher que respeito e amo, ela sabe quem é….
O povo português anda preocupado pelas batalhas políticas. Nem sabemos quem nos governa: se é o primeiro-ministro ou a oposição. E se é a oposição, qual é, entre todos os presidentes dos partidos das bancadas que fazem do governo uma minoria, o que exerce o poder? Minoria que, estrategicamente, procurará convénios com os partidos mais pequenos que apoiam o governo minoritário, com condições eternas.
Devo confessar que é um tema interessante, apaixona-me no meu querer saber de como vamos resolver a crise económica que nos atormenta e empobrece, como vamos criar mais postos de trabalho, como vamos agasalhar os que têm frio e fome especialmente em dias de festa, como o carnaval. Povo teimoso que, com frio e tudo e sem dinheiro, passeia e anda pelas ruas da alegria, esquecendo assim as da amargura.
No entanto, quando estamos no meio de outros problemas, sobretudo emotivos, o que o governo faça ou não, passa para segundo plano nos nossos interesses. Até um certo ponto. A crise económica entra nos nossos sentimentos e ficamos fracos para o amor. Bem queríamos amar sem preocupações e oferecer presentes, mas a carestia de vida em que este fraco governo nos meteu, faz-nos mais pobres ainda: de recursos e de emoções.
Os recursos, podem ser resolvidos, o amor também. Um nada de optimismo coloca-nos nas portas da serenidade e da paz. Requisito mínimo, para sabermos conviver em permanente conflito político, especialmente nós, que apoiamos o governo de minoria e os seus aliados. Leia o resto do post »
Vadú morreu, Cabo Verde empobreceu
Colocado por A. Pedro Correia em música em 17 de Janeiro de 2010
Entre as maiores estrelas da nova geração de músicos cabo-verdeanos, existem os que se afirmaram fora de Cabo Verde e que são, tantas vezes, resultado, eles próprios, da imensa diáspora das ilhas, e os que começaram por se afirmar no país, aí residindo, sendo, porventura, mais conhecidos dentro do que fora de fronteiras. Entre esses, os meus favoritos são Princezito, Vadú e, em alguns momentos, Tcheka, nomes quase desconhecidos entre nós.
Soube agora, repentinamente, da morte de Vadú.
Imagino, porque conheço o amor que Cabo-Verde lhe dedicava, a consternação sentida pela sua morte. Depois de Orlando Pantera, outra grande promessa da música cabo-verdeana desaparece precocemente.
Aquando da minha última estadia em Cabo Verde recusei, um pouco por falta de disponibilidade, um convite para o ver actuar, creio que no 5tal da Música (Quintal da Música), se bem me lembro. A vida pode ser demasiado curta para desperdiçar certas oportunidades.
Nota: Não pus ligações nos nomes acima referidos porque, sobre eles, farei proximamente alguns postes. Hoje, pelos piores motivos, este espaço é dedicado apenas a Vadú.
E eu que pensava que podia agir sempre igual!
Colocado por Raul Iturra em educação, política nacional, sociedade em 12 de Janeiro de 2010
Ensaio de Antropologia da Educação
Era o que os meninos comentavam. Numa das muitas sessões que fizemos ao longo do tempo. Com toda essa equipa em Portugal, Espanha, França, Chile, Angola, Brasil e noutros países. Equipa que me tem permitido viver a Antropologia da Educação. Essa Antropologia que nos faz viver de forma diferente, quando pesquisamos. E depois. E durante. E nos sonhos. E na interacção. Que nos confronta com o poder público que gere o nosso Estado. Essa, que Meyer Fortes, tantas vezes referido nos meus trabalhos, empurrou entre os Tallensi do Trans-Volta, no antigo Ghana. E no nosso imaginário. Eu nunca tinha pensado que havia esses agir propositados, incumbidos na mente. Na mente desse ser que está a entender, a pouco e pouco, o que no mundo anda a acontecer. E que o surpreende às tantas, e às tantas o deixa igual. O pai não quer, é uma frase reiterada nas culturas; a mãe não deixa, seria outra; se o tio souber? E a vizinha? E o Senhor Padre? E o professor? E o que aconteceu ao Capuchinho Vermelho por não aceitar? O lobo a comeu, Sr. Doutor. A Catequese já diz que é preciso obedecer. A quem de entre todos, é que a catequese não diz. Mas, nestes países latinos, como nos outros que tenho estudado de crendices não universais, o ensino do que e como fazer, está definido. Da forma heterogénea que eu gosto de bisbilhotar. Da forma heterogénea que o grupo onde calha andar, me ensina. No seu dizer, no seu fazer. Leia o resto do post »
nÃO sEJAS dURO dE oUVIDO #1/10: Bom Dia!
Colocado por Fernando Moreira de Sá em música em 12 de Janeiro de 2010
Como explicar? Um dos melhores concertos a que assisti foi deles. Das melhore músicas que conheço. Aqui ficam com um inexplicável atraso!
A revolução do rock’n'roll existiu mesmo?
Colocado por A. Pedro Correia em cultura em 11 de Janeiro de 2010
O leitor do Aventar vai a passar em frente de um edifício e sabe que no seu interior estão, em boa e pacífica convivência, nomes como Jimi Hendrix, John Lennon, Amy Winehouse, Beatles, Tina Turner, Little Richard, Rolling Stones, Mick Jagger, Kurt Cobain, Bob Dylan, Morrisey, etc. Que faz o nosso leitor? Entra?
Eu entrava, se estivesse em Nova York e passasse em frente ao Museu de Brooklin, onde, até ao fim deste mês, se encontra presente a exposição “Who Shot Rock & Roll: A Photographic History, 1955 to the Present” dedicada aos fotógrafos que acompanharam por dentro e por fora a história do rock & roll, gente que registou para a posteridade o Woodstock e Monterey, e andou tu cá tu lá com Sex Pistols, Led Zeppelin, Kiss, Prince, Lou Reed, Elvis Presley, Janis Joplin, Frank Zappa e muitos outros.
Entre nuvens de fumos, alucinogénicos químicos e naturais, álcool a rôdos, pós de todas as proveniências e ressacas várias, é legítimo que se pergunte: a revolução do rock & roll existiu mesmo?
Existiu. As fotografias cá estão para o provar.

Ana Malhoa é inexperiente
Colocado por João Paulo em cultura, educação em 7 de Janeiro de 2010
Aqui há uns tempos dei por mim a pensar o que teria levado o PS a apostar em Isabel Alçada para Ministra. Ainda hoje tenho alguma dificuldade em perceber.
Quando vi a capa do último “trabalho” de Ana Malhoa, percebi – “Tu podes vencer”. Percebi não porque a artista apareça com igual número de peças de vestuário, isto, se comparado com a srª Ministra, pois claro, mas porque a Artista mudou a imagem, mudou o som, mudou tudo… para que tudo fique na mesma!

Com o lema “Tu podes vencer” a srª Ministra avança para a 5 de Outubro e na primeira casca de banana do assessor de comunicação eis que ela se manda ao tapete, coisa rara no caso da artista que se costuma, creio, mandar para cima de outras coisas.
Confuso? Nem por isso.
- “Tu podes vencer!”, disse Sócrates a Alçada. Ana Malhoa aproveitou e na véspera do último dia de negociações vem dizer que 83% dos professores foi avaliado com BOM!
São declarações infelizes que seguem o que a anterior Ministra fez, num triste dia de Outubro em que veio a público denunciar as faltas de professores. É óbvio que a culpa é do assessor – tivesse a Ana Malhoa o assessor de imagem da Isabel Alcada e tudo estaria melhor. Veja-se as mais recentes fotos da inexperiente artista de Rio Tinto.
Sim… está tudo ao contrário, mas eu sou BOM!
Sou tão bom que volto aos bons daqui a uns posts. Até já.
A real orquestra Sinfónica de Viena
Colocado por Luís Moreira em arte, música em 1 de Janeiro de 2010
Todos os anos, o mais belo espectáculo televiso, é transmitido no dia 1 !
É só despachar o almoço ( ainda cheios da noite anterior não custa nada ) procurar um lugar sossegado e deixar-se ir nas asas geniais da música de Mozart, Strauss, Malher, Haendel…
Num ambiente de uma beleza indescritivel, com gente bonita e culta que esgota a Ópera de Viena seis meses antes (belíssimo edificio, só para o visitar é preciso pagar, e nas suas cercanias actores vestidos a preceito, vendem e dão a conhecer tudo sobre a história daquele edificio) e executada por músicos exímios, a música de sempre tem um efeito de “levitação” que muito poucas vezes alcançamos.
A Companhia de bailado, com os artistas a dançarem nos largos e belos salões , a participação do público (profundamente conhecedor) em sintonia com a orquestra e o maestro (o maestro de hoje tem 83 anos), as vozes belíssimas dos jovens do “Coro de Viena ” todos com menos de catorze anos, constituem um espectáculo admirável que nunca perco.
E não acreditem que seja preciso saber música ou a história da música ou o ano de nascimento de Mozart…
You Tube: Um Mundo Maravilhoso!
Colocado por Fernando Moreira de Sá em música, tecnologia em 23 de Dezembro de 2009
Bom dia. Boas Festas.
O YouTube é um mundo maravilhoso para os apaixonados por música. Deixo-vos aqui alguns exemplos:
nÃO sEJAS dURO dE oUVIDO – Dez/09 – #3: Phoenix
Colocado por Fernando Moreira de Sá em música em 20 de Dezembro de 2009
claude lévi-strauss em trabalho de campo
Colocado por Raul Iturra em cultura, educação, história, justiça em 19 de Dezembro de 2009

- Claude Lévi Strauss, trabalho de campo no Brasil, 1933
Foi o único trabalho de campo que realizou durante a sua vida, em Goiás, Matto Grossoe Paraná, Brasil Central, resultando no famoso livro: Tristes Tropiques, Plon, 1955, no qual define a melhor ideia da sua vida: apesar da diversidade, todas as culturas apresentam pontos comuns e semelhantes, nomeadamente quanto ao etnocentrismo.
Este poste é tão só uma nota de louvor para o grande sábio que, pela primeira vez em 102 anos, não passa o Natal connosco. Leia o resto do post »












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