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PSD: “Directas” ao assunto
Colocado por Fernando Moreira de Sá em política nacional em 10 de Fevereiro de 2010
Tal como há muito se tinha afirmado no Aventar, Aguiar Branco junta-se a Passos Coelho na corrida à liderança do PSD. E não foi por acaso que há duas semanas se sublinhou, igualmente no Aventar, a tentativa de “onda” para um avanço de Rangel. É só lerem o arquivo e/ou andarem atentos ao blog.
Os três candidatos são muito diferentes. Embora todos partilhem algo em comum, assaz curioso, de semelhança com três diferentes figuras do CDS. Se Pedro Passos Coelho é uma espécie de Manuel Monteiro para melhor e Aguiar Branco um Lobo Xavier mais expedito, já Paulo Rangel parece querer ser o Paulo Portas do PSD. E é aqui que, salvo seja, a porca torce o rabo.
Ao contrário de outros, eu não vou relembrar o que disse Rangel durante e após as Europeias sobre uma putativa candidatura sua à liderança. Não. Prefiro um outro registo. A campanha de Rangel nas eleições Europeias foi, reconhecidamente, boa. Mas quando comparada com o cinzentismo da actual liderança. Paulo Rangel foi uma espécie de Paulo Portas pela sua irreverência e inteligência. Animou as hostes, partiu para a luta meio sozinho (quem ainda recorda os primeiros tempos de Portas no PP?) e arrastou o laranjal com muito populismo, soundbites e teve o seu momento Soares/Marinha Grande na história da papa maizena. Leia o resto do post »
O que o povo exige
Colocado por Nuno Castelo-Branco em economia, política nacional, sociedade em 10 de Fevereiro de 2010
Em pleno Parlamento, Paulo Portas propôs aquilo que é há muito exigido pelos portugueses: os políticos devem ser os primeiros a tomar a iniciativa, dando o exemplo de morigeração de atitudes e abdicando de uma parte dos seus privilégios.
O presidente do CDS sugeriu o corte de salários do presidente da república, primeiro-ministro, ministros, secretário de Estado, deputados, autarcas, governos regionais e dirigentes de empresas intervencionadas.
No entanto, para que tal iniciativa seja credível, é necessário ir muito mais longe.
Leituras
Colocado por Fernando Moreira de Sá em blogosfera em 23 de Janeiro de 2010
Arrastão de Carácter:
Colocado por Fernando Moreira de Sá em blogosfera em 14 de Janeiro de 2010
O Daniel Oliveira ficou muito irritado com o CAA por algo absolutamente simples: o Carlos denunciou uma verdade, a encenação a que genialmente Alberto Gonçalves chamou de “O Casamento Postiço”, hoje na Sábado.
Claro que o motivo apresentado pelo Daniel Oliveira para tanta indignação contra o CAA não foi ESSE mas na verdade ESTE post. Uma boa técnica de disfarce. Aquilo que CAA escreveu e que muitos repararam é simples: o defensor da família conservadora, o paladino dos usos e costumes sociais de certa direita retrógrada preferiu esconder-se na última fila da sua bancada em vez de, com coragem e determinação, defender as suas convicções. E não, caro Daniel, nada disso significa uma opção de vida nem ingerência na sua esfera privada. Aliás, a reacção de Daniel Oliveira e de outras virgens ofendidas de certa esquerda caviar é que nos leva para caminhos de ingerência na vida privada de Paulo Portas.
Que eu saiba, não existem dois Paulo Portas, o Portas do Independente e o Paulo do CDS. Eles são uma e a mesma pessoa. O Portas do Independente era um liberal nos costumes representando uma direita diferente, para melhor. Já o Paulo do CDS e pós PP prefere seguir um caminho conservador, escondendo-se em falsos moralismos. Mas não deixa de ser o Paulo Portas, apenas utiliza uma personagem diferente por diferentes serem as circunstâncias. Claro que prefiro o primeiro.
Pertenço a uma direita que abomina o conservadorismo nos costumes, uma direita que defendeu e defende a liberdade de opção das mulheres no aborto, que não se opõe ao casamento entre pessoas do mesmo sexo ou seja, a mesma direita do CAA.
Provavelmente, por isso mesmo, somos mais duros quando confrontados com estas hipocrisias da direita dita conservadora. E o facto de o CAA ter escrito DESTA forma, a qual subscrevo palavra por palavra, desencadear semelhante ataque de carácter por parte de Daniel Oliveira cheira-me a, como costumo dizer ironicamente, a “rabo escondido com o gato de fora”.
Verdadeiramente, o que irritou Daniel Oliveira foi ESTA posta e irritou-o por um motivo muito simples, mesmo que não queira assumir, por lhe reconhecer toda a razão. Eu que defendi aqui no Aventar esta lei, ao ponto de ter irritado alguns leitores e chocado um ou outro amigo de direita, fico envergonhado com a estupidez da encenação, do folclore a que alguns se prestam na defesa de certos direitos – que são tão óbvios que nem deveriam, num país civilizado, necessitar de tanto alarido. Foi, como escreveu hoje Alberto Gonçalves, uma forma de achincalhar não apenas o casamento entre pessoas do mesmo sexo como, igualmente, todos aqueles que defenderam a decisão do Parlamento.
O ataque de carácter a CAA só demonstra, isso sim, a falta de carácter de certa esquerda que prefere matar o mensageiro a condenar quem anda entretido em paródias vexatórias como essas.











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