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Colocar o dedo na ferida:
Colocado por Fernando Moreira de Sá em geral em 13 de Março de 2010
Podemos não concordar, quiça não gostar, mas devemos sublinhar a coragem. A coragem para enfrentar as dificuldades, coragem para enfrentar os mitos. Coragem para enfrentar Jardim.
A obra de Alberto João Jardim na Madeira é indiscutível e merecedora do nosso aplauso mas isso não nos pode cegar, não nos pode impedir de criticar um estilo político. Mal de nós se olhamos e nos comportamos de forma diferente por um qualquer receio de uma qualquer putativa vaca sagrada. A obra de Alberto João Jardim, do PSD-Madeira e dos madeirenses não esconde uma forma de estar, uma vertigem de constante ajuste de contas com quem não concorda com AJJ, seja o Sr. Silva, o Sr. Pinto de Sousa ou agora o Sr. Passos. Já chega de fazer de conta que não vemos a boçalidade, a falta de educação e o modo rasca como trata todos os que ousam criticá-lo.
Ora, Pedro Passos Coelho, bem ou mal, ousou. Ousou colocar o dedo na ferida, criticar a forma inadmissível como AJJ procurou utilizar a desgraça dos outros, a tragédia dos madeirenses, como arma de arremesso político interno mentindo, afirmando que PPC foi o único político que não se solidarizou com os madeirenses sabendo, como hoje se percebeu, que estava a mentir.
No final, AJJ foi-se sentar ao lado de Rangel. O olhar de menino traquina de Rangel disse tudo. Nada mais a acrescentar além disto: diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és.
Paulo Rangel: um paradigma de ruptura
Colocado por J. Mário Teixeira em política nacional em 10 de Março de 2010
Acredito que o candidato social-democrata procurava uma frase-chave (um chavão, se quisermos). Algo que resultasse como o “Yes we can” de Obama, que fosse apelativo, mobilizador.
Certamente a sua atabalhoada candidatura não deu tempo para mais. Isto é: não deu tempo para melhor.
Terá, por isso, decidido pegar numa palavra, numa só ideia, e repeti-la à exaustão: “ruptura”.
Acontece que “ruptura” reporta-se ao acto de romper, ou seja de rasgar, dilacerar, desfazer. Da ruptura resulta um rompimento, resulta que algo fica rompido, ou seja roto. Ora esta não é uma boa opção para um mote que incentive, que estimule vagas de fundo. Não há grande apelo a ser-se roto ou a participar em rompimentos.
No entanto, Paulo Rangel insiste, investe todas as suas forças, erguendo-se bem alto em bicos-de-pés para exortar uma e outra vez à ruptura. Como se tal lhe estivesse no sangue. E penso que a razão será mesmo essa: a ruptura está-lhe mesmo na massa do sangue. Assim foi quando rompeu com a promessa que ficaria no Parlamento Europeu. E, também, assim foi quando rompeu com o entendimento estabelecido com Aguiar-Branco, quanto ao combate pela liderança do PSD.
Paulo Rangel é o alvo do seu próprio combate.
Se eu fosse militante social-democrata, votaria Aguiar-Branco.
Se tivesse de escolher entre Paulo Rangel e Pedro Passos Coelho, votaria Pedro Passos Coelho.
Tudo faria para romper com paradigmas de ruptura como Rangel.
Dormi profundamente com o debate
Colocado por Luís Moreira em política nacional em 5 de Março de 2010
Acordei sobressaltado quando ouvi o Pedro Passos Coelho dizer que os grandes investimentos deviam ser “congelados”. Acordei novamente quando o Rangel dizia que a economia portuguesa só avançou com o PSD no governo ( as estatísticas não enganam…) e o PS no governo só faz o desperdício (bonita maneira de tornar milionários os boys e girls…), entrei em sono profundo quando PPC disse que Sócrates não seria hoje primeiro ministro se MFL se deixasse de “asfixias” e o confrontasse com as contas que todos já sabiam serem um desastre, entrei em fase de “sonânbulismo” quando Rangel que está há dois dias no PSD se fez a herdeiro de Sá Carneiro e acordei a deitar-me da janela abaixo quando ambos se referiram a Sócrates e a Jardim como dois homens de Estado que se puseram de cordo quanto à recuperação da Madeira!
Levantei-me para mijar e dei comigo a pensar que o PPC andou estes anos a preparar-se para ser primeiro ministro, isso vê-se bem na forma como fala e domina os problemas da agenda, e já aliviado, reparei que Rangel tambem mostra que se preparou nos últimos oito dias. Tentando manter a compostura, ainda ouvi o Rangel dizer que os seus perderam as eleições mas ele não estava cá já tinha ganho as suas (dele) para Bruxelas e por isso nada tem a ver com a perdedora MFL.
Ainda fixei os olhos na Ana Lourenço a ver se substituia os pesadelos por sonhos cor de rosa mas foi coisa de pouca monta, apareceu-me o Aguiar Branco a rir às gargalhadas, ele sabe que tem nome de político e estilo, tem uma vida profissional feita, cinco filhos, não precisa de dinheiro, o caminho toda a gente sabe qual é há muitos anos, só Sócrates estúpido e inculto é que se convenceu que “era o tal” e morreu debaixo da maior escandaleira de que há memória o que não é fácil neste paraíso, ou antes, que era paraíso antes da escandaleira.
Enquanto me mudava para a cama dei comigo a dizer em voz alta, pare-se os investimentos públicos estúpidos, desnecessários e para os quais não temos dinheiro; desenvolva-se o ambiente amigo para as pequenas e médias empresas puderem produzir, inovar e exportar; apoie-se reguladores do mercado fortes e independentes por forma a que as grandes empresas públicas deixem de nos roubar; reduza-se o Estado às actividades que têm que ser mesmo de um Estado forte, eficaz e sem medo das corporações; devolva-se à Justiça a vergonha e o garbo ; mude-se o processo eleitoral para circulos uninominais; e deixem de nos mentir como se nós todos, só pelo facto de pagarmos impostos , sejamos uma cambada de camelos…
Ainda ouvi as vizinhas do lado, estudantes universitárias, que não conheço, bater com a porta! É isso, bater com a porta!
Passos Coelho: O PGR devia ser demitido! Desculpe?
Colocado por Luís Moreira em geral, justiça, política nacional em 2 de Março de 2010
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O PGR devia ser demitido porque não contou a verdade toda e não contou a verdade toda porque quis defender o primeiro ministro de quem, em última análise, depende! Ora, bolas! Assim, o que faria o primeiro ministro se ele, PGR, ao contrário do que fez, tivesse tratado Sócrates como devia? Mantinha-o?
Como se vê isto anda tudo às avessas, tão às avessas que o Pedro Passos Coelho nem se lembrou que a hipótese possível é demitir o primeiro-ministro para, então sim, o PGR ser demitido! É que aqui a velha história do ovo e da galinha não se aplica, quem nasceu primeiro foi mesmo o primeiro-ministro e, portanto, só há ESTE PGR enquanto houver ESTE primeiro ministro. Grande e laboriosa separação de poderes democráticos, se o PGR fizer o seu trabalho é demitido pelo poder político, de quem devia ser independente!
Então, se o PGR não é independente de Sócrates como vai Pinto Monteiro exercer o seu mandato se o governo ou alguem do governo estiver sob a alçada da Justiça? É que a situação é esta. Ou exerce e vai para a rua ou não exerce e mantém-se! A separação de poderes, um dos pilares da democracia está à vista, o PGR mantém-se! Logo, não exerceu as suas funções com independência o que leva a oposição a querer demiti-lo e o governo a segurá-lo!
Se o PGR dependesse da Assembleia da República e fosse necessária uma maioria qualificada para o nomear ou demitir a independencia do poder Judicial seria garantida, não teríamos esta vergonha de ter uma Justiça em roda livre porque quem pode ser incomodado depende de quem investiga e quem investiga depende de quem o nomeia! Confusos?
O Pedro Passos Coelho tambem está confuso, nada de extremar emoções, isto é para se ir percebendo e melhorando e podemos sempre dar como exemplo o facto do magistrado Lopes da Mota, sendo do PS, ter sido demitido de Presidente do Eurojust!
Terá sido por ter exercido a função para que foi nomeado?
E se ‘cristo’ (i.e. Marcelo Rebelo de Sousa) voltar a descer à terra?
Colocado por José Freitas em política nacional em 1 de Março de 2010
Hoje Marcelo Rebelo de Sousa é um homem livre. O professor teve ontem o seu último dia de vínculo à RTP. Fez as suas derradeiras escolhas. Que se saiba, apesar de alguns rumores, não está ainda ligado a nenhuma outra estação televisiva, seja para fazer exames, análises, comentários ou escolhas.
É hoje um homem livre e assim deverá continuar até ao dia do congresso nacional do PSD, a 13 e 14 de Março. Há uns meses fez saber que até poderia ser candidato se houvesse um vislumbre de união, numa espécie de vaga de fundo consensual que o transportasse até ao trono de líder. De novo. Como a nobreza do PSD não se entendeu, Marcelo tirou as devidas consequências e não avançou. Há dias fez saber que se calhar nem iria ao congresso. A decisão dependia do que acontecesse neste processo pré conclave ‘laranja’.
Na corrida entraram, entretanto, dois candidatos, somando-se a um primeiro pretendente que há muito tinha ouvido o tiro de partida. Passos Coelho saiu bem na frente, com Rangel e Aguiar-Branco a seguir. Consta que no meio de algumas facadas. Consta ainda que são dois elementos da mesma área do PSD. Talvez não seja assim. Aos apelos de dois em um, ambos recusaram.
Mas, e se, Marcelo decidir avançar? E se, para não deixar Passos Coelho vencer as eleições internas, num esforço de cidadania em prol de Portugal, o professor ex-líder quiser regressar à liderança?
Rapidinha – a crise
Colocado por Luís Moreira em economia, política nacional, regiões em 19 de Fevereiro de 2010
“Mais vale uma crise política que viver todos os dias em crise !”
” O governo tem estado a correr à frente da crise. Dá a impressão de que está à espera que alguem lhe dê um golpe de misericórdia”.
“Não é possível num momento em que se está a exigir ao Governo que seja austero na despesa pública, que se venha depois pressionar um aumento de despesa para as regiões autónomas”
” A Madeira é uma das regiões mais desenvolvidas do país e isso não pode deixar nenhum social-democrata indiferente”.
Pedro Passos Coelho em directo! despesa pública, madeira,PSD,
Estranhas manobras
Colocado por J. Mário Teixeira em política nacional em 11 de Fevereiro de 2010
O surrealismo lusitano, canta e ri, corre e dança, inebriante, vicioso, contagiante. Num carrossel contínuo que mal permite repor o fôlego. Tudo é informação, tudo é actualidade, e no entanto nada parece verosímil.
Dois episódios de ontem, deste carrossel:
1 – A escova de Francisco Louçã sobre os ombros de José Sócrates, no plenário parlamentar, em híbrido gesto de solidariedade para com o Primeiro-Ministro, acerca das escutas.
Não bate certo, algo está por trás disso. Talvez as presidenciais. Talvez.
2 – O estranho avanço de Paulo Rangel, numa sôfrega candidatura à presidência do PSD, a dividir um eleitorado com Aguiar-Branco, e a solidificar um outro eleitorado, o de Pedro Passos Coelho.
É uma candidatura tardia, incoerente e desleal. Imprópria para quem assumiu o compromisso de que ficaria no Parlamento Europeu, e que as excepcionais razões do actual momento político por ele invocadas, só servem de injusto atestado de incompetência a Aguiar-Branco.
Parece que o Norte continua a assustar as ditas elites do PSD, desde os tempos de Francisco Sá Carneiro.
Num inebriante começo de mês, estas são apenas duas voltas de um carrossel de estranhas manobras. Tudo à roda, sem tino ou razão.
Mudar: A Regionalização, Parte II:
Colocado por Fernando Moreira de Sá em geral, literatura, política nacional, regiões em 8 de Fevereiro de 2010
Ao longo dos últimos dias o Aventar tem esmiuçado o livro Mudar de Pedro Passos Coelho. Da Justiça aos Investimentos Estratégicos, passando pela Regionalização, nada escapa aos Aventadores de serviço. Um político, quando publica um livro onde condensa algumas das suas ideias, sujeita-se a este tipo de escrutínio e Pedro Passos Coelho, a exemplo de outros, não teve medo do risco que correu, honra lhe seja feita. Aquilo que o Aventar tem feito não é caso único, outros blogues o fazem. Vamos, pois, continuar.
No seu livro “Mudar” da Quetzal, Pedro Passos Coelho reconhece “a intensificação das assimetrias regionais que algumas décadas de políticas de desenvolvimento regional trouxeram ao território português de forma paradoxal”, chegando ao ponto de assumir que esse é um dos mais graves problemas nacionais. Contudo, mesmo reconhecendo simpatia pela ideia da Regionalização, está convencido que a mesma não se pode nem deve fazer nos próximos anos. Já no jantar com bloggers afirmara, depois de ser bombardeado pelas nossas perguntas sobre a matéria, que um governo que tome a opção de realizar a regionalização numa legislatura, arrisca-se a não conseguir fazer mais nada. Uma ideia plasmada no seu livro (pág. 245).
Dando de barato o seu cepticismo, não posso concordar com semelhante argumento, embora queira acreditar que o aponta apenas como exemplo limite, de molde a fugir à verdadeira questão. Mas o que prefere Pedro Passos Coelho fazer? Desde logo, uma ideia tão cara aos nossos políticos: mudar a constituição. Uma mudança que permita não a criação mas essa tão nobre forma de trabalhar portuguesa: ir fazendo. Primeiro criando uma região-piloto (mas só na legislatura seguinte!), de molde a aprofundar o estudo dos melhores modelos de competências e financiamento, “bem como da transferência de pessoal técnico” e a seguir, se tudo correr pelo melhor, alargar a experiência a outras regiões – não percebi se de uma forma geral ou através da criação de mais uma ou duas regiões-piloto. Aqui chegados, já nasceram os meus netos!
A propósito de “Mudar – a Justiça”
Colocado por J. Mário Teixeira em justiça em 3 de Fevereiro de 2010
Por natural interesse, segui a leitura feita pelo Luís Moreira aqui e aqui no Aventar, do livro “Mudar” de Pedro Passos Coelho quanto à Justiça.
Não li o livro, pelo que sobre o mesmo não me posso pronunciar directamente. Mas li o que em sede de Justiça, Pedro Passos Coelho conversou, defendeu, segundo o que o Fernando Moreira de Sá aqui relatou.
Falarei, pois, do que Luís Moreira escreveu acerca da Justiça segundo o teor do livro. E tentarei ser sucinto, pois nem quero tornar-me repetitivo em relação a futuros textos que viso publicar em breve.
A qualificação técnicas dos magistrados, principalmente dos magistrados judiciais, não penso que cause empeno à Justiça. Estou certo, até, que hoje estão muito melhor preparados para iniciar a carreira do que estará um advogado – por culpa do modelo perpetuado na Ordem dos Advogados que a actual Direcção está atentar adequar às exigências de hoje.
O que faltará, sim, é a perspectiva humana da consolidação e do amadurecimento a quem se entrega o poder de, efectivamente, julgar os outros. A culpa não é dos magistrados, é do actual modelo permitir que alguém com vinte e poucos anos seja juiz. Lamento, mas não acredito que tenha a maturidade suficiente para tal, com o devido respeito por eventuais honrosas excepções. Ainda para mais, face ao progressivo enraizamento da lógica sindical dentro de ambas as magistraturas.
MUDAR – investimentos não estratégicos #4
Colocado por Luís Moreira em economia, política nacional, tecnologia em 31 de Janeiro de 2010
(Continuando a análise ao livro “Mudar” de Pedro Passos Coelho)
Após termos tratado os investimentos estratégicos com primeira prioridade, temos:
Não são estratégicos os projectos de multiplicação de linhas ferroviárias de alta velocidade (Lisboa-Porto, Porto-Vigo, Évora-Faro,Huelva) nem a maioria das novas sub-concessões de autoestradas incluídas no Plano Rodoviário Nacional.
Atendendo às pequenas distâncias, às inúmeras paragens, a alternativa de velocidade elevada tem inúmeras vantagens em relação ao TGV, já que a velocidade elevada permite médias de 250 Kms/hora.
A diferença de custos é de um para três; a solução TGV impõe uma dependência tecnológica superior aos produtores europeus, enquanto a velocidade elevada já é nossa conhecida e permite o desenvolvimento de um cluster ferroviário; ao nível de projecto o TGV funciona no modelo chave- na -mão e funciona com elevados custos de exploração. Nestes termos o TGV deve ser convertido em velocidade elevada e serem reescalonados no tempo. Leia o resto do post »
O Coelho e as Lebres
Colocado por Fernando Moreira de Sá em geral, política nacional em 29 de Janeiro de 2010
Hoje os diferentes jornais falam na possibilidade de Paulo Rangel e Aguiar Branco se candidatarem à presidência do PSD.
O primeiro a desmentir foi Paulo Rangel. Não senhor, não será candidato e não, não foi pressionado por Durão Barroso. Já Aguiar Branco nem necessita de grandes desmentidos, percebeu-se ontem, na Quadratura do Círculo que não vai ser candidato.
Ou seja, ninguém quer fazer o papel de lebre e como se percebeu nas duas sessões de apresentação do livro de Pedro Passos Coelho, sente-se um forte cheiro a poder e um alinhamento quase unânime em torno da sua candidatura.
Mudar? Claro que sim e já!
Colocado por Fernando Moreira de Sá em geral, literatura, política nacional, regiões em 28 de Janeiro de 2010
A partir de agora e tendo presente que o livro já foi apresentado pelo autor em Lisboa e Porto, o Aventar vai começar, paulatinamente, a esmiuçar (palavra na moda) o livro de Pedro Passos Coelho, “Mudar”. O primeiro post foi de Luís Moreira.
Não se espere um resumo da obra mas antes uma análise crítica da mesma.
Mudar??? É poesia para os meus ouvidos!
O sugestivo título “Pensar Portugal” (páginas 19 a 27) apresenta-nos um breve resumo histórico assente, em meu entender, num ponto fundamental e que não resisto a sublinhar com uma citação:
“Assim sendo, o problema crónico foi o de construirmos uma nação muito polarizada num Estado demasiado centralizado, primeiro com a Monarquia e depois com as formas de governo da República, transferindo do Paço monárquico para o Terreiro do Paço republicano, o essencial da natureza centralista do poder político em Portugal. Esse é, julgo eu, um dos grandes problemas do nosso país”.
Eu nem queria acreditar. A enorme lucidez deste escrito de Pedro Passos Coelho – apenas divirjo num ponto: não é “um dos grandes problemas do nosso país”, é mesmo o problema – demonstra a razão que assiste a todos aqueles que, como eu, defendem uma profunda e urgente reforma administrativa conducente à Regionalização.
Ora, quem afirma algo como aquilo que se pode ler na citação em causa, só pode defender a Regionalização. Aqui não pode nem deve existir um “mas”. Temos de ser consequentes: a asfixia centralizadora em que vivemos é a causa primeira da nossa pobreza e do nosso atraso crónico em relação aos outros países europeus. Quando o Pedro Passos Coelho, qual médico, detecta a doença que atinge o paciente, só lhe pode prescrever os fármacos adequados a debelar, de vez, a maleita. Um Estado demasiado centralizado obriga a uma descentralização real e não meras aspirinas (mudança de ministérios para a parvónia, transferência de competências confusas e difusas para as autarquias locais sem o competente envelope financeiro, etc, etc, etc.) ou seja, obriga a uma Regionalização.
Sem medo nas palavras e nas acções a realizar. Em suma, cumprir o título da obra: MUDAR!
O que eles dizem por aí
Colocado por A. Pedro Correia em geral em 22 de Janeiro de 2010
Razão parece ter Adão Cruz no Aventar quando questiona a “ajuda” americana no Haiti. 15 000 é o número de soldados que os EUA se preparam para estacionar no território, enquanto jornalistas estrangeiros são afastados do aeroporto: «Os soldados norte-americanos decidiram expulsar os jornalistas do aeroporto de Port-au-Prince onde estão dezenas de jornalistas, sem dar explicações de qualquer tipo» diz o TVI24, citando fontes espanholas. É, tudo o indica, mais mais um passo para perpetuar o império, enquanto a China se vai posicionando para ser o poder imperial do futuro.
Por cá Mário Soares mostra-se incomodado quando lhe perguntam pelo ex-amigo Manuel Alegre. De ex-amigos está Soares cheio, principalmente quando ameaçam fazer-lhe sombra. Salgado Zenha, onde que que esteja, deve sentir-se reconfortado com a justiça que o tempo lhe vai fazendo. Já Pedro Passos Coelho diz que não sente necessidade de provar que tem ideias. O lançamento de um livro, as entrevistas em que se desdobra, os almoços com blogues, etc. provam isso mesmo. Volta, Pinóquio, estás perdoado.
Ainda por cá, Portugal e o euro podem vir a divorciar-se. Se me enviarem uma lista de divórcio acho que não me apetece contribuir. Enfim, se insistirem muito, junto alguns amigos gestores e subscrevemos uma apólice de seguro para um ou dois carros do estado. É que o seguro, ao que se diz, morreu de velho.
De boa, dizem por aí, escapou Liedson que já trocou hoje umas bolas com o resto da equipa. Bolas? As bolas de Beckham são falsas ou retocadas? Algodão, diz uma apresentadora italiana. Ora bolas!!!
Mudar
Colocado por Fernando Moreira de Sá em literatura, política nacional em 21 de Janeiro de 2010
O Pedro Passos Coelho apresentou o seu livro: Mudar.
No almoço com os blogues em Lisboa, no qual o Aventar esteve presente (ver AQUI, AQUI e AQUI), o candidato a Presidente do PSD já tinha avançado com algumas das ideias plasmadas na obra.
Uma das coisas mais acertadas que disse nessa apresentação foi: “Com ou sem congresso, o PSD não pode demorar muito tempo a resolver as suas questões internas”. É a mais pura verdade. Quanto ao resto, vou ler o livro e depois farei comentários.
Pedro Passos Coelho… qual a novidade?
Colocado por Vitor Silva em geral em 15 de Janeiro de 2010
O FMSá pareceu-me entusiasmado com o almoço com o Pedro Passos Coelho.
Eu percebo que o PSD ter um candidato é motivo de regozijo num partido que concorreu às principais eleições do país com essa força da natureza que é Manuela Ferreira Leite mas pelo que li nos seus posts sobre o referido almoço, parece-me que PPC é um bocado mais do mesmo… vejamos:
Obras Públicas
“(…)Reconhecendo que as Obras Públicas são investimento(…) (…)defende a ligação Lisboa-Madrid embora julgue ser mais prudente adiar por dois ou três anos e que a ligação Madrid – Paris esteja concluída.(…)”
Pelo que me lembro de ter lido no estudo sobre o TVG estava lá referido que os resultados operacionais da ligação Lisboa-Madrid são piores que uma eventual ligação Porto-Lisboa. Mesmo assim PPC acha que temos que manter a única linha no mundo, para além de alguns projectos na China, com velocidades previstas de 350kmh.
Regionalização
“(…)É claro que se afirmou, em termos de princípio, como favorável. Considera é que não temos hipótese de a realizar nos próximos anos, mais precisamente, quatro a seis anos:(…)”. “(…)Obviamente, algo obrigatório em todo o programa eleitoral, é a favor da descentralização.(…)”
Em 1998 não era a altura de regionalizar porque o mapa não prestava, o ano passado não era altura para regionalizar porque estavamos na grande crise dos ultimos cem anos, agora ainda precisamos de mais quatro ou seis anos…
Temos já mais de 30 anos desta organização política e administrativa, podemos perfeitamente aguentar mais esse tempo, deve ser dificil ao Norte por exemplo descer mais do que já desceu, não precisamos é de falinhas mansas.
Pedro Passos Coelho almoça com Blogger – Parte III:
Colocado por Fernando Moreira de Sá em blogosfera, política nacional em 14 de Janeiro de 2010
O prometido é devido, aqui fica a terceira parte do almoço com Pedro Passos Coelho:
Termina hoje a série “Almoço de Pedro Passos Coelho com bloggers” com a divulgação dos temas: Regionalização, PSD, Liberalização das Drogas Leves e a adopção por casais homossexuais.
Ficou para o fim por ter sido, igualmente, o tema de final do encontro. Vou procurar ser breve e sucinto.
No tocante à Regionalização deu para perceber que não quer a Regionalização. Mesmo afirmando que a não quer para já, entendendo que é necessário fazer uma ampla discussão sobre os poderes que serão atribuídos às regiões e a forma como as mesmas se terão de organizar, levei deste encontro que Pedro Passos Coelho não quer a Regionalização.
É claro que se afirmou, em termos de princípio, como favorável. Considera é que não temos hipótese de a realizar nos próximos anos, mais precisamente, quatro a seis anos:
“Desenvolver um processo destes agora seria um erro”
Defende é que em sede de revisão constitucional se deveria avançar para a criação de uma região piloto, testando modelos de competências, de recursos humanos e de financiamento. Pois. Obviamente, algo obrigatório em todo o programa eleitoral, é a favor da descentralização. Pois.
Em suma, como venho afirmando junto de alguns amigos regionalistas, isto só lá vai pela força!
Quanto ao PSD, preferia ter concorrência. Se ganhar vai criar um governo sombra a trabalhar a tempo inteiro. Afirmando-se Liberal nos princípios mas de esquerda na medida em que não é um conservador, diz não ter nada contra a direita mas não gosta desta simplificação classificativa por a entender como um referencial muito pobre. Acha que o PSD ainda é muito pouco liberal nos costumes sendo mais liberal em termos económicos. O resto, foi em off, eheheheheh.
“É necessário melhorar os mecanismos de adopção”
No tocante à adopção pelos casais homossexuais tocou numa tecla diferenciadora: O actual regime de adopção é péssimo e o caminho, desde já, é alterar o modelo e, alterando-o criar novas fórmulas, novos modelos onde o que importa é o interesse da criança, a idoneidade dos adoptantes, a garantia de meios de subsistência e não o “tipo de casamento”.
“A repressão não é a solução”
Na sua opinião, as vias convencionais de combate à droga não estão a resultar, hoje temos mais consumidores e os estados estão mais desprotegidos. Entendendo que a repressão não é a solução, admite descriminalizar o seu consumo e liberalizar a sua venda mas numa escala mais alargada. Alguém comentou: é necessário mudar o paradigma, ao que ele respondeu: “exactamente”.
Em jeito de conclusão, Pedro Passos Coelho apresentou-se cordato, bastante calmo, suficientemente preparada em diversas matérias, minimamente consistente e, acredito, franco. Não é fácil enfrentar mais de uma dezena de bloggers, todos em roda livre e representativos de alguns dos mais lidos blogues em Portugal, o que me levou a pensar que teria à minha espera um político receoso, calculista e procurando agradar a tudo e todos. Não vi pinga de receio, não o vi a querer agradar a tudo e todos e não me pareceu minimamente receoso.
Não vai ser pêra doce ganhar a Pedro Passos Coelho: é um excelente comunicador, está atento à realidade, é menos liberal do que pintam e, certamente, conhece bem o partido.
Entendo que o actual PSD necessita de mudar, de mudar de vida (como na canção…), precisa de ser mais liberal nos costumes, utilizando uma sua expressão, deixar-se de complexos e ser um verdadeiro partido reformista largando a costela conservadora. Mas será que Pedro Passos Coelho é a “revolução” que o PSD precisa?
O Aventar disse presente. Como dirá sempre que for convidado por qualquer candidato, seja de que partido for. Para todos nós, estou certo, estes convites (e outros que sei já estarem a caminho) são o reconhecimento de que vale a pena apostar em juntar pessoas tão diferentes sob a égide de um blogue profundamente pluralista e defensor intransigente de um valor supremo: a Liberdade.
O Aventar é, quiçá, o único blogue nacional que junta indivíduos politicamente tão diferentes, da extrema-esquerda à extrema direita, republicanos e monárquicos, ateus e crentes mas todos com um objectivo comum: exercer o seu direito à livre expressão. Não somos nem melhores nem piores, somos apenas e só o Aventar.
Pedro Passos Coelho almoça com Bloggers – Parte II:
Colocado por Fernando Moreira de Sá em blogosfera, política nacional em 14 de Janeiro de 2010
O prometido é devido, aqui fica a segunda parte do almoço com Pedro Passos Coelho:
Se antes Pedro Passos Coelho nos falou sobre questões económicas, referindo a necessidade de introduzir princípios de co-financiamento nalgumas áreas da economia pública e reafirmando a necessidade de caminhar para uma diminuição do peso fiscal – alguém lembrou que os portugueses não sentem qualquer retorno dos impostos que pagam – sublinhando, inúmeras vezes, a necessidade de se fazer uma clara destrinça entre o que são operadores públicos e privados, não deixou de afirmar que, exceptuando as matérias que implicam uma alteração da constituição, as reformas devem ser feitas independentemente de existir ou não acordo com o PS.
Aqui chegamos ao Investimento Público. Reconhecendo que as Obras Públicas são investimento, relembra que as mesmas se projectam, em termos de dívida pública, por muitos e longos anos e, por isso mesmo, “temos de ter uma estratégia lógica de médio/longo prazo e o critério não pode ser o de animar ou não, a curto prazo, a economia mas se são realmente estratégicas para o futuro do país”.
“É essencial diminuir a dependência energética do país”
Sobre o Nuclear não está convencido que o investimento necessário possa ter o retorno que se espera e que necessitamos. Não tendo qualquer preconceito sobre a questão e lembrando que a questão de “segurança” não se coloca uma vez que temos duas centrais nucleares espanholas na fronteira, prefere o investimento nas eólicas e nas barragens.
“Se a Alta Velocidade é para parar em todo lado mais vale não avançar”
Já quanto ao TGV afirma entender ser mais urgente investir na ferrovia de mercadorias e consequente ligação desta a Espanha e ao resto da Europa. Mas defende a ligação Lisboa-Madrid embora julgue ser mais prudente adiar por dois ou três anos e que a ligação Madrid – Paris esteja concluída. Um adiamento fruto das actuais circunstâncias económicas, preferindo utilizar os meios de financiamento no apoio às PMEs, permitindo criar algum alívio ao tecido empresarial privado.
“O novo código de custas apenas resolveu em termos estatísticos”
No tocante à Justiça entende que é fundamental combater a actual morosidade que é geradora de injustiças e atrofia a economia mas entende que a filosofia subjacente à despenalização de certos comportamentos económicos, ou seja, de retirar dos tribunais determinados assuntos, é a correcta e inevitável pois nem toda a litigância terá, necessariamente, que estar nos tribunais e o caminho é a arbitragem na figura do Juiz Auxiliar/Juiz Assistente. Mas desde que o essencial da justiça seja realizado.
Defende ainda a criação dos “Gestores de Tribunais” para a gestão de recursos humanos e físicos existentes. Além de entender que é necessário, ao nível do processo, avançar para uma maior agilização.
Para mais logo ficam os temas: Regionalização, PSD, Liberalização das Drogas Leves e a adopção por casais homossexuais.
Pedro Passos Coelho almoça com Bloggers – Parte 1:
Colocado por Fernando Moreira de Sá em blogosfera, política nacional em 13 de Janeiro de 2010
O que faz um regionalista convicto e blogger amador percorrer seis centenas de quilómetros para almoçar num dia de trabalho e de intenso dilúvio?
“Sou a favor da existência do Rendimento Social de Inserção”
O respeito por um político que considera fundamental ouvir as opiniões e as perguntas dos diferentes bloggers portugueses. E se ele nos respeita, quiçá exageradamente, seria desrespeitoso não aceder ao convite. Independentemente das questões ideológicas, sejamos de direita, esquerda, centro ou de nenhuma delas, não podemos, enquanto animadores desta realidade denominada blogosfera, deixar de reconhecer que Pedro Passos Coelho é, que me lembre, o primeiro político à direita do Partido Socialista que nos considera. Mais, que se presta a ser interrogado por terceiros e sem rede. Meus amigos, completamente sem rede – nem um papel de apoio, nem um assessor a soprar ao ouvido, nada. É ou não é coisa rara?
O encontro estava marcado para as 13h no restaurante Spazio Buondi em Lisboa. Nele compareceram o Aventar (repetente), o 31 da Armada, o Albergue Espanhol, o Insurgente, o Delito de Opinião, o Blogue de Esquerda – se falta algum, desde já as minhas desculpas. Não querendo repetir a prosa do nosso Miguel (nem tenho arte para tal), gastarei apenas uma linha para as questões gastronómicas: passei ao de leve por algumas das entradas (presunto, queijo fresco, ovas e sardinhas de escabeche), comi um bom rosbife e terminei com dois cafés.
Aventar com Pedro Passos Coelho, parte II
Colocado por Aventar em política nacional em 13 de Janeiro de 2010
Depois do Porto, Lisboa. Pedro Passos Coelho, candidato à liderança do PSD, voltou a reunir com representantes dos mais prestigiados blogues nacionais. Desta vez em Lisboa. Depois de ter marcado presença no encontro do Porto, Aventar também esteve no de Lisboa, através de Fernando Moreira de Sá.
Mais logo, vamos saber tudo sobre o almoço. A comida, as palavras, as perguntas e as respostas, as roupa, da lavada à suja, e, claro, os temas fortes. Do casamento homossexual, passando pela adopção por casais gay, pela liberalização das drogas, a economia, a política interna e externa do PSD.
Enfim, vamos contar tudo. Mais logo, no Aventar.
Pedro Passos Coelho: Alternativa?
Colocado por Fernando Moreira de Sá em política nacional em 7 de Janeiro de 2010
O Pedro Passos Coelho foi um bom líder da JSD e um dos poucos, senão único, que foi marcante. O PSD, desde o fim do cavaquismo, vive numa profunda crise. Agora, com MFL, bateu no fundo. O PPC surge como uma alternativa. Perfeita? Certamente que não.
No passado acreditei em gente jovem como Paulo Portas (do tempo do Indy) e Manuel Monteiro. Foi uma desilusão e tanto. Considero que a Direita vive em orfandade desde essa altura (outros dirão desde o assassinato de Sá-Carneiro mas eu nem quero ir tão longe). Poderá PPC marcar a diferença? Eu sei que ele não domina todos os dossiers e nem é preciso que os domine, é antes necessário que saiba rodear-se de gente que domine as matérias em determinadas questões essenciais e que o saiba influenciar (no bom sentido) pois nenhum político nem ninguém domina todas as matérias.
O que me faz hesitar num apoio a PPC é o facto de não estar para voltar a sacrificar-me pessoalmente (pois quando apoio dou tudo por tudo) por uma fraude – como me aconteceu no passado. Os sucessivos erros de MM, nomeadamente o do PND, foram fatais. É que o PPC faz-me lembrar o MM dos primeiros tempos e receio que possa terminar como o Monteiro dos tempos do PND. Daí tanta resistência. Por isso não ter tomado, ainda, uma decisão definitiva. Ao mesmo tempo, tenho bons amigos que o estão a apoiar (e a puxar-me para o fazer) e que sei que são pessoas bastante preparadas e que dominam os seus temas, gente competente embora sem grande experiência da política. Mas continuo a resistir. E depois, claro, existe a questão da Regionalização…
O país não está para brincadeiras e nas próximas eleições legislativas, sejam elas daqui a um ou quatro anos, é fundamental que apareça uma alternativa credível, de gente séria e preparada. Estará Pedro Passos Coelho e a sua equipa à altura desse enorme desafio?
Responda quem souber…
















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