Etiquetas de Posts vida
Materialismo e Espiritualismo
Colocado por Adão Cruz em antropologia, saúde em 12 de Julho de 2010

(adão Cruz)
O mal do homem não está em pensar e ter ideias, o mal do homem está em não pensar e não ter ideias.
Por isso, na sequência de um artigo anterior aqui publicado, sinto necessidade de correr um pouco mais atrás de ideias e de fazer mais algumas reflexões em relação a este tão aliciante tema. Os que acham que sou tolo e desprovido de senso têm uma solução fácil, não leiam. Mantenham as suas valiosas ideias fechadas no cofre do deixa andar e não te rales. Leia o resto do post »
Ler como ser
Colocado por Adão Cruz em cultura, literatura em 20 de Junho de 2010

(adao cruz – o eco)

(Em tempo de livros parece-me útil este texto de Marcos Cruz)
Ler como ser
Penso se um dos trunfos da escrita não será o facto de que quem lê está envolvido na leitura e, dentro da dinâmica própria em que a leitura se processa, não tem tempo para reflectir sobre o que vem a seguir. Refiro-me, concretamente, a estes textos que escrevo. À medida que os vou escrevendo, cada uma das palavras impressas me ecoa na cabeça e, como qualquer eco, traz uma aparência indefinida, dividida ou multiplicada, não sei, mas em que são perceptíveis várias derivações, relações profícuas, como quando se atira uma pedra a um rio e os círculos nascem uns dos outros, trementes, nunca parados, mas suficientemente nítidos para os podermos cristalizar na memória e, depois, se for caso disso, fazermos uso deles. Mais ou menos assim é, aliás, a vida: nunca pára, não dá para apanharmos verdadeiramente nada a não ser essas impressões e, depois, se for caso disso, fazermos uso delas. Será a vida um eco? Não sei. Mas também não era por aí que eu ia. Leia o resto do post »
Prolongar a morte (A propósito deste: O valor da vida)
Colocado por Luís Moreira em geral, saúde em 18 de Junho de 2010
Apesar de 30 anos de debate, das leis e dos esforços de uma série de grupos para melhorarem o tratamento daqueles que estão perto da morte, demasiados americanos ainda recebem maus tratamentos no final da vida e estão a sofrer “mortes más”, sem cuidados paliativos adequados e dignidade, diz o Hasting Center em Nova Yorque.
Joanne Lynn, geriatra do Ministério da Saúde em Washinton, D.C. notou no relatório que o sistema de saúde nos USA tornara possível “viver durante anos no vale de sombras da morte.”
Enquanto médico hospitalar, Jeff Gordon teve muitas oportunidades para observar as agonias de uma morte má – quando o paciente não deixa instruções adequadas acerca de como quer ser tratado no momento em que a terapia para a sua doença deixar de funcionar.
Deve tentar-se a ressuscitação cardiopulmonar se o coração parar de bater? Deve alimentar-se o paciente com tubo se não conseguir fazê-lo pela boca? Um ventilador quando se tornar dificil respirar independentemente?
Ou o paciente deve receber apenas os tratamentos de conforto – para a dor, as náuseas, a ansiedade, a depressão, e outros sintomas debilitantes – e ser-lhe permitida a morte natural?
Mas anos e anos numa cama de hospital “a prolongar a morte” representa muito dinheiro para as Seguradoras e para os prestadores de cuidados de saúde! Centenas de milhões de dólares e imenso sofrimento poderiam ser poupados se as pessoas em conjunto com a sua família e o seu médico, explicitassem o limite dos tratamentos a que aceitavam estar sujeitos e que prolongam a morte.
O Valor da Vida:
Colocado por Fernando Moreira de Sá em sociedade em 18 de Junho de 2010
Como Se Fora Um Conto – O Descalabro do J
Colocado por José Magalhães em cultura, sociedade em 4 de Junho de 2010
O Descalabro do J
O estrondo, enorme e contínuo, baralha as ideias, impede o pensamento e perturba o imperturbável caminhar das horas e dos dias.
As casas, os prédios e as pontes, caem como baralhos de cartas, lançando a destruição à sua volta. As estradas, as ruas e os caminhos, desaparecem, deixando no seu lugar, uma amálgama de trilhos sem sentido e sem indicação de rumo.
No meio de tanta desgraça, J sente-se perdido. Olha à sua volta e só a devastação e a ruína se encontram à vista. O desespero ameaça tomar conta das suas acções. As soluções não existem, os caminhos não se vêm, a solidão está presente.
Os familiares, mesmo que voltassem com os seus esforços e cheios de boa vontade, não apagariam a tristeza nem acalmariam a desesperança.
J é a imagem personificada do desânimo.
Ao seu lado, não tem companheiros de infortúnio. Ninguém repara no seu sofrimento, ou ao menos se importa. Cada um tem a sua própria dor. E as dores dos outros são sempre privadas. Leia o resto do post »
Vida = Ciência e poesia
(Não tenho escrito nada para o Aventar nestes últimos dias. Apetecia-me desancar na mentira e hipocrisia da igreja, na continuação da escamoteação dos seus crimes e na descarada visita papal, assim como me apetecia pertencer a um grupo que eu designaria, por exemplo, de “Terrorismo Selectivo Benigno” (TSB), que fosse capaz, não de matar os ladrões de colarinho branco, mas de os fazer vomitar até ao último tostão, a massa que roubaram e continuam a roubar a todos nós e ao país. Apetecia-me, mas não ando com vontade de mexer na trampa. Assim sendo, viro-me para coisinhas inofensivas, como a que se segue). Leia o resto do post »
Hoje salvei o mundo
Colocado por XXX Carla Romualdo XXX em saúde, sociedade em 31 de Março de 2010
Imagine que algures no mundo há alguém a quem você pode salvar a vida. Não com acrobacias intrépidas de super-herói, sem necessitar de se equilibrar no parapeito de um arranha-céus, ou saltar para um mar infestado de tubarões, ou desactivar, no último instante, um engenho explosivo.
Imagine que a única coisa que teria a fazer seria sentar-se num cadeirão almofadado, desses onde se pode adormecer com um livro em cima do peito, e estender o braço. Mais nada.
E que, com um pouco de sorte, num desses acasos que a cega lei das probabilidades determina, ser contemplado com a feliz notícia de que você, sim!, você, cidadão anónimo, igual a tantos outros, boa pessoa, talvez um pouco teimoso, que é dos poucos defeitos que não nos importamos de admitir porque achamos que revela força de carácter, você vai salvar uma vida. Leia o resto do post »
Apenas um pequeno remate, amigo Raul Iturra
Permita-me que o trate assim. A mim trate-me por Adão Cruz. Aliás, não sou professor, sou assistente graduado em chefe de serviço hospitalar. Mas isso pouco interessa.
Em primeiro lugar as suas melhoras e os meus agradecimentos pelas suas elogiosas considerações.
O estímulo, a imagem, a emoção, o sentimento, a consciência, a reflexão e a decisão são elos da mesma cadeia fenomenológica, mas são diferentes e não podem ser misturados aleatoriamente dentro de um texto ou de uma conversa. Leia o resto do post »
Filosofia de bolso (8)
Colocado por J. Mário Teixeira em geral em 19 de Março de 2010
Na vida devemos sempre lutar por coisas boas, porque as más estão garantidas.
Campanha Para Uma Vida Melhor
Colocado por José Magalhães em sociedade em 18 de Março de 2010
Tempos atrás, iniciei uma campanha no “meu” sítio no sentido de, sempre que possível, consumir-mos productos da nossa região. Fui criticado de todas as maneiras e feitios, e apelidado de separatista, independentista e reaccionário.
Voltando ao assunto, podemos mudar o rumo da história que se segue, que no fundo não passa de uma caricatura, começando por, cada Português, passar a consumir mais 200 euros por ano em productos da sua região, do que hoje consome, em vez de comprar productos similares estrangeiros.
“O ZÉ, depois de dormir numa almofada de algodão (Made in Egipt), começou o dia bem cedo, pelas 6h45 da manhã, acordado pelo seu despertador (Made in Japan). Leia o resto do post »
Filosofia de bolso (4)
Colocado por J. Mário Teixeira em geral em 15 de Março de 2010
- Cada um tem a sua vida, mais a vida dos outros…
Filosofia de bolso (3)
Colocado por J. Mário Teixeira em geral em 14 de Março de 2010
Habemus paxem
Colocado por Adão Cruz em literatura em 14 de Março de 2010
Habemus paxem
Magnífica surpresa nesta saga de poetas para as cinzas nocturnas!
Há um labirinto de ismos que se entrecruzam
de pontes sobre um rio seco ou rio desviado para lá de mim
lago de silêncio com a cidade ao longe
regateando simbolismos de esferas ocas semeadas pelo parque
monumental parque de outros ismos já mortos
à espera de uma ressurreição sob o reflexo de mil janelas
empoleiradas nos altos muros da cidade virtual
em serena ode à quietude universal.
Ali na esquina há fumo branco e o estribilho feroz
de um surrealismo macabro, de um débil concretismo
experimentalista hermeticamente grosseiro
gritando aos ares habemus paxem.
Na deserta anatomia do silêncio onde outrora a poesia já morou
grita bem alto o histórico fóssil da verdade
em pedaços de vida fumegante
e monstruosas resmas de páginas em silêncio.
Montanhas de nomes a apodrecer entre escombros de pensamentos
que embrulharam a consciência adormecida durante séculos
Inglórios sufocos de ar emoldurados de paz e de vida. Leia o resto do post »
Pensamentos XI e XII
Colocado por A. Pedro Correia em Pensamentos do Sr. Anacleto, geral em 20 de Fevereiro de 2010
XI
Há vida para além da morte.
Pelo menos há dú-vida.
XII
Há uma história cujo princípio e meio tu conheces.
O seu fim ser-te-á revelado no dia da tua morte.
Conheça o primeiro Caderno de Pensamentos do Sr. Anacleto da Cruz.
a paixão que mata o amor
Colocado por Raul Iturra em antropologia, arte, literatura, poesia em 15 de Fevereiro de 2010

A morte de Beatriz
Para a mulher que respeito e amo, ela sabe quem é….
O povo português anda preocupado pelas batalhas políticas. Nem sabemos quem nos governa: se é o primeiro-ministro ou a oposição. E se é a oposição, qual é, entre todos os presidentes dos partidos das bancadas que fazem do governo uma minoria, o que exerce o poder? Minoria que, estrategicamente, procurará convénios com os partidos mais pequenos que apoiam o governo minoritário, com condições eternas.
Devo confessar que é um tema interessante, apaixona-me no meu querer saber de como vamos resolver a crise económica que nos atormenta e empobrece, como vamos criar mais postos de trabalho, como vamos agasalhar os que têm frio e fome especialmente em dias de festa, como o carnaval. Povo teimoso que, com frio e tudo e sem dinheiro, passeia e anda pelas ruas da alegria, esquecendo assim as da amargura.
No entanto, quando estamos no meio de outros problemas, sobretudo emotivos, o que o governo faça ou não, passa para segundo plano nos nossos interesses. Até um certo ponto. A crise económica entra nos nossos sentimentos e ficamos fracos para o amor. Bem queríamos amar sem preocupações e oferecer presentes, mas a carestia de vida em que este fraco governo nos meteu, faz-nos mais pobres ainda: de recursos e de emoções.
Os recursos, podem ser resolvidos, o amor também. Um nada de optimismo coloca-nos nas portas da serenidade e da paz. Requisito mínimo, para sabermos conviver em permanente conflito político, especialmente nós, que apoiamos o governo de minoria e os seus aliados. Leia o resto do post »
Invictus
Colocado por Daniela Major em geral em 7 de Fevereiro de 2010

A pergunta ecoa-nos na mente, desde o encontro de Mandela com Pieenar. Como o fazemos? Como nos inspiramos, onde vamos buscar força quando temos que ser os melhores, melhores que todos os outros?
E a resposta é nos dada quando Pieenar e a equipa de raguêbi visitam Robben Island. Aí, o capitão da equipa ouve a voz de Mandela a recitar o Invictus e percebemos como ele, Mandela, o fez, e percebemos como é que a África do Sul foi ganhando todos aqueles jogos, mesmo que a final tenha sido adulterada. Percebemos como Mandela conseguiu unir o país, conseguiu perdoar as pessoas que o tinham colocado na prisão, percebemos como é que viveu anos e anos dentro de uma cela minúscula e sair de lá, ainda acreditando que tinha forças para liderar um país.
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Clara Pinto Correia – A alma e o embrião
Colocado por Luís Moreira em cultura, educação em 5 de Fevereiro de 2010
Na tertúlia de que já aqui falei (ver Tintaralela de Luna), hoje foi a vez da Prof. Clara Pinto Correia nos falar sobre um tema fantástico, que é discutido desde os Egípcios que, aliás, até fixaram um prazo para a alma entrar no embrião! Dez dias!
Antes de tudo, tenho que dizer que a Clara é uma mulher extremamente simpática, sem ponta de peneiras, que ouve e dialoga como fazem todos os que estudaram e sabem muito.
Aristóteles começou por abrir uma janelinha no ovo da galinha e foi comparando o que acontecia ao embrião nos diversos ovos, tendo percebido que eram iguais até uma certa altura e depois começavam a divergir e a modificarem-se, a que atribuiu a entrada da “alma” no embrião.
Grandes nomes da filosofia e da ciência estudaram esta questão que continua sem resposta, como ficou bem patente na discussão do aborto, há ou não ali um ser, ou é apenas um conjunto de células..
A dissecação de cadáveres veio, mais tarde, postular que a alma afinal vivia no coração (até que foi descoberto o funcionamento do coração e a circulação sanguínea) ou noutros órgãos do corpo como na cabeça.
A regeneração, capacidade que alguns animais têm , veio dar um contributo enorme a esta questão quando se percebeu que a calamandra, por exemplo, ou o ouriço do mar, eram capazes de continuar a fazer a sua vida mesmo depois de lhes ser cortada a cabeça ou o rabo. É caso para dizer que “vendem a alma ao diabo”.
Com Santo Agostinho , S. Tomás de Aquino e Sta Ildegarda, chegamos ao conceito da origem sobrenatural da alma, o que desde logo esbarra com o conceito do “pecado original”, pois difícil é compreender que sendo o “ser” de origem divina possa carregar o pecado.
Com o advento do microscópio, cada vez mais potente, percebe-se a existência de uma vida até ali desconhecida, infinitamente pequena, e que começa a responder e a dar significado a questões até aí desconhecidas, como a existência do espermatozóide que o homem ejacula aos milhares de cada vez, mas que só um se transforma num ser com alma. Perdem-se os outras milhares de almas com os espermatozóides que perderam a corrida?
E Clara Pinto Correia termina com humor mas que é também uma verdade científica: se a alma entra no embrião no momento da união então só pode ser pelo ânus, que é, nos vertebrados, o início da vida!
PS: é um resumo, necessariamente incompleto, de uma bela aula que quis partilhar com os meus leitores.
Os números da vida
Colocado por J. Mário Teixeira em sociedade em 21 de Janeiro de 2010

O processo de envelhecimento, contínuo, inexorável, acompanha-nos a partir do fim do crescimento. Não damos logo por ele pois, durante um bom tempo, encaramo-lo como amadurecimento, onde vamos arquivando aquilo a que chamamos de “marcas do tempo”.

Pela frieza dos números da lapidar estatística, ultrapassei metade da minha esperança de vida. Já gastei metade do tempo que, previsivelmente, irei viver. E a verdade é que não dei por isso. Sem embargo das muitas coisas que vivi, e já foram algumas, não sabe a metade. Longe disso. Leia o resto do post »
Para reflectir
Colocado por Daniela Major em geral em 16 de Janeiro de 2010
Esta semana dei por mim a ter uma conversa com uns colegas sobre os cursos que vamos tirar. Se têm ou não saída. Sobre o que nos vai acontecer. Sobre o que queremos na vida, sobre a felicidade e a falta dela. Sobre tudo o que pode correr terrivelmente mal. Estamos em humanidades, bolas, estas preocupações são justificadas em todas as áreas e especialmente na nossa. Contudo, ás tantas alguém mencionou o terramoto no Haiti, e nós percebemos que as nossas preocupações, apesar de perfeitamente justificáveis para a nossa idade, e para o nosso contexto, são pouco comparado com as preocupações daqueles desgraçados. Depois de um silêncio há um colega que diz: “a pergunta que eu faço todos os dias, mas mesmo todos os dias, é: se eu morresse hoje, será que moria feliz?”
Hoje em dia, há muito a noção de que toda a gente tem é que ser feliz, e de que tudo tem que ser fácil, e este sentimento está generalizado, especialmente entre os jovens. Eu não concordo nada com isto. Acho que a vida não é fácil, e não é para ser fácil, e não vai ser fácil. E é preciso esforço, muito esforço, e lutar e muito. E no meio disto a chamada felicidade pode ficar pelo caminho. Mas também acho que é bom relativizar as coisas. Parar um pouco, para pensar, realmente, se moressemos hoje, será que morríamos felizes.












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