Umar Kremlev, o oligarca russo que pagou o casamento do filho de Trump

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Umar Kremlev não é apenas um dos mais influentes oligarcas russos, próximo, claro, de Vladimir Putin. Ele foi o principal patrocinador do casamento de Donald Trump Jr., um dos nepo-babies do Corrupt-in-Chief.

Proponho o seguinte exercício: imaginemos que o filho do Lula da Silva decide dar o nó e que a boda, nas Bahamas, é financiada por um oligarca russo da entourage de Putin.

Consegues imaginar a onda de revolta no comentariado nacional?

Consegues imaginar a seita neofascista a guinchar no Parlamento?

Consegues imaginar a demagogia do Pedro Pinto em Ozempic que a IL tem a usufruir de um tacho em Bruxelas, mas que passa os dias a falar dos tachos dos outros em vídeos no Tiktok do PCC, em vez de trabalhar?

Eu sei que consegues.

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A frase do dia:

O Lillestrom carrega com tudo e o Torreense vai-se aguentando como consegue!

O ayatollah Ben-Gvir

Itamar Ben-Gvir é a mais monstruosa criatura do monstruoso governo Netanyahu.

Um ayatollah Ali Khamenei, versão sionista.

Há dias, protagonizou mais um episódio da sua orgulhosa monstruosidade, que tresanda ao mesmo fedor daqueles que massacraram 6 milhões de judeus nos anos 40. Disse a aberração:

“Acho que devemos levar a cabo assassinatos em Gaza e eliminar entre 30 e 40 pessoas por noite. Não apenas contra aqueles que representam uma ameaça iminente. Existem ali outras pessoas que não merecem viver. Que não devem viver. Não são sequer pessoas.”

Qualquer semelhança entre este discurso e o discurso de um fundamentalista islâmico não é coincidência. As únicas diferenças entre fundamentalistas islâmicos e sionistas são o contexto e o Deus a que rezam. De resto, no que ao extremismo das suas posições diz respeito, pouco os separa.

O sionismo é hoje expressão de intolerância, violência e terrorismo. Uma ideologia de morte e destruição. Comprar influenciadores de mentecaptos e outros fantoches para mascarar a brutalidade com propaganda não vai mudar a realidade.

Desesperado, Trump vira-se para o “socialismo”

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Durante um comício, Donald Trump prometeu 5 mil dólares a cada americano, caso os Republicanos mantenham o controlo da câmara dos representantes e do senado.

Esqueçamos a desonestidade crónica de Trump, que nunca cumpre promessas e se está nas tintas para a situação financeira dos americanos. Se esta promessa tiver o mesmo destino que o preço dos ovos, os ficheiros Epstein e a liberdade de expressão, estamos conversados.

Mas olhemos para esta oferta pela lente económica. A população dos EUA, em 2026, situa-se entre os 340 e os 350 milhões, dependendo da entidade que fez a contagem. Vamos assumir que são 345, para um exercício simples:

  • Quanto custaria esta medida?

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Concurso de bateria (drum-off) Guitar Center 2026: os seis finalistas

O ano do cancelamento de Ricardo Reis

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Ricardo Reis é um dos economistas portugueses mais reputados, dentro e fora de portas. E estava na linha da frente para ser o novo economista-chefe do FMI.

Acontece que Ricardo Reis, sendo um economista sério, independentemente daquilo que possamos achar do seu pensamento económico e político, teve a ousadia de afirmar o óbvio: que as tarifas de Trump afectariam sobretudo o regular Sam.

Trump não gostou.

Reis foi cancelado.

E a sua candidatura a economista-chefe do FMI desconsiderada.

Quem o afirma é o Financial Times, esse perigoso órgão de propaganda comunista.

Se não servir para outra coisa, que o cancelamento de Ricardo Reis sirva para que a direita democrática – sobretudo a liberal que gosta de flirtar com Mileis e Bukeles – perceba que ninguém está a salvo do fascismo pós-moderno de Trump. Agora podem ser os “socialistas”, but make no mistake: os próximos “socialistas” serão vocês. E não digam que o Niemöller não avisou.

 

A frase do dia:

“Não está em causa o direito à opinião, está em causa o relativismo opinativo”
Ana Cristina Leonardo

Seinfeld e os hipócritas

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Não me interessa se o Seinfeld vem ou não a Portugal.

Não muda nada.

Não salva uma pessoa, não acaba com a fome, não pára o genocídio.

E não faltam por cá colaboracionistas que defendem a matança e o terrorismo sionista nas principais TVs e jornais deste país.

Também não faltam hipocrisias.

Das alegadas feministas que promovem produtos da Prozis aos alegados cristãos a defendem o bombardeamento de civis inocentes, passando pelos nacionalistas que juram vassalagem aos líderes de outros países ou pelos anti-comunistas que deslocalizaram a produção para Guangzhou, temos cá de tudo, da esquerda à direita, do liberalismo mais selvagem ao conservadorismo mais castrador.

Também não me venham com as ligações da MEO ao regime sionista. Se vamos por aí, vamos ter que boicotar muitas empresas portuguesas. E todos os partidos do PS até aos neonazis. E clubes de futebol. E empresas de construção. E comunicação social. E marcas de roupa. E hipermercados. Nunca mais saíamos daqui.

Uma coisa te garanto: se o festival fosse patrocinado por uma empresa russa próxima do Kremlin e tivesse um putinista como cabeça-de-cartaz, não estaríamos a ter a mesma conversa.

E essa é a maior de todas as hipocrisias.

P.S: A direita woke guincha, histérica, com o alegado cancelamento do Seinfeld. Enquanto aplaude as perseguições, os homicídios de dissidentes e a proibição de livros que Trump e a sua seita de corruptos têm promovido. Parabéns, por conseguirem ser ainda mais morcões que a esquerda woke. Não foi fácil, mas vocês conseguiram.

 

Um esgoto alegadamente cristão

Repugnante é a palavra que me ocorre. Porque nada nesta notícia falsa e canalha, parida no esgoto neofascista do costume, é deixado ao acaso.

Primeiro, oferecem-se telemóveis aos refugiados ou imigrantes que chegam a Espanha. Milhões acreditam no absurdo. Gritam nas redes, juntamente com os bots das troll farms. A mentira espalha-se e transforma-se em verdade para alguns. Por muito que se desminta, o mal está feito. E propagar-se-á pela eternidade.

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Porque é que os oligarcas odeiam sindicatos? A Coreia do Sul explica.

Na Coreia do Sul, algo raro aconteceu que merece a nossa atenção.

O caso passou despercebido por cá, e percebe-se porquê. Porque, numa decisão sem precedentes, a Samsung decidiu distribuir cerca de 23 mil milhões de euros pelos seus funcionários.

Sim, leste bem: 23 mil milhões de euros.

Não foi na ordem dos milhões.
Foi na ordem dos mil milhões.

A decisão resulta de uma ameaça de paralisação total por parte dos sindicatos. A greve teria um custo muito elevado que a empresa não quis pagar.

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Morte, caos e miséria: o plano que a extrema-direita tem para ti

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Domingo paguei uma pequena fortuna para atestar o depósito do meu carro. E fiz bem. Tanto quanto sei, o valor do gasóleo atingiu ontem o valor mais alto de sempre.

Leste bem: o valor mais alto de sempre.

Desta vez, porém, o assalto em questão não é da exclusiva responsabilidade da ganância dos oligarcas monopolistas dos combustíveis, que é preciso taxar em proporção. Se eles nos podem explorar como senhores feudais, o povo tem o direito de lutar por ver a sua riqueza taxada. O assalto não pode ficar sem resposta e cada um luta com as armas que tem. Os oligarcas lutam com o dinheiro que lhes permite comprar políticos, órgãos de comunicação social e anúncios nas redes sociais. A nós resta-nos votar em quem esteja dispostos a taxá-los.

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Dizes estas merdas para nos sacar guita, Gustavo?

Juro-vos, pela minha saúde, que não queria emprestar o meu pequeno palco a uma figura tão sinistra como Gustavo Santos.

Um tipo tão cheio de si que se apresenta como uma espécie de enviado de Deus.

E, para grande espanto meu, há quem acredite.

Mas desta vez não pude deixar passar.

Porque isto mexe-me nas entranhas.

E porque sei, minimamente, do que falo.

Faz este mês 10 anos que me juntei à Acreditar.

Sou voluntário no internamento oncológico da ala pediátrica do São João.

Lidei com dezenas, talvez centenas de crianças com cancro.

Crianças, recém-nascidos, bebés e pré-adolescentes.

E com mães e pais desesperados, sem saber o que fazer.

Ora, segundo a pseudociência de treta de Gustavo Santos, o cancro resulta de estados emocionais como raiva, ódio, culpa, vergonha ou rancor.

E eu gostava de perguntar a esse oportunista, que faz vida da exploração dos medos das pessoas mais frágeis, que raiva, ódio, culpa, vergonha ou rancor tem um recém-nascido com um tumor cerebral, como já vi alguns.

Aliás, gostava de o ver dizer isso na cara dos pais dessas crianças. E ficar a ver o resultado da audácia canalha e sem vergonha.

É interessante, para qualquer pessoa que conhece as narrativas alucinadas desta pessoa, notar igualmente a incongruência. Se raiva, ódio, culpa, vergonha ou rancor fossem razão para ter um cancro, Gustavo Santos já teria uns 20.

É revoltante.

Imaginem a mãe ou o pai de uma criança que luta contra um cancro e ter que ler uma monstruosidade como a que Gustavo Santos proferiu.

É difícil descer mais baixo que isto.

Portugal precisa de acordar, de facto, e recusar a demagogia populista deste oportunista sem escrúpulos.

Nem uma criança com cancro respeita.

E isto diz-me tudo o que preciso de saber sobre ele.

Repugnante.

Absolutamente repugnante.

Primus (94/99)

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A maior derrota de José Mourinho

Mourinho é uma recente prova viva de que as derrotas não são inevitáveis, coisíssima nenhuma. E o jornalista da Cadena SER ficou sem resposta à altura e, pior, sem a informação.

Leão XIV e a Al-Qaeda sionista

No final do Angelus de 16 de Agosto, o Papa Leão XIV dirigiu-se aos peregrinos presentes na Praça de São Pedro para apelar ao fim da violência israelita contra os habitantes da Cisjordânia. E instou a comunidade internacional a concretizar a solução de dois estados.

Segundo a rede de propaganda da Al-Qaeda sionista, que por cá recruta idiotas úteis em partidos, redes sociais e outros bordéis, Leão XIV é um antissemita.

Não porque verdadeiramente o seja, só um mentecapto pensaria tal coisa, mas porque a máquina de propaganda sionista é tão poderosa que consegue convencer imensas pessoas de que qualquer critica à política externa totalitária e genocida do governo de Israel equivale a odiar judeus. Uma conclusão, lá está, só acessível ao mais mentecapto dos mentecaptos.

Estranhamente, pelo menos por cá, existe um conjunto de pessoas, sobretudo de alegados conservadores e defensores dos valores cristãos, que discorda do Santo Padre. Que entende que os terroristas israelitas podem continuar a ocupar a Cisjordânia, a exercer violência sobre os seus habitantes, a roubar as suas casas, a destruir a sua propriedade e a arrancar as suas oliveiras. Que entende que massacrar inocentes civis, incluindo milhares de crianças, é compatível com os ensinamentos de Jesus.

Não é.

Jesus oferecia a outra face.

Netanyahu usa a fome como arma a mata crianças com bombas. O que o aproxima mais de Estaline e Hitler do que de Jesus.

Percebes a diferença?

Claro que percebes. Não és mentecapto.

Luís Neves?

Eis a minha reflexão reactiva e a minha reacção reflectida em relação ao caso Luís Neves:

Já agora, contextualize-se: o essencial, uma reacção e mais uma reflexão.

Pedro Frazão guinchou: quer cancelar a Lusa

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Por azar, vi um vídeo do deputado Pedro Frazão, do CH, a guinchar, histérico, como uma criança de quatro anos a quem tiraram um brinquedo. Uma criança mal-educada, claro, porque nem todas as crianças fazem as figuras que o deputado Frazão fez naquele vídeo. Mesmo quando lhe tiram o seu brinquedo favorito. Anda um homem a educar o algoritmo para isto.
Que o CH tenha nos seus quadros, com elevado protagonismo, um neurótico desta categoria, surpreende um total de zero pessoas.
O que me surpreende é que a Opus Dei aceite um tipo destes nos seus quadros.

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Rute Sousa: selectivamente pró-vida?

Gaza: “É um horror. Há fome – fome total – no Norte, e está a avançar para  Sul” | Médio Oriente | PÚBLICO

Segundo Rute Sousa, uma mulher “conservadora” que considera que a comunicação social está tomada pela esquerda e pelo progressismo, algo que conjuga harmoniosamente com o facto de a SIC Notícias a ter vindo a promover activamente nas últimas semanas, uns dias como influenciadora, outros como especialista em comunicação, uma criança que seja violada pelo pai deve ser obrigada a ter o filho.

Vamos parar um minuto para pensar nisto.

Uma criança, que nem à adolescência chegou, deve ser obrigada a carregar um feto fruto de uma violação do próprio pai. Como se a possibilidade de se ser violada pelo próprio pai não fosse, por si só, horrenda, Rute Sousa defende que a criança deve ser obrigada a dar à luz um filho que é simultaneamente seu irmão, e viver com isso o resto da vida.

Tudo em nome da ideologia que a Rute defende.

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Ireneu Teixeira e a padeira da Restauração

Ireneu Teixeira é apresentado no canal Now como “analista internacional”.

Ninguém espera que um analista seja imune a opiniões, valores, ideologias ou preferências gastronómicas. Espera-se, ainda assim, que seja um analista, que analise, que explique, que argumente. Ireneu , no entanto, está na televisão como qualquer um de nós num café, em conversa entre amigos, expectorando preconceitos e inventando teorias.

Recentemente, a propósito dos problemas de Ceuta, Ireneu atirou-se à História e explicou que está tudo relacionado com a perda da independência de Portugal em 1580, porque, caso a cidade tivesse permanecido em poder dos portugueses, a crise de 2026 nunca teria acontecido, porque nós teríamos resolvido o assunto. Por outro lado, se a minha avó tivesse rodas, era um camião TIR

Segundo Ireneu, ficámos também a saber que os espanhóis foram expulsos pela padeira, em 1640. É verdade que a História tem tendência para se repetir e, num país com tão bom pão e tão invadido pelos espanhóis, a probabilidade de ter havido, no século XVII, um episódio como o da lendária Brites de Almeida, em 1385, é decerto altíssima. A não ser que Ireneu tenha confundido Aljubarrota com o Primeiro de Dezembro, do mesmo modo que há quem o confunda com um analista internacional.

A Venezuela que a (extrema) direita gosta

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O sector infanto-juvenil da direita radical e da extrema-direita adora usar o argumento “Venezuela”, entre um macaco tirado do nariz e um vidro partido à pedrada.

Contudo, desde que Trump mandou raptar Maduro e chegou a acordo com o restante regime que governa o país há anos, a criançada mudou a cassete. Agora, aparentemente, a Venezuela é um país livre. Apesar de governado pela antiga nº2 do ditador venezuelano, do exército manter o seu poder e da população continuar a viver miserável e oprimida.

Da AD ao CH, passando, claro, pela IL, não faltam adolescentes fascinados com o novo regime venezuelano, que na verdade é exactamente o mesmo, sem Maduro. Parece que se libertou não sei quê. Presumo que terá sido dos barris de petróleo confiscados pelo cartel trumpista. Empreendedorismo do bom. Mercado a funcionar para os donos daquilo tudo, como os luso-salgados adoram.

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Soho Square: Stone Temple Pilots e Van Halen

Leão XIV é anti-semita?

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No final do Angelus de 16 de Agosto, o Papa Leão XIV dirigiu-se aos peregrinos presentes na Praça de São Pedro para apelar ao fim da violência israelita contra os habitantes da Cisjordânia. E instou a comunidade internacional a concretizar a solução de dois estados.

Segundo a rede de propaganda da Al-Qaeda sionista, que por cá recruta idiotas úteis em partidos, redes sociais e outros bordéis, Leão XIV é um anti-semita.

Não porque verdadeiramente o seja, só um mentecapto pensaria tal coisa, mas porque a máquina de propaganda sionista é tão poderosa que consegue convencer imensas pessoas de que qualquer critica à política externa totalitária e genocida do governo de Israel equivale a odiar judeus. Uma conclusão, lá está, só acessível ao mais mentecapto dos mentecaptos.

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Lambrini Girls ao vivo na KEXP

Passados 35 anos, Dave Krusen volta a tocar “Ten”

The Handmaid’s Tale, versão portuguesa Herbert Richers

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É injusto culpar a unipessoal André Ventura pelo surgimento de um movimento de instrumentalização político ancorado no fanatismo religioso, alegadamente criado por mulheres conservadoras. Também lá estão fundamentalistas do PSD e do CDS a ajudar os respectivos partidos a cavar a sua sepultura. Cada partido tem o necrófago que merece.

É bom deixar algo muito claro desde já: quem defende e celebra um genocídio, quem defende o ódio contra outros povos ou religiões e quem defende corruptos que encornam a mulher com prostitutas e actrizes porno está desde logo apresentado. Usam Deus em vão e incorrem em pecado mortal. Dito por outras palavras, são uma fraude. Ou, quiçá, são um estratagema do Diabo para encaminhar o rebanho para o fogo do inferno.

São, em toda a linha, a negação dos ensinamentos de Jesus que dizem defender.

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O ouro das famílias

Antecipando o novo ano escolar, a internet das coisas diz-me que é de esperar haver clientela potencial para a venda de ouro para financiar a escola dos filhos.

Isto leva-me a perguntar se:

– a Educação não era universal e extensível a todos, independentemente do berço?

– já não há classe média em Portugal?

– o ouro não era, por excelência, o produto clássico de poupança das famílias para o futuro distante, ou emergências?

– o ouro, metáfora da providência, passou a ser a conta à ordem das famílias?

É disto que os alemães devem ter inveja?

Já tinha saudades dos tribunais políticos?

Não desespere. O Luís, que trabalha de calções em Agosto, tem a equipa empenhada em acabar com esse saudosismo.

Hoje, no PÚBLICO, “Cidadãos vão poder pedir indemnizações às entidades públicas que os lesaram“.

O processo será instruído por um novo órgão a criar no Centro Jurídico do Estado, o chamado Conselho de Consultores, que fará um projecto de decisão e caberá ao dirigente máximo da entidade a quem se imputa a lesão determinar se há lugar a uma compensação e o respectivo valor, até um limite de 50 mil euros (a partir de 10 mil euros a decisão tem que ser validada pelo ministro que tutela o organismo visado).

Quando a indemnização chegar até 500 mil euros a competência já passa para o ministro e quando é superior a esse patamar para o Conselho de Ministros.

Não há dinheiro para contratar funcionários judiciais e dotar a Justiça de meios em falta mas há para contratar a multidão que há-de fazer parte desse novo Conselho de Consultores.

Não é a criação de uma justiça paralela a forma mais rápida de enxamear o Estado com boys?

E que isenção terá este órgão que decide em causa própria?

Espero que Seguro não ande a dormire e que pare este completo disparate.

Fernando Alexandre vai à caça

Há muitos anos que é assim: o Ministério da Educação é dirigido por liquidatários do sistema público que despejam sobre as escolas enxurradas de decisões disparatadas que têm como consequência (para não dizer como objectivo) dificultar a vida de quem está no terreno. O sistema público de educação, ainda assim, funciona graças ao trabalho dos que estão nas escolas, que funcionam muito melhor do que a tutela e funcionam apesar da tutela.

Por muitos defeitos individuais e colectivos que os funcionários das escolas (docentes ou não) tenham, a qualidade do seu trabalho é superior, são a almofada que protege as comunidades escolares da avalanche perniciosa que cai aos roldões dos gabinetes ministeriais. Todas as asneiras produzidas pela tutela têm sido ultrapassadas ou atenuadas devido à dedicação e à preocupação de centenas de milhares de malabaristas que mantêm tudo a funcionar.

Este ano, o ministério resolveu impor um novo sistema de classificação de exames. Tudo correu muito mal por manifesta falta de preparação. Como de costume, caiu tudo em cima dos malabaristas, com destaque para os directores, para os professores classificadores, para os secretariados de exames e para os funcionários das secretarias das escolas obrigados a compensar as incertezas amadoras de quem decidiu.

Fernando Alexandre e todos os que o defenderam disseram coisas indefensáveis, ainda que tenha havido pedidos de desculpa, reconhecimento de erros e elogios aos professores. Cosmética.

De repente, o mesmo Fernando Alexandre, o criador do caos, decidiu que era necessário investigar as causas do caos. Para isso, resolveu abrir um inquérito a fim de descobrir culpas entre aqueles que foram disfarçando o caos. Não há nenhuma maneira educada de qualificar esta decisão.

Problema n.º 5: descubra os quatro erros desta notícia

Depois dos Problemas  n.º 1n.º 2, n.º 3 e n.º 4, chegámos, cinco anos e quase cinco meses depois, ao Problema n.º 5.

Descubra os quatro erros desta notícia:

SOLUÇÃO: [Read more…]

Focus on top, don’t punch down

Conteúdo gerado com recurso a IA.